8.3.08

117

Espuma dos dias:
.
1
As declarações do ministro Augusto Santos SChavez são uma estultícia;
E ficam muito mal sobretudo a quem, nos anos do PREC militava activa e empenhadamente contra os agora idolatrados Soares, Zenha, Alegre …
.
2
As investidas da polícia por causa da organização da manifestação dos professores são um sinal alarmante.
O Governo fez mal não se ter demarcado delas mais cedo, e não ter vindo a público criticá-las e dar garantias que não se repetirão.
As declarações do Ministro da Administração Interna, já ao fim da tarde, vieram atrasadas e foram insuficientes.
O PS continua a afirmar-se comoo partido das amplas liberdades e que portanto a sua actuação política não põe em causa os direitos dos cidadãos.
Ora foi sempre quando o PS esteve no poder que foram tomadas as medidas políticas, legislativas e administrativas, que mais limitações e restrições introduziram na esfera dos direitos essenciais das liberdades cívicas.
.
3
A convocação do comício de apoio ao Governo de próximo sábado é um erro político crasso.
Um partido que está no poder, e tem poder maioritário, não faz manifestações nem comícios para sustentar políticas sectoriais.
Só o pode fazer para grandes questões nacionais.
E só o deve fazer quando for capaz de pôr na rua mais gente que a oposição.
Perder um confronto destes, ou lutar a uma dimensão menor, é sempre uma derrota política.
.
4
Está lançada a candidatura do Guilherme Pinto á comissão política.
É um facto inevitável e irrelevante.
Politicamente importante é ver a composição da lista e a seriação dos nomes.

6.3.08

116



SECÇÃO: Sociedade
Eleições na Secção do PS (Matosinhos) Isaías Nora vs António Parada
Diz-se, nesta notícia, a certa altura:
.
«Falou também nos boletins de voto, que inexplicavelmente não foram levados em consideração, pois na opinião de Isaías Nora, esses votos eram contra o actual presidente da junta.»
.
De que está o Isaías Nora a falar?
Das últimas eleições para o secretariado da secção?
Faltaram votos?
Como pode ser se apenas havia uma lista a concorrer?
Os supostos votos contra eram o quê? Nulos? Brancos?
E se é a isso que inexplicavelmente se refere, porque é que só agora se vem suscitar essa questão?
Ou queria referir a outra e diferente assunto e meteu os pés pelas mãos?
Ou ainda, dada a multidão que estava presente na apresentação da candidatura, foi o jornalista que não conseguiu apanhar o que ele disse?

3.3.08

115

O blog "OPortodeLeixões" publicou um texto que refere estudo levado a cabo pela UBI sobre o indíce de qualidade de vida em diversas cidades.
E, desse pretenso estudo, conclui que Matosinhos terá uma qualidade de vida de grau menor.
O que o autor do post usa como arma política de arremesso contra a actual gestão camarária.
O referido estudo não está acessível na net e, até ao momento, os administradores do blog não deram indicação de como e onde pode ser consultado.
Dado o claro alinhamento - e empenhamento - político dos textos ali publicados pela putativa candidatura de Narciso Miranda à Câmara é razoável colocar as seguintes questões:
- O estudo existe?
- A existir quando foi feito e de quando eram os dados que foram usados
- Quais os indicadores ponderados?
Dar-se-á, porventura, o caso que, atendendo ao tempo necessário para elaborar um estudo destes que abrange a generalidade das cidades portuguesas, os dados materiais sejam reportados à époga da gestão municipal do NM?
E daí a necessidade da ocultação do estudo, a existir?

29.2.08

114

Ex.ma sra.governadora civil

Por outras, palavras, Manuel, António, Pina


O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte:
1 - Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;
2 - Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV's;
3 - E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;
4 - Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras;
Vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação.
Pede deferimento.

27.2.08

1(13)


Gravatas vermelhas há, ao que parece, muitas...
É interessante a reacção do Paulo Portas às afirmações do Ministro da Agricultura quanto ao seu débito de esclarecimentos políticos relativamente a questões em que o PP está implicado, e que são devidos - casino, submarinos, sobreiros, ...
A reacção dos políticos com «rabos de palha» às questões que poem em causa a sua seriedade na forma como desempenham os cargos públicos é sempre a mesma: tentar assustar com o recurso aos tribunais.
O que é fácil porque fazem o Estado ou as autarquias suportar os respectivos custos (veja-se o exemplo inultrapassável da injustiçada «camarada» Fátima Felgueiras).
Quando não é assim, é o próprio advogado da Câmara, e que esta paga, que avança em defesa do autarca injuriado.
Cá por Matosinhos também é (ou era) assim, não é verdade?

25.2.08

112

O blog “OPortodeLeixões” divulga hoje uma suposta sondagem aos eventuais resultados de uma eleição para a Câmara de Matosinhos.
A publicação dessa pretensa sondagem tem evidentes intuitos políticos, como decorre da leitura dos textos normalmente publicados.

Mas, essa publicação é ilegal.

Não obsta a essa ilegalidade o que sustenta um dos administradores do blog, num dos comentários que publicou.
Diz que por não se tratar de órgão de comunicação social não está obrigado a divulgar a respectiva ficha técnica.
Ora, tal afirmação não é verdadeira.

Nesta matéria rege a lei n.º 10/2000 de 21 de Junho
.
Que dispõe:
Artigo 1.ºObjecto
4 - O disposto na presente lei é aplicável à publicação ou difusão de sondagens e inquéritos de opinião na edição electrónica de órgão de comunicação social que use também outro suporte ou promovida por entidade equiparável em difusão exclusivamente digital quando esta se faça através de redes electrónicas de uso público através de domínios geridos pela Fundação para a Computação Científica Nacional ou, quando o titular do registo esteja sujeito à lei portuguesa, por qualquer outra entidade.

Artigo 5.ºDepósito
1 - A publicação ou difusão pública de qualquer sondagem de opinião apenas é permitida após o depósito desta, junto da Alta Autoridade para a Comunicação Social, acompanhada da ficha técnica a que se refere o artigo seguinte.


Um blog é um órgão de comunicação social?
È indiscutível que será uma entidade equiparável com difusão exclusivamente digital através de redes electrónicas de uso público por domínios geridos por entidade diferente da Fundação para a Computação Científica Nacional
E, portanto, está sujeito à disciplina da Lei.

Em reforço desta tese a norma da alínea c) do n.º 2 do artigo 14.º. que, quanto ao dever de rectificação prevê expressamente a eventual divulgação da sondagem «por qualquer forma que não as previstas nas alíneas anteriores (as alíneas anteriores referem-se aos órgãos de comunicação social escrita e as estações de televisão e rádio).
Um blog é claramente uma forma de divulgação diferente.


Mais claramente a subordinação dos blogs à lei resulta do Estatuto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social que no artigo 6.º sujeita à sua intervenção


e) As pessoas singulares ou colectivas que disponibilizem regularmente ao público, através de redes de comunicações electrónicas, conteúdos submetidos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente.

O que é um blog, ainda por cima um em que os administradores são responsáveis pelo conteúdo dos comentários, uma vez que podem seleccionar os que publicam, senão a disponibilização regular ao público, através de rede de comunicação electrónica, de conteúdos tratados editorialmente?

A divulgação das conclusões de uma pretensa sondagem, através de um blog que, ainda por cima, dados os textos que publica se identifica claramente com um dos eventuais candidatos à Câmara é um acto ilegal.

Quem se sentir prejudicado deve queixar-se à Entidade Reguladora para a Comunicação Social

24.2.08

111

A indigitação (espero que não passe no Cons. Superior do M. P.) do Dr. Almeida Pereira para a direcção do Porto da PJ tem evidentes intenções e objectivos políticos.
Convirá, talvez, lembrar que pertence, com o director Alípio Ribeiro, ao pequeno círculo de um conselheiro do STJ preterido para o cargo em favor do actual PGR.
No que a Matosinhos toca convirá lembrar que subscreveu o despacho de arquivamento do processo instaurado contra o Narciso Miranda. Subscreveu, mas havia um superior hierárquico que o vigiava de perto.
Curioso que dos jornais publicados hoje só o "Correio da Manhã" trata o perfil do homem com o cuidado que a situação impõe.
É confrangedora a forma como o "Público e o "JN*" passam cuidadosamente ao lado dos detalhes sombrios da biografia do homem.
Vale a pena ler o editorial do Eduardo Dâmaso, em:
Será influência editorial d'OPortodeLeixões, Agostinho Rafael?

18.2.08

110

Vai o GP ser candidato à Com. Política Concelhia do PS?
E se o for, encabeça uma lista «unitária» com todos os que não estão com o A. Lopes?
Incluindo-se nesta «unidade» os “seabristas” que ele, sob a eficaz direcção do NM, «comeu» na constituição das listas para a câmara e na distribuição dos empregos conexos?

Há gente para tudo!

Claro que o GP, e os que com ele se bandearam contra o NM, precisam desesperadamente de todos os apoios que encontrarem para enfrentar o antigo «mestre».
A sua sobrevivência política local depende de encontrarem apoio eleitoral que os mantenha à tona; e é claro que sozinhos não tem qualquer possibilidade de êxito, não existem.
Têm assim de ir buscar o apoio àqueles que há dois anos enganou e afastou.
É sempre difícil a vida dos trânsfugas (traidores para quem gostar de termos fortes).

Mas esse apoio vai, provavelmente, ficar-lhe caro.
Será curioso ver a composição da lista que vai encabeçar, e dentro desta, a distribuição dos lugares.
E a posterior, ou já em curso, distribuição das prebendas que, a ter por bom o que corre por aí, será capitaneada por Mme. SS (Soutinho Seabra).

Mas é bom que seja ele, e os que com ele e como ele são capazes de morder a mão que longamente os alimentou, a assumir a responsabilidade política do enfrentamento com o NM nas autárquicas.
Se o PS perder a Câmara devem ser eles (GP, NO, etc.) a ficar com o ónus e a responsabilidade política da derrota. E não qualquer outro que liderasse a Concelhia.

Será esta a razão que leva o M. Seabra a ponderar afastar-se da anunciada candidatura?
É provável que sim; É mais uma manifestação da sua inquestionável e admirável capacidade de sobrevivência política.
Porque carga de água havia ele de ser a cara da derrota?

12.2.08

Com a verdade me enganas


O Alexandre Lopes é a "cara" do Narciso? Pois, e eu vou ser o candidato a assessor de imprensa, já me esquecia. Quando é que se começam a convencer que há MESMO gente que pensa pela sua cabeça?
12 de Fevereiro de 2008 13:38

8.2.08

108

No dia de hoje, dadas as notícias vindas a público, não é possível passar sem uma palavra de aclamação a mais uma actuação brilhante do Ministério Público, a crescer à sua justa luta par desacreditar definitivamente a Justiça em Portugal.
O «arquivamento de gaveta» que veio impossibilitar a investigação atempada e eficaz da agressão ao Ricardo Bexiga.
Claro que se a prestimosa corporação tivesse um minímo se seriedade saber-se-ia não só quem foi o procurador do DIAP que teve tão benemérito comportamento (será aquele que ia arquivar certidões do apito dourado para o camarote VIP que tem no dragão?)
E seria no mínimo exigével que agora fosse investigado, e punido, quem teve esse comportamento.
Mas não !
As muitas e diversas cumplicidades que imperam na casa do MP impedem que tenha uma actuação correcta, se não digna.
Não era tão bom que se soubesse quem foi o procurador de Matosinhos que arquivou o inquérito do Narciso e que ligações teria com este ou com a Câmara. Será verdade que, como por aí se conta, quando a «coisa» apertava ele ia directamente do Tribunal para a Câmara contar as novidades?

7.2.08

107

Notícia-se hoje na imprensa (Margarida Gomes no Público) uma candidatura de presidentes de Junta à Federