15.8.08

211

É vergonhosa a actuação do governo na questão do Metro do Porto, meio cuja implementação a toda a área metropolitana é uma necessidade inquestionável.
São vergonhosas as declarações a este propósito da secretária de estado.
É lamentável que nem a federação nem as diversas concelhias do PS tenham opinião pública sobre o assunto.
(as minuscúlas são intencionais)

210

Somos militantes do Partido Socialista, continuamos a acreditar no ideário subjacente ao socialismo democrático, mas assistimos angustiados ao triunfo crescente do neoliberalismo no interior do partido a que pertencemos, partido estruturante da sociedade portuguesa. As políticas sociais vão sendo subordinadas à lógica do mais puro economicismo, destruindo o Serviço Nacional de Saúde, subvertendo o ideário da Escola humanista e Pública, desvalorizando o papel do professor e da formação cultural do aluno e, quanto à Justiça, trave mestra dum Estado de Direito está um verdadeiro lodaçal, sendo uma trincheira dos que têm mais posses e mais meios, em detrimento das classes mais desfavorecidas.
O estado da Nação é deplorável, transformado em areópago dos escribas do regime, dos jurisconsultos que dão pareceres a preços de oiro, substituindo-se às instituições que não decidem por si, nem assumem as suas responsabilidades. Há dois países, “o país real e o país nominal” (Alexandre Herculano), o país dos que têm poder económico e político, as mordomias, os salários chorudos e o país dos cidadãos que vêem com pavor o seu nível de vida a afundar-se, sem rendimentos para pagar as prestações da casa e os alimentos essenciais. O Portugal do triunfo das desigualdades, da exclusão e da pobreza clama por um verdadeiro Partido Socialista que lute contra a total submissão ao poder económico. O país real está farto da retórica sacrificial, e de assistir quotidianamente a uns serem cidadão mais iguais do que outros.
A crise internacional só reforça a falência das reformas economicistas, consubstanciadas, nos parâmetros do banco central europeu de depauperação das classes laboriosas e classes médias, de agravamento das desigualdades sociais e económicas. Portugal é o país da Europa com a maior desigualdade na distribuição da sua riqueza. Portugal é também um dos países mais pobres na Europa com a realidade assustadora de mais de dois milhões de portugueses que vivem no limiar da pobreza, sobretudo os mais idosos, as mulheres e as crianças. Neste “reino cadaveroso” como lhe chamou o iluminista Ribeiro Sanches, há uma grande responsabilidade do actual governo, cujas reformas, na óptica da obsessão da redução do défice, têm penalizado primordialmente os mais pobres e carenciados.
No Partido Socialista, onde nada se debate, cada vez mais reduzido à participação dos que ocupam cargos políticos, há uma claustrofobia asfixiante. Todos os autoritarismos nos são antipáticos. Não contem connosco para a domesticação do diálogo. Onde está o PS dos referenciais em Antero de Quental e António Sérgio? É triste assistirmos ao silêncio cúmplice e em muitos casos de consonância com o status quo de importantes personalidades socialistas cuja opinião é avalizada pelos cidadãos. É triste assistir a esta orfandade ideológica… pois, também nós “tememos o homem de um só livro” ! Qual a verdadeira opinião de Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos quanto ao rumo político do País? É exasperante a posição de muitos deputados do PS que noutras crises e outras lideranças arriscaram os seus confortáveis cargos em prol da liberdade crítica e do pluralismo de ideias, que era uma marca genética do PS profundo e do PS da fraternidade e, que hoje se calam.
Temos a noção de que será modesto o eco da nossa postura crítica, mas não abdicamos de exercer o nosso direito de cidadania, no equilíbrio difícil entre a ética da nossa liberdade e a ética da nossa responsabilidade partidária. A depressão que assola o País exige a nossa ousadia.
Não somos nós que subvertemos a cartilha de princípios do PS. Não somos nós, militantes de base do partido a que pertencemos, quem protagoniza a descrença que grassa na sociedade, à beira da implosão. Não somos nós os “inocentes úteis” da direita que, olha com simpatia o actual governo e o actual PS e, que apeará os socialistas quando chegar a sua hora de ordenhar a Nação.
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Assinado por Joaquim Sarmento, Júlio Barbosa, Jorge Silva, João Botelho e Paula Rodrigues, militantes socialistas, e
Pubicado no «Expresso» desta semana, e que aqui se reproduz por se concordar, no essencial.
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Ressalva-se desse acordo a alusão ao «chefe dos gansters do centrão dos negócios», Almeida Santos, que não merece qualquer respeito ou consideração, por razões óbvias.

