8.9.09

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Novas provas
Freeport: polícia inglesa confirma pagamento de “luvas”
08.09.2009 - 11h25 PÚBLICO
As autoridades inglesas têm provas que confirmam o pagamento de “luvas” no âmbito do licenciamento dooutlet de Alcochete, noticia a edição de hoje do “Correio da Manhã”. Tendo em conta as novas informações, o jornal afirma ainda que o ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, Carlos Guerra, não vai ser o único arguido no processo Freeport a ter de explicar os cerca de 200 mil euros depositados numa das suas contas.

Isto porque a investigação que está a ser conduzida em Londres descobriu vários depósitos em contas abertas em paraísos fiscais britânicos que envolvem alguns dos suspeitos já constituídos arguidos em Portugal. Há também três novas figuras, cujos nomes não são avançados. De acordo com o mesmo jornal, assim que a polícia inglesa enviar as novas provas que agregou ao processo, as autoridades portuguesas deverão constituir mais dois ou três arguidos.

Os depósitos foram alegadamente feitos por Charles Smith, representante da Freeport em Portugal e sócio da consultora Smith & Pedro, contratada para licenciar a superfície comercial de Alcochete. Uma informação a que os procuradores do Ministério Público Paes Faria e Vítor Magalhães terão tido acesso quando há mais de quatro meses estiveram a trabalhar em Londres com a polícia daquele país. Contudo, segundo o "Correio da Manhã" não foram recolhidos movimentos suspeitos nem sobre José Sócrates nem sobre os seus familiares.

Entretanto, no final de Agosto, a Polícia Judiciária recebeu uma nova carta anónima onde o autor garantia que a investigação estava a seguir o primo errado de José Sócrates e que deveria ouvir antes José Paulo Bernardo Pinto de Sousa. O nome deste primo foi também avançado na última sexta-feira pela TVI (o primeiro sem Manuela Moura Guedes) como sendo supostamente “o gordo” referido em alguns emails sobre pagamentos de “luvas”. Contudo, a PJ considerou já a denúncia infundada pelo que não deverá ouvir o primo do actual primeiro-ministro.

Suspensão da investigação?

Recorde-se, ainda, que ontem o procurador-geral da República afirmou que "dentro de dias" será conhecida a resposta sobre a eventual suspensão da investigação do caso Freeport, após o arguido Carlos Guerra ter pedido o afastamento dos magistrados que conduzem o inquérito. Fonte ligada ao Ministério Público disse que o incidente suscitado por Carlos Guerra será decidido pelo superior hierárquico daqueles magistrados, ou seja, pela directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida.

O ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza Carlos Guerra, arguido no caso Freeport, entregou na PGR um pedido de afastamento dos magistrados do Ministério Público que conduzem a investigação.

Carlos Guerra foi constituído arguido no caso Freeport em Junho passado por suspeitas do crime de corrupção passiva para acto ilícito, tendo comparecido em finais de Julho perante o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal. O processo Freeport tem ainda como arguidos Charles Smith, Manuel Pedro, Eduardo Capinha Lopes, José Manuel Marques, José Dias Inocêncio e João Cabral. O processo relativo ao Freeport de Alcochete envolve alegadas suspeitas de corrupção e tráfico de influências no licenciamento daquele centro comercial, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

Notícia actualizada às 15h59

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Se ainda houver por aí algum jornalista a fazer investigação séria sobre o Freeport…

8 de Setembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

… e a propósito desta “notícia” do DN, sugiro que confirme se um dos arquitectos nomeados como perito nunca foi indicado pelo então Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território José Sócrates ou por organismos da sua tutela para um ou vários cargos públicos e se o outro, no decorrer de funções públicas, não terá sido objecto de uma acusação muito grave.


no 5dias

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Dia 4







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Há um novo blog em Matosinhos.


Marés Vivas de Matosinhos


Assim à primeira vista parece ser o blog dos putativos candidatos a herdeiros do Dr. Guilherme Pinto apesar de, aparentemente, o dito ainda mexer e não ter sido até ao momento não estar tanatorizado.

7.9.09

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Dia 3







1173

Metro da cidade Invicta apresentou um prejuízo de 148,6 milhões de euros no ano passado



07 Setembro 2009 - 00h30

Transportes: Autarcas são administradores não-executivos

Metro do Porto paga o dobro de Lisboa

Os administradores executivos do Metro do Porto ganham mais do dobro do que os seus homólogos do Metro de Lisboa: o presidente executivo do Metro do Porto, Ricardo Fonseca, tem um salário-base mensal de 10 723 euros, mais do dobro que os 4752 euros recebidos por Joaquim Reis, do Metro de Lisboa, e os vogais executivos ganham 9748 euros, contra 4204 euros no metropolitano da capital.

Em 2008, ambas as empresas apresentaram prejuízos elevados: o Metro do Porto contabilizou um resultado líquido negativo de 148,6 milhões de euros e o seu homólogo de Lisboa registou um prejuízo de 126,7 milhões de euros.

O Metro do Porto gastou, em 2008, com as remunerações dos seus 12 administradores executivos e não-executivos, segundo as informações da página da internet da empresa, um total de 545 186 euros. Só a comissão executiva, constituída por três membros, absorveu 66 por cento daquele total, correspondente a 362 628 euros.

Até ao final de Março de 2008, Valentim Loureiro, Rui Rio e Mário Almeida, presidentes das autarquias de Gondomar, Porto e Vila do Conde, e Narciso Miranda, ex-autarca de Matosinhos, eram administradores não-executivos. Rui Rio e Mário Almeida mantêm o cargo e Marco António Costa, autarca de Vila Nova de Gaia, substituiu então Narciso Miranda. Em 2008, segundo o site da empresa na internet, foram pagas remunerações-base de 3708 euros a Valentim Loureiro,21 918 euros a Rui Rio, 16 834 euros a Marco António Costa,14 310 euros a Mário Almeida e 9750 euros a Narciso Miranda.

No final de Março de 2008, a comissão executiva de Manuel Oliveira Marques foi substituída pela equipa de Ricardo Fonseca. Ontem, Ricardo Fonseca confirmou ao CM que o seu vencimento-base "é basicamente o mesmo" daquele que foi atribuído a Oliveira Marques, que está fixado no estatuto remuneratório, mas frisou que abdicou do cartão de crédito.

Face às diferenças salariais entre as duas empresas, Ricardo Fonseca afirmou: "São as remunerações fixadas no Metro do Porto quando para lá fui". E comentou ainda que "o salário é também em função da dificuldade de gestão [nas empresas]".

REMUNERAÇÕES

METRO DO PORTO

Presidente Executivo: 10 723€

Vogais Executivos: 9 748€

METRO DE LISBOA

Presidente Executivo: 4 752€

Vogais Executivos: 4 204€

Fonte: Estatutos remuneratórios das duas empresas

António Sérgio Azenha

1172



Multa a partir de 45 euros para quem cuspir no chão

Regulamento de Higiene Pública prevê coimas para quem usar fogareiro na rua


INÊS SCHRECK

Em Matosinhos, quem for apanhado a cuspir para o chão na via pública fica sujeito a pagar uma multa entre 45 a 4500 euros.

Assim como quem urinar na rua ou bater tapetes ou toalhas da janela para a via. São as regras de higiene do Município.

Cuspir para o chão, passeios ou outros espaços públicos, urinar ou defecar na rua ou noutros locais não previstos para o efeito, sacudir ou bater cobertores, capachos, esteirões, tapetes, alcatifas, roupas e outros objectos das janelas, varandas e portas para a rua estão entre as dezenas de contra-ordenações identificadas no novo regulamento de resíduos sólidos do concelho. Todas sujeitas a multas entre os 45 e os 4500 euros (um décimo a dez vezes o salário mínimo nacional).

O regulamento, que define e estabelece as regras a que fica sujeita a gestão dos resíduos sólidos e a higiene pública do concelho de Matosinhos, já esteve em discussão pública, não tendo recebido qualquer sugestão, e será votado na segunda-feira pelo Executivo. Entra em vigor, após aprovação da Assembleia Municipal.

Os concelhos do Porto, Maia e Gaia também têm regulamentos de resíduos sólidos, embora nem todos tão exigentes como o de Matosinhos. No caso do Porto, também é considerado contra-ordenação cuspir para o chão e urinar na via pública. Em Gaia e na Maia, tais actos não constam das listas de prevaricações, embora em Gaia haja um regulamento específico dos parques e áreas naturais que determina uma coima para quem urine ou defeque fora do local apropriado.

Matosinhos vai mais longe com a proibição de bater tapetes e afins para a rua, "sempre que seja previsível que os resíduos deles provenientes caiam sobre os transeuntes ou sobre bens de terceiros, como automóveis, roupa a secar, pátios e varandas". Outra novidade é o impedimento de instalar aparelhos de ar condicionado nas fachadas de edifícios que vertam líquido para a via pública.

O regulamento municipal também impede "a utilização de fogareiros de carvão vegetal ou outro, para a confecção de alimentos na via pública, com prejuízo para o meio ambiente e saúde pública", o que face a outros municípios, é fora do comum. Ainda mais num concelho onde tradicionalmente se assam sardinhas à porta de casa ou do restaurante.

Através da leitura do artigo 47º do regulamento, o cidadão fica a saber tudo o que não pode fazer e a respectiva multa a que está sujeito se for apanhado a infringir as normas. A competência para a instrução dos processos de contra-ordenação e a aplicação de coimas pertence à Câmara.

Entre outras proibições, vale a pena ficar a saber que varrer detritos para a rua, lavar automóveis na via pública, riscar ou grafitar paredes de monumentos, prédios ou mobiliário urbano dá direito a uma coima de 45 a 4500 euros.

Algumas das coimas:

de 22,5 € a 90 € - deixar dejectos de canídeos ou outros animais na rua , excepto quando o dono é invisual, pode custar um quinto do SMN

de 225 € a 2250 € - pintar, reparar ou lavar carros na via pública e destruir ou queimar papeleiras dão coima de metade a cinco vezes o SMN.

de 900 € a 2250 € - utilizar fogareiros de carvão vegetal ou outro para confecção de alimentos na via pública, com prejuízo para o meio ambiente, dá coima de duas a cinco vezes o SMN.

de 22,5 € a 225 € - vazar águas de lavagens pode dar coima de um vigésimo até metade do SMN, tal como remexer nos resíduos dos contentores.

de 45 € a 4500 € - cuspir para o chão da via, passeios ou outros espaços públicos pode custar até 10 vezes o SMN, tal como urinar, varrer detritos ou sacudir tapetes para a rua.

6.9.09

5.9.09

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Dia 1

A Manuela Moura Guedes e o Jornal da Noite sairam na primeira página de todos os jornais.

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4.9.09

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Arrumar a casa




Tem-se argumentado muito que a «eliminação» da Manuela Moura Guedes e do seu telejornal, a ser promovida pelo «eng. de domingo» agora, seria um erro político grave que o prejudicaria nas eleições; um tiro no pé!



E daí tem-se retirado a conclusão que razoavelmente não o faria, desse modo o absolvendo de tal mal feitoria.

E se não for assim?
Se, antes pelo contrário, tudo foi friamente calculado e premeditado?

Passemos ao campo das hipóteses:
Quatro jornais da noite nas quatro semanas que vão daqui até às eleições seriam, ou poderiam ser, desastrosos para o PS.
Em cada uma das semanas cada um deles poderia trazer uma «bomba» cuja discussão se prolongaria, pelo menos, durante o fim de semana.
Abafando o impacto mediático de qualquer iniciativa ou acção de propaganda as quais, seguramente, ocorrerão com mais intensidade nos fins de semana.
É até admissível que a «bomba atómica» fosse guardada para a sexta feira anterior às eleições, dificultando reacções por se estar já em período de reflexão pré-eleitoral.

E aqui convirá esclarecer que também não estamos só, e inocentemente, em matéria de liberdade de imprensa.
A Manuela Moura Guedes não é uma ingénua política.
Não se pode esquecer que foi deputada eleita pelo CDS.
E os nossos jornalistas não são uns seres etéreos em matéria de isenção política.
(eu que tenho mais de duas dezenas de anos de experiência profissional com eles, nunca encontrei nenhum que o fosse)

Ponderadas as coisas, mais vale ao engenheiro determinar a eliminação daquele risco e correr o risco da suspeição de o ter feito.
Aguenta o dia de hoje, e já pôs os seus cães a ladrar à caravana que passa(simplexes, jugulares, câmaras corporativas e tutti quantti...)
Ainda hoje lança uma manobra mediática alternativa e uma campanha de diversão.
Mantém o ritmo durante o fim de semana.
Segunda-feira já ninguém fala do caso.
Ninguém tem mais capacidade de esquecer um facto de que os nossos jornalistas, se lhes atirarem mais dois ou três «ossos» mediáticos novos.
No dia das eleições a Manuela Moura Guedes e o seu telejornal passaram definitivamente à história e já ninguém se lembra sequer que existiram.

E o «eng» ganhou mais esta batalha mediática, matéria em que ele e os seus assessores são os melhores.

Portanto, resumindo e concluindo, não tenho nenhuma dúvida de o apagamento do jornal da noite é uma manobra da iniciativa - fria e calculada - da central de estratégia do PS.
E vitoriosa!
(com ponto de exclamação e tudo, apesar do Senhor Palomar)

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Labor Day by Larry Wright, The Detroit News

VietnamIraq Afghanistan by Jimmy Margulies, The Record of Hackensack, NJ


Statue of Torture by Steve Greenberg, VCReporter, Ventura. CA


Finance by Pavel Constantin, Romania


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Decisão de afastar Manuela Moura Guedes partiu de Lisboa, garante a Prisa

10h01m

A Prisa negou hoje, sexta-feira, qualquer interferência na polémica decisão tomada pela TVI de suspender o Jornal Nacional de 6ª-feira, insistindo que se tratou de uma decisão da equipa de direcção em Lisboa.

"Foi uma decisão que se insere no âmbito da gestão da direcção da cadeia (de televisão) e com o envolvimento da Direcção Geral da Media Capital", afirmou à Lusa fonte oficial da Prisa.

"Quando se coloca à frente de uma empresa uma equipa de direcção temos que respeitar a sua decisão. E isso é tudo", sublinhou.

A mesma fonte rejeitou ainda notícias de que o próprio Conselheiro Delegado da Prisa, Juan Luis Cebrián, se tenha envolvido directamente no caso, insistindo que a Prisa "respeita a independência de gestão" de todas as suas empresas.

"O Conselho Delegado tem o papel de marcar as directrizes gerais da empresa, definir por exemplo se vamos ou não reforçar a presença neste ou naquele país. Mas quando há uma empresa (Media Capital) que tem uma direcção-geral e um conselheiro delegado, são eles que gerem essa companhia", disse ainda.

Normalmente, frisou a fonte, decisões como estas na TVI são tomadas por cada equipa directiva, no local onde está, sem consultas prévias à sede em Madrid e porque a Prisa "confia nas equipas gestoras que tem em qualquer local".

"Naturalmente que depois, a nível interno, há uma cadeia de comunicação, mas as decisões não são tomadas com consultas prévias", frisou.

Seria impensável, insistiu a fonte, considerar que cada decisão que se toma pelas empresas do grupo Prisa tivesse que passar pelo crivo da sede em Madrid.

"A posição da Prisa é respeitar e confiar nas decisões das suas equipas de gestores, neste caso da TVI e da Media Capital", sublinhou.

"Cada uma das empresas tem a posição que tem e uma equipa de direcção que actua. A Media Capital tem demonstrado ter mantido uma gestão que se evidencia nas audiências", frisou.

Outras fontes da Prisa consultadas pela Lusa em Madrid manifestaram "surpresa" pela reacção em Portugal em torno à suspensão do jornal da TVI, considerando que é uma "decisão normal na gestão do dia-a-dia da empresa".

Frisando "total independência de gestão" da Media Capital e da equipa directiva da TVI, responsáveis da Prisa insistem que no caso de Portugal "o que não está partido não é preciso compor".

Em Julho de 2005 a Prisa, o maior grupo de comunicação social espanhol, que detém o El País, a rádio cadena SER e o canal de televisão Cuatro, tornou-se o accionista principal da portuguesa Media Capital, entrando deste modo na TVI.

Em Outubro de 2006, a Prisa lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade das acções representativas do capital social da Media Capital, passando a controlar o grupo.

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Outra "cabala"

Nunca vi o tão falado "Jornal Nacional" das sextas e agora, depois da decisão da Administração da TVI de acabar com ele, fico com a impressão de que perdi alguma coisa. Porque quando uma empresa privada, que supostamente produz tendo em vista o lucro, retira do mercado o seu produto mais vendável (o "Jornal Nacional" era líder absoluto de audiências), das duas uma: ou o lucro afinal não lhe interessa ou a coisa envolve algum negócio ainda mais lucrativo.

E há-de ter sido um negócio dos chorudos porque tudo sugere que, de caminho, a Administração da TVI tenha vendido também a hipótese de vitória do PS nas próximas eleições. Com efeito, do que o PS nesta altura menos precisava era da suspeita de estar por detrás (coisa que toda a gente sabe que seria incapaz de fazer) da bolivariana medida. O que aconteceu foi uma cabala, desta vez dos socialistas espanhóis da Prisa, feitos com o PSD, contra o PS, a sua credibilidade democrática e o seu respeito pela liberdade de informação. Eu, se fosse a Sócrates (que tanto contava com o "Jornal Nacional" para ganhar as eleições), cassava-lhes já a licença.

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Para os doentiamente curiosos, download gratuito aqui

2.9.09

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As bandeiras azuis no metro

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notícias da campanha



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O cheiro a esturro na cozinha dos outros

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Blog

Duarte Cordeiro, que é o líder da JS, tem uma pontaria duvidosa. Ontem acusou Manuela Ferreira Leite de lhe lembrar "uma professora primária conservadora do antigamente, que passa raspanetes a quem dela discorda".

Duvido (basta ver a sua idade) que Cordeiro se lembre de alguma professora primária do antigamente – sem desprimor para a sua infância moderna e progressista. Ele deve ter conhecido uma caricatura, leviana e indigente, injusta para uma classe que fez muito mais pelo país do que a pobre casta de dirigentes das ‘jotas’, que nunca trabalhou, estudou ou foi repreendida pelos seus disparates. O que confere como modo como constrói a sua imagem de mau gosto. Assim, indicou a alguma gente onde é que teria de votar – ou, pelo menos, mostrou em quem não se pode confiar.

Francisco José Viegas, escritor



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Bom Sucesso cidade do Porto


O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto ordenou a demolição do Shopping do Bom Sucesso, no Porto, há já mais de ano e meio. E, no entanto, o edifício continua lá, ocupado, inamovível, numa inadmissível afronta à Justiça, representando o mais absoluto desprezo pelo estado de direito e pelo próprio regime democrático.

Aquela construção só foi possível porque a Câmara do Porto, à época liderada por Fernando Gomes, o licenciou, não obstante a firme oposição da então Comissão de Coordenação da Região Norte. A polémica foi ruidosa, os argumentos contra a construção pareciam evidentes, mas, como é infelizmente habitual, os promotores imobiliários impuseram a sua vontade, com a conivência dos autarcas de então.

Com um raro sentido de participação cívica, decidido a combater esta aberração urbanística, em 1995, o arquitecto José Pulido Valente iniciou uma longa batalha jurídica de que saiu vencedor e, com ele, o povo do Porto. Questões jurídicas à parte, o certo é que doze anos volvidos, o Supremo decidiu que a licença de construção é ilegal, decisão sem possibilidade de recurso, pelo que a não execução da demolição representa um total desrespeito pelos tribunais.

Esta sentença é inovadora em Portugal e deveria constituir exemplo de actuação da Justiça. Só demolindo o que é ilegal se dissuadem os especuladores. Confiscar bens ilicitamente obtidos é um procedimento aliás comum noutro tipo de crimes. Qualquer jóia roubada, apreendida pelas autoridades, é devolvida ao seu legítimo dono. E se assim se procede com os ladrões de jóias, por que não fazê-lo com os ladrões dessa jóia colectiva que é o equilíbrio urbanístico?

Em véspera de eleições, o município do Porto encontra-se numa encruzilhada que pode definir todo o seu futuro. Apenas com a demolição do edifício, ficará claro que na Invicta manda o seu povo e que a sua Câmara se não verga a interesses económicos nebulosos. O que está, pois, aqui em causa é muito mais do que a simples implosão de um prédio. É o (bom) sucesso do Porto como cidade.

Cabe aos principais candidatos à presidência da Autarquia declararem o que pretendem fazer, se eleitos nas próximas eleições de Outubro. Esperemos que a honestidade que Rui Rio tanto gosta de apregoar, ou a mundividência de que Elisa Ferreira se orgulha - sejam bastantes para deitar abaixo um edifício ilegal e símbolo acabado de interesses perversos e provincianos.

1.9.09

1154











Diz o candidato Narciso no seu artigo de opinião de hoje, no MatosinhosHoje:

«Todos sabem que sempre fiz política com determinação, generosidade e acima de tudo com o coração...».

Não teve a lata - ou nem se lembrou - de dizer que fez política com seriedade, lisura e correcção.

Cada um alinha pelos valores que tem.


1153







Vamos ter o TGV, mas ainda se morre em passagens de nível sem guarda.



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31.8.09

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DIREITO À INAUGURAÇÃO

Acabo de ouvir o Alberto Martins criar, definir e instituir o direito à inauguração.
No frente a frente da Sic Notícias.

Estou varado!

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O Senhor Palomar mudou-se

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OS EX-PCP:

A PROPÓSITO DE UMA ENTREVISTA



O QUE OS MOVE

Correia Pinto no POLITEIA

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É cultura estúpido

31 de Agosto de 2009 por Tiago Mota Saraiva

O mais típico e simples socranete pulula de felicidade com o alegado voto de Zé Pedro do Xutos & Pontapés em José Sócrates.
O próprio José Sócrates vangloria-se com a presença de Zé Pedro no JS Summer Fest 2009 (rico nome!) e entusiasma-se declarando que a banda foi uma “referência” da sua geração. Imagino Sócrates a assinar os seus projectos das Beiras fortemente inspirado pelo “Contentores”, a assobiar “Desemprego” nas reuniões da Jota ou a reler o novo Código Geral do Trabalho ao som do refrão do “Sem Eira nem Beira”:
Senhor engenheiro / Dê-me um pouco de atenção / Há dez anos que estou preso / Há trinta que sou ladrão / Não tenho eira nem beira / Mas ainda consigo ver / Quem anda na roubalheira / E quem me anda a comer (letra integral aqui)
Até que chega a ensaiada rima final, onde lhe cai a caraça:
“… Sócrates confessou que os Xutos & Pontapés são uma “referência” da sua geração, para se despedir dos jovens socialistas citando outra música (Aqui ao Luar) da banda: “Aqui ao luar, ao pé de ti, ao pé do mar, fica agora o sonho e a convicção de um país que quer avançar”
A letra que Sócrates pretende citar não se chama “Aqui ao luar”, mas sim “A Noite” e o original não é dos Xutos & Pontapés mas sim dos Sitiados.
“A Noite” foi apresentada pelos Sitiados no 5º Concurso de Música Moderna Rock Rendez Vous em 1988 – onde se classificaram em 2º lugar. Esta é uma das canções mais emblemáticas da banda e da música portuguesa nos anos 90:



30.8.09

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A porta secreta

no KAOS

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"Combateremos ao lado de José Sócrates os cépticos e os bota-abaixo"

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A Análise

Portugal 'à deriva'. Quem nos acode?


MEDINA CARREIRA NO CORREIO DA MANHÃ

1143

Sócrates nega a existência de "facilitismo", o que é um facto se tivermos em conta que, por enquanto, o Estado não distribui doutoramentos por recém-nascidos


Alberto Gonçalves


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Pedro Marques Lopes

Intenções

por Pedro Marques Lopes


Corria uma piada que dizia que o PSD iria fazer um programa tão, digamos assim, económico em palavras que bastaria um sms para o divulgar. Pelo que nos foi dado a ver a graçola tinha um fundo de verdade. Bastava, afinal, uma palavra para resumir essa possível mensagem: intenção.

O PSD propõe-se fazer melhor na economia, na solidariedade, na justiça, na educação, na segurança, na saúde, na administração pública, no ambiente, na cultura, na ciência, no ordenamento do território e em tudo o mais.

Em praticamente todos os aspectos relevantes não existe uma proposta concreta ou uma linha bem definida de rumo.

Para quem passou um ano e meio a apregoar aos quatro ventos que os socialistas apenas tinham palavras e promessas para oferecer, não deixa de ser confrangedor verificar que os sociais-democratas não têm mais para oferecer que não sejam lugares-comuns, suspensões para melhor análise ou vaguíssimas opiniões.

Que pode um cidadão esperar de alguém que diz que quer um Estado menos dirigista e com menos peso na economia e depois nada diz sobre as golden-shares, o que fazer com as empresas públicas e municipalizadas, o excesso de funcionários públicos, as empresas da Caixa Geral de Depósitos (extraordinária e bem reveladora da diminuição de "dirigismo", a promessa de orientações a este banco público) ou como se vai reduzir a despesa?

De que tipo de seriedade estamos a falar quando se diz que se suspende o actual modelo de avaliação de professores sem que se proponha outro? Será que vamos retomar o que (não) existia ao tempo da dra. Ferreira Leite no Ministério da Educação? Que dizer quando se resume uma política educativa aos chavões do "combate ao facilitismo" e à "cultura de exigência e rigor"?

Como é que podemos levar a sério um programa que na Justiça não tem uma linha sobre a urgente reestruturação do Ministério Público e enuncia, sem qualquer detalhe, uma avaliação dos juízes?

