30.10.10

2354

SCUT: portagens vão trazer prejuízo ao Estado

Forma como o Governo renegociou os contratos só vai dar lucro às empresas concessionárias
As SCUT prometem continuar a ser um assunto polémico. As portagens introduzidas nestas auto-estradas vão trazer prejuízo ao Estado.

Segundo uma notícia TVI, a forma como o Governo renegociou os contratos só vai dar lucro às empresas concessionárias. Assim, o dinheiro das portagens não chega para pagar a renda anual dos privados.

O negócio que deu origem à introdução de portagens nas SCUT é classificado como «ruinoso» pelo maior especialista português em auditoria às parcerias público-privadas. «É absolutamente relevante e quase escandaloso o risco que está a ser transferido para o Estado», diz o ex-juíz do Tribunal de Contas europeu e português, Carlos Moreno.

Enquanto não houve portagens, o Estado pagava uma renda variável aos privados concessionários das SCTU, em função do volume de tráfego. Se houvesse pouco tráfego, o risco e o prejuízo eram do privado.

Mas o Governo, para introduzir as portagens, renegociou os contratos. A renda a pagar aos privados subiu e passou a ser fixa. Assim, o Estado fica com a receita das portagens, mas esse dinheiro não chega para cobrir a nova despesa.

As portagens, aquilo que quem passar nas SCUT vai passar a pagar, «não paga a totalidade, longe disso - 30 a 40 %, da renda que a EP vai pagar às concessionárias», disse o mesmo especialista.


AGÊNCIA FINANCEIRA

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Face Oculta. Financiamento do Partido Socialista sob suspeita

Guerra à volta da Refer fez mexer a máquina socialista. Nome de Jorge Coelho usado por Lopes Barreira. Godinho terá feito donativos ao PS