8.8.08

209





Pergunta: Por onde andam os outrora tão narcisistas ALBERTO MARTINS e JORGE STRECHT?

208

Aguardam-se comentários.
(para quem não conhecer trata-se do pintor, jornalista, candidato derrotado a presidente de junta de freguesia, indefectivel do N. M. e pretenso futuro vereador da cultura de Matosinhos, Agostinho Santos ).

1.8.08

207


O que custa ganhar a vida... !

29.7.08

26.7.08

205

"ad perpetuam rei memoriam",(porque há gente sem pudor nem vergonha, capaz de escrever coisas destas):
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É certo que, como anota Fernanda Câncio, «não há eleições em Angola desde 1992».
Mas mesmo sem discutir se isso basta para não gostar do governo e do presidente (sentimentos são sentimentos), conviria acrescentar que desde as eleições de 1992 houve um década de guerra civil, que deixou o País ainda mais destruído; que, apesar disso, o parlamento e os partidos (incluindo a Unita) continuaram a funcionar regularmente ao longo deste tempo; e sobretudo que neste momento decorre a campanha eleitoral para eleições parlamentares, que tudo indica não ficarão a dever nada à liberdade política e à lisura democrática, estando também previstas eleições presidenciais no próximo ano.Em matéria de liberdade política e de aposta democrática, prouvera que houvesse muitas angolas em África...
Vital Moreira no Causa Nossa

24.7.08

204

Comentário colocado em:
Não pode a concelhia deixar de discutir e decidir quem vai ser o candidato do partido à câmara.
Essa é uma competência própria, que não pode nem deve enjeitar.
E, também em minha opinião, deve fazê-lo o mais cedo possível.
Mas, além da escolha do candidato a presidente a comissão política tem também de escolher os restantes candidatos das listas (para a vereação e para a Assembleia Municipal).
Quanto ao candidato a presidente parece que não haverá grandes dúvidas que será o G. P.
Devo dizer que não é o candidato – nem o presidente – que eu escolheria, mas sujeito-me.
Já mais dificil vai ser a escolha dos demais elementos da lista.
Há, contudo, um critério que é inultrapassável, que é o da seriedade e lisura de comportamentos.
O partido vai ter de se defrontar com a candidatura independente do N. M. Quanto à seriedade, honestidade, rigor da actuação deste - e de muitos dos que vão aparecer nas listas que patrocinar - nada é necessário aqui dizer, pois são conhecidas dos cidadãos de Matosinhos. Como conhecida é a sua situação económica e a forma como a aduiriu/adquiriram.
Mas é necessário dizê-lo e denunciá-lo em público.
É nessa matéria que o partido deve inevitavelmente fazer a diferença, para se apresentar ao eleitorado de cara levantada e limpa.
E deve, no meu ponto de vista, colocar claramente essa questão na campanha eleitoral.
Mas se o fizer quem vai apresentar nas lista?
Quantos dos actuais vereadores podem apresentar-se ao eleitorado como gente séria e honesta, com as mãos limpas?
Quantos podem colocar a questão da necessidade de um comportamento irreprensível e sério na gestão municipal, sem correrem o risco de se verem confrontados com a sua actuação passada? E mesmo na que tiveram no actual mandato?
Quantos podem – e até estarão dispostos a – fazer uma campanha que preveligie a ética política em desfavor do «negócio»?
(Só por curiosidade, quantos dos actuais vereadores, são proprietários de terrenos em Gondomar nos locais por onde vai passar a linha do metro?).
Além desta vertente fundamental e da elaboração das listas vai ser imprescindivel elaborar um programa político rigoroso.
Desta não se vai lá só a prometer obras e festas.
E será estulto pensar que vai ser como nas eleições anteriores, com base no clubismo, no amor à camisola.
Desta vez o eleitorado do partido vai estar dividido, não se sabe como, e não é fácil fazer previsões.
E para muita gente o G. P. tem o grave defeito de ter traído o «pai» ( o que, em rigor, até é verdade).
Daí que, concordando, pense que é de facto necessário começar a discutir desde já quem vai ser o candidato.
Mas mais do que isso, quem o acompanha, com que estratégia e com que programa político.

