25.7.09

1015







Sócrates quer alargar subsídio de desemprego a 25 mil jovens


1014

Pus aí ao lado uma menção expressando o apoio que dou à candidatura do Partido Socialista, liderada pelo António Parada, à Junta de Matosinhos.
Apoio que é inequívoco e merecido.

E apoio - com mais ou menos entusisamo e ardor, consoante o que é proposto e quem é proposto - as outras candidaturas do partido desde que decididas nos órgãos a quem cabe a competência para as deliberar e apresentar.

As outras são, do meu ponto de vista, candidaturas clandestinas.
Também me custam engolir candidaturas «fabricadas» e «manobradas» para falsear a vontade dos militantes.


Seja como for, quer-me parecer que dada a forma como as coisas vão, se aproximam - na Câmara e nas legislativas - novas «vitórias» fulgurantes:

(remodelado)

1013








Caros Camaradas da Senhora da Hora;

Deixo-vos a minha solidariedade neste momento. É com consternação que verifico, que os socialistas, em Matosinhos, estão em pleno processo de auto-destruição e suicídio político.
Este processo de avocação da escolha de um candidato do PS à Junta de Freguesia da Srª da Hora, é mais um problema emergente que pode vir perturbar ainda mais os resultados eleitorais do PS nas próximas autárquicas.
A democracia interna deve prevalecer, sobre todas as outras vontades. Devem-se respeitar as decisões dos militantes. Estamos a abrir uma porta a todas as formas más de futuro uso do poder.
Sairemos deste processo eleitoral todos derrotados, a maioria e a minoria. Mas o maior derrotado será o Partido Socialista, a sua história e a sua tradição democrática e republicana.
"À beira de um precipício só há uma maneira de andar para frente: é dar um passo atrás."
Ninguém teve a coragem de o dar. Responderemos com os nossos actos perante o futuro. As responsabilidades reparto-as por todos nós.

Cumprimentos
Carlos Alberto Ferreira
Ex. Secretário Coordenador do PS de Guifões.
Demissionário desde o passado dia 22.07.09

O CARLOS ALBERTO, a quem deixo aqui expresso um abraço solidário.

1012

Mais uma baixa nos blogs de Matosinhos.
É pena



em tempo: o E. Q. d'OPORTODELEIXÕES diz que a «baixa» não foi voluntária, antes se tratou dum ataque informático.
Será?

1011

1010

Há sempre uma nova para nos maravilhar...

1009





no CINCO DIAS

24.7.09

1008

Público:

1007



Sou amigo do JOCA há mais de quarenta anos, ainda que com algum afastamento, sobretudo desde que ele começou a "frequentar" Lisboa.
E com diferenças de opinião.
Acho que cometeu um erro grave e que o coloca numa situação de difícil recuperação, que foi o de se deixar identificar com essa desonestidade ambulante que se chama Narciso Miranda.
Coisas do "sampaísmo".

No entanto creio ser uma injustiça e um erro afastá-lo da zona elegível da lista do Porto.
Sobretudo quando isso acontece a proveito de alguns seres repelentes que nela entraram, e cujo único mérito público conhecido é a grande qualidade e eficiência com que rastejam.

1006

Ontem fui ao circo.

E vi uns números novos!

1005

limpar a merda que fez

no KAOS


no ROUXINOL DE BERNARDIM

23.7.09

1004

O contra-ataque ao SIMPLEX:

