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Elisa Ferreira acompanha ministro da Cultura em visita ao Porto que a câmara desconhece
Por Álvaro VieiraGabinete de imprensa do Ministério da Cultura garante não ter convidado Elisa Ferreira. Candidatura independente primeiro disse que sim, depois que não
A candidata apoiada pelo PS à presidência da Câmara do Porto, Elisa Ferreira, anunciou que hoje acompanharia a visita do ministro da Cultura, José Pinto Ribeiro, ao Porto. Na agenda enviada pela candidatura independente à comunicação social, define-se o seguinte programa: "10h45 - Visita ao Coliseu do Porto, a acompanhar a ida do ministro da Cultura a essa instituição. 12h15 - Visita ao Museu Nacional Soares dos Reis, com o ministro da Cultura. 13h - Almoço a convite do presidente da Câmara de Matosinhos, com a presença do ministro da Cultura e do arquitecto Álvaro Siza Vieira". Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete de imprensa do Ministério da Cultura (MC) declarou que nem Elisa Ferreira nem qualquer outro candidato autárquico foram convidados a acompanhar José Pinto Ribeiro. Questionada também pelo PÚBLICO, sobre a condição em que Elisa Ferreira acompanharia o ministro, a assessoria da candidatura começou por dizer que a presença de Elisa decorria de um convite do ministério. Confrontada com o facto de o MC ter garantido que tal convite não havia sido formulado, a assessoria de Elisa Ferreira viria a rectificar que, afinal, a candidata estaria no Coliseu do Porto, por ser sócia da associação Amigos do Coliseu, e, em Matosinhos, por ter sido convidada pelo presidente da câmara local, o socialista Guilherme Pinto que se recandidata ao cargo. Apenas no Museu Nacional Soares dos Reis, acrescentou a mesma fonte, Elisa Ferreira acompanhará o ministro da Cultura, "enquanto candidata e cidadã interessada pelos eventos que dizem respeito ao Porto". A Câmara do Porto, presidida pelo social-democrata Rui Rio, que se recandidata, assegura que "não foi convidada nem informada" da visita do ministro da Cultura a instituições da cidade. Segundo o gabinete de comunicação da autarquia, a visita de José Pinto Ribeiro não foi objecto de qualquer comunicação por parte do MC nem ao presidente da câmara - que ontem esteve ausente da cidade, a assistir à apresentação do programa do PSD e a participar na Universidade de Verão do partido -, nem ao gabinete do vereador da Cultura. A câmara foi apenas informada da cerimónia a decorrer no Coliseu do Porto pela associação Amigos do Coliseu, da qual é sócia, acrescentou a mesma fonte. O candidato da CDU à Câmara do Porto, Rui Sá, critica a presença de Elisa ao lado do ministro da Cultura. "Se não foi convidada, vai como "penetra", comenta o comunista, para quem está em causa "um confusão entre funções de Estado e partidárias que não augura nada de bom para os dias que se avizinham". Para João Teixeira Lopes, candidato do BE, o facto de Elisa Ferreira acompanhar o ministro da Cultura demonstra que a candidatura independente apoiada pelo PS "está completamente governamentalizada". "Ainda por cima, vai mal acompanhada, pelo ministro que mais prejudicou as companhias do Porto e que mentiu à cidade sobre a Cinemateca, prometendo um pólo que será afinal apenas uma sala de exibição", acrescentou.
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Tempo de autocrítica
É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.
Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros. No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".
27.8.09
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Se a excelente forma física e a simpatia da apresentadora lhe valem uma legião de admiradores, também a sua faceta mais mimada causou muita indignação a alguns dos seus fãs. É que Carolina Patrocínio, de 22 anos, mandatária da juventude do PS, anunciou numa entrevista ao programa ‘Episódio Especial’, da SIC, que não prescinde dos serviços da sua empregada para tarefas tão simples como comer fruta
"Odeio os caroços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. Não como fruta se tiver de a descascar, nem como uvas com grainhas", confessou. Indignadas com esta faceta de Carolina Patrocínio, várias pessoas aderiram a um grupo criado no site Facebook denominado ‘Libertem a Empregada da Carolina Patrocínio’.
Na descrição do grupo pode ler-se: "Obrigada a tirar grainhas às uvas e os caroços às cerejas de sol a sol, esta mulher sem nome fenece sob a desumanizante tortura de servir perversas sobremesas àquela que se ri do seu sofrimento e se alimenta das suas lágrimas".
O grupo cresce a todas as horas e já conta com mais de mil aderentes. Apesar do movimento ser meramente simbólico e ter como objectivo satirizar a postura da apresentadora, denuncia que ninguém ficou indiferente às suas palavras. Na mesma entrevista, Patrocínio fez outras revelações igualmente surpreendentes: "Sou uma pessoa competitiva. Odeio perder. Prefiro fazer batota a ter de perder", e ainda: "Gosto de dar nas vistas, de ser notada. Não gosto de passar despercebida".
O CM tentou obter algum comentário da apresentadora, mas Carolina preferiu remeter-se ao silêncio: "Estou de férias. Agradeço que não me incomodem". A empregada mantém-se no anonimato.
26.8.09
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O QUE O PS NÃO PRECISA
AS CERTEZAS DOS QUE MUDAM MUITO
Humilhado por uma derrota eleitoral sem precedentes, pior que a de Almeida Santos em 1985, e ressabiado pela inequívoca rejeição à esquerda e à direita dos seus pontos de vista, Vital Moreira é hoje uma personalidade politicamente inconveniente para o Partido Socialista. E o mais grave é que ele ainda não compreendeu. Como também não se tinha dado conta, antes e durante a campanha das europeias, que caminhava sem retorno para o abismo.
A tentativa arcaica, quase a roçar a argumentação do tempo da ditadura, a que empenhadamente se tem devotado nestes últimos anos da sua agitada e sinuosa vida política, de apresentar o PS como vítima de terríveis maquinações dos partidos à sua esquerda e, simultaneamente, único depositário dos grandes valores da esquerda, constitui hoje uma menos valia política e eleitoral para o Partido Socialista.
A fé ilimitada no mercado e nos seus “valores”, a confusão entre o Estado social e democrático e o Estado assistencialista e caritativo, a incapacidade de aceitação de um juízo plural na construção das modernas sociedades, o fanatismo demonstrado na defesa da auto-regulação capitalista, é tudo o que o PS não precisa, pelo menos, nesta fase pré-eleitoral. E é o que Vital Moreira tem para lhe oferecer!
Depois, a estafada argumentação tendente a fazer crer que o capitalismo moderno teve um devaneio neo-liberal do qual já está, felizmente, recuperado, a insistência na falsa ideia de que existe um modelo social europeu e de que a desregulamentação económica e financeira não faz parte da matriz comunitária, bem como a miopia política que não permite encarar a possibilidade de construção de outra Europa que não a saída do Tratado de Lisboa e seus antecedentes, retira qualquer viabilidade ao diálogo e acantona o PS, cada vez mais, nas práticas e concepções que verdadeiramente subjazem ao seu fracasso e acabarão por ditar a sua derrota.
De facto, o PS não perderá as eleições por o eleitorado escolher o BE e o PCP. O PS perderá as eleições por ter seguido uma política que constituiu uma verdadeira frustração para o eleitorado que nele acreditou e lhe deu o seu voto. O eleitorado de esquerda não muda de voto para entregar o poder à direita, mas para buscar novos actores que possam pôr em prática as política por que aspira!
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Aceitam-se os comentários.
Saudações Marítimas (ainda em férias)
José Modesto
25.8.09
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Mobilidade em Matosinhos. Para quem!?
Ontem
CARLOS MONTEIRO DA SILVA
Mobilidade em Matosinhos. Para quem!?OntemCARLOS MONTEIRO DA SILVA |
Depois de uma tentativa de alertar a Junta de Leça da Palmeira e a Câmara Municipal de Matosinhos, nada como umas imagens para descrever o “caos” e mais uma missiva, desta vez ao actual presidente da Câmara.
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos
É este o estacionamento regrado que V. Exa. preconiza para um município “civilizado”!?
Todos os matosinhenses sabem que, qualquer minuto imobilizado em redor da Câmara Municipal, mesmo que devidamente estacionado, mas sem o pagamento da “dizima” respectiva, as viaturas são presenteadas com um “bilhetinho” da Policia Municipal ou mesmo PSP.
