26.9.09
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Um texto do Rui Viana Jorge
Aposta em energias renováveis para o Concelho de Matosinhos
Nos edifícios públicos, de todo o Concelho, instalações camarárias, escolas, piscinas, centros de saúde, praias deverão ser instaladas painéis solares térmicos, e foto-voltaicos de modo a baixar os custos da electricidade necessários ao aquecimento da água e iluminação.
No que diz respeito a piscinas a economia é descomunal.
Nos espaços públicos, tais como resguardos de paragens de autocarro deverão instalar-se painéis solares foto-voltaicos de modo a fornecer iluminação pública.
Deve promover-se a troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de luz fria em todos os gabinetes de instalações pertencentes à autarquia. A economia pode chegar aos 80%.
No calçadão de Matosinhos e no da Av. Marginal de Leça deverão ser instalados sanitários, bem como uma iluminação que aumente a segurança aos cidadãos.
Um pequeno painel solar exposto todo o dia á luz, pode alimentar duas lâmpadas de néon (2x8v) durante 5horas, sendo o seu custo menos de 150€.
Exemplos:



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Contra o voto útil
25.9.09
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Pagam por serviço que só chega em 2011
00h30m
Os moradores em S. Mamede de Infesta (Matosinhos) estão indignados por ter de pagar uma taxa pelo saneamento, que só deverá estar instalado em 2011. A concessionária, a Indaqua, diz que está a actuar dentro da lei.
Entre tantas parcelas espalhadas na simples folha tamanho A4 da factura da Indaqua, a tarifa de utilização de águas residuais sempre havia passado despercebida a Ana Maria Madureira, moradora na Rua do Canto, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos.
"A factura tem tantas alíneas e o montante é tão baixo que nem tinha reparado. Mas também não entendo porque pago, uma vez que não tenho saneamento básico. Aqui na rua muita gente drena os esgotos para a rede de águas pluviais", afirmou a moradora.
Uma vizinha, Maria Manuela Jesus Pereira, confessa que eliminou duas fossas sépticas aquando das obras de renovação da casa. "Só estou à espera que instalem o saneamento para fazer a ligação. Até lá, não tenho outro remédio que não seja drenar os esgotos para o colector de águas pluviais. Vivo nesta casa há 54 anos e estou farta de ouvir dizer que o saneamento está a chegar", referiu.
O presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta, Moutinho Mendes, salientou que os grandes núcleos urbanos já dispõem de rede de saneamento básico. "A Indaqua, concessionária para a distribuição de água e recolha e tratamento de água residuais, tem um plano de investimentos para a freguesia e já há obras em diversas ruas. Penso que dentro de dois ou três anos o saneamento chegará a toda a cidade", afirmou o autarca.
Actualmente, de acordo com Moutinho Mendes, cerca de 30% da freguesia, cuja população ronda os 23500 habitantes, não dispõe de saneamento básico.
A Indaqua Matosinhos revelou, por seu lado, que o saneamento básico chegará à Rua do Canto em 2011 e sublinhou que "o funcionamento da concessão é sustentado no regulamento de serviços, que vigora desde Junho de 1996". Segundo a empresa, o regulamento obriga todos os clientes que estejam ligados à rede pública de abastecimento de água a "pagar uma tarifa de utilização no valor de 0,18 euros por metro cúbico de água consumida". Tenham ou não ligação à rede de saneamento.
No caso dos imóveis sem "rede unitária ou separativa "à porta" e que estejam ligados à rede de água, é assegurada uma limpeza anual da fossa séptica da habitação em causa". A empresa revelou que está a concretizar um plano de investimentos, iniciado em Março do ano passado, coincidindo com o arranque da concessão feita pelo Município de Matosinhos, que "prevê a substituição integral da rede unitária por rede separativa durante os primeiros cinco anos". Assim, os esgotos deixarão de ser drenados para o sistema de águas pluviais. Serão executados no concelho cerca de 180 quilómetros de rede, dos quais 40 já foram concretizados. O plano de investimentos nas redes de abastecimento de água e de recolha e tratamento de água residuais ronda os 75 milhões de euros.
no JN
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INEM
Negócio polémico com helis
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Máfia dos bingos
Cabeça de lista pelo círculo de Fora da Europa diz ter participado em encontros onde José Lello e António Braga negociaram apoios em troca de futuras nomeações para cargos
O cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral de Fora da Europa nas eleições de 2005, Aníbal Araújo, confirmou ontem que o partido terá negociado financiamentos para a campanha de então, em troca de cargos cuja nomeação ou indicação passaria pelo Governo. Segundo o candidato, que acabou por não ser eleito nem integra agora as listas do PS, as conversas envolveram directamente José Lello, então responsável do partido pela área das Comunidades Portuguesas, e António Braga, que integra o actual Governo como secretário de Estado das Comunidades.
Em declarações recolhidas pela rádio TSF, Aníbal Araújo garante que participou em vários desses encontros, tendo os dirigentes socialistas como interlocutor o empresário luso-brasileiro Licínio Bastos, que dois anos depois (Abril de 2007) viria a ser detido pelas autoridades brasileiras por estar envolvido no caso que ficou conhecido como amáfia dos bingos. Numa dessas reuniões, relata Araújo, foi claramente discutida a futura "nomeação de Licínio Bastos pela Águas de Portugal [para uma empresa participada no Brasil] e para a Vivo [operadora móvel participada da Portugal Telecom] ".
Suspeitas antigas
Contactado ontem pelo PÚBLICO, o antigo cabeça de lista remeteu para o depoimento recolhido pela TSF, argumentando que não queria voltar a falar no assunto antes das eleições, "para que o tema não possa ser usado como matéria de campanha". Também da parte dos dirigentes socialistas não foi possível recolher qualquer declaração, uma vez que não foi atendido qualquer dos telefonemas efectuados durante a tarde e início da noite de ontem. A única reacção foi colhida pela TSF junto do gabinete de imprensa do PS, que disse não comentar "insinuações delirantes a 28 horas do final da campanha eleitoral".
As suspeitas de que o PS terá obtido financiamentos junto damáfia dos bingosbrasileira foram largamente noticiadas pelo PÚBLICO em Maio de 2007, na sequência duma vasta operação desencadeada pelas autoridades policiais do Brasil, que desmantelou uma rede ligada a salas de bingo e máquinas de jogos de azar. Licínio Bastos era um dos 25 detidos, todos suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção para obtenção de decisões políticas em benefício da exploração de casas de jogo e também para compra de decisões judiciais favoráveis.
As ligações com os dirigentes do PS português resultavam das escutas efectuadas pela Polícia Federal brasileira ao longo das investigações, mas desde a escolha do candidato para cabeça de lista pelo círculo de Fora da Europa que os membros da Federação do PS no Brasil vinham denunciando a situação. Os socialistas da comunidade portuguesa no Brasil chegaram mesmo a escrever ao secretário-geral do PS, José Sócrates, denunciando que José Lello tinha "desautorizado e ignorado as deliberações" das estruturas do partido no Brasil e que a escolha do cabeça de lista tinha sido "comprada" por Licínio Bastos.
"Dinheiro a rodos"
"Só qualquer coisa de muito forte, que podia significar muito dinheiro, permitia que as deliberações de uma federação partidária, legal e organizada, fosse pisada a pés, com absoluto desrespeito pelas pessoas", escreveu então no blogueportugalglobal.blogspot.com Miguel Reis, um advogado luso-brasileiro, com escritório em São Paulo, que entretanto tinha terminado a militância no PS.
Em Maio de 2007, em declarações ao PÚBLICO, o jurista explicaria que todas as suspeitas se confirmaram com o início da campanha. "Começou a ver-se que havia dinheiro a rodos para avionetas e acções de grande impacto", disse. Nessa altura, José Lello afirmava desconhecer a origem do financiamento. "Conheci Licínio Bastos durante a campanha. Foi-me apresentado por Aníbal Araújo e não sei se foi ele o financiador", garantiu.
Apesar da polémica, o PS ficou a cerca de 300 votos de eleger pela primeira vez um deputado pelo círculo de Fora da Europa, onde o PSD tem sempre preenchido os dois lugares. José Lello diria depois que tal só foi possível porque os votos da Venezuela não chegaram a Portugal, devido às cheias ocorridas naquele país, e também pelo facto de no Brasil terem sido contabilizados 480 votos de pessoas já falecidas.
Após as eleições, Licínio Bastos viria a ser nomeado cônsul honorário de Portugal em Cabo Frio, no Brasil, por despacho do secretário de Estado das Comunidades, António Braga, publicado noDiário da República de 16 de Maio de 2006, mas nunca terá chegado a tomar posse, uma vez que foi exonerado quando se soube que estava a ser investigado pela polícia brasileira. Por indicação do Governo, Aníbal Araújo foi, também em 2006, condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique, durante as comemorações do 10 de Junho.
notícia do PÚBLICO
24.9.09
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Uma quase notícia:
Carro quase esmaga menina
Uma menina de seis anos por pouco1261

AUTÁRQUICAS
Candidato do CDS em Moura apanhado a furtar palha
O número três do partido de Portas à Câmara de Moura foi apanhado pela GNR. Estaria a desviar palha de uma herdade
no DN Via ERECÇÕES 2009
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O leproso e o canalha
O vergonhoso apoio do Governo de Sócrates à candidatura a director-geral da UNESCO de um anti-semita cúmplice de terrorismo que ainda há pouco dizia que queimaria pessoalmente todos os livros hebraicos que encontrasse na Biblioteca de Alexandria ficará a constituir uma das páginas mais negras da diplomacia portuguesa.
