7.5.09

666


(remodelado)




No «campeonato» do PÚBLICO


Guilherme Pinto 2 - António Parada 0

Critérios editoriais:  

Ontem ocorreram em Matosinhos dois factos noticiáveis (além do atropelamento do metro):

- A Junta de Freguesia procedeu à entrega dos primeiros cartões sociais.

- O Dr. Pinto anunciou mais obra de fachada: 
O convento foi destruído, mas ainda existem algumas pedras, não só na área, mas também aplicadas em muros das imediações. Apesar do espaço ser privado, a Câmara já obteve resposta positiva por parte dos proprietários, que se "mostraram sensíveis quanto a questões de património e cultura". Segundo o autarca de Matosinhos, isso possibilitará contar melhor a história de Bouças e tornar o sítio visitável. 
Para já, e no dia em que fez exactamente cem anos, o concelho de Matosinhos assinalou a data com a colocação de uma placa comemorativa do centenário, no local do antigo mosteiro. E na próxima reunião de câmara vai ser votada a abertura de um concurso para ajardinar toda a zona entre o tribunal e o IP4.

E, ainda:

A cerimónia de "assinatura" do "protocolo" de "construção" do "futuro" posto da GNR de Perafita, que o Dr. Pinto vai oferecer com o dinheiro da Câmara ao Governo

O PÚBLICO de hoje ignora o primeiro daqueles factos e dá aos outros quase duas páginas de cobertura.
Pela pena de uma jornalista que curiosamente - e por coincidência ou talvez não - assina com os apelidos Santos Silva. 

665

No KAOS

6.5.09

664

663







Financiamento dos partidos




06-05-2009 1:00

“Nova lei é uma pouca vergonha” defende João Cravinho

662




Finalmente todos de acordo

Foi um dia histórico na AR: todos os partidos, da direita à esquerda, de acordo. Inacreditável? Não, tratava-se de aumentar de 22.500 para 1.257.660 euros - 5 500% de aumento! - o valor que os partidos podem receber em "cash" (notas, arame, guita, maravedis, pilim…). E, já que estavam com a mão na massa, decidiram alargar ainda as subvenções que recebem do Orçamento de Estado.

A justificação é que o eleitorado do PCP não usa cheques nem cartões multibanco, e deve poder ir buscar ao colchão 1 257 660 euros em notas para entregar no Centro de Trabalho mais próximo. Guerra Junqueiro falava, há mais de cem anos, de partidos "análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais (…) como metades do mesmo zero, não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão (…) de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar". Afinal, cabem. E é fácil imaginá-los a repetir uma das "Ladaínhas modernas" do mesmo Junqueiro correcta e aumentada: "S. Venha-a-Nós, satisfazei-nos este desejo, /S. Venha-a-Nós, este desejo timorato: / S. Venha-a-Nós, fazei do país um queijo, / S. Venha-a-Nós, e fazei de nós um rato".

5.5.09

661













O Jornal de Notícias de ontem trazia (apenas na edição em papel) uma curiosa notícia, não assinada, sobre o PS de Matosinhos.
Dela ficamos a saber que o Secretariado da Comissão Política Concelhia determina e manda publicar (no JN) que:
1 - Há uma «orientação política nacional que determina a recandidatura dos presidentes de Câmara em exercício».

2 - Ele, secretariado da C.P.C. «decidiu propor à Comissão Política Concelhia que, "nos mesmos termos, sejam aceites as candidaturas dos presidentes de junta que comunguem inequivocamente do programa político do candidato" à Autarquia».

3 - Que entende o dito secretariado que só podem candidatar-se às Juntas os actuais presidentes «que tenham vindo a ter uma postura coerente com essa opção política». (supostamente a do candidato a candidato)

Ora, e salvo o devido respeito:
- Alguém se esqueceu que a competência para a escolha dos candidatos ( à presidência e aos demais lugares nas listas) é dos órgãos próprios a quem está atribuída nos estatutos, e que não há «orientação política nacional»  que possa subverter essas competências.
- Ainda não há candidato à Autarquia (supõe-se que se quer dizer Câmara), cuja escolha é da competência da Comissão Política e não do respectivo secretariado, e muito menos do candidato a candidato. Pode até dar-se o caso de que haja mais do que um!
- Logo, também não há, ainda, programa político do candidato.
- O programa político do candidato «a haver» é para as políticas a executar na Câmara e não nas Juntas.
- Quem tem competência estatutária para escolher os candidatos às Juntas são as Secções e não a C. P. C., e muito menos o respectivo secretariado.
- A pretendida "fidelidade" ao ainda inexistente programa político do ainda inexistente candidato é uma charada que só se percebe por se saber quem está por traz disto, e o que quer.

Em suma, o Dr. Pinto quer que só sejam candidatos aqueles que não o criticam e se sujeitam a obedecer aos seus ditames.
Pena que o Dr. Pinto não seja dono do partido, nem dos militantes, nem mande nas suas opções, nem lhes possa impor a sua vontade.
 
Em tempo: ver também aqui

4.5.09

660











Câmara de Matosinhos dá terreno a firma que produz o Magalhães

Propriedade de 26 mil metros quadrados será cedida gratuitamente para a expansão da fábrica
CARLA SOFIA LUZ

A Câmara de Matosinhos prepara-se para ceder, gratuitamente, uma propriedade municipal de 26 mil metros quadrados à empresa que produz os computadores Magalhães. A JP Sá Couto, instalada em Perafita, quer expandir a fábrica.

A decisão é tomada hoje à tarde na reunião do Executivo. O acordo - a estabelecer ao abrigo das medidas pró activas anti-crise aprovadas pela Autarquia em Março deste ano e que contempla a possibilidade de cedência de terrenos municipais para a instalação de empresas - visa apoiar a sociedade na construção de uma nova unidade industrial para a produção de computadores, de boards e outros produtos informáticos. O objectivo é aumentar a capacidade de fabrico dos computadores Magalhães.

Na minuta do protocolo, a que o JN teve acesso, assinala-se que as novas linhas de produção permitirão fabricar cerca de 250 mil portáteis por mês. O investimento da JP Sá Couto na expansão totalizará 11 milhões de euros e permitirá criar 320 "postos de trabalho efectivos". A empresa possui instalações na Rua da Guarda, na freguesia de Perafita. "Graças ao sucesso do portátil Magalhães, aliado à inexistência de produtores de boards na União Europeia, a empresa vê-se obrigada a ampliar a sua capacidade produtiva", pode ler-se na proposta, que deverá ser aprovada. O PS detém a maioria no Executivo.

A par do "sucesso" e da "notoriedade" dos portáteis com contratos de exportação para países africanos e da América Central e do Sul, a Autarquia destaca o aumento de volume de negócios da sociedade que, de 2006 para 2007, passou de 65 para 96 milhões de euros. A proposta dá conta, ainda, dos números da política de captação de investimento. Desde 2005 estão 1,31 mil milhões de euros garantidos ou em fase de contratualização. "Tal reflectiu-se, até ao momento, na criação de 6360 postos de trabalho, perspectivando-se, até 2010, a criação de mais 4630 postos", especifica-se.

Os terrenos municipais em Perafita serão cedidos, em direito de superfície e "a título gratuito", por 25 anos. Findo esse prazo, a empresa poderá adquiri-los.

O protocolo contém uma cláusula de reversão. Caso não sejam cumpridos os prazos para o início de actividade (que não são referidos no documento), haja uma cessação da laboração por mais de um ano ou verifique-se a existência de uma "desconformidade do empreendimento com os projectos e os regulamentos" legais, os terrenos voltarão à posse do Município, sem que a sociedade tenha direito a indemnização.

Na sessão de hoje, será discutida, igualmente, a entrega de outro terreno camarário para a construção de um centro de formação profissional do Instituto de Emprego. O edifício, cuja área bruta será superior a 17 mil metros quadrados, destinar-se-á a acolher iniciativas de qualificação dos recursos humanos. Desde Outubro do ano passado que o desemprego sobe em Matosinhos. O centro de emprego do concelho contava, em Março deste ano, com 7942 desempregados inscritos, sendo que 3,6% procuram o primeiro emprego e 38,2% estão inscritos há mais de um ano. 70% dos desempregados têm mais de 35 anos.

"Há um desajustamento entre a oferta de emprego e as características dos desempregados, traduzindo-se num índice de satisfação da oferta de empregos de apenas 43%", lê-se na proposta de cedência da propriedade municipal ao Instituto de Emprego. 69,4% dos inscritos possuem como escolaridade máxima o terceiro ciclo do Ensino Básico.

Notas:

1 - Ainda ninguém conhece o «contrato» que levou á adjudicação da fabricação do Magalhães à J. P. Sá Couto.

2 - Não sabemos ainda quem financia a elaboração e comercialização dos ditos.

3 - A «venda» dos Magalhães para África e para a Venezuela tem sido um êxito? Quais são os «números»?

4 - Ao fim de 25 anos a J. P. Sá Couto pode comprar o terreno: 

Por quanto? Em que condições? Tem direito a qualquer indemnização pelas obras que lá tenha construído? Pode ceder o direito que agora lhe é conferido a outrém? Em que condições? 

5 - Se a «crise» acabar antes dos 25 anos - como é possível - isso não terá nenhuma influência neste negócio?

6 - Justifica-se que uma Câmara disponha gratuitamente de património imobiliário próprio a favor de uma empresa privada?

7 - Qualquer outra empresa - que não seja "bandeira" do regime - pode aspirar a igual benesse? 

2.5.09

657

Sempre Matosinhos

656














O Público distribui com a sua edição de hoje um suplemento publicitário com o título "O País Real" (editado por uma empresa com o nome EXECUTIVE TARGET - Marketing, Comunicação e Publicidade, Unipessoal Lda., com sede na Rua Camilo Castelo Branco n.º 965, Frac. 3, em Santa Marinha, Vila Nova de Gaia)

É um daqueles suplementos publicitários que saem com os jornais aos fins de semana e que apenas têm duas finalidades possíveis: apanhar parolos que caem no logro de se verem publicitados em suplementos que ninguém lê ou canalizar dinheiros de empresas ou organismos públicos para fins que se desconhecem.   

Neste, o Dr. Pinto, o nosso Dr. Pinto, publicita-se a si próprio entre o ARROZ CAÇAROLA  e a FIGFORT - Vestuário Interior de Senhora. 
Como?
Com um anúncio de página inteira (pag. 5)
Como «compensação» tem direito a uma entrevista de 2/3 de página (pag. 8).
E que coisas fundamentais para o concelho, para o País, para a civilização ocidental e para futuro do Mundo diz nela o Dr. Pinto:
1 - Que diminuiu o desemprego no concelho, mas que veio a p... da crise e estragou tudo.
2 - Que fez a Loja do emprego que é uma iniciativa exemplar e nacionalmente reconhecida.
3 -Que «implementou» o Centro de Informação e Apoio ao Consumidor que lá para ele é coisa importante
4 - Que está a acarinhar muito a relação com a Petrogal (continue a Petrogal a pagar viagens ao estrangeiro e idas ao futebol que o Dr. Pinto acarinha-a muito)
5 - Que bateu a concorrência para ter ao pé dele a fábrica do Magalhães (podia meter uma cunha ao engenheiro par ele explicar o negócio)
6 - Que quanto a turismo vai abrir o Centro de Documentação Álvaro Siza para satisfazer as pulsões estéticas dos turistas que nos visitam.   

O Dr. Pinto, que é um parolo, brinca connosco e com o dinheiro dos nossos impostos.
Gasta-o numa coisa destas sem qualquer utilidade, eficácia ou resultado prático.
Manifestamente para dar dinheiro a ganhar a alguém das suas relações, por razões pouco claras.
(devo reconhecer que apesar das diversas buscas que fiz não consegui, ainda, descobrir quem é a EXECUTIVE TARGET - Marketing, Comunicação e Publicidade, Unipessoal Lda., quem são os seus sócios, que interesses se escondem atrás de tão anódino nome.)
Pode ser que o Sr. da LIFT CONSULTING me ajude a esclarecer esta questão.

655







Em actualização

Outras leituras:

- José Medeiros Ferreira nos BICHOS CARPINTEIROS 

- Carlos Nunes Lopes no 31daARMADA

- Rogério da Costa Pereira no JUGULAR

- Carlos Botelho no CACHIMBO DE MAGRITE

- Correia Pinto na POLITEIA

- Primo de Amarante no MARGEM ESQUERDA

- 


 

654










Notícia do PUBLICO ON LINE de dia 30 de Abril:

Amanhã, em Lisboa
Vital Moreira e Ana Gomes com CGTP e UGT no 1º de Maio 
30.04.2009 - 19h38 Maria Lopes
É uma espécie de dois em um: a mesma delegação do Partido Socialista vai amanhã à tarde participar nos encontros que a CGTP e a UGT marcaram para a baixa lisboeta para comemorar o 1º de Maio.

A delegação do PS é encabeçada pelo candidato socialista às europeias, Vital Moreira, a eurodeputada Ana Gomes, o presidente do Inatel e da Federação do PS de Setúbal, Vítor Ramalho, e também Manuela Augusto, do departamento das Mulheres Socialistas, assim como Pedro Vaz, da Juventude Socialista.

Pelas 14h30, os socialistas saúdam alguns dirigentes da CGTP no Rossio, em frente à Pastelaria Suíça, mas não irão ao ponto de concentração da central sindical, que é, à mesma hora, no Martim Moniz – daí, a manifestação da CGTP seguirá pela avenida Almirante Reis até à Alameda Afonso Henriques.

Uma hora depois, a delegação socialista encontra-se com a UGT nos Restauradores, onde a cabeça da manifestação, que parte do Marquês de Pombal, já deverá ter chegado.

1.5.09

653









Jorge Luís Borges, 1975

PROTEU

Antes que os remadores de Odisseu
Fatigassem aquele mar cor de vinho
As inefáveis formas adivinho
Daquele deus cujo nome foi Proteu.
Pastor dos dois mil rebanhos de oceanos
E detentor do dom da profecia,
Preferia ocultar o que sabia
E entretecer oráculos e enganos.
Instado pelas gentes, assumia
A forma de leão ou de fogueira
Ou de árvore que dá sombra a uma ribeira
ou de água que na água se perdia.
Com Proteu, o egípcio, não te assombres, 
Tu, que também és um e muitos homens.

652





651



Há pelo menos um, mas só houve um, que votou contra a alteração da lei do financiamento dos partidos.

30.4.09

650






Berlusconi, Sócrates, a mesma luta!

649









Aquela trapalhada com o filme das criancinhas no tempo de antena também se integra na campanha negra?

648









Porque é que os partidos para decidirem das respectivas finanças reúnem à porta fechada?
O que querem, todos eles, esconder dos portugueses?
O que os envergonha tanto?

647






98% dos leceiros contra projecto para avenida

INÊS SCHRECK 

A esmagadora maioria dos leceiros estão contra o projecto da Câmara de Matosinhos para a Avenida do Dr. Antunes Guimarães, junto ao Porto de Leixões, em Leça da Palmeira.

Dos 1606 munícipes que responderam ao questionário, enviado pela Junta de Leça da Palmeira, 97,6% afirmou não concordar com o projecto. Perante as respostas expressivas, o socialista Pedro Tabuada, presidente da Junta, não tem dúvidas: "O presidente da Câmara não tem outra opção política se não repensar este projecto", afirmou ao JN.

O projecto da Autarquia em parceria com a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), assinado pelo arquitecto Orlando Soares Gaspar, foi apresentado publicamente em Junho de 2008. No período de discussão pública não recebeu qualquer reclamação. Já as respostas ao inquérito enviado a 8500 leceiros "superou as expectativas".

O projecto para a avenida prevê, entre outros, a redução de quatro para duas faixas de rodagem, ficando as outras duas para uma via colectora e estacionamento. A redução das faixas de rodagem recebeu 97,3% de votos contra. A falta de local para paragem de transportes públicos, complicando o trânsito, é contestada por 98% dos inquiridos e o facto do projecto não reservar um canal para uma futura linha de metro acolheu 91,2% de respostas negativas.

A diminuição dos locais para inversão de marcha não agrada a 80,3% dos leceiros e a ideia de criar um passeio largo para peões, ciclistas e cavalos (aproveitando a ligação ao Centro Hípico do Porto) não convence 95,4% dos inquiridos. Os resultados vão ser entregues na Câmara e na APDL.

O "timing" da consulta popular promovida pela Junta foi criticada pelo PSD de Leça da Palmeira e pelo próprio PS.

No JN

646

no KAOS

29.4.09

645








As novas oportunidades brasileiras!!!

644





Petição Em Defesa da Reserva Agricola Nacional

Foi publicado em 31 de Março o Decreto-Lei nº 73/2009, que altera o regime da Reserva Agrícola Nacional.
Estas alterações não constituem um ( mais do que )necessário aperfeiçoamento do regime anterior, constituindo antes uma redefinição total do conceito de Reserva Agrícola Nacional.
As principais alterações introduzidas pelo diploma foram escamoteadas ao escrutínio público durante a preparação do diploma, como se pode verificar pelos textos dos comunicados dos Conselhos de Ministros de 27 de Novembro de 2008 e 29 de Janeiro de 2009.
Estes comunicados omitem quaisquer referências ao facto de o regime agora aprovado:
•permitir a incondicional florestação dos solos agrícolas;
•permitir excluir da RAN, àreas destinadas a habitação, actividades económicas, equipamentos e infra-estruturas, subalternizando a defesa dos poucos solos férteis do país a necessidades que podem ser colmatadas de outras formas;
...............................................................................................................................................................

A quem interessar, pode ler e assinar aqui

643











642








A Vânia Freitas - que é uma pessoa encantadora -  é, de novo, a cabeça de lista da CDU nas eleições para a freguesia de Matosinhos.
Espero sinceramente que desta vez arranje para o cartaz uma fotografia melhor que a de há quatro anos.
   

641






VENHA COMEMORAR O “DIA MUNDIAL DA DANÇA” COM ELISA FERREIRA

BAILE NO PAVILHÃO DO GRUPO DESPORTIVO DO VISO

HOJE (QUARTA-FEIRA) – 21H30

FESTA ANIMADA POR MARANTE E CONJUNTO “DIAPASÃO”


aqui

Cada um escolhe a musica com que quer dançar segundo o gosto que tem.

E gostos não se discutem, mas...


640

link

O comedor-comentador na sua crónica desta semana ataca, com particular acrimónia, a sua «criatura» pelas relações com esta empresa.
De que estamos a falar?

28.4.09

639







Despesas do município com pessoal aumentaram 5 milhões

INÊS SCHRECK

As despesas com pessoal na Câmara de Matosinhos aumentaram cinco milhões de euros em três anos. O Executivo aprovou as contas de 2008 com os votos a favor do PS e contra do PSD/PP e CDU. A dívida total subiu de 55 para 57 milhões.

Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, justifica o crescimento das despesas com pessoal (mais 22%) com a absorção de funcionários dos ex-serviços municipalizados e com a contratação de profissionais para responder ao desafio da "Escola a Tempo Inteiro".

Numa conferência de Imprensa antes da reunião do Executivo que aprovou as contas de 2008, o autarca tentou antecipar as críticas ao documento e disparou em várias frentes. "As despesas com pessoal é o argumento a que se vão agarrar as ignorâncias", previu Guilherme Pinto.

Dos 102 milhões de euros executados (despesa total), 30% referem-se a investimentos, 35% a despesas de funcionamento e 35% a despesas em actividades, analisou o presidente da Câmara. "É uma repartição muito confortável", referiu. O total da receita também aumentou, apesar da quebra acentuada nos impostos indirectos (-52%). Valeram os 8,5 milhões de euros em transferências de capital (fundos comunitários e nacionais), mais 4,8 milhões do que em 2007, mas menos 6 milhões do que em 2006.

Minutos depois de disparar a primeira crítica, Guilherme Pinto voltou a atacar, desta vez, os críticos dos recentes empréstimos à banca. "Mostram ignorância e até má-fé", lamentou. No final, ainda sobre os empréstimos (num total de 32,3 milhões de euros) e sobre as críticas à cedência de terrenos à Administração Central, lamentou que quem diz mal agora se tenha esquecido do que fez no passado. E concluiu, sem chegar a pronunciar o nome do seu antecessor, que "há políticos com alzheimer".

Números são números, mas as interpretações variam consoante a cor política. Enquanto Guilherme Pinto se orgulhou de apresentar, "pelo terceiro ano consecutivo, a maior taxa de execução de sempre", situada nos 82%, Nélson Cardoso, vereador do PSD, diz que neste mandato "não aconteceu nada em Matosinhos" e que a "capacidade de execução da autarquia está a diminuir".

Honório Novo, vereador da CDU, olha para a execução das Grandes Opções do Plano e vê "um investimento directo baixíssimo, inferior a 2007". Pior, realça o comunista, "a Educação, a grande bandeira desta maioria, teve uma execução de 63%, abaixo da média, que se situa nos 65%". Honório Novo não aceita que o discurso da crise - a táctica de Sócrates - sirva para encobrir "metiras". "As receitas correntes comportaram-se de forma aceitável e são a melhor forma de mostrar que os argumentos de Guilherme Pinto para justificar um empréstimo não são verdadeiros", referiu.

Para o PSD, o relatório - o último do mandato - mostra que Matosinhos paralisou. "Continuam a verificar-se as mesmas carências" e a "baixa taxa de execução evidencia as guerras políticas do PS em Matosinhos", diz Nélson Cardoso. Ainda assim, acrescentou, "só o aumento desenfreado" da dívida justifica o voto contra.

no JN

26.4.09

637


No KAOS

636


Importa-se de repetir?





Entrevista CM: Vital Moreira

“Estou disponível para votar em Durão Barroso”

(COM VÍDEO)

Não há como ter bons candidatos que mudam de opinião de um dia para o outro, desde que seja para agradar ao «chefe»!