Não são só as acusações formais que contam. No despacho final do processo Face Oculta, sobram indícios de pressões que tocam várias pessoas da máquina socialista. A troco de alegados favores a Manuel Godinho, surgem em vários momentos referências a donativos para o PS e, a três meses das eleições legislativas de 2009, há uma "disponibilidade para contribuir para uma campanha partidária". Terão efectivamente sido dadas verbas pelas empresas do universo de Godinho ao Partido Socialista?
A resposta não é dada na acusação. O i questionou se foi autonomizada alguma investigação sobre esta matéria, mas o Ministério Público responde com meias palavras: "Foi determinada a extracção de várias certidões que darão origem à eventual instauração de inquéritos." Quanto às matérias em concreto, remete para a consulta do processo, que ainda não foi aberto aos jornalistas.
Armando Vara é acusado de abrir portas e fez vários contactos com Mário Lino para resolver o diferendo de Manuel Godinho com a Refer. Lopes Barreira, que quando Vara era secretário de Estado foi um dos fundadores da polémica Fundação para a Prevenção e Segurança, apresenta o empresário de Ovar a altos quadros, marca almoços com a secretária de Estado Ana Paula Vitorino para interceder contra o presidente da Refer, Luís Pardal, e terá prometido pedir ajuda a Jorge Coelho para conseguir negócios na área dos resíduos. Mário Lino terá ordenado expressamente a Luís Pardal que se reunisse com Godinho. E também o advogado José Manuel Mesquita, 11º na lista de António Costa para a Câmara de Lisboa e seu assessor jurídico, surge mencionado em encontros sobre a guerra na Refer.
Na acusação proferida esta semana, surgem igualmente alusões que deixam dúvidas sobre o conhecimento que José Sócrates teria das movimentações. Segundo o Ministério Público, o presidente da Refer não era amado por Mário Lino nem pelo primeiro-ministro. Luís Pardal é descrito pelo Ministério Público de Aveiro como alguém que pugnou pelos interesses daquela empresa pública contra as sucessivas investidas do sucateiro de Ovar. Godinho queria reconquistar a relação empresarial privilegiada com a empresa pública, perdida no âmbito de um diferendo judicial, e Pardal era o entrave. O presidente da Refer foi coleccionando anticorpos dentro na própria empresa e em especial no governo.
Numa conversa em 2009, José Valentim, da Refer, diz a Godinho que Pardal tinha um mau relacionamento com Sócrates, por alegadamente o presidente do conselho de administração daquela empresa pública não ter acatado uma ordem do primeiro-ministro. Noutra ocasião, Lopes Barreira refere-se a Luís Pardal como sendo "um estorvo" e alude ao conhecimento que Vara, Mário Lino e Sócrates tinham do assunto.
Nos bastidores Os quadros da Refer afectos ao PS moviam-se pela destituição do seu presidente. Apenas Ana Paula Vitorino, secretária de Estado dos Transportes e Obras Públicas de então, protegia Pardal. Lopes Barreira chegou a almoçar várias vezes com Ana Paula Vitorino para a convencer da necessidade da demissão. Mas percebeu que para demitir Pardal era necessário tirar a secretária de Estado da tutela.
Um dos episódios mais expressivos da contestação ao homem do "feitio lixado" - como o MP diz que Pardal é descrito pelos seus inimigos - foi a reunião entre o núcleo de trabalhadores socialistas da Refer e Ana Paula Vitorino. A 14 de Maio de 2009, José Valentim diz a Manuel Godinho que os funcionários expressaram à secretária de Estado o seu descontentamento com a conduta de Pardal e exigiram medidas. Ana Paula Vitorino foi a única que impediu, segundo o MP, a demissão do presidente da Refer.
Lopes Barreira sabia-o e em Junho de 2009, num almoço com Vara e Godinho, na casa deste no Furadouro, em Ovar, admite-se surpreendido com a continuação da socialista na secretaria de Estado. Após a entrega de 25 mil euros a cada um deles, Godinho ouviu Barreira estranhar a manutenção em funções de Ana Paula Vitorino, já que Sócrates criticava o seu comportamento e a secretária de Estado criticava, por sua vez, o ministro dos Transportes e Obras Públicas.
Mário Lino é diversas vezes apontado a ajudar Manuel Godinho. Em Julho de 2009, já depois de publicado o acórdão que revogada a condenação da O2 no caso "Carril Dourado", terá contactado Luís Pardal, dizendo-lhe ter conhecimento que a Refer continuava a prejudicar a empresa de Ovar. É então que lhe ordena, segundo o MP, que se reúna com Godinho, encontro que acabaria por se realizar a 18 de Agosto.
Para suportar as acusações, a equipa do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro aponta uma extensa lista de escutas telefónicas, material informático apreendido aos arguidos e documentação diversa, incluindo extractos bancários e processos relacionados com concursos públicos. Mário Lino, Ana Paula Vitorino e Luís Pardal estão entre as testemunhas indicadas no processo.


