15.1.11
14.1.11
um êxito...
DERRAPAGEM
Dívida vai custar 3900 euros por pessoa este ano
Leilão de dívida pública foi tido como um "sucesso", mas cada português verá a factura subir 435 euros em 2011.
Estado comprou dívida ao Estado em Dezembro
Operação realizada em Dezembro teve como objectivo fomentar a liquidez da dívida nacional no mercado
O Fundo de Regularização da Dívida Pública, instrumento que é o destinatário das receitas das privatizações, subscreveu bilhetes do tesouro no valor de 1500 milhões de euros. Esta operação, realizada em Dezembro do ano passado, foi a primeira do género e teve como objectivo o "fomento de liquidez em mercado secundário", segundo o boletim mensal do Instituto de Gestão da Dívida Pública (IGCP).
Ionline
Custo extra com a dívida vai consumir poupança com corte dos salários
Os custos do Governo com a dívida pública devem atingir este ano os 7100 milhões de euros, mais do que o Estado gasta, por exemplo, com todo o Ministério da Educação. A escalada das taxas de juro nos mercados internacionais está a pressionar as contas e vai fazer Portugal gastar, este ano, mais 808 milhões de euros do que aquilo que se previa no Orçamento do Estado (OE). Este valor equivale a quase toda a poupança que o Governo vai obter com o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública ou a 80 por cento das receitas extraordinárias decorrentes do aumento do IVA.
13.1.11
ai...
Espero que este «camarada» venha defender outra vez - como defendeu quando se falou da compra dos andares do Heron-Castilho - que as escrituras públicas devem ser secretas.
Ou a coerência não é uma virtude «socialista»?
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Cavaco esconde escritura da sua casa na aldeia BPN
no ESQUERDA.NET
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Os Sucessos do Teixeira dos Santos
Teixeira dos Santos, por alcunha ministro das finanças, anunciou ontem ao País, que o leilão da dívida Portuguesa tinha sido um sucesso.
Pediu este cavalheiro dinheiro emprestado a 10 anos ao juro de 6,7%.
Quer isto dizer que por cada 100€ emprestados vamos pagar 67€.
Claro que o dinheiro não sendo dele.....
E como daqui a 10 anos este sacana, já não será ministro e até será administrador dum dos bancos que agora emprestaram a "guita" claro que foi um sucesso.
Terá este cavalheiro algum empréstimo particular nestas condições???? O tanas é que tem...
Grande pulhas.Roubam, e abrem caminho para grandes lugares á custa das roubalheiras???
Será que não se pode daqui a 10 anos pedir responsabilidades a estas cabeças????
malhas que o império tece ...
PRESIDENCIAIS II: GALILEI, AMIGA, A EX-SLN ESTÁ COM ALEGRE
É natural que o candidato Manuel Alegre nunca mais fale das acções compradas e vendidas por Cavaco Silva à SLN de Oliveira e Costa. E isto porque a nova SLN, que agora se chama Galilei, é muita amiga dos socialistas. O seu presidente, Fernando Lima, é membro da Comissão de Honra de Manuel Alegre e a sede de campanha pertence ao mesmo grupo. Como se vê, agora é tudo gente boa, pura, fraterna, socialista, que odeia especuladores e o capitalismo de casino.
2372
Sugestões de leitura:
A dificuldade em acompanhar certos discursos - J. M. Correia Pinto
Não sou masoquista - João Vasconcelos Costa
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12.1.11
opções
Vou botar o meu voto no José Manuel Coelho
Onde botar o voto nestas presidenciais estava complicado. O voto rege-se pela sua utilidade e necessidade,* e perante António Cavaco Silva só votando noutro gajo se fica com a consciência tranquila. Qual gajo?
Manuel Alegre foi demasiadas vezes deputado por Coimbra para não ter reparado nele. É da geração do meu pai na sua passagem pela aldeia universitária, quando deixei de o ouvir em ondas curtas continuou a ser um poeta muito pouco interessante para o seu tempo (convém lembrar que Herberto Helder é seu contemporâneo mas sempre escreveu poemas e não se lhe conhecem rimas para cantarolar), caçador, e aquela parte da voz ficou-se-me eternamente associada a coisas politicamente muito más quando passou a ouvir-se em frequência modulada. Voto numa segunda volta, sem urticária, mas irrita-me. Os tactitismos dos meus camaradas que continuam no Bloco de Esquerda são tacticismos muito pouco estratégicos, que é quando se faz da politíca um jogo de sorte e azar. Para a próxima espero que tenham sorte.
Fernando Nobre, que não é grande apelido para um presidente da República como Mário Alberto Nobre Lopes Soares percebeu ao deixar-se conhecer simplesmente por Mário Soares, li esta piada algures e copiei, escutei-o numa missa no Pátio da Inquisição quando a Marisa Matias e o Rui Tavares eram candidatos ao parlamento europeu e fiquei com a ideia de que não iria votar nele para a presidência da república se uns meses mais tarde lhe desse para ser candidato, julgamentos de Inquisição em seu pátio, admito, precipitado, aceito, mas sem dúvidas pelo menos para uma 1ª volta.
Francisco Lopes é natural do meu distrito e eu nunca votaria num natural do meu distrito. A forma profissional (de revolucionário profissional, leninista, sem ironias) como cumpre (bem) a sua (respeitável) missão (reformista) não desmorona o meu bairrismo primário.
A Defensor Moura conheço o ter tentado mandar abaixo um mamarracho. Mandar abaixo um mamarracho é um currículo muito razoável para um autarca, mas nem tenho ido a Viana do Castelo, nem sou de lá, e sou bairrista primário.
E nisto fui salvo pelo José Manuel Coelho. Já tinha aventado, numa das vezes em que levou porrada, que o homem era a oposição que Alberto João merecia, dando aulas aos oposicionistasdo costume.
O voto 2 em 1, contra Jardim e Cavaco, surgiu como uma tentação, mal Jardim disparou.
Encontro agora um comunista independente, com um cheiro ao pessoal que às vezes aparecia nos tempos de antena deputais do PCTP ou mesmo do POUS, é certo, cheiro a trolha, mas com obra feita contra o jardinismo, um percurso coerentemente incoerente, como só pode ser o percurso de um comunista nas décadas em que vivi, um discurso que o aproxima mais do Lula que do Tiririca, como armado em tiririca já pensei.
Um homem da minha geração chamado José Manuel que não tem vergonha de se chamar José Manuel, é povo.
Um voto no meu bairro já o José Manuel Coelho tem garantido. Dispam-se de preconceitos, fantasias e fantasmas e pensem lá no vosso.
no AVENTAR
campanhas
Agora é certo: este ano vai haver eleições (além das presidenciais)
O portinho de Angeiras não engana: sempre que há eleições prometem fazê-lo.
Ou será que é o dr. Pinto que não resiste: havendo eleições, seja para o que fôr, promete o portinho.
Matosinhos: Concurso para construção do portinho de Angeiras deve ser lançado este ano - Guilherme Pinto
democrata...
O dr Pinto, ao que parece, continua a fortalecer a sua imagem de grande e exemplar democrata:
Cavaco apresenta queixa contra autarca de Matosinhos
A candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República apresentou queixa contra o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Guilherme Pinto, por ter convocado eleições em três prisões por voto antecipado sem notificar a candidatura.
11.1.11
2367
Menos que o "mínimo ético"
O DN de sábado trazia duas notícias que, na sua edição online, surgiam lado a lado: uma, do JN, na secção "Revista de Imprensa", intitulada "Estado usa ajuda camarária para cortar nos apoios", onde se dá conta de que "as famílias pobres que recebem dinheiro das câmaras para poderem pagar a renda ou a prestação da casa estão a perder o direito a receber outros subsídios do Estado, como o Rendimento Social de Inserção"; e uma outra, paralela, que revela que o "Comandante da GNR subiu 1137 euros o seu (próprio) salário", acrescentando o óbvio: que "A crise não é para todos nas forças de segurança. Os generais já se aumentaram".
O acaso - "divindade mais obscura que as outras", segundo diz Breton no "Manifesto" de 1924 - ter-se-á intrometido na paginação deixando à vista desarmada, sem preocupações de subtileza, a opção ideológica (resultante, recorde-se, do acordo entre um partido socialista e outro social-democrata) que preside à retórica dos "sacrifícios para todos" necessários para fazer face à crise: os "todos" das traseiras da escala social que a paguem.
Porque tanto a exclusão de centenas de milhares de pobres e desempregados de auxílios do Estado como o "auto-aumento" com retroactivos que, a poucos dias de deixar o cargo, o comandante-geral da GNR se atribuiu e ao seu 2º comandante, estão - ninguém duvide - perfeitamente dentro da lei. A lei é que talvez não esteja dentro da lei.
10.1.11
Coelho Presidente
Em nome da democracia, e independentemente de opções político-ideológicas, os cidadãos e cidadãs abaixo-assinados EXIGEM que o candidato José Manuel Coelho seja tratado na comunicação social nos seus plenos direitos, nomeadamente nos debates e entrevistas nos canais de televisão públicos ou concessionados pelo Estado.
Cabe apenas aos eleitores decidirem do mérito do candidato para o cargo de Presidente da República.
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É pecado...
Apoio: Para a Igreja Católica o enriquecimento ilícito deve ser criminalizado
“Enriquecimento ilícito é pecado” CM
9.1.11
2364
Cada um tem as referências e os exemplos que quer!
Apelar ao voto em Manuel Alegre e, ao mesmo tempo, exaltar Francois Mitterand, lembrando-o como exemplo inspirador, só lembra ao adesivo mais tinhoso. É que não joga nada lembrar a voz da Rádio Voz da Liberdade - com a sonoridade de Alegre - apoiando as lutas de libertação nacional enquanto se beija a memória do sinistro Miterrand ministro da repressão colonial contra a Argélia anti-colonial, exaltar o Alegre antifascista mas emparceirando-o com o tenebroso Miterrand que foi um diligente funcionário de Vichy. Pois, é “mon ami” quem quer, dirá o candidato a quem não se pode culpar pelos adesivos.
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8.1.11
Campanha eleitoral
7.1.11
6.1.11
2360
E se o professor Cavaco Silva pudesse nascer duas vezes?
por Ana Sá Lopes,
O mito cavaquista, enquanto fenómeno popular, é umas das coisas mais bem-sucedidas que o Portugal democrático produziu - como Salazar foi a coisa mais bem-sucedida do Portugal da ditadura.
Em Cavaco já não existe propriamente o elogio da "pobreza" salazarista, mas permanece a insistência propagada pelo próprio na sua "seriedade pessoal", um mantra contínuo desde o dia 1 da sua carreira de político profissional (actividade que rejeita assumir, como, de resto, o outro fazia, não porque isso seja em si verdadeiro, mas porque continua a ser extremamente conveniente para "subir na vida" no quadro do miserabilismo democrático nacional).
Cavaco Silva conhece a mais-valia desse património político que conquistou "a pulso" - a do "homem sério". E utiliza-a despudoradamente: primeiro, recusando esclarecimentos cabais sobre actividades da sua vida privada (venda de acções não cotadas em bolsa) impossíveis de recusar se não fôssemos infelizmente um arremedo de democracia, às vezes patética, num país que funciona com os rituais de uma corte ridícula com três ou quatro príncipes.
No entanto, embora todos soubéssemos que "o homem sério" não tinha nem ouvidos nem olhos (o enriquecimento súbito daqueles que o rodeavam durante os anos gloriosos do cavaquismo nunca o perturbou, que se saiba), o património do "sério n.o 1 do reino" manteve-se e raras vezes foi questionado, mesmo pelos adversários. Como se houvesse, de facto, políticos de primeira e de segunda: o "rei", ungido por Deus, e a plebe.
Repare-se que Cavaco Silva não deu resposta nenhuma desde o famoso Novembro de 2008, em que declarou - por comunicado da presidência, depois de os serviços de Belém terem sido insistentemente questionados - "nunca ter comprado nem vendido nada ao BPN". Ora, uma vez que Cavaco Silva e a filha compraram e venderam acções da Sociedade Lusa de Negócios, detentora do capital do Banco Português de Negócios, ao desmentir a existência de qualquer ligação ao BPN o Presidente tornou o caso uma anedota monstruosa.
O negócio foi feito dentro do chamado "universo BPN", por sugestão de alguém (Oliveira Costa? Dias Loureiro?) que o Presidente sempre se recusou a explicitar. A relação de Cavaco Silva com os envolvidos do caso BPN, pessoal e política, não faz obviamente do Presidente um "cúmplice" do BPN caso de polícia, mas obriga-o a explicações essenciais em sociedades democráticas, que Cavaco sempre recusou dar, refugiando-se nas patéticas autoproclamações de que para se ser "mais sério" do que ele seria "preciso nascer duas vezes".
Cavaco Silva toma, e sempre tomou, os portugueses por parvos. De certa maneira tem razão: o seu sucesso eleitoral prova que a sua estratégia costuma funcionar - e nisso é mimética da de José Sócrates, nos sucessivos casos que vieram a público.
A gigantesca vitimização agora desencadeada pela campanha cavaquista contra Manuel Alegre, onde não faltam as acusações de "campanha suja", de violação "do mais elementar dever de decência democrática", e incluindo de "desonestidade", apelando ao "repúdio" dos "portugueses", podia ter sido assinada por qualquer "spin doctor" de Sócrates.
Sim, somos todos parvos. É provável que sim. Perante um político em transe de vitimização aderimos como a um íman, desejosos de aprovação "divina". Temos o que merecemos.
2359
Por mero acaso
Foi decerto só por mero acaso que as medidas de austeridade que se traduzem em reduções de salários e prestações sociais ou em aumentos de impostos, como também os aumentos dos preços dos bens essenciais, entraram em vigor no exacto momento em que acabou de soar a 12ª badalada da meia-noite de 31/12/10, enquanto a propagandeada contribuição extraordinária sobre a banca, que Sócrates apresentou como forma de também os bancos participarem nos famosos sacrifícios "para todos", ficou à espera, comodamente sentada, de uma portaria regulamentadora. A notícia foi dada pelo "Público", que tentou, sem sucesso, obter do Ministério das Finanças explicação para o estranho caso da portaria inexistente (ou da porcaria existente).
O "sacrifício" da banca (a quem todos somos devedores da presente crise) seria de um a cinco centésimos por cento sobre o passivo de cada banco, isto após várias deduções, e um a dois décimos de milésimo por cento sobre os valores dos instrumentos financeiros de derivados (os cortes nos salários da Função Pública são de 3,5 a 10%).
Mas talvez, quem sabe?, a portaria "esquecida" seja um dia publicada. Só que, nessa altura, a banca dirá que a sua décima de milésima parte nos "sacrifícios" é... retroactiva, e a coisa acabará no TC. E, aí, ao contrário do que aconteceu com o aumento extraordinário do IRS, os juízes "do" PS e "do" PSD já estarão certamente todos do mesmo lado.
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