23.7.08

203

Benvindo, Rui!
Anda por aí um novo blog que não sendo (ainda) sobre Matosinhos, é da autoria de quem vive em Matosinhos:
Espero que frutifique e cresça.
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http://ruivianajorge.blogs.sapo.pt/

21.7.08

202

O P. G. R vai hoje anunciar o arquivamento do processo "Maddie".
Quando a Polícia Judiciária não consegue usar os dois métodos de investigação mais eficazes que normalmente emprega, as escutas telefónicas (legais ou ilegais) e a confissão (espontânea ou «forçada») o resultado é tendencialmente este: nada.
Pelo meio, e também como de costume, não hesitou em causar desgostos, infamar, prejudicar, tudo...

201


Imagem «roubada» ao http://www.arioplano.com/

18.7.08

200

Venho aqui dar uma palavra de confiança a Angola no trabalho que o Governo angolano tem feito que é, a todos os títulos, notável. Basta olhar para os indicadores", disse o primeiro-ministro, José Sócrates, que chegou ontem em Luanda para uma viagem marcada pela diplomacia económica, e para quem é "um prazer poder assistir a um país com dinamismo, vibração, com entusiasmo e com consciência do seu futuro".
Diário de Notícias – 18 de Julho.
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O «eng» referia-se ao trabalho notável do governo de Angola:
- Na «apropriação» dos recursos naturais pela família do “Presidente” e adjacências?
- Na corrupção generalizada do aparelho de estado (a tal nível que a de Matosinhos nos tempos áureos parece de aprendizes)?
- Na democracia consolidada pelo facto de não se realizarem eleições há 16 anos?
- Na miséria extrema em que vive o povo angolano empurrado para os bairros miseráveis da periferia de Luanda?
- No enriquecimento ofensivo das «famílias» no poder?
- No controle pela plutocracia local de todo o investimento estrangeiro no qual participa, sob pena de não se realizar?
- No uso desenfreado da mão de obra prisional chinesa?
......
Há em Portugal um grupo de gente – políticos, gestores, empresários e outros idiotas uteis – que vive para justificar a manutenção do poder do José Eduardo dos Santos; e vive dessa ocupação porque os tiranos sempre pagaram a quem os serve.
Espero que acabem como a Lady Macbeth: passando as noites em claro pela casa tentando lavar das mãos o sangue das vítimas da tirania angolana.

16.7.08

199

N. M. no programa "OlhosnosOlhos":
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09 - “As sondagens começam a não ser agradáveis para o PS. Já há um empate técnico entre PS e PSD”.
10 - “O PSD está a credibilizar-se. Não sei se é por mérito próprio, mas acredito que é por demérito do PS e do Governo”.
23 - “Tenho respeito por todos candidatos. Só calçarei luvas de boxe para defender Matosinhos. Dou os parabéns à JSD”.
24 - “Sempre muita gente do PSD votou em mim”.
25 - “Eu não mudei, eu sou o mesmo”.
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Será que, como alguns já defendem, vem aí a aliança pré ou post eleitoral com o PSD?

198

A opinião autorizada de um especialista na matéria:
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N. M. teoriza sobre o custo do caviar autêntico e do sucedâneo em:
http://narcisomiranda.blogspot.com/
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Não seria muito mais interessante que se dedicasse a falar sobre um outro assunto, que domina melhor: a corrupção e os custos que dela advêm para os orçamentos públicos e para a miséria dos particulares.
É que o dinheiro da corrupção que entra no bolso dos corruptos sai sempre do bolso de alguém, e não do de quem corrompe.

11.7.08

197

Quando um jornal, mesmo paroquial, mesmo quando mais não pretende que alcançar um objectivo pessoal do seu proprietário, mesmo quando profundamente empenhado no apoio a uma campanha política eleitoral em concreto, faz manchete com o facto de a ex-mulher de um presidente de câmara e dirigente político estar presente num acto público de outro partido, não se trata nem de informação, nem de combate político, nem de nada.
Apenas revela a inferioridade intelectual, a falta de dignidade e a completa ausência de ética jornalistica de quem dirige o jornal.

9.7.08

196

O Agostinho Rafael d' OPortodeLeixões não gosta de "cotejos"!

195

A D. Maria de Lurdes passou, num só dia, de secretária pessoal a prestar apoio técico nas diversas àreas do Gabinete ...

3.7.08

194

A opinião autorizada de um especialista na matéria:
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Por mim, entendo que é mais fácil lutar por princípios do que viver de acordo com eles.
.............................................................N. M. no Matosinhos Hoje

28.6.08

193

Do Jornal Público de 25.6.2008
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O Zé e a Ana na nova lei do divórcio
Na lei actual, o património divide-se em partes iguais. Com a nova lei, a Ana tem direito a 1/6 do património e o Zé a 5/6

O Zé e Ana estão casados há 15 anos e têm dois filhos, ele é engenheiro e ela secretária. Ele, sabe-se lá porquê, ultimamente chega a casa bebe uns uísques e... bate na Ana. À terceira vez, a Ana apresentou queixa na GNR, para “ver se ele tem respeito a alguém”. A Ana gosta do Zé e não se quer divorciar, apenas pediu ajuda para “esta fase má” do casamento.
Hoje, com a lei actual, a Ana não tem medo de apre sentar queixa porque o casamento não é posto em causa por esse facto. Amanhã, com a nova lei do divórcio, o Zé com cópia da queixa apresentada na GNR pode divorciar--se (art. 1.781°. al. d), nova versão). O Zé usa a sua própria violência para pôr fim ao casamento.
Acontece que a Ana ganha mil euros por mês, mas o marido aufere 5000 euros por mês. Sempre foi assim. Ele ganhava cinco vezes mais do que ela. E certo que ela orientava a casa, mas ele também ajudava nas tarefas domésticas (como qualquer casal moderno...).
Hoje, com a lei vigente, o património que construíram (a casa onde vivem, o carro e os 80.000 euros de “pé-de-meia”) é para dividir em partes iguais. A Ana fica com a casa e ele como carro e o dinheiro.
Amanhã, com a nova lei do divórcio, na partilha (art. 1.676°, n.° 2, nova versão) a Ana tem direito a 1/6 do património e o Zé a 5/6. Contas feitas, a Ana para ficar com a casa terá de pedir ao Banco €82.000 que dará de tornas ao Zé - Isto é, a Ana terá direito a 37.500 euros e o Zé a 187.500 (na divisão do património conjugal). Acontece ainda que, nos últimos três anos, o tio do Zé - o tio Arlindo - viveu com eles porque estava velho e não tinha filhos. Prevendo o seu fim fez um tes tamento ao Zé e à Ana deixando-lhes a casa na Nazaré e três pedaços de pinhal. O Zê e a Ana trataram de tudo e até registaram em seu nome as propriedades.
Hoje, com o divórcio, o Zé e a Ana continuam a ser donos em partes iguais das propriedades.
Amanhã, com a nova lei do divórcio, a Ana que não quis divorciar-se, que foi vitima de violência do marido, tendo este obtido o divórcio, perde os bens que herdara do tio Arlindo (art. 1.791.º, nova versão) revertendo os mesmos, na totalidade, para o Zé. Quando a Ana procurou alguém que lhe explicou o que se iria passar, disse em voz baixa (não vá alguém ouvir): “Afinal, a violência doméstica compensa. Ainda dizem eles para apresentar queixa. Estou cada vez mais sozinha”. »
Isilda Pegado, Advogada