A que tipo de comportamento ético-político nos pretendemos referir quando há um ano se apelidava a descida da taxa social única como inconsciência e agora se defende o seu decréscimo em dois pontos percentuais ou se pretende revogar medidas que se decretaram como é o caso do pagamento especial por conta?

Será que um plano - inexistente, claro está - para a recuperação económica e aumento de competitividade e produtividade não mereceria uma pequena nota que fosse sobre legislação laboral, nomeadamente no que às pequenas e médias empresas diz respeito?

Ficamos a saber que o TCV vai ser suspenso. Porém, não é certo: vão-se fazer novos estudos. Claro como água.

O programa do PSD não é, a bem da verdade, um calhamaço de propostas. São apenas quarenta páginas de intenções vazias de conteúdo.

Para quem tinha prometido um programa diferente, com soluções concretas para os problemas do País - definidos agora como verdades - soa a pouco, muitíssimo pouco.

Onde estarão os estudos do Instituto Sá Carneiro, as conclusões dos fora da verdade, os contributos das pessoas que telefonaram para a linha de atendimento do PSD? Das duas, uma: ou foram desperdiçados ou não mereceram consideração.

Portugal precisava, como provavelmente nunca desde que vivemos em democracia, do PSD. Do PSD reformista, corajoso, liberal, sem receio de propor medidas que invertessem este ciclo depressivo que promete levar o nosso país para um beco sem saída. Pedem-nos, apenas, que confiemos numa pessoa. A sua verdade vai-nos redimir. A sua verdade tudo vai resolver. A sua verdade vai tirar-nos da cauda da Europa e tornar-nos mais ricos e mais felizes.

De facto, não era preciso programa e, em bom rigor, ninguém vai lê-lo. Não vale a pena.

Agora, sim, temos escolha: o PS tudo irá resolver através da intervenção do Estado; o PSD tudo solucionará com boas intenções.

1141

Havia quem jurasse que ia ser o «Lenine» português!


Sempre que o vejo lembro-me do sogro dele, que foi um homem bom e sério.
(esta é só para quem se lembra, e sabe)

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PROMESSA ELEITORAL

Sócrates promete aprofundar lei das uniões de facto






..., num discurso que antecedeu o da mandatária do PS para a juventude, Carolina Patrocínio.

A mediática apresentadora de televisão leu um papel em que usou palavras técnicas como "retoma" ou "fim da recessão técnica" após um trimestre de crescimento económico.

Já sem ler o papel, Carolina Patrocínio disse que regressou agora de férias do estrangeiro.

"Salta Carolina salta" e "um, dois, três maioria outra vez" foram as palavras de ordem mais vezes gritadas da plateia pelos jovens socialistas ao longo do comício.


Até o DIÁRIO DE NOTÍCIAS...

29.8.09

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Sem comentários:



From: jota.jota@sapo.pt
To: moschino_35@hotmail.com; eugeniokeiros@gmail.com; josemodesto@sapo.pt;olhardireito@gmail.com; carlosalbertoferreira@gmail.com;maarco.rodrigues@hotmail.com; claudiapaivasilva@gmail.com;isabelvccarmo@hotmail.com; mariorusso@netcabo.pt
Subject: Fw: participação na rádio
Date: Thu, 27 Aug 2009 23:14:34 +0100

Rectificado e definitivo

Programa de rádio na próxima 4ªfeira - CLUBE DOS PENSADORES - dia 2 de Setembro - 22 938 17 56 - Falam com o meu assistente Sr. José Silva .

4 minutos

Marco Rodrigues - Sérias Dúvidas - 19h14

Cláudia Silva - a Carroça da Clau - 19h 18

Vitor Maganinho - MatosinhosOnline - 19h 22

Eugénio Queirós - O Porto de Leixões - 19h26

José Modesto - José Modesto - 19h 30

Francisco Castelo-Branco - Olhar Direito - 19h34

Isabel Carmo - Joaninha - 19h38

Carlos Alberto - Cadsf - 19h42

Mário Russo - Clube dos Pensadores - 19h 46

Fazem uma introdução falando vosso projecto ou do que quiserem e depois fazem uma pergunta ou duas a Joaquim Jorge .

Desta vez em vez de dar a voz aos outros sou eu que terei voz convosco .

Como sempre não questiono ou procuro induzir perguntas mas espero que tenham conteúdo e sejam na defesa de JJ e do Clube.