Infelizmente, esse “zelo” já não se aplica nos arredores, tais como em Leça da Palmeira, onde apesar de existir estacionamento gratuito, grande parte dos visitantes estaciona “sem rei nem roque” desrespeitando os princípios básicos de civismo colocando inclusivamente, sérias dificuldades na locomoção dos peões. Isto para já não falar da segurança dos mesmos por dificuldade de acesso aos passeios e imagine-se, passadeiras!
Já cumpri o meu dever como cidadão de alertar V. Exa. para esta “barbaridade” em carta oportunamente enviada ao seu gabinete, mas logicamente, sem qualquer tipo de resposta até à presente data. Resposta esta não a mim, pois de tal não careço mas sim com “acções” para que todos os residentes e visitantes de Leça da Palmeira se sintam em segurança.
Quase me esquecia que as eleições estão à porta… até lá… os meus cumprimentos.
no JN
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Na verdade, "as derivas do capitalismo financeiro do século XXI" vieram dar um reganho de actualidade ao grande teórico do "Capital", cujas intuições geniais assumiram, com a actual crise, uma força inesperada.
Os economistas clássicos, formados pelo neoliberalismo, recusam-se a compreender isso. É um erro. Como muitos dos socialistas neoliberais formados na "terceira via", uma verdadeira fraude intelectual.
no DN
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Valentim Loureiro rejeita críticas
24.8.09
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| 64110 | 2009-06-26 | Câmara Municipal de Matosinhos | Lift Consulting – Consultores de Comunicação , Lda | Serviços de consultoria | 74.500,00 € |
23.8.09
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Pergunta:
Mesmo sendo do mais desenfreado oportunismo não será já um pouco tarde, considerando que as eleições são daqui a um mês?
EDUCAÇÃO
Direcção do PS tenta fazer pazes com os professores
por J.P.H.Hoje
Membro da direcção do PS critica "atitude hostil" da ministra e advoga "nova forma de relacionamento" do ministério com os professores.
Dez meses depois de António Costa, n.º 2 do PS, ter reconhecido que a actuação governamental no sector da educação tinha implicado uma "ruptura afectiva" do PS com parte importante do seu eleitorado (os professores), podendo até custar-lhe a renovação da maioria absoluta, Marcos Perestrello, ex- -vice de Costa na Câmara de Lisboa, membro do Secretariado Nacional (SN) do partido e agora candidato socialista à Câmara de Oeiras, vem dizer que "o ministério da Educação falhou" na tarefa de "motivar e mobilizar" os professores e os "profissionais não docentes para "as novas exigências escolares", que "dependem muito do seu empenhamento".
Num artigo no Expresso, Marcos Perestrello afirma que "foi uma atitude hostil" da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que "deu aos professores um pretexto mobilizador, acabando por transformar uma luta profissional numa luta também política".
Segundo escreveu, a "imaginação" da equipa governativa nalgumas reformas (por exemplo: na generalização do ensino do inglês no primeiro ciclo do ensino básico ou na implementação dos horários a tempo inteiro) "transformou-se em rigidez quando foi necessário ultrapassar as dificuldades encontradas no sistema de avaliação dos professores".
"E", acrescentou, "a determi- nação transformou-se em obstinação quando foi precisa cora-gem para voltar atrás na divisão da carreira entre professores titulares e professores não titulares ou resolver os problemas decorrentes da falta de pessoal não docente."
Para o dirigente socialista, "quando a ministra disse que 'perdeu os professores mas ganhou a opinião pública' considerou indirectamente o seu fracasso neste ponto fulcral". Ou, dito de outra forma: "A partir daí deixou de ser possível às escolas o clima de estabilidade necessário ao êxito das mudanças iniciadas".
De acordo com o candidato do PS à Câmara Municipal de Oeiras, no "tempo que aí vem" é "fundamental assegurar as reformas es- senciais, designadamente as de natureza curricular, e manter o ritmo de investimento na construção e recuperação do parque escolar".
Mas "o grande desafio que se tem pela frente é o de encontrar uma nova forma de relacionamento recíproco entre o Ministério da Educação e os professores". Isto porque "de outra forma será difí- cil acabar com a instabilidade e a conflitualidade e transformar as escolas em espaços de aprendizagem exigentes, criativos, cívicos e seguros".