1003





Guilherme Pinto é candidato a Matosinhos sem OK da concelhia

23.07.2009, Margarida Gomes

Dos seis presidentes de câmara socialista do distrito do Porto que serecandidatam em Outubro a mais uma mandato autárquico, Guilherme Pinto, que preside ao município de Matosinhos, é o único que apresentou a sua candidatura sem ter sido sufragada pela concelhia local do PS.
Armindo Abreu, que lidera a Câmara de Amarante desde 1997, foi o primeiro a anunciar a sua recandidatura a mais um mandato. Em declarações ontem ao PÚBLICO, o autarca socialista precisou que tornou pública a sua recandidatura em Março passado, um ano depois de a concelhia do PS de Amarante ter votado por unanimidade a sua candidatura.
Junho foi o mês escolhido por José Luís Carneiro (Baião), Jorge Magalhães (Lousada), Castro Fernandes (Santo Tirso) e Mário Almeida (Vila do Conde) para anunciarem as respectivas recandidaturas. Sem excepção, todas foram aprovadas por unanimidade pelas concelhias respectivas.
No caso do presidente da Câmara de Santo Tirso, a concelhia até votou por sufrágio secreto a sua recandidatura no passado dia 27 de Maio. No mesmo dia em que apresentou a sua recandidatura, Castro Fernandes, que tem como mandatário da sua candidatura o tetracampeão nacional de ralis, Armindo Araújo, tornou pública a lista de 22 dos 24 candidatos a presidentes de junta.
Contactado ontem pelo PÚBLICO, Guilherme Pinto, que é de novo candidato à Câmara de Matosinhos pelo PS - e que preside à concelhia local - contornou a pergunta, afirmando que "há uma orientação da direcção nacional do partido que diz que os presidentes de câmara são recandidatos se assim o entenderem". "A concelhia [do PS de Matosinhos] sufragou por mais de 80 por cento a estratégia política do presidente da câmara de recusar candidaturas que não estejam alinhadas com a sua estratégia", disse Guilherme Pinto.
O autarca repetiu esta frase até à exaustão, mas nunca respondeu por que razão é que a concelhia não se reuniu para votar a sua recandidatura. Perante a insistência do PÚBLICO, Guilherme Pinto declarou taxativamente: "Não há nenhuma recandidatura [do PS no distrito do Porto] que tenha fugido à orientação da direcção do partido". Uma declaração que esbarra nas palavras dos outros presidentes de câmara.
Guilherme Pinto não explica por que motivo a concelhia não reuniu para votar a sua recandidatura à Câmara.


no PÚBLICO (edição impressa)

1002




O fim de festa

Desta vez, os autores da "campanha negra" estão devidamente identificados: são os juízes do Tribunal de Contas. Por motivo de "urgência", embora o contrato só terminasse em 2015, o Governo assinou com a Liscont, empresa da famosa "holding" económico-partidária Mota-Engil/Jorge Coelho (e, já agora, Luís Parreirão, também ex-governante socialista da área das Obras Públicas) um "aditamento" à concessão do terminal de Alcântara. Sem concurso, que a coisa era "urgente" e sabe-se lá quem estará no Governo em 2015. É um contrato justo: a Liscont cobra os lucros e o Estado (a Grande Porca bordaliana, a de inesgotáveis tetas) suportará eventuais prejuízos, ou, nas palavras do TC, "o ónus do risco do negócio passa para o [Estado]". O Estado pagará ainda 1,3 milhões em advogados, consultores & assessores para a montagem e gestão da ampliação do terminal; e até se, durante as obras, calhar serem descobertos vestígios arqueológicos, será (adivinhem quem) o Estado a pagar a paragem dos trabalhos. Só de má-fé é que alguém pode concluir que tudo isto não é de interesse público e do mais transparente que há.

22.7.09

1001




Um país em forma de assim

Há quem esteja convencido de que Portugal não existe, que o que existe de há uns tempos para cá é uma coisa, como O'Neill diria, em forma de assim mais eólicas, centrais solares, Plano Tecnológico, Novas Oportunidades e uma falta de pudor maior que o défice público. O Governo do mesmo partido que ainda há pouco fazia prova de vida socialista anunciando para a próxima legislatura, se Deus quiser, o casamento homossexual contra o qual uns meses antes votara, proíbe agora os homossexuais de… darem sangue. A crer no Governo, estaria "cientificamente provado" que os homossexuais homens têm comportamentos de risco, coisa que os heterossexuais e as lésbicas - também deve estar cientificamente provado - não têm. Bem podem o bom senso, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida e a Amnistia Internacional, falar de disparate e de discriminação e os números provar que 57,6% dos novos casos de SIDA em Portugal são de heterossexuais e só 16,8% de homossexuais. Além de nas energias renováveis, o país, ou lá o que é, faz questão de estar à frente do seu tempo e do Mundo também nas discriminações renováveis.