Sobretudo porque tal apoio passou por cima de direitos humanos e valores fundamentais em nome de um negócio mesquinho, a "compra" do voto egípcio a um lugar do MNE na ONU. A questão que se põe é saber se é legítimo, em política, aliarmo-nos ao diabo e deitar pela borda fora princípios e valores desde que ganhemos alguma coisa com isso; ou, como dizem os "gangsters" nos filmes, se a política não tem nada de pessoal, que é como quem diz de moral, é "only business". Pelos vistos, para o actual Governo (de um PS que não só meteu o socialismo na gaveta como não guardou dele outro resquício ideológico, já nem digo ético, senão alguns "slogans" para uso eleitoral), é. Eu, cidadão, estou antes com Borges e, se "compreendo o beijo ao leproso, não compreendo o aperto de mão ao canalha".
23.9.09
1257

texto do Rui Viana Jorge
Aeroporto
Comecemos pelas afirmações do Presidente da ANA:
A obras que presentemente se estão a fazer no aeroporto da ANA tem o seguinte reflexo:
Aumenta 70% a capacidade do Aeroporto
Capacidade da pista passa de 36 para 40 movimentos por hora
Passa a ter 47 portas de embarque, mais 21 do que presentemente
Passa a ter 20 mangas de acesso aos aviões, mais 13 do que presentemente
Capacidade de carga passa de 80.000 toneladas para 150.000 toneladas
Passa a ter uma capacidade para 16 milhões de passageiros ano
Só estas afirmações chegariam.
Mas vamos ao que interessa:
Disseram os defensores de tal projecto que estimavam um crescimento de 4,5% ao ano durante 30 anos.
Isto é tão valido como qualquer outro disparate.
Ninguém minimamente sério faz previsões a 30 anos.
Sabemos que em 2006 passaram pela Portela 12,3 milhões de passageiros, e que com o aparecimento das companhias low cost, as estratégias dos aeroportos estão todas a ser reestudadas.
Dizem os Experts na matéria que o pico petrolífero foi atingido, ou seja, que a partir de agora não mais vai aumentar a sua produção, dizendo mesmo que se prevê um declínio de 2% ao ano.
Estimam os tais interessados que o período de amortização será entre 2018 a 2048!
Deve ser á custa da privatização da ANA que é a única estrutura aeroportuária que dá lucro.
Depois quando os prejuízos vierem, socializam-se continuando privados os lucros.
Podem-se estimar a veracidade destas estimativas pelo seguinte:
A própria TAP estimou em 2006 resultados para esse ano que poderiam variar entre 10 milhões de € de prejuízo a 50 milhões de € de lucro consoante os preços dos combustíveis.
Especialistas Ingleses prevêem que em 2015 metade da destruição anual da camada de ozono será causada pelo tráfico aéreo.
Anualmente são já produzidas 600 milhões de toneladas de CO2.
Voltemos ao aeroporto da Portela:
Se retirarmos as instalações militares de Figo Maduro a capacidade de estacionamento da Portela aumenta fortemente.
Se os voos internos forem deslocados para o aeroporto de Alverca, descongestionamos fortemente o aeroporto da Portela.
Segundo os defensores do novo aeroporto, este esgota em 2011 (atribuindo crescimentos de 4,5% ao ano?); as obras em execução prolongam-lhe a vida até 2017, sempre segundo tais especialistas.
Finalmente o grande afluxo que já se verifica de turismo através do avião começa a fazer-se sobretudo por companhias low cost que nunca utilizam cidades aeroportuárias, mas sim aeroportos secundários.
Sem querer alargar-me mais, continuam variadíssimas alternativas ao novo aeroporto, que junto com o TGV irá hipotecar este País por muitos e longos anos.
Para finalizar, corre na internet, uma petição neste sentido que já tem milhares de assinaturas incluindo a minha para que seja travado tão grande disparate.
Como remate, a tese do novo aeroporto é tão falsa que se qualquer Governo garantir que a ANA não entra no “bolo” os tão competentes privados que garantem lucros chorudos desaparecem em dois segundos.
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Diplomacia de cócoras
Em tempos de eleições, com toda a corja, nos seus dispersos géneros e espécies, por aí à solta, há notícias que subitamente reconfortam, a de que há alguém que pensa, já nem digo pela própria cabeça, mas que simplesmente pensa e, sobretudo, que age de acordo com valores que outros se limitam a proclamar.
Manuel Maria Carrilho, embaixador na UNESCO, contrariando orientações do ministro Luís Amado (o tal que há dias prestou também vassalagem a essa figura ímpar da democracia e da liberdade que é Khadafi), recusou votar em Farouk Hosny, candidato egípcio a secretário-geral da organização. Ministro da Cultura do Egipto há 22 anos, Hosny tem uma sinistra fama de censor de livros, filmes e órgãos de informação no seu país, e ainda recentemente afirmou que queimaria pessoalmente todos os livros de cultura hebraica que encontrasse na Biblioteca de Alexandria. Os governos de Sócrates e de Berlusconi terão sido os únicos da UE que, postos de cócoras, se conformaram ao desejo dos países islâmicos de colocar um Califa Omar, se possível ainda mais sinistro, à frente da UNESCO. Estão bem uns para os outros.





