16.4.10

2006

(revista MARIA)

Esta também credita que o Sócrates é sério, que não soube da venda da TVI, que não soube do contrato do figo, que ....


ADENDA E A PROPÓSITO:

Impasse

Projectos de milhões anunciados por Sócrates ainda não saíram do papel

no DIÁRIO DE NOTÍCIAS

2005


O Cronista Indelicado

Sócrates já parece um anúncio do Pingo Doce

A vida de José Sócrates está cada vez mais parecida com aqueles anúncios antigos do Pingo Doce que diziam: "Frango congelado com ervilhas a 2 euros e 35 cêntimos. Esta semana, só no Pingo Doce." Com o nosso primeiro-ministro dá para fazer a mesma coisa. Por exemplo: "Apoio de Luís Figo ao primeiro-ministro por 750 mil euros. Esta semana, só em Portugal." E da mesma forma que na semana seguinte o frango dava lugar à pescada e as ervilhas à batata cozida, o apoio de Luís Figo pode ser substituído pelo mais recente detalhe do processo Face Oculta que tenha saído do forno, ou qualquer um dos 937 casos duvidosos em que o nome do primeiro-ministro esteja envolvido. Sócrates é hoje um supermercado de histórias manhosas, onde cada um de nós pode pegar na sua favorita, levar para casa e consumir ao jantar. 

O caso de Luís Figo é apenas mais uma batatinha neste indigesto cozido à portuguesa. Segundo o Ministério Público, o jogador só se escapa de ser acusado de corrupção por desconhecer – bendita ignorância – que o Taguspark era composto por capitais maioritariamente públicos. De resto, é dado como certo que o seu apoio a José Sócrates foi comprado (com o dinheiro a ser depositado numa empresa offshore, o que fica sempre bem). O MP terá com certeza indícios para sustentar esta posição, mas bastava ter lido a famosa entrevista de Luís Figo ao ‘Diário Económico’, em Agosto do ano passado, para que o cheiro a esturro entrasse de rompante pelo mais ingénuo nariz. Tudo aquilo era tão ostensivamente combinado, todas as respostas tão ensaiadas, que os boys de José Sócrates, na ânsia de agradar ao chefe, nem se deram ao trabalho de apagar as pistas. E lá temos o nosso primeiro-ministro envolvido em mais uma trapalhada que o deveria pôr no olho da rua. Esta semana, só em Portugal.

Por João Miguel Tavares (jmtavares@cmjornal.pt)

2004

15.4.10

2003



EXCLUSIVO (ACT.)


Supremo reavalia destruição das escutas com Sócrates

Ordem de destruição está a ser reanalisada por Noronha de Nascimento, presidente do Supremo, soube o Económico.










2002


Há cinco anos, quando tomou posse para o primeiro episódio do drama em que nos meteu, o "eng" prometeu como medida radical e emblemática do seu "governo" a redução das férias judiciais.
Desde logo toda a gente que tinha experiência no assunto - os únicos que não a têm são os sucessivos ministros e secretários de estado da justiça que ele arranja - lhe disse que era asneira e não poderia nunca ser levado à prática.
E não funcionou!
Quem anda pelos tribunais sabe que as férias se mantiveram como antes, em prejuízo de todos e, sobretudo, dos que não podiam evitar o cumprimento dos prazos.

Agora, cinco anos depois, manifesta que é a asneira cometida, vem emendar a mão.
Mas, como não reconhece os erros, mesmo os mais grosseiros, não lhe chama férias.
Tem o mesmo efeito, mas  as formulação é «período em que não se praticam actos processuais».

Melhor ainda:

Ao período compreendido entre 15 e 31 de Julho atribuem~se os mesmos efeitos previstos legalemente para as férias judicias.
Não são férias: tem o memo efeito.

Deve ser a formulação tecnológica, tipo TAGUSPARQUE

2001


Dia a dia

Os 750 mil para Figo

A ‘Face Oculta’ volta a fazer danos colaterais: três gestores são acusados de corrupção passiva e o financiamento da campanha eleitoral do PS vai ser investigado.


O Ministério Público investigou e acusou em menos de três meses um processo que, para além do mais, destapa a forma absolutamente pornográfica como estavam a ser envolvidos dinheiros públicos geridos por essa nebulosa que eram as relações PT/Taguspark na campanha eleitoral do PS e na protecção da imagem do seu líder.

Rui Pedro Soares já tinha responsabilidades políticas elevadas no PS e isso por si chega para o vincular a alguns desses actos, em particular ao cozinhado inacreditável que foi a compra do apoio de Figo por 750 mil euros dos contribuintes. Mas não só Rui Pedro Soares. João Carlos Silva é um influentíssimo advogado no PS de Sócrates e Armando Vara e dificilmente poderá sustentar que estava a agir apenas na qualidade de gestor do Taguspark. A forma como ele próprio preparou o negócio e a sua formulação jurídica, acompanhando Rui Pedro Soares, alinha-o com a leitura de que se tratava de ‘actos preparatórios’ para que Figo viesse a apoiar Sócrates. Nenhum faz o papel de ‘incontrolado’ a agir por conta própria para agradar ao ‘chefe’. Há quem queira que se pense assim mas, francamente, não é possível!


2000


Reunião da bancada

Propostas anti-corrupção do PS sem debate interno


A reunião de hoje da bancada parlamentar do PS para apreciar as propostas anti-corrupção não foi pacífica: alguns deputados contestaram o facto de as medidas serem apresentadas sem debate interno prévio. E manifestaram incómodo por não terem o texto em papel. Ao todo são oito projectos de lei que serão discutidos em plenário no dia 22.

14.4.10

1999


O governo TAGUSPARK prepara-se para dar mais um golpe forte nas capacidades e autonomia do Norte.
Vem aí a privatização em bloco da ANA, nela se incluindo o Aeroporto do Porto:


1998


Tolerância de ponto há!


Quanto ao resto...

1997



O governo TAGUSPARK anuncia a taxação das mais valias bolsista.


Vamos ver as «aberturas» que a lei traz para o «planeamento fiscal».

1996


... Porque ainda há socialistas!

Por mais estranha que a ideia possa parecer a quem anda desalentado por aquilo que vê, a verdade é que entre os militantes do Partido Socialista ainda podem encontrar-se alguns socialistas. Aqui chegados, há que definir o que se entende por "socialista". Como só disponho de poucas linhas, terei de me ficar por uma ideia geral: para mim, um socialista é alguém que deseja uma sociedade tão solidária quanto possível e com o menor número também possível de diferenças entre os seus membros.
Acredito que a princípio o PS tivesse esses ideais em vista, mas depois chegou o dia em que um seu dirigente se viu obrigado a meter o socialismo na gaveta (disse ele); com o passar dos tempos, os seus sucessores tiraram o socialismo da gaveta e meteram-no na lata do lixo da História (digo eu).
Portanto, os socialistas arriscam-se a tornar-se uma raridade no país em geral e no PS em particular, pelo que é conveniente, para que deles se guarde memória, que os seus nomes fiquem registados. A lista não é grande, mas recentemente mais dois se destacaram: o dr. João Soares e António José Seguro. Porque ambos, publicamente, demonstraram a sua revolta pela política de remunerações que se pratica em empresas com capitais públicos (já sabem do que falo). É "uma imoralidade", palavras de A. J. Seguro, pagar a um administrador qualquer coisa como 1700 contos por dia, que é o que ganha em quatro ou cinco meses quem tem um emprego razoável.
É reconfortante que, sendo o PS quem está no Governo, apareçam socialistas indignados por verem que o Estado, que tanto exige de todos nós, seja tão escandalosamente pródigo com meia dúzia de pretensos "talentos imprescindíveis". De facto, só há uma palavra para isto: imoralidade. Bom foi que tenha sido um socialista a dizê-la!

Sérgio Andrade

12.4.10

1994


Cada «esquerda» homenageia os heróis que admira.
E tem os « heróis» que merece.

1993

Estive a ouvir o Luís Filipe Menezes na SIC.
A ser assim o PSD ultrapassa o PS largamente pela esquerda.


Também não é difícil.

1992

1991

10.4.10

1990


Obra da criação do eng., no ABRUPTO.
Não vai sem dizer que o Pacheco Pereira publica no PÚBLICO de hoje um texto de grande qualidade:

1989

Nem tudo é mau no reino do Dr. Pinto:

Câmara de Matosinhos fixa preço máximo para carros de administradores municipais

Por Aníbal Rodrigues


O executivo da Câmara de Matosinhos prepara-se para aprovar, na reunião privada da próxima terça-feira, limites máximos do valor de aquisição das viaturas dos administradores de empresas municipais e de gastos de combustível. Estas regras orientadoras na utilização de viaturas e combustível pelos membros dos conselhos de administração das empresas municipais estabelecem que "a viatura de serviço deverá ser a diesel, com cilindrada máxima de 2200cc e não poderá exceder o custo de 50.000 euros". Para além deste valor, estabalece-se um "limite máximo de 3200 litros de combustível por ano; e não é permitida a opção de compra da viatura de serviço pelo administrador".
Segundo o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, "o objectivo destas regras é tornar ainda mais transparente a utilização dos veículos para que toda a gente perceba". "Temos uma frota substancial - que neste momento tem mais de uma centena de veículos -, e há que dar a conhecer publicamente os limites", acrescentou Guilherme Pinto.
O valor máximo de aquisição de 50 mil euros daria para comprar modelos de prestígio como um Audi A6 2.0 TDIe, um Mercedes E 200 CDI ou um Volvo S80 2.0D. No entanto, Guilherme Pinto garante que os veículos a comprar para os administradores das empresas municipais serão mais modestos. Até porque o carro do presidente da Câmara de Matosinhos é um Audi A6, enquanto os vereadores circulam em Audi A4. "Não se justifica ser mais do que na câmara", analisa Guilherme Pinto.
Já quanto ao máximo de 3200 litros disponibilizado anualmente, esta quantidade equivale a cerca de 266 litros mensais. Ora, tendo em conta um consumo médio na ordem dos 7,5 litros por cada cem quilómetros percorridos, um administrador de uma empresa municipal poderá fazer até cerca de 3500 quilómetros por mês ou 42.000 quilómetros por ano. "Inspirámo-nos noutras autarquias. Isto é um limite máximo, mas normalmente fica muito abaixo", comenta o presidente da Câmara de Matosinhos. Guilherme Pinto explicou ainda que o administrador não poderá comprar a viatura quando terminar o respectivo leasing.

1988


CRÓNICA ESPECTADOR COMPROMETIDO

Pedro Adão e SilvaPassos e Sócrates, a mesma luta

por Pedro Adão e Silva,
Passos Coelho encontra-se uma posição simétrica à de Sócrates, quando venceu as directas no PS. Como Sócrates, Passos teve uma maioria esmagadora, mas tem um problema de credibilidade externa que não é independente de défices na relação com as elites do partido e da sociedade civil. Sócrates resolveu o seu problema interno cooptando para a sua direcção muitos apoiantes de Alegre, que viriam a integrar o seu núcleo duro. Passos aparenta estar a fazer o mesmo, ao apresentar uma lista unitária para a direcção política do PSD. As semelhanças não acabam aqui. Passos terá, presumivelmente, em Pacheco Pereira o seu Manuel Alegre - uma voz crítica e isolada no grupo parlamentar, mas com muita notoriedade mediática. Mas unir o partido não basta, como Sócrates sabia em 2004. Passos precisa de ter uma ponte com a Presidência da República - uma alavanca decisiva para chegar ao poder - e de um tema mobilizador. Precisa de alguém que desempenhe o papel de António Costa e de encontrar o seu "choque tecnológico". No entanto, além da estratégia e da táctica, sobra a substância. Com a vitória de Passos, os dois principais partidos têm líderes que são produtos das estruturas partidárias, sem a credenciação social e intelectual que detinham os líderes do passado. Há quem veja nesta tendência um sintoma de empobrecimento da vida política portuguesa, mas pode dar-se o caso de estarmos apenas a aproximar-nos do padrão das democracias mais avançadas, nas quais a política é deixada a políticos profissionais. Podemos, de facto, estar a ficar iguais aos europeus mas com uma diferença que tem custos: saltámos várias etapas.

1987


Pensar alto

A fuga das galinhas

Um gestor vale mais do que quem salva vidas e cria (vários tipos) de riqueza como um médico ou um cientista? Qual é o dom especial que possuem para que ganhem muito mais que todos os outros? Não se sabe. Mas essa ignorância não altera os rendimentos.

Mesmo que os resultados empresariais derivem de uma extensa cadeia. Mesmo que todas as empresas devam ter um papel social. Pois é. Os nossos trabalhadores são dos mais mal pagos da Europa, mas os gestores são dos mais bem pagos. Um gestor alemão recebe dez vezes mais que o trabalhador com o salário mais baixo na sua empresa. O britânico 14. O português 32. Mas, segundo um estudo da Mckinsey, Portugal tem dos piores gestores. Logo, quando se fala em reduzir direitos e salários, a quem nos devemos referir? Lógico? Não. Dizem que os bons gestores escasseiam e é necessário recompensá-los. Senão, fogem do país. Ok. Então, é simples. Se são assim tão poucos, ide. Não serão significativos na crescente percentagem de fuga dos cérebros que estavam desempregados/explorados. Depois, contratem-se gestores alemães ou ingleses. Por lá, não rareia tanto a qualidade. Estão habituados a discutir não só ordenados mínimos como ordenados máximos. E sempre são mais baratinhos.