1000

TRIBUNAL DE CONTAS


Concessão do Terminal de Contentores de Alcântara (Adenda 2008) – Porto de Lisboa Auditoria à “Gestão das Concessões/PPP Portuárias


CONCLUSÃO
Em conclusão, o Tribunal não pode deixar de relevar que este contrato de concessão, celebrado pela APL, não consubstancia nem um bom negócio, nem um bom exemplo, para o Sector Público, em termos de boa gestão financeira e de adequada protecção dos interesses financeiros públicos, atentas as seguintes principais razões:

Por um lado, porque se trata de um contrato renegociado em regime de ajuste directo, sem o recurso a qualquer procedimento competitivo, o que fragilizou a posição negocial do concedente público;

Por outro lado, porque o contrato foi renegociado sem a fixação prévia, pelo concedente público, de critérios objectivos e rigorosos de value for money, o que originou que os resultados alcançados com as negociações acabassem por traduzir uma perda de valor não só em relação ao contrato anterior, como, igualmente, no que toca às condições iniciais estabelecidas no Memorando de Entendimento;

Também, porque, estando em causa uma PPP, o contrato que o concedente público assinou se mostra desequilibrado quer no tocante à partilha de risco, pela elevada exposição que confere ao concedente naquele domínio, quer, igualmente, pela expectativa de remuneração accionista de quase 14% que consentiu, objectivamente desproporcionada ao grau de risco incorrido pela concessionária, no projecto.

Com efeito, bastava que a TIR accionista inicial de 11%, proposta pela concessionária e subjacente ao modelo financeiro do Memorando de Entendimento, tivesse sido mantida pelo concedente, para que o referido prazo de 27 anos tivesse naturalmente sofrido uma redução da ordem dos 10 anos.

Ainda, porque o contrato subscrito pela APL não foi precedido nem de uma análise, nem de uma avaliação quantitativa dos riscos a incorrer pelo concedente público, em especial, os relativos às cláusulas de reequilíbrio financeiro introduzidas na sequência das negociações com os bancos financiadores.

Finalmente, porque a oportunidade da celebração deste contrato, face à conjuntura económica e financeira já visível quando ele foi finalizado e assinado, é objectivamente questionável, atenta a onerosidade das condições de financiamento contratualizadas, bem como a nova extensão do prazo da concessão, que acabou por comprometer o concedente público por mais 27 anos.


o relatório completo AQUI

21.7.09

999

Notícias da sociedade lisbonense:

O JUGULAR fez um filho à CÂMARA CORPORATIVA

Chama-se SIMPLEX

O padrinho é o "engenheiro".

998












Chegada esta fase do ano volta a discussão sobre as férias judiciais.

Saber se os juízes trabalham ou fazem férias a partir de 15 de Julho e antes de 15 de Setembro.

Adianto desde já que sobre o assunto penso o seguinte:

A redução das férias ao mês de Agosto não foi mais do que uma tontaria propagandística para o discurso inaugural do «eng».

Qualquer pessoa que dos tribunais soubesse alguma coisa - para além de que ficam ao alto do Parque Eduardo VII, como a actual equipa do ministério - saberia que os dias a que juízes, procuradores e funcionários têm direito a férias excedem os dias úteis do mês de Agosto.

Feita a asneira, haveria que impor que, ainda assim, levando em conta os dias das férias judiciais de Natal e da Páscoa, fosse cumprida a lei, ou seja, que os tribunais funcionassem normalmente até ao fim de Julho e desde o início de Setembro.

Mas para isso seria necessários que o ministro tivesse coragem e autoridade moral para se impor.

Como não a tem, as férias judiciais começam (mais ou menos) a 15 de Julho e vão (mais ou menos) a 15 de Setembro.

Tudo isto é fácil de comprovar através do sistema informático que foi criado; e que funciona bem, apesar dos juízes, procuradores e funcionários dele não gostarem.

E é fácil perceber por quê.


Diligencias marcadas nos tribunais de Matosinhos de 16 a 31 de Julho:







Estas páginas, de grande utilidade e acesso público, permitem aos cidadãos ir seguindo os trambolhões da justiça, que ao longo deste mandato não foi reformada, e só piorou.

997


Cá para mim alguém anda a pensar mal nestas coisas da propaganda!

"Agora" é que Portugal vai ter "um rumo"?
Nos últimos quatro anos andou à deriva?
Não tinha piloto, nem leme, nem bússola?

"Voltar a acreditar"?
Em quê?
Em quem?
Quem deixou de acreditar?
Porque deixou de acreditar?
E que razões tem para voltar à crença?
Será que deixou de acreditar porque não havia "um rumo"?

Ou será o anúncio -vã esperança - que o homem se vai embora para que o partido retome rumo e nele se possa voltar a acreditar?



20.7.09

996

No dia de hoje, a viagem à Lua de Georges Melliés em 1902:


video

995

Os falsos paineis solares na reportagem da SIC:



(peço desculpa mas não sei fazer download do filme)

994



video







993


"Às direitas"?
Será um bom slogan???

em tempo: o MAR DE MATOSINHOS acha que é bom.

992




Alegações finais

Já ninguém fala do Freeport. Fala-se só de Lopes da Mota. E do Eurojust. Que a maior parte de nós não fazia ideia de que existia. A alegada culpa de tudo (dos flamingos desalojados ao centro comercial na Rede Natura) foi de Lopes da Mota. De mais ninguém. Actuou, alegadamente, por si. Foi, por si, sub-repticiamente, ao centro de uma investigação do mais melindroso que Portugal já viu, falou com investigadores, sensibilizou-os para o melindre político, e fez tudo isto por sua iniciativa. Não foi dar sermões alegadamente encomendados. É verdade que se reuniu formalmente com o ministro da Justiça (várias vezes). Mas não falaram do Freeport. É verdade que, noutra incarnação, Lopes da Mota foi colega num alegado governo do mesmo primeiro-ministro que o nomeou para o Eurojust e a quem compete demiti-lo por alegado abuso de confiança, levado aos alegados limites.

O mesmo primeiro-ministro que, embora não conste do processo Freeport, é o alegado centro do "chamado caso Freeport" (que é como a Procuradoria-Geral se lhe refere nos seus comunicados). Mas Lopes da Mota não falou do Freeport com Sócrates. Nem com Alberto Martins. Chegou alegadamente a Lisboa e foi a correr para um alegado almoço com os procuradores que investigam o Freeport. Aí, confirma que falou muito do caso Freeport. Alertou, avisou, admoestou, sugeriu, insinuou e aconselhou, mas foi tudo lavra sua.

Não tinha nem mandato nem mandado. Alegou, exemplificou e declarou, mas por si só. Feita a solitária peregrinação ao santuário jurídico-formal, regressou à sua torre de marfim em Haia, onde, inspirado em Baruch Espinoza, continuou a filosofar sobre o direito e a ponderar sobre os convenientes e inconvenientes dos prazos de prescrição de alegados crimes cometidos por alegados criminosos. Sozinho no estrangeiro, estas coisas ganham um carácter obsessivo. Lopes da Mota foi levado por isso e foi fazendo telefonemas para os investigadores repetindo as prevenções, recordando pormenores, arguindo com novos sinais, alvitrando, tentando induzir e inspirar titulares da acção penal para os imensos melindres de toda esta urdidura. E fez sempre tudo por si. Alegadamente sozinho. Com a sua imensa ciência jurídica, a sua prodigiosa intuição política e a sua sensibilidade única para os problemas nacionais, que lhe vinha dos tempos de Felgueiras.

Como fez tudo sozinho, tem de pagar exemplarmente por este excesso de zelo. Só ele é que é o culpado. De tudo. Este foi o alegado crime alegadamente mais importante de todo este alegado processo. Em termos da importância da alegada responsabilidade penal primeiro vêm os alegados crimes das alegadas fugas de informação, depois os alegados abusadores da alegada liberdade de expressão (todos eles alegados travestis de alegado jornalismo) e por último, mas não em último, Lopes da Mota.

O primeiro-ministro, alegadamente nada tem a ver com o Freeport, tanto que alegadamente não consta do alegado processo e nem sequer conhece o alegado Charles Smith, embora o primo ache que sim. O ministro da Justiça nada tem a ver com o caso, ele que desde Macau, alegadamente, não contacta com nenhum juiz. Portanto, Lopes da Mota está condenado a ser o bode alegadamente expiatório. Para o país é tudo uma questão de fé. Acreditem os crentes e os crédulos. O valor supremo é a presunção da alegada inocência. Alega-se, logo existe. E, se se queixarem ao presidente, levam um processo em cima. E se duvidarem, levam um processo em baixo.