Ionline

29.10.10

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O Cronista Indelicado

Teixeira dos Santos é gémeo de Sócrates

Em quem devemos nós acreditar? Em Eduardo Catroga ou em Teixeira dos Santos? Um dos dois está a mentir sobre aquilo que se passou à mesa das negociações do orçamento. Se querem a minha opinião, baseada nos princípios de Probabilidade e Estatística, eu diria: mais vale acreditar em Eduardo Catroga. Infelizmente, cada um dos cabelos brancos que o ministro das Finanças ostenta na cabeça (e ainda são muitos) já nos mentiu pelo menos uma vez ao longo dos últimos cinco anos.
Por:Por João Miguel Tavares
Nós olhamos para a cara de lavrador de Teixeira dos Santos e tendemos a ver ali um homem sério e honesto. Um "técnico" imune à politiquice rasteira. Mas será assim? Não, não é. Talvez tenha sido assim há quatro anos. Não nos dias de hoje. Afinal, este é o ministro das Finanças que em 2009, quando todo o mundo económico já estava a ruir, baixou o IVA e subiu os salários públicos em 2,9% para ganhar as eleições. Afinal, este é o ministro das Finanças que depois de fazer todo o tipo de desorçamentações e jigajogas (os fundos da PT são apenas o exemplo mais recente) veio agora acusar Eduardo Catroga de apresentar "exigências que iriam esconder o défice".
Querem saber quem roeu propositadamente a corda por razões de politiquice rasteira? É fácil. Basta comparar as declarações de Teixeira dos Santos entre os telejornais da tarde e os telejornais da noite. À hora de almoço, o ministro das Finanças disse: "Tornei claro ao PSD que não podia prolongar esta negociação de forma indefinida." À hora do jantar, afirmou: "Devemos continuar disponíveis para ultrapassar o impasse a que se chegou." O que era impossível às 12 horas voltou a ser possível às 20 horas. Isto não é próprio de um ministro sério. A única diferença entre Teixeira dos Santos e José Sócrates é que ele já não usa o mesmo número de calças de quando tinha 20 anos.

28.10.10

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2349

Advogado do chefe de gabinete de Sócrates é dono da F5C

Jorge Abreu Rodrigues é dono do capital da agência de comunicação que mais ajustes directos recebeu do Estado.
Jorge Abreu Rodrigues, advogado de André Figueiredo, chefe de gabinete de José Sócrates no Partido Socialista, é o dono da First Five Consulting (F5C). Esta agência de comunicação, depois da LPM, foi a que facturou mais com ajustes directos do Estado desde 2009, de acordo com dados analisados pelo Negócios.

O nome do advogado que está a representar André Figueiredo no processo por difamação contra o deputado socialista Vítor Batista surge, no registo comercial, como titular do cargo de administrador único da agência de comunicação. E, na Informação Empresarial Simplificada de 2009 a que o Negócios teve acesso, Abreu Rodrigues é dado como o único proprietário das dez mil acções que constituem o capital social de 50 mil euros da F5C.

Uma maneira diferente de ver a crise
Já há muito tempo que a política não consegue surpreender-me.
Eu explico:
Quando se percebeu que a "formatura" do nosso 1º, vulgo Vale e Azevedo, era fruto duma badalhoquice, e ninguém sobretudo os chamados xuxas, refilou, percebi que, como dizia o Eça: -isto não é um País;é um sitio. Ainda por cima mal frequentado, digo eu.
Depois, o nosso Vale e Azevedo foi deixando rasto por onde passou, fazendo lembrar os bébés que em casa quando se passeiam sem fralda vão largando merda por onde passam.
Nem um militante do PS, um só, levantou a voz. Permito-me dizer portanto; são todos iguais.
Não é nunca um só homem que faz tudo isto.
Se fosse só o Vale e Azevedo a ser como é, já tinha sido corrido a pontapé no rabiote, há muito tempo.
Quantas vezes no Parlamento se ouve dizer:" isto é um assalto aos bolsos dos cidadãos. Ou: isto é uma verdadeira roubalheira; e já ninguém se ofende; já toda a gente sabe que é verdade.
Não estamos em crise politica. Estamos em crise moral.
Ponham gente decente á frente do País; metam na cadeia os corruptos(onde cabem todas as classes profissionais) e verão como rápidamente o País melhora.
Como tratar de problemas sociais com esta sucia???
No mais alto cargo da Nação está alguém que em termos culturais deixa muito a desejar, e por isso não tem a maleabilidade intelectual para interferir.
Convido quem está a ler estas linhas, a ir ver o curriculun dos governantes.
A esmagadora maioria sabe o que é uma fábrica porque já devem ter visto em filme.
A grande maioria, teve como patrão o Estado.
A quase totalidade veio de empresas financeiras.
Todos eles não conhecem o cheiro dos "alicates" ou seja um operário a não ser nas inaugurações.
Queriam milagres????? aqui estão eles; em meia dúzia de anos levaram-nos á bancarroca- o que não é fácil

2347




Dar de comer ao Monstro

Depois da hipótese, sugerida pela imprensa alemã, de a Grécia pôr à venda meia dúzia de ilhas para pagar o défice (com jeito, poderia mesmo evitar os custos da intermediação e pagar directamente a dívida em ilhas), parece que, agora, é o Governo britânico que se prepara para vender metade das florestas do país com o mesmo objectivo.

