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O motivo por que o PS porá o seu destacamento parlamentar de "yes men" a dizer desta vez "não" é conhecido e não tem a ver com o facto de virem aí eleições e de, nas urnas, os votos não terem ideologia e valerem tanto os da direita "retrógrada", "pré-moderna" e "pré-concílio Vaticano II", que pensa que o objectivo do casamento é a "procriação", como os outros. O que acontece é que o casamento homossexual não consta infelizmente do programa eleitoral do partido (como constavam, por exemplo, as alterações à lei do divórcio, o aumento do IVA ou a ratificação parlamentar do Tratado europeu). É certo que a Constituição proíbe qualquer forma de discriminação baseada na orientação sexual, mas a Constituição também não consta do programa eleitoral do PS.
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Os vários agentes do Corpo de Intervenção da PSP obrigaram os cidadãos a encostarem-se a um muro, de modo a que fossem revistados. A operação tem ainda em vista a fiscalização de viaturas.
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Porto, 25 de Setembro de 2008
Caro Camarada Renato Sampaio:
Faz hoje quinze dias que lhe escrevi, convidando-o a aceitar dois ou três debates públicos na TV e na rádio.
Não obtive qualquer resposta.
O que só pode significar que, além de ter pouco em conta a cortesia, o Camarada não consegue ter argumentos para nada, nem sequer para se recusar a debater comigo.
Pelo meu lado, continuo a cumprir a minha obrigação, vou insistir.
Destrata-me não respondendo, mas eu vou continuar pois, na verdade, tal não me afecta nada, o que me interessa é que se faça o debate necessário para que PS-Porto se volte a identificar com a região que lhe compete defender, para que volte para onde pertence ou seja para as bases e que deixe de ser um grupo fechado onde V. e mais dois ou três cozinham, mais de acordo com os seus interesses particulares do que de acordo com os interesses do partido e muito menos dos cidadãos.
Eu gostava que V. esclarecesse porque nunca tomou uma posição em defesa da região do Porto em assunto nenhum, como é que nunca abriu a boca quando as dezenas de milhares de milhões dos programas temáticos do QREN foram desviados do Norte para Lisboa, como é possível que o TGV ( se vier a ser feito) não passe pelo Aeroporto F. Sá Carneiro sem V. dizer nada, como é que foi possível com a sua silenciosa aquiescência adiar o avanço das obras do Metro ao contrário do que estava acordado por falta de verbas que no entanto não faltam para o faraonismo das obras públicas lisboetas, como é que tivemos uma redução de 37% do PIDAC na AMP de 2006 para 2007 com o seu voto favorável e dos outros deputados do Porto e sem uma palavra, como é que, ao contrários dos líderes concelhios socialistas da Póvoa, de Vila do Conde, ou de Matosinhos, V. não abre a boca sobre a tentativa de pôr as SCTUS do Porto como as únicas que passariam a pagar portagem… enfim, tantos temas de que só estou a apontar alguns e não aponto mais porque, pelo andar da carruagem, terei de os guardar para a próxima carta, daqui a quinze dias, se V. voltar a não me responder ou continuar a fugir aos debates públicos comigo.
Mas, meu caro, compenetre-se, V. não tem por onde fugir. Não o vou largar e, se com o silêncio, V. quiser insinuar qualquer superioridade intelectual, cultural, política ou de qualquer tipo, só me enche, a mim e a toda a gente, do mais saudável e desopilante riso às gargalhadas. Só conseguirá arvorar a arrogância dos fracos e uma doentia incapacidade para o sentido do ridículo.
Quem é V. para fugir ao debate? Quem é V. para não comentar o que digo? Que devo pensar? Que devo concluir?
Que V. foge porque, pelos vistos, não é capaz de um debate argumentativo nem que pague a peso de ouro o trabalho insistente de muitos explicadores? Que V. não debate, nem comenta, porque não tem argumentos, o seu trabalho faz-se pela calada, nos corredores, entre o aparelho que V. não deveria poder utilizar, distribuindo e negociando um poder que não é seu mas dos portugueses, e tudo nas costas dos cidadãos e dos militantes de base que V. não conhece, não quer conhecer e até despreza?
Não terei razão?
Oxalá que não! É provável que eu não tenha razão!
Venha então a debate, deixe de usar ilegitimamente e à socapa o aparelho do partido para armar a teia do deve e haver dos seus apoios, venha à luta de ideias e de factos, venha esclarecer os cidadãos eleitores, os simpatizantes, os militantes, venha-me esclarecer a mim e a si próprio, que também não lhe fará mal.
Se continuar escondido no silêncio dos cemitérios significa que V. está morto politicamente. É consigo! Mas o partido não está disposto a isso. Nem os cidadãos. Querem estar vivos, querem que os esclareçam, querem que lhes prestem contas dos resultados do emprego do dinheiro com que financiam, com o seu esforço, os partidos e os auto-proclamados “políticos”.
Vir a debate comigo, em público, não é uma opção sua. É uma obrigação a que não pode fugir sob pena de, como sói dizer-se, ficar muito mal na fotografia.
Aguardando mais uma vez uma resposta, endereço-lhe as minhas cordiais
Saudações Socialistas.
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O Renato Sampaio apresentou a sua candidatura à Federação Distrital do PS, manifestando-se contra o “definhamento” e “perda crescente de poder competitivo contra a região”.
Mais disse que é preciso devolver a “ambição” e a “esperança” ao distrito e prometeu colocar a região a funcionar a uma só velocidade e a crescer a um ritmo superior à média nacional e à da União Europeia.
Aludiu às expetativas dos cidadãos e do PS-Porto, que passam por romper com um ciclo marcado pela mediania, pela gestão contabilistica, pela cedência ao facilistismo e pela delegação da resolução dos problemas.
Mais disse que “é imperioso que se desenvolva uma estratégia de recuperação a partir daquilo que o norte e o Porto sabem fazer melhor, que inovemos a partir daquilo que confere singularidade ao nosso modelo produtivo”.
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É estimulante ver que há uma candidatura á Federação que é claramente de oposição à prática da direcção cessante, que temos um candidato a presidente que pretende arrasar e alterar as políticas, a intervenção, a filosofia a postura que marcou aquele órgão nos últimos dois anos.
Temos homem para deitar tudo fora e, com este projecto radical, defender os interesses e as ideias quer da população quer dos militantes do distrito, como até hoje não sucedeu.
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9/11
Passa hoje mais um aniversário do sangrento golpe de estado patrocinado e apoiado pelos U. S. A. que derrubou o regime democrático chileno e manteve oprimido e amordaço por muitos anos o País.

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Segundo o Relatório de Avaliação Global do Cumprimento dos Princípios de Bom Governo, da responsabilidade do Ministério das Finanças, que o CM agora divulgou, os "boys" colocados nas administrações de 77 das maiores empresas públicas custaram em 2007 aos contribuintes qualquer coisa como 34,2 milhões de euros.
Cada um deles recebeu, em média, 92 874 euros em remunerações e mais dispersos "benefícios sociais", "complementos" e regalias, dos automóveis topo de gama aos seguros de saúde e reformas igualmente topo de gama.
Feitas as contas, qualquer dos 369 felizes autocontemplados (pois são eles quem assume a penosa tarefa de fixar as suas próprias remunerações) ganhou mais do que ganha o primeiro-ministro, o que, em tempos de unhas de fome como os nossos, constitui um acto de louvável generosidade, mesmo tratando-se de generosidade à custa de dinheiros, que é como quem diz à custa alheia.
Mas, principalmente, é um acto da mais elementar justiça. De facto, governar uma empresa pública e, ao mesmo tempo, governar-se, há-de decerto ser muito mais difícil do que governar um país.
