22.8.09

1105











1104


PS queixa-se de Valentim Loureiro à CNE

A candidata do PS à Câmara de Gondomar, Isabel Santos, apresentou uma queixa contra Valentim Loureiro junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), alegando aproveitamento dos meios da autarquia para fins políticos.
Isabel Santos coloca em causa "a estratégia de intoxicação dos gondomarenses, com a disseminação de mais de 70 outdoors de grandes dimensões que prometem a realização de várias obras públicas, num evidente aproveitamento dos meios da câmara e numa clara violação das normas legais vigentes", sustenta em comunicado enviado aos órgãos da comunicação social.
Valentim Loureiro rejeitou a existência de qualquer ilegalidade na colocação dos cartazes, defendendo que as informações afixadas "respeitam a obras ou actividades que estão a ser desenvolvidas". Lusa

1103

STCP paga 19 mil euros de juros por dia

Porto Tribunal de Contas reitera falta de apoio do Estado. Empresa só sobrevive graças a sucessivos empréstimos

no JN

O Retatório da auditoria do Tribunal de Contas à STCP está aqui, e vale a pena ler.

1102

Helena Garrido
A imagem da crise nas contas públicas
Helenagarrido@

21.8.09

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JUSTIÇA

Quase 400 falsos advogados em Lisboa e no Porto


Quase 400 falsos advogados em Lisboa e no Porto


1100

video video

Devo dizer que, malgré tout, prefiro a versão francesa, por mais canalha.

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20.8.09

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Oscar Peterson, Count Basie...

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tirado daqui

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Leitura recomendada:


J. M. Correia Pinto no POLITEIA


O PS E AS COLIGAÇÕES PÓS-ELEITORAIS


MAIS DO MESMO


É óbvio que tanto o PS como o PSD querem ganhar as eleições para que não venham a precisar um do outro para governar. São, à escala nacional, demasiado grandes para encarar como alternativa satisfatória a divisão do poder e tudo o que a ele anda ligado. Só que nesta contenda o PSD está mais bem colocado do que o PS: basta-lhe fazer maioria com o CDS para ter o essencial do que pretende; o PS, ou a obtém sozinho, ou vai ter que se aliar a alguém da direita para governar.
Esta inclinação do PS para a direita vem verdadeiramente desde a sua fundação e, principalmente, da sua génese. Com excepção de uns poucos elementos francamente solidários com os seus compatriotas, marcados por uma ideologia de feição igualitária de base moral, o restante PS sempre foi muito semelhante ao de hoje. Para a generalidade da gente do PS, antes, durante e depois do 25 de Abril, francamente importante era a institucionalização da democracia política representativa, a formação de partidos políticos, eleições regulares e o elenco das liberdades e direitos fundamentais de natureza política assegurados. Os direitos fundamentais económicos e sociais, bem como formas mais avançadas de democracia nunca passaram para o PS de uma pura retórica sem qualquer tradução prática ou apego de princípio.
E isto bastou e basta para distinguir o PS, antes e depois do 25 de Abril, dos partidos de direita, mas também não foi impeditivo da formação de alianças com aqueles mesmos partidos, mesmo quando essas alianças poderiam pôr em causa alguns dos princípios fundadores do PS, facto que por si só ajuda a perceber como pode funcionar o PS em situações limite.
A chegada ao PS, antes e depois do 25 de Abril, de elementos que tinham militado no PCP ou em grupos da extrema-esquerda dita marxista-leninista apenas agravou o pendor direitista do partido, como hoje muito bem se nota pelas posições dos que, oriundos desses sectores, continuam a ter um papel ideológico importante na conformação política do PS. De facto, os seus intelectuais orgânicos, tanto os filiados, como os que independentemente de qualquer ligação burocrática o apoiam, são gente marcadamente incapaz de abandonar aquela matriz. E quando o fazem é para acentuar ainda mais o tal pendor direitista do partido.
Ainda agora um deles vem tentar demonstrar por que não pode o PS aliar-se à esquerda, com base numa argumentação que na realidade nada prova e que apenas serve para reiterar a inamovível atitude política do PS desde a sua formação.
De todos os argumentos apresentados, apenas o primeiro faz algum sentido: o anúncio ou a admissão da viabilidade de uma aliança com o PCP ou o BE, ou com ambos, apenas serviria para afugentar o eleitorado “centrista” do PS. Aqui há duas grandes verdades, uma explicitada outra escamoteada. A verdade explicitada é a mais que provável perda de eleitorado do PS se houvesse aliança; a escamoteada é que o PS capta aquele eleitorado por ser o partido que é.
A partir daí nada mais interessa do ponto de vista argumentativo. Dizer que o PCP e o BE são visceralmente anti-PS ou que são partidos anti-europeístas não acrescenta rigorosamente nada à compreensão da impossibilidade de alianças. Como também não passa de pura música celestial a crítica a Guterres por falta de firmeza para justificar um novo governo de maioria relativa, bem como a tentativa de captar o eleitorado de esquerda com programas de direita, para alcançar uma maioria absoluta.
Estas posições do PS e dos seus intelectuais reforçam a convicção de que a aliança à esquerda somente é possível quando o PS perder a hegemonia eleitoral no seio da esquerda. Então, sim, a aliança será possível.

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sítios onde as coisas ainda são piores que no PS!

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Avenida da Paz, Logroño

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"Olho Vivo" está de volta

A saudosa série de comédia "Get Smart", que revelou o argumentista Mel Brooks e a RTP popularizou entre nós nos anos 60 com o título de "Olho Vivo", está de volta este Verão ao convívio dos portugueses.

Só que passa agora, não na RTP, mas no "Público". Os primeiros episódios decorrem num país imaginário chamado Portugal. A tenebrosa KAOS é desta vez suspeita de, para consumar o seu projecto de dominação do Mundo, seguir e vigiar, a mando de um governo, o presidente da República.

Acusado de colaborar com os inimigos do tal governo, Smart - sempre fiel ao método dedutivo - faz anonimamente constar, através da letal Agente 99, que se o governo sabe o que ele fez é porque ("quod erat demonstrandum") o anda a seguir.

E ainda mais: que o caso já vem de longe, quando um espião da KAOS, um tipo gordo e de óculos escuros, se infiltrou num jantar do presidente sentando-se, com o famoso sapato "hi tech" posto no ouvido, a uma mesa do repasto sem ninguém o convidar.

A coisa promete e aguardam-se ansiosamente novos episódios e novas primeiras páginas. Mas eu, apesar de tudo, preferia o "Calvin & Hobbes".

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no 5dias

A Esquerda para principiantes

por Nuno Ramos de Almeida


Numa altura em que o PS, espreitou para além do seu ombro e da Mota-Engil, descobriu os ricos e enche a boca com justiça social. Num tempo em que as promessas se multiplicam como pãezinhos quentes no regaço do engenheiro dominical. É preciso explicar, muito devagarinho, o que é uma opção de esquerda nestas eleições. Ao contrário de que os assessores de turno e os cristãos novos do socratismo nos querem convencer, a esquerda não se mede pelas promessas e migalhas de subsídios que dá aos humilhados e ofendidos desta sociedade, mas pelo poder que lhes devolve. Governar à esquerda não são os anúncios repetidos de mais uns poucos euros nos subsídios de inserção, nos subsídios de velhice, nos subsídios de desemprego, embora todos eles possam ser úteis. Governar à esquerda significa dar poder às pessoas, dar direitos às pessoas, dar direitos à, chamada, sociedade civil. Não governa à esquerda quem aprova um código de trabalho a favor dos patrões, quem afronta os sindicatos e quer acabar com eles, quem acaba com o ensino superior público gratuito e com o Serviço Nacional de Saúde. Uma alternativa política de poder de esquerda tem que colocar como primeira prioridade dar poder à maioria dos trabalhadores (eu sei que é uma palavra caída em desuso). Significa, não só, redistribuir de uma forma mais justa o produto social, mas, sobretudo, dar poder político e económico à maioria da população.

Em estéreo no Blogue de Esquerda (quando conseguir funcionar com aquilo)

19.8.09

1090




A proverbial trampolinice



REGULAMENTO DE INSCRIÇÃO DE ADVOGADOS E ADVOGADOS ESTAGIÁRIOS

Artigo 2.º
Inscrição e uso do título de advogado e de advogado estagiário

1 - Só podem inscrever-se na Ordem dos Advogados os titulares do grau académico necessário nos termos previstos no EOA, que reúnam os demais requisitos de inscrição prescritos no EOA e no presente regulamento.
2 -
A inscrição e sua manutenção em vigor é condição do exercício dos direitos e do título de «advogado» e de «advogado estagiário».


O Regulamento é consultável no site da Ordem dos Advogados. Aqui.

E o n,º 2 do artigo acima transcrito tem um sentido limpído e incontroverso: só pode usar o título de «advogado» quem estiver como tal inscrito na Ordem e mantiver em vigor essa inscrição.


Ora, o Dr. Pinto e os responsáveis pela lista clandestina com que concorre à Câmara de Matosinhos divulgaram, por mail, a composição dessa lista, com indicação das profissões dos respectivos membros.

E constam dela, na versão divulgada diversos advogados, a saber:


LISTA DE CANDIDATOS À CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS

CANDIDATOS EFECTIVOS

1. GUILHERME MANUEL LOPES PINTO, 50 ANOS, ADVOGADO

3. JOANA MAFALDA FELÍCIO FERREIRA, 32 ANOS, ADVOGADA


E na

LISTA DE CANDIDATOS À ASSEMBLEIA MUNICIPAL

CANDIDATOS EFECTIVOS

3. LUÍSA MARIA NEVES SALGUEIRO, 41 ANOS, ADVOGADA

10. ANDRÉ MIGUEL ROCHA DE ARAÚJO MONTEIRO, 33 ANOS, ADVOGADO


CANDIDATOS SUPLENTES

7. SUSANA MARIA TEIXEIRA GOMES DA COSTA, 32 ANOS, ADVOGADA

13. BRUNA PATRÍCIA LOPES DA SILVA SANTOS, 23 ANOS, ADVOGADA


Quem vir tal lista não poderá deixar de notar o número de advogados.

Sucede, porém que é fácil saber quem é e quem não é advogado.

Ainda no site da Ordem dos Advogados. Agora aqui.

E fazendo uma busca simples conclui-se que de tantos aparentes advogados, apenas dois o são de facto, só dois estão inscritos na Ordem:

o Dr. André Miguel Rocha de Araújo Monteiro e

a Dr.ª Susana Maria Teixeira Gomes da Costa.


Os outros não são advogados.

E se pretendem passar por tal apenas o fazem para, também desta forma, tentarem enganar os eleitores.

Mas isso é o que melhor sabem fazer; aprenderam com o pai deles todos que agora querem, edipianamente, matar.


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A mandatária no GOOGLE IMAGES:


Talvez assim o comedor perceba porque é que o outro é primeiro ministro e ele apenas candidato (independente) a uma Câmara.

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Não seria melhor que estas coisas fossem feitas por quem saiba escrever?



MUNICÍPIO DE MATOSINHOS
Declaração de rectificação n.º 1980/2009

Contratação por tempo indeterminado
para dois postos de trabalho

Dra. Luísa Maria Neves Salgueiro, Vereadora da Câmara Municipal de Matosinhos, com competências delegadas, faz público, para os devidos efeitos, que o Aviso n.º 13887/2009, do Diário da República n.º 150, 2.ª série de 5/8/2009, foi publicado com as temáticas trocadas das provas de conhecimentos escritas, de natureza teórica, específicas, compostas por perguntas de desenvolvimento e de perguntas directas.
Assim, as temáticas do Concurso A pertencem ao Concurso B e as do Concurso B pertencem ao Concurso A.
7 de Agosto de 2009. — A Vereadora, Luísa Maria Neves Salgueiro.
302172763

1085




O que diz Madelino

O desemprego aumentou no segundo trimestre deste ano 23,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, e o número total de desempregados bateu já a assustadora barreira dos 500 000 (sem contar com os 143 648 misteriosamente "desaparecidos" do IEFP e em paradeiro estatístico incerto). Para Francisco Madelino, presidente do mesmo IEFP (o tal dos concursos de admissão com testes sobre os discursos de Sócrates), isso são "peanuts". Ele é o homem certo no lugar certo para, em tempos pré-eleitorais, nos dar boas e camonianas notícias: o desemprego cresce, sim, mas não cresce já como soía. Ou, explica Madelino, cresce mas - deitem foguetes desempregados e famílias - cresce "estavelmente", que é como quem diz que voa alto mas voa baixinho. O papel do presidente do IEFP é o mais difícil e desamparado da comédia que é a gestão política dos números negros do desemprego; cabe-lhe vir à boca de cena e pintá-los de cor-de-rosa. Atire-lhe a primeira pedra quem, no seu lugar, que é de nomeação política, não fizesse o mesmo ou pior de modo a evitar vir a engrossar também ele as estatísticas do desemprego.

18.8.09

1084











Estive a assistir ao tempo de antena da Elisa Ferreira no Jornal das Nove da SIC Notícias.
E digo ostensiva e claramente «tempo de antena».
É que pensei que fosse uma entrevista.
O Mário Crespo, supostamente condutor do telejornal e habitualmente - e bem - tão interventivo, demitiu-se do exercício da função que ali era suposto exercer: perguntar, questionar, confrontar.
Percebi que nos próximos dias vão ser «entrevistados» os cabeças de lista dos demais partidos.
Se a ideia é que a «coisa» seja conduzida como hoje, tudo não passa de uma perfeita inutilidade. Cada um debita o que quer, como quer e quando quer.
E o jornalista que preside à «coisa» demite-se da sua função e da razão de ser de ali estar.
Ou, o que é ainda pior, o Mário Crespo não fez o trabalho de casa.
Não sabe quais são os problemas do Porto, o que está em causa, o que se discute.
E fez uma tristíssima figura.

Quanto à Elisa Ferreira, também teve uma fraca prestação.
Em parte justificável porque a ausência de confronto por parte do entrevistador deixou-a sozinha e, nessas circunstâncias, é sempre difícil escapar à mediocridade.
Quanto às questões que ao Porto interessarão, para além da autopropaganda em matéria do prometido apoio governamental - apenas válida se o governo for o mesmo ou da mesma extracção - tocou significativamente em dois assuntos: os bairros camarários e o parque da cidade.
Quanto aos bairros é sabido ser terreno sociológico que o PS perdeu para o Dr. Rio e que previsivelmente não recuperará.
Na matéria do parque da cidade, que é um assunto muito complicado para o PS, raiou a estultícia.
É que na discussão do parque não se pode omitir nem esconder que toda a questão resulta da intervenção desastrosa, imoral e quiçá ilegal do Nuno Cardoso.
Que decidiu o que decidiu - em prejuízo da cidade mas provavelmente em benefício próprio - já depois das eleições autárquicas e quando sabia que nem ele nem o PS iam ficar na Câmara.
Assim como o engenheiro de domingo no Freeport.

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Leituras recomendadas:


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Gabinete da Ministra
Despacho n.º 19088/2009
A crise económica e financeira que se instalou nos últimos meses assume dimensão mundial, razão por que a União Europeia se concertou com os seus parceiros internacionais com o propósito de a debelar.
Na sequência do programa de trabalho traçado na cimeira de Washington, de 15 de Novembro de 2008, estabeleceu-se, de forma coordenada, no quadro europeu, as medidas de urgência necessárias para restabelecer o bom funcionamento do sistema financeiro e a confiança dos agentes económicos, sublinhando o Conselho Europeu a necessidade de os Estados membros ultimarem estas medidas sem demora.
Concretamente, os Estados membros foram convidados a tomar várias medidas de resposta à situação específica de cada um deles, as quais reflectem margens de manobra distintas.
Nessa linha, o Conselho Europeu, reunido em Bruxelas em 11 e 12 de Dezembro de 2008, aprovou um plano de relançamento da economia europeia que, no que diz respeito às medidas que são da competência da União Europeia, decidiu apoiar, em particular e para os anos de 2009 e 2010, o recurso aos procedimentos acelerados previstos nas directivas relativas aos contratos públicos, em vista de uma mais rápida execução dos projectos públicos de grande envergadura.
Também a Comissão Europeia veio reconhecer que a natureza excepcional da actual situação económica exigia que a concretização dos pertinentes investimentos públicos revestisse um carácter de urgência, justificando a adopção dos procedimentos de contratação pública mais céleres previstos na legislação comunitária, designadamente na Directiva n.º 2004/18/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de Março de 2004, relativa à coordenação dos processos de adjudicação dos contratos de empreitada de obras públicas, dos contratos públicos de fornecimento e dos contratos públicos de serviços.
Na sequência, o Conselho de Ministros aprovou em 13 Dezembro 2008 a Iniciativa para o Investimento e o Emprego destinada a minimizar os efeitos da crise financeira e económica internacional e a permitir o relançamento da economia portuguesa através de um plano de investimento público, integrando um conjunto de medidas especialmente dirigidas às áreas prioritárias para o desenvolvimento do País.
Tendo em consideração a urgência da execução destas medidas e a necessidade de obter efeitos de curto prazo sobre o crescimento e o emprego, o Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, veio, no essencial, estabelecer medidas excepcionais de contratação pública, a vigorar transitoriamente em 2009 e 2010, aplicáveis aos contratos de empreitada de obras públicas, de concessão de obras públicas, de locação ou aquisição de bens móveis e de aquisição de serviços.
Neste sentido e nos termos conjugados do n.º 4 do artigo 1.º e do n.º 1 do artigo 2.º, ambos do Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, constitui requisito da aplicação do regime excepcional a identificação do conjunto de investimentos prioritários definido por despacho do membro do Governo responsável pela área sectorial em causa, a publicar no Diário da República.
Nestes termos, ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 1.º do Decreto- Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, e através do despacho n.º 5395/2009, de 6 de Fevereiro, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 33, de 17 de Fevereiro de 2009, foi aprovada uma primeira listagem de escolas abrangidas pelo regime excepcional previsto no diploma acima referido.
Considerando que, mais recentemente, foram definidas as escolas a integrar a fase seguinte do Programa de Modernização, no âmbito de cujas intervenções se iniciarão de imediato as actividades de estudos de base e projectos;
Considerando, ainda, que as intervenções englobadas em fase anterior do Programa de Modernização se encontram em fase de conclusão, devendo ser objecto de adjudicação diversos trabalhos, fornecimentos e serviços só possíveis na fase terminal da obra, por forma a não comprometer a abertura das respectivas escolas no início do próximo ano lectivo:
Assim, nos termos expostos e ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, determino:
1 — Aprovar as listas de investimentos prioritários constantes dos anexos I e II a este despacho e que deste fazem parte integrante, respeitantes a escolas que, em acréscimo às identificadas no meu despacho n.º 5395/2009, de 6 de Fevereiro, beneficiam da aplicação do regime excepcional previsto no Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro, mediante a adopção dos procedimentos admitidos no mesmo, incluindo o ajuste directo.
2 — Os investimentos prioritários a que se refere o meu despacho n.º 5395/2009, de 6 de Fevereiro, beneficiam igualmente da possibilidade de adopção do procedimento de ajuste directo, ao abrigo do estabelecido no n.º 7 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro.
3 — O presente despacho produz os seus efeitos a partir da data da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 34/2009, de 6 de Fevereiro.
11 de Agosto de 2009. — A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Reis Rodrigues.

1081




Fazer batota

Não sei para que servem os chamados "mandatários", mas alguma serventia hão-de ter ou os partidos não se dariam ao trabalho de os arranjar. Tratando-se de eleições e estando votos em causa, é provável que um "mandatário" seja alguém que supostamente renda votos.

Assim, se o partido A ou o partido B cobiçarem, por exemplo, os votos dos gagos, arranjarão um "mandatário para os gagos", alguém que seja um modelo para os gagos, de tal maneira que, votando ele num determinado partido, todos os outros gagos façam o mesmo, assim a modos que um flautista de Hamelin dos gagos. É por isso que não vejo a lógica da escolha da tal de Carolina Patrocínio (quem?) para "mandatária para a juventude" do PS. Será aquele o modelo (em plástico que, como diz O'Neill, sai mais barato) de juventude que o PS tem para oferecer aos jovens, uma juventude com empregadas para tirar os caroços das cerejas e as grainhas das uvas e que "prefere fazer batota a perder"? Ou o PS também prefere fazer batota a perder? Disse Sócrates em Amarante que a crise ainda não acabou. A financeira não sei, mas a outra vai de vento em popa.

17.8.09

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E depois, e sempre:




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Entretanto, no 31 da Armada:






SEGUNDA-FEIRA, 17 DE AGOSTO DE 2009

A pedido do próprio, e tendo em conta alguns emails recebidos, informa-se que o Senhor Darth Vader não emite certificados de licenciaturas independentes, nem assina projectos de obras. De resto, em matéria de varandas tem, como é notório, um gosto requintado.

A gerência.


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Discos pedidos por mail!
(sou mais novas tecnologias que o Dorival)


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Lista de Narciso Miranda conta com fundador do PS de Matosinhos e alguns ex-vereadores

17.08.2009, Aníbal Rodrigues

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, conta, desta vez, com a ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima

A Apesar de ser candidato independente à presidência da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, antigo presidente desta autarquia, nunca negou a sua condição de militante do PS. Um passado e uma militância que lhe permitem apresentar nas suas listas de candidatura à câmara e à assembleia municipal pessoas ligadas ao PS que ocupam ou ocuparam cargos políticos em representação deste partido. "São quatro ex-vereadores, um dos quais na última lista eleita por Guilherme Pinto, o fundador do PS em Matosinhos, dois deputados municipais e vários membros de assembleias de freguesia eleitos pelo PS", contabiliza Narciso Miranda.
Alexandra Gavina ocupa o quarto lugar da equipa de Narciso para a câmara e foi eleita, nas últimas eleições autárquicas, no 8.º lugar da lista de Guilherme Pinto, actual presidente da câmara e recandidato pelo PS. É na lista para a assembleia municipal que Narciso conta com mais ex-vereadores. Mas antes, o antigo presidente realça o facto de apresentar, "pela primeira vez na história deste órgão, no concelho, uma mulher como cabeça de lista - Manuela Machado da Silva".
A seguir vem o nome de João Dorival, deputado socialista na assembleia municipal e presidente da Assembleia de Freguesia de Matosinhos pelo mesmo partido. O número três, Júlio Vasconcelos, é também actual membro da assembleia municipal "e é o fundador do PS de Matosinhos", conforme refere Narciso. Em 5.º vem Nogueira da Silva, "vereador pelo PS durante 12 anos", seguindo-se Serafim Lopes, também ele um ex-vereador do PS.
Narciso Miranda não gostou de ouvir dizer que todos os socialistas ex-vereadores, presidentes e vice-presidentes da Câmara de Matosinhos apoiavam a recandidatura de Guilherme Pinto. "Ainda para mais isso foi dito na presença do ministro Pedro Silva Pereira. Eu quis provar que era mentira", disse.

Guilherme mexe pouco
Na lista de Guilherme Pinto, a novidade é a inclusão da ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima, apesar de a sua presença ser apenas "simbólica", surgindo no primeiro lugar de suplente. "Era um namoro antigo", resume Guilherme Pinto. O autarca prefere o slogan "equipa que ganha reforça-se" em vez de "em equipa que ganha não se mexe". Por isso, a sua candidatura ao executivo camarário aposta na recondução dos actuais vereadores, à excepção de Luísa Salgueiro, candidata a deputada na Assembleia da República e à Assembleia Municipal de Matosinhos (n.º 3). Sai Luísa Salgueiro e entra Olga Maia, administradora da Matosinhos Habit.
Também o candidato pela coligação PSD/CDS, Guilherme Aguiar, aposta em dois actuais vereadores, Nelson Cardoso (n.º 2) e Paulo Coutinho (n.º4). Para terceiro lugar foi escolhida Cristina Villasboas, tendo em conta a aposta do candidato na área da acção social. Como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Matosinhos surge o médico Artur Osório. Já a CDU - que recandidata o actual vereador Honório Novo à presidência da câmara e José Pedro Rodrigues à assembleia municipal - destaca o esforço de paridade. As duas listas apresentam tantas mulheres como homens. E nos candidatos da CDU às juntas de freguesia, há 30 por cento de mulheres.

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Paulo Pedroso junta-se a Ferro Rodrigues na defesa de que o PS se deve coligar à esquerda

17.08.2009, São José Almeida

Pedroso saiu em apoio de Ferro. Diz mesmo que se o eleitorado votar à esquerda, as direcções do PS, do PCP e do BE não o podem continuar a ignorar

no PÚBLICO (edição impressa)

1075





A Taxa de Roubo

Os técnicos do Instituto Nacional de Estatística têm que criar mais um índice. A Taxa de Roubo. Um indicador destes devia ser periodicamente elaborado e divulgado em conjunto com os níveis de desemprego, de inflação ou do Produto Interno Bruto. Com uma Taxa de Roubo incluída no conjunto das funções estatísticas que já compilamos, teríamos uma imagem muito mais clara do Estado da Nação.

Se houvesse Taxa de Roubo, os noticiários da semana passada, para além dos números do PIB e do Desemprego, teriam incluído que no primeiro trimestre a Taxa de Roubo em Portugal se tinha mantido entre as mais elevadas do mundo industrializado. Os analistas podiam depois ir à TV para nos desagregar a Taxa de Roubo (TR) nos seus componentes mais expressivos, o NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), que descrimina os montantes em off shore e os activos já transformados (quintas, apartamentos, carros, barcos e acções não cotadas na Bolsa que valorizem mais de um centena de pontos em recompra). Assim, ao sabermos que já temos mais de meio milhão de desempregados e que a economia nacional continua a soluçar em níveis anémicos, ficaríamos a saber também que o grau de gatunagem nacional continua intocado e que, apesar da crise, de facto, a nacional roubalheira subiu em termos homólogos quando comparada com trimestres passados. Ficaríamos a saber que a volumetria do roubo em Portugal é das mais imponentes na Zona do Euro e que, contrariando o pessimismo de Pedro Ferraz da Costa quando disse ao Expresso que Portugal não tinha dimensão para se roubar tanto, há perspectivas para a Taxa de Roubo continuar crescer. A insistência do Partido Socialista nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino. No PSD, a presença de candidatos com historial em posições elegíveis e em ternurenta proximidade com a líder, sugere que as boas práticas que têm sustentado a Taxa de Roubo vão continuar nos eventuais Ministérios de Ferreira Leite. Neste ambiente de bagunça ideal, em que se juntam as possibilidades de grandes obras públicas com o frenesim eleitoral, os corretores podem mesmo, à semelhança do que se passa no mercado de capitais, criar valor com Futuros baseados nos potenciais de subida da Taxa de Roubo Portuguesa. Por exemplo a inclusão de António Preto nas listas do PSD funciona como uma espécie de colateral de garantia de que os fluxos de dinheiros partidários continuam com todas as perspectivas de crescimento. Mudam as malas, mas continua tudo na mesma. Pode-se pois criar à confiança um produto derivado colateralizado de alto rendimento e risco relativo, porque os dois grandes partidos obviamente confiam que a ingenuidade do eleitor português se mantenha. Julgo que, tal como Ferraz da Costa, também Henrique Medina Carreira foi excessivamente prudente ao comparar o Portugal político a um "grande BPN". Acho que com TGV, auto-estradas, Freeport e acções não cotadas da sociedade Lusa de Negócios a render lucros de centena e meia de pontos, Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon.

1074

Concelhia diz desconhecer a lista do PS

00h30m

HELENA TEIXEIRA DA SILVA

A lista que o PS apresenta hoje à Câmara do Porto poderá ser de "excelência", como define a sua mentora, Elisa Ferreira. Mas talvez não seja suficiente para unir um partido, cujo líder da Concelhia nem sequer foi ouvido.

"Não vi a lista, não a conheço, não sugeri nenhum nome. Vou conhecê-la quando os eleitores a conhecerem", afirmou, ontem, ao JN, Orlando Soares Gaspar, recusando comentar os nomes que não escolheu ou esclarecer se os desentendimentos internos do partido já estão sanados.

É verdade que o presidente da Concelhia do Porto suspendeu a sua actividade até às eleições autáquicas para "não atrapalhar" a candidatura de Elisa Ferreira. Fê-lo depois do puxão de orelhas de José Sócrates, durante um almoço, no Porto, no mês passado. Ainda assim, não seria suposto o líder, mesmo intermitente, ter conhecimento antecipado da lista?

Manuel Pizarro, vereador socialista do actual Executivo da Câmara do Porto até ter ido para o Governo, desvaloriza o assunto. "A lista foi constituída com base num voto de confiança e é uma lista de gente altamente qualificada e experiente. O PS conseguiu atrair para a política pessoas que estavam afastadas dela - e essa é a grande novidade". Sobre o afastamento da concelhia do Porto da candidatura de Elisa Ferreira, o deputado foi taxativo: "Estamos completamente unidos em nome da cidade, e isso é mais importante do que os eventuais problemas internos do partido".

O presidente da Distrital do PS/Porto, Renato Sampaio, também recusa sobrevalorizar as divergências no seio do partido, optando mesmo por negá-las. "A lista resulta de uma total e perfeita sintonia entre nós todos. É uma lista de alta craveira, de primeiras escolhas, e é a lista que vai ganhar as eleições de 11 de Outubro".

no JN