E nós, que poderemos vender, que anéis (com dedos incluídos, se necessário) restam? Que dar de comer ao Monstro sem ser, como faz o Governo, os funcionários públicos, os pensionistas e os pobres?
Alguém pegará nas Berlengas ou nas Desertas? As florestas seriam, de facto, boa ideia porque, de qualquer modo, acabarão por arder e sempre se pouparia em bombeiros, helicópteros e "Canadairs"; mas, atendendo ao estado a que chegaram, será improvável encontrar quem as queira. As últimas empresas públicas, as que dão prejuízo (porque as lucrativas já foram sendo passadas a patacos), poderiam ser uma outra hipótese, mas que custos teria a sua desinfestação prévia das centenas de "boys" nelas pendurados? O que sobra então? A Torre de Belém? O fado? O BPN? A consciência tranquila dos drs. Oliveira e Costa e Dias Loureiro?
A minha "modest proposal" é que se venda o dr. Teixeira dos Santos, o pior ministro das Finanças da Europa, segundo o "Financial Times". Nem que tenhamos que pagar uns milhões a quem nos fique com ele, em dois Orçamentos já os teremos recuperado.

2346

Seria possível pior sem os "alertas" do professor Cavaco?

por Ana Sá Lopes

Tivessem as negociações entre governo e PSD acabado em "bem" e o tom do anúncio da recandidatura do professor Cavaco Silva não pareceria tão a despropósito, tão descolado da realidade, tão desatinado - nomeadamente para os seus interesses pessoais enquanto candidato a segundo mandato no Palácio de Belém.

O professor Cavaco admite - e como não? - que "Portugal se encontra numa situação difícil". Pior, evidentemente, que há cinco anos, quando comprometeu na campanha presidencial a sua reputação de economista para combater "a situação difícil" que já estava instalada em 2006. Mas o Presidente da República pede-nos que acreditemos que o caos em que vivemos sem ele teria sido pior. Mas porque diabo decide o professor Cavaco convencer-nos das magnificências do seu contributo para o estado crítico do país? Um mistério que ficará para os anais da estratégia política.

Para o professor Cavaco, "há uma interrogação que cada um, com honestidade, deve fazer: em que situação se encontraria o país sem a acção intensa e ponderada, muitas vezes discreta, que desenvolvi ao longo do meu mandato?". Segunda pergunta: "O que teria acontecido sem os alertas e apelos que lancei na devida altura, sem os compromissos que estimulei, sem os caminhos de futuro que apontei, sem a defesa dos interesses nacionais que tenho incansavelmente promovido junto de entidades estrangeiras?"

Ora o prof. Cavaco não tem dúvidas de que a sua "magistratura de influência produziu resultados positivos" e o único problema foi que "podia ter sido mais bem aproveitada pelos diferentes poderes do Estado" - leia-se governo, uma vez que não há outro "poder do Estado" que esteja em posição de "o aproveitar" com a devida proporção. 

É evidente que o maior risco da campanha de Cavaco Silva seria a (injusta) co-responsabilização do Presidente da República pela crise económica. Os poderes presidenciais não permitem a nenhum Presidente da República qualquer espécie de influência sobre os rumos da economia e dos Orçamentos. As responsabilidades do professor Cavaco sobre a actual crise podemos ir descobri-las nos três governos em que foi primeiro-ministro - e não nos últimos anos, em que os seus poderes de "árbitro" e "magistrado de influência" não servem para muito mais do que lançar vagas e crípticas mensagens à nação.

De resto, o Presidente Cavaco Silva não lançou tantos "alertas" e "apelos" quanto isso: até muitas personalidades da direita acreditam que o Presidente, nos seus "alertas", podia ter ido mais longe: ainda que não tenha armas concretas (à excepção da dissolução da Assembleia da República), um Presidente tem a possibilidade de pressionar o governo com instrumentos como mensagens à Assembleia da República ou reuniões do Conselho de Estado para discutir a crise económica. Nem uma coisa nem outra aconteceram. No meio da ruptura à volta do Orçamento do Estado e de uma trágica crise económico-financeira, o professor Cavaco a tentar convencer-nos de que sem ele seria o caos não deixa de ser uma estranha forma de arrancar uma campanha.

Já sabíamos que Manuel Alegre tinha ficado sem discurso: a amálgama entre o apoio ao governo e a acomodação do Bloco - nomeadamente a propósito do Orçamento - redunda em zero. Mas com um Orçamento chumbado haverá outro candidato cujo discurso se volatilizará: Cavaco Silva, aquele cujos "alertas" e "apelos" não servem para nada numa situação de emergência nacional.

Redactora principal

26.10.10

2344











Hoje houve mais notícias do escândalo do BPN.
E quando há notícias do BPN percebemos que também aqui vamos pagar nos impostos que nos sacam  - nós que nada temos a ver com isso - a roubalheira do cavaquismo e a (pelo menos) incompetência do socretismo.

2343

ROCESSO

Ex-deputado do PS acusado de 19 crimes de corrupção

por CARLOS RODRIGUES LIMA



O Ministério Público acusou um ex-deputado do PS de 23 crimes, dos quais 19 são de corrupção passiva. Carlos Lopes é suspeito de prometer obras a troco de dinheiro para o partido.
Carlos Lopes, ex-deputado do PS pelo círculo de Leiria, foi acusado pelo Ministério Público de 23 crimes, dos quais 19 são de corrupção passiva. Em causa está uma investigação  à campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 2005 no concelho de Figueiró dos Vinhos. O antigo deputado é acusado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de ter invocado aquela qualidade de forma a angariar dinheiro para a campanha eleitoral junto de construtores civis.

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2342

OFERTAS

Empresas públicas das águas gastam 70 mil euros por ajuste directo em cabazes de Natal

por PAULO JULIÃO

Empresas revelam que produtos foram oferecidos aos colaboradores. Todas compraram cabazes ao mesmo fornecedor.
Em tempos já de contenção financeira, em 2009 e 2010 apenas quatro empresas públicas de distribuição de água gastaram quase 70 mil euros na compra de cabazes de Natal, apurou o DN numa consulta aos contratos por ajuste directo feitos por estas entidades e constantes do portal electrónico que divulga as compras públicas.

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Dinheiro vivo

Marujos e marajás

Na quinta-feira, os automóveis dos presidentes das empresas do Estado estacionaram no passeio do Ministério das Finanças. Os gestores da CP, Metro, TAP, Refer, CTT, etc. haviam sido convocados para uma reunião com o Governo, onde ouviriam que têm três semanas para dizer onde vão cortar 15% dos custos das suas empresas.
Por:Pedro S. Guerreiro, Director do 'Jornal de Negócios'
Felizmente para eles, as televisões não se lembraram de filmar o desfile de topos de gama: tanta cilindrada presta-se a provocação. Marcelo Rebelo de Sousa chamou-os de ‘Marajás’. Fez mal, pois muitas destas empresas têm gerido com rigor: os cortes na TAP, CTT ou Carris mostram uma evolução incomparável com a dos Metros de Lisboa e Porto ou da CP. A verdade, contudo, é que os cortes agora impostos a estes trabalhadores são os mais drásticos do Orçamento do Estado. Só as reduções nas horas extraordinárias, subsídios de refeição e prémios mensais chegam a tirar o equivalente aos subsídios de Natal e de Férias... a quem ganha 600 ou 800 euros por mês. Cortes cegos fazem vítimas inocentes.
Criticar os automóveis dos presidentes é demagogia. Mas pasma-se ao ouvir que o corte do número de administradores nestas empresas é, afinal, apenas um projecto a pensar, como disse José Sócrates. A insensibilidade social é um insulto.

25.10.10

2340


Pavilhão comprado para demolir

HUGO SILVA

A Câmara de Matosinhos vai comprar por 982 mil euros o pavilhão da Agudela, Lavra, para depois proceder à sua demolição. A aquisição do equipamento, de génese ilegal, mereceu apoio comunitário e a destruição impõe-se para requalificar a orla costeira.
A proposta de aquisição do pavilhão, que pertence ao Centro de Recreio Popular da Freguesia de Lavra, vai ser discutida na reunião de Câmara de amanhã.
"A demolição do pavilhão impõe-se como uma medida necessária, não só para a reposição da legalidade urbanística, mas também para implementação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira entre Caminha e Espinho", lê-se no documento a apreciar pelo Executivo. No mesmo texto, informa-se que o equipamento é de "génese ilegal e está implantado, em parte, fora dos limites do terreno propriedade do Centro [de Recreio Popular da Freguesia de Lavra]".
A compra do pavilhão foi objecto de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que acabou por ser aprovada: os fundos europeus vão comparticipar a operação em 80%. E foi precisamente a candidatura ao QREN que determinou a avaliação do imóvel por parte de um perito oficial. Chegou-se a um valor de 982.663 euros. A verba pela qual é proposta a compra do pavilhão ao Centro de Recreio Popular de Lavra. O investimento ainda terá de passar pela Assembleia Municipal.
Na proposta que será analisada pelo Executivo, o vereador do Desporto da Câmara de Matosinhos, Guilherme Aguiar, deixa o alerta: "Há que acautelar a continuidade das actividades desportivas e de lazer prosseguidas pelo Centro, disponibilizando-lhe os meios e condições alternativos".
Apoios a colectividades
Na reunião de Câmara a realizar amanhã, o Executivo vai apreciar, também, a atribuição de apoios às colectividades desportivas do concelho, que atingem uma soma global de 509,7 mil euros. São mais de 70 as agremiações contempladas na proposta.
Na agenda do dia integra-se ainda uma informação dos serviços municipais, dando conta do cancelamento da construção de um pólo da Fundação de Serralves num terreno cedido pela Câmara. Conforme o JN já noticiou, a falta de verbas levou à anulação do projecto, que iria receber apoio de fundos do QREN.

JN

2339


"Há milhares de processos de partilhas parados"

NELSON MORAIS

A nova lei das partilhas litigiosas de heranças, que as transfere dos tribunais para conservatórias ou notários, ainda não entrou em vigor e já foi alterada duas vezes.
Com a lei anterior moribunda, nem os tribunais nem os outros tratam dos processos de inventário.
"Há milhares de processos de partilhas parados, as pessoas querem resolvê-los e não conseguem. Todos os dias, recebo contactos de cidadãos, de advogados, a queixarem-se. E o problema tem-se avolumado mais nas últimas semanas, desde as férias judiciais", conta o bastonário da Ordem dos Notários, Alex Himmel.
Segundo informações obtidas de fontes diversas, os tribunais deixaram de instaurar processos de inventário. A nova lei retira-lhes competências nesta matéria e, pela iminência (formal) de entrar em vigor, poderia constituir um desperdício de recursos instaurar novos processos, tanto para os tribunais como para os cidadãos, obrigados a pagar custas judiciais.
Por outro lado, o próprio Ministério da Justiça, em nota enviada ao JN, em Julho, pediu "a cooperação de todos os profissionais forenses para a não instauração de processos de inventário nas conservatórias ou cartórios notariais", até a nova lei (n.º 29/2009, de 29 de Junho) ser regulamentada e entrar em vigor.
Caiu-se numa espécie de vazio, sem lugar para resolver os conflitos de herdeiros e proprietários incapazes de se entenderem na partilha de bens. O impasse tem quase um ano e deve-se a dificuldades de regulamentar as mudanças substanciais que foram impostas pelo novo regime jurídico, nomeadamente, na desjudicialização e na desmaterialização dos processos de inventário.
O novo regime devia ter entrado em vigor a 18 de Janeiro de 2010. Mas, três dias antes, foi alterado pela Lei n.º 1/2010, de modo a produzir efeitos só a partir de 18 de Julho. Se chegou ou não a entrar formalmente em vigor, é uma questão interessante para os juristas, mas que nada adianta aos outros, pois a realidade não se alterou.
Com efeito, (só) a 3 de Setembro seria publicada a terceira versão da Lei nº 29/2009, a determinar que esta entraria em vigor 90 dias após a publicação da portaria que há-de regulamentar aquele diploma. Não disse é quando será publicada a portaria.
Quase dois meses volvidos, o JN quis saber se o Ministério já podia estimar a data da resolução do problema, mas a resposta foi negativa. "Foi constituído um grupo de trabalho, de composição alargada, que tem como incumbência preparar todas as alterações necessárias à entrada efectiva da Lei, nomeadamente a base tecnológica e a preparação da formação de todos os intervenientes, especialmente conservadores e notários", lê-se na resposta escrita pela tutela.
O bastonário Alex Himmel confirma a criação daquele grupo de trabalho, mas esclarece que ele ainda não começou a trabalhar. Está pois criada uma situação que "não prestigia" o legislador, observa Alex Himmel. O bastonário, de resto, não partilha as reservas da sua antecessora no cargo, Carla Soares, quanto à desjudicialização do inventário, mas admite o óbvio: "Antigamente, os processos andavam mal; agora, não andam".
Há dias, o Governo aprovou medidas para simplificar a legislação, no âmbito do programa Simplegis, e o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público torceu o nariz, desconfiado de estar perante mera propaganda.
Agora, questionado sobre o presente imbróglio, o dirigente sindical António Ventinhas, autor de pareceres críticos para com a reforma do processo de inventário, responde com ironia: "Pergunte aos autores do Simplegis!".

24.10.10

Vejam como estão divertidos. Sorridentes, pudera, corre-lhes bem a vidinha.
Quem me dera fazer parte desta pandilha.
Estão enganados. Não era por causa da "guita".
Juro que não.
VOU PERDER A COMPUSTURA.
Ia-me fartar de encher estas trombas todas de porrada.
Se fossemos um país a sério esta gente tinha mêdo de sair á rua.
Negoceiam a nossas vidas com um sorriso nos lábios. Sacanas...........................................
Curriculuns há muitos seu palerma
No "site" oficial do PS sobre José Sócrates diz:
"Licenciado em Eng. Civil concluiu uma pós graduação em Eng. Sanitária na Escola Nacional de Saúde Pública".
Ao contrário de todos os outros "camaradas" não diz onde se licenciou. Mas a pós graduação já diz.
Nisto é irmãozinho gémeo do sr. Anibal.
Ambos têm vergonha de dizer onde estudaram.
Porque será?
De tal ordem que quando inquirido o sr. Anibal, de quantos cantos têm os Lusiadas, respondeu:
-Sabe já foi há tanto tempo......
Quando deveria ter respondido:
Como andei na Escola Comercial e depois no Instituto Comercial não dei os Lusiadas......
No "site do PS, deveria dizer:
"Formado pelo Instituto Insdustrial, vindo a completar a licenciatura num Domingo de sol, numa Universidade privada que já não existe, porque a rapaziada que a dirigia foi toda parar á cadeia."
Com eleições á vista(presidênciais), se o sr. Anibal ganhar, concluirei que Portugal e os Portugueses, se merecem e merecem quer este 1º Ministro quer este Presidente da República.