19.6.09

860



Primeiro foi o adiamento do TGV.
Agora é o da avaliação dos professores.
A questão é se isto é crível?
Se os portugueses vão acreditar que é uma inversão - tão súbita, tão radical - de políticas, ou vão pensar que não passa de uma manobra para reconquistar votos perdidos?
E se pensarem isto - e não perceberem porque foram em vão os sacrifícios que lhe foram impostos - vão ainda assim votar no «eng»?

859

Quem nos tira esta coisa de cima?

858

857

O princípio do fim (3):



Ex-ministros do PS unidos contra as obras públicas

Económico
19/06/09 16:40

Luís Campos e Cunha (na foto), Augusto Mateus e Silva Lopes, que foram membros do Fórum Novas Fronteiras de Sócrates, estão entre um grupo de 30 economistas que assinaram um manifesto contra as grandes obras públicas.

aqui

é claro que os economistas, estes e outros que quando não estão no governo têm todas as soluções para salvar o País, quando - estes e outros - quando lá estiveram não só não resolveram nada, como deixaram as coisas ainda piores.

856

Elisa resiste a pressões para renunciar já


855

no KAOS

18.6.09

854

853



Isto faz-me perceber porque é que nos filmes quando alguém compra um escravo lhe vê os dentes:

Transferência de Cissokho para o Milan abortou

12h35m

A transferência de Cissokho para o Milan não vai concretizar-se devido ao jogador francês ter reprovado nos testes médicos realizados em Itália.

O FC Porto e o Milan tinham acertado a transferência do jogador por 15 milhões de euros no passado sábado, mas o negócio não vai ser concluído devido a problemas dentários do jogador.

Cissokho afirmou na segunda-feira que o problema estava resolvido e que tinha assinado um pré-contrato, mas a verdade é que hoje o Milan comunicou ao FC Porto a sua intenção de não concretizar a transferência.

O FC Porto irá informar a Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários do facto do negócio não se realizar, mantendo-se o lateral-esquerdo como jogador dos dragões.

852

851



O novo porta voz do PS é secretário de estado das escrituras públicas secretas

17.6.09

850




Suspeita de fraude fiscal

Buscas na empresa que fabrica 'Magalhães'


1, 2, 3, 4 e 5

849

O Poder e as Ressurreições



no KAOS

848


Nova operação de marketing?



847



Moção apresentada pelo Pedro Batista à Comissão Política Distrital do P. S. e que a maioria dos elementos desta decidiu não admitir à discussão





O Partido Socialista é o grande partido português da esquerda democrática, mas devemos ter a humildade de reconhecer que nem sempre, no decorrer destes quatro anos, o seu governo actuou de acordo com as expectativas geradas no eleitorado.
Nem sempre as reformas necessárias foram executadas com o melhor tacto político na escolha do momento e na forma de fazer, do que decorreu um significativo desgaste governativo em sectores vitais da vida portuguesa.
As remodelações necessárias para criar novos elãs governativos e sobretudo novas esperanças mobilizadoras nos portugueses nem sempre ocorreram, podendo citar-se como elucidativa, pela positiva e a título de exemplo, a melhoria profunda das relações da governação com os cidadãos no domínio da Saúde por via da remodelação ministerial operada.
Como se torna habitual quando o PS forma governo, o partido deixou-se adormecer. O debate interno foi minorado em favor da concepção unicitária do apoio ao governo, nem permitindo a necessária contribuição crítica dos militantes, nem a ligação interactiva entre os militantes e os cidadãos, nem propiciando a que a pluralidade de pontos de vista permita que a diversidade social nele se reveja.
Além disso, no 35º ano da nossa II república, a imagem da democracia e da política tem vindo a degradar-se sem que o PS e o Governo tenham tomado medidas suficientes para moralizarem a vida pública e renovarem uma imagem revivificada da acção política.
Donde um profundo descrédito pela política e pelos agentes políticos, uma falta clamorosa de esperança nos portugueses em relação ao futuro, uma degradação dos valores cívicos e sociais, um entristecimento e desorientação generalizadas nos cidadãos, sempre ampliada pelas crises sucessivas da Justiça e pela indústria da comunicação social.
No que diz respeito ao Distrito do Porto e à Região Norte, onde a quebra e a recessão económicas mais se fizeram sentir com incidência determinante na queda das exportações nacionais e na concentração de 40% do desemprego do país, estivemos longe de obter políticas de investimento público suficientes ou de resolver alguns problemas estruturais para a região tais como, a mero título de exemplo, uma decisão sobre a futura gestão do aeroporto Sá Carneiro.
Nas eleições europeias do passado dia 7 de Junho, pela primeira vez, o Partido Socialista ficou aquém de um milhão de votos enquanto o PS Porto teve no Distrito menos votos que o PSD, o que não acontecia há 18 anos.
Face a estes resultados, e uma vez que não fomos capazes de proceder atempadamente às alterações necessárias, é decisivo para o futuro próximo do partido que sejamos capazes de reconhecer as debilidades.
Precisamos da humildade de reconhecer que, por vezes, o governo não ouviu os anseios das populações e que o Partido Socialista, ao contrário do que seria seu dever, nem sempre se fez ouvir junto ao governo para que as políticas fossem reajustadas; precisamos da humildade de arrepiar caminho, mudar de atitude, mudar de estilo e mudar de imagem.
Não com uma mera mudança por via das cosméticas, mas com uma nova imagem a que correspondam novas ideias e formas de encarar a política. Para isso, o partido precisa de renovação, preparar novos rostos que dêem garantias no eleitorado de uma forma redignificada de fazer política enquanto serviço.
Sendo impossível, até Agosto ou Setembro próximos discutir, deliberar e organizar sobre novas políticas ou metodologias para a indicação dos candidatos a deputados e a autarcas…
Sendo vital que na preparação dos dois próximos processos eleitorais se faça sentir a preocupação de moralização e credibilização da política do Partido no Distrito do Porto…

A Comissão Política Distrital do Porto, reunida a 15 de Junho de 2009, delibera que:

- Os próximos deputados devem assumir não só o compromisso constitucional de representarem o país, como o de responderem perante o eleitorado concreto do círculo por onde foram eleitos;
- Os próximos deputados devem comprometer-se a sustentar lealmente o governo que tenha sido indicado ou apoiado pelo Partido Socialista, aprovando o programa do governo que resulte do programa eleitoral, aprovando o plano e orçamento anuais, e rejeitando todas as moções de censura dirigidas contra o governo;
- Os próximos deputados do Porto comprometem-se a defender os interesses da região, ouvindo o seu eleitorado, os seus anseios e as suas opiniões, trabalhando-os politicamente e travando as batalhas necessárias para os defender; os deputados devem ter um papel activo, individualmente e enquanto grupo, na defesa dos interesses da região particularmente na discussão e aprovação anual do PIDAC; os deputados devem comprometer-se a dar conta dos seus trabalhos e das suas iniciativas ao seu eleitorado, em sessão pública semestral aberta a todos os cidadãos e em que todos possam usar da palavra; os deputados socialistas devem pois comprometer-se a apoiar o governo socialista com uma presença construtiva e crítica
- De todos os compromissos políticos dos próximos deputados, o da lealdade para com o eleitorado é o mais relevante; o partido não tem interesses próprios que extravasem os seus valores ideológicos; a razão de ser do partido é o serviço às pessoas, e portanto ao país, tal como o entende nas suas bases ideológicas, nos seus estatutos e nos seus programas;

- No sentido da transparência, claridade e moralização da vida política na relação dos candidatos socialistas com o eleitorado, de acordo com o entendimento plasmado em diversas tentativas mas nunca efectivado inteiramente, são interditas as candidaturas simultâneas por parte dos mesmos candidatos às Câmaras municipais e à Assembleia da República; o Partido deve apresentar candidatos que assumam integralmente os projectos a que se candidatam, evitando dúvidas no eleitorado tanto quanto à natureza das candidaturas como quanto à civilidade do acto de candidatura.

- Finalmente, as listas dos candidatos a deputados devem representar todas as sensibilidades existentes dentro do partido no distrito, de acordo com a melhor tradição do Partido Socialista, para que todos os sectores do eleitorado neles se revejam, neles votem e com eles estabeleçam uma relação persistente, profunda e interactiva de apoio e exigência políticas.

846


O inultrapassável Lelo:








Quem não gostou de ver José Sócrates a transfigurar-se num primeiro-ministro humilde foi José Lello, o secretário nacional para as relações internacionais, apoiante de Sócrates desde a primeira hora e um dos mais ferozes apoiantes das políticas governamentais. Lello disse que o PS não precisava de humildade, que a humildade é, em política, sinónimo de hipocrisia, e que o que era preciso para enfrentar a campanha era de verdade, objectivos e assertividade. Voltou a repetir o que já tinha dito em público - que as eleições europeias tinham sido "a feijões" e que o eleitorado não votou no PS porque não estava em causa a governação. De resto, afirmou a sua opinião de que o PS tinha perdido votos não à esquerda, mas ao centro, e que na campanha eleitoral o PS devia dirigir-se ao centro e à classe média.


no I

845



O Estado que se defrauda a si próprio, e portanto rouba os contribuintes
(é uma questão de hábito):




NVESTIGAÇÃO

Visabeira tem capital do Estado e é suspeita de fraude




Buscas na Visabeira por suspeita de fraude fiscal

Operação liderada pelo DCIAP no âmbito de inquérito-crime que nasceu do processo Furacão

Fraude fiscal e branqueamento de capitais

Fisco visita Visabeira e domicílio de gestores


16.6.09

844

no DELAÇÕES DO EGO

843

no PROTESTO GRÁFICO

842

O ceguinho do Banco de Portugal

no KAOS

841

Corrupção: 73% dos portugueses não confiam nas políticas do governo - Transparency International.

00h58m

Lisboa, 16 Jun (Lusa) - Mais de 70 por cento dos portugueses não confiam nas políticas do governo para combater a corrupção, de acordo com o Barómetro Internacional de Transparência, da agência independente Transparency International.

73 por cento dos portugueses consideram que as políticas do governo são ineficazes, sendo Portugal o quinto país da Europa cuja população dá pior avaliação às medidas dos governos contra a corrupção.

Israel é o país da Europa que tem pior classificação, com 86 por cento da população a considerar as políticas do governo de "ineficazes", seguindo-se a Lituânia, 84 por cento, e a Grécia e a Bulgária com 76 por cento.

JN

14.6.09

838






Creio firmemente que se o PS se apresentar às próximas legislativas sob a liderança do «eng» vai sofrer uma derrota, uma derrota histórica.
E isto porque os últimos quatro anos de governo são um acumular de erros de que o partido vai agora pagar a factura; já a começou a pagar nas europeias.
Se bem nos lembramos o governo arrancou com o anúncio de duas medidas emblemáticas, para efeito de propaganda: a unidose nos medicamentos e a redução das férias judiciais.
Quanto à unidose, ninguém a viu ainda!
As férias judiciais reduzidas são um erro e a sua aplicação nos termos em que o tem sido uma mistificação para enganar papalvos.
Esse é o paradigma de quatro anos de governação.

Em matéria de reformas nada se fez de significativo, salvo na Segurança Social, mas aí, para a salvar financeiramente, optou-se por soluções que diminuíram direitos sociais.
As outras reformas, incompletas e por essa razão inconsequentes, não reformaram nada do que efectivamente era necessário. Ao fim de quatro anos temos de concluir que nada se fez de significativo: está tudo mais ou menos na mesma, mas para pior.
Pelo caminho hostilizaram-se largas camadas da população, sobretudo as mais informadas, com melhor preparação e mais habilitações.
Aumentou significativamente a desigualdade social, sendo cada vez maior a diferença entre os ricos e os restantes cidadãos.
O combate ao deficit fez-se, mais uma vez, com o sacrifício das camadas mais desfavorecidas e foi essencialmente suportado pela classe média.
Entretanto, e simultâneamente, a finança (incluindo os seguros) não só não viram taxadas como deviam a sua actividade e os seus lucros como beneficiaram de políticas que objectivamente a favoreceram.
Não se fez o combate eficiente à evasão fiscal e consentiu-se na continuação da utilização abusiva dos "off-shores" para a evasão fiscal e para a prática incontrolada de delitos económicos, ao mesmo tempo que o Banco de Portugal e o seu governador foram completamente inúteis, salvo para produzir números que interessavam ao governo.
Quando veio a crise do BPN e do BPP, ainda aí o governo atirou dinheiro dos contribuintes para tentar tapar o buraco.
O «eng» levou para o governo, e manteve lá, ministros que não só são ineficientes, como nem sequer se podem deixar falar em público sob pena de mostrarem ao país a incapacidade que os anima e o ridículo que constituem. O caso mais flagrante é o do manelzinho da economia.
O desgoverno levou, e leva, a que crise financeira internacional - cuja existência o governo negou enquanto pode, mesmo quando já era uma evidência - nos tenha apanhado sem que tivessem sido feitas as reformas e tomadas as medidas essenciais para a enfrentar. Daí que a vamos sofrer por mais tempo e com maior intensidade.
Tudo isto acontece, também, porque o Partido Socialista, na esteira da anterior «gestão» guterrista se tornou num partido vazio de ideologia, um mero agregado de interesses sem definição dogmática.
Ora, porque votariam as pessoas num corpo desideologizado, sem norte ideológico nem linha política, e que é apenas uma central de negócios e de distribuição de poderes fácticos menores. Para isso tem o PSD com melhor e mais antiga prática.
Para poder ganhar eleições o PS tem de definir um corpo ideológico que lhe permita travar o combate político.
E tem de o fazer à esquerda, distanciando.se da prática dos últimos tempos.
O mito "blerista" da terceira via, e a sua versão nacional o guterrismo, já provaram não terem futuro nem razão de ser e que não passaram de uma mistificação.
Não cabe à esquerda - ainda que, ou sobretudo social-democrata - fazer a gestão dos interesses do capital
A sua função tem de ser governar no interesse de todos e, sobretudo, no dos mais desfavorecidos. A esquerda ou é socialmente solidária, ou não o é.
Acresce que o «eng» dada a sua figura, crónica, e o carácter que manifesta leva a que um número significativo de eleitores não votem nele.
Quem, considerando-se pessoa de bem, pode votar num partido liderado por um homem que não se notabilizou a não ser palas sucessivas «habilidades» que são a história da sua vida?


O PS não pode, para ainda ganhar as eleições, deixar de encarar a única via pela qual o pode conseguir: livrar-se do Sócrates e definir-se, ou redefinir-se, ideologicamente.
Sem isso vai repetir o desastre das europeias.
Conseguirá fazê-lo antes das legislativas, que serão - tudo indica - em Setembro?
Duvido!

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O principio do fim:




Entrevista de Paulo Pedroso ao CORREIO DA MANHÃ