22.6.10

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Contas por explicar

Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

Os pensionistas e funcionários públicos que já receberam o salário de Junho foram os primeiros a notar no recibo o impacto do aperto do cinto, por causa da sobretaxa de IRS. A partir de 1 de Julho todos vamos sentir mais directamente a austeridade com a subida de IVA de 1 ponto percentual a aumentar o custo de vida, já que todos os produtos, dos transportes aos combustíveis, dos medicamentos à alimentação, vão pagar mais imposto.
Mas este aperto do cinto não chega sequer para pagar os prejuízos que os portugueses terão de suportar nos buracos do BPN e do BPP. O descalabro destes bancos foi em 2008, mas a conta ainda está por pagar. No BPP, os bancos já executaram o aval do Estado concedido para um empréstimo de 450 milhões de euros. Quando este empréstimo foi concedido Teixeira dos Santos repetiu que não havia risco, porque o BPP tinha dado garantias ao Estado. Mas na semana passada, o vice-governador do Banco de Portugal, Pedro Duarte Neves, disse que "em caso de litigância é difícil sabermos o valor da recuperação" dos activos dados em garantia ao Estado.
No BPN, os prejuízos de 216 milhões de euros em 2009 são uma péssima notícia. Quando terminarem estas novelas, os contribuintes têm de saber onde foram gastos todos os cêntimos, porque os danos provocados por Oliveira e Costa e João Rendeiro não desculpam os erros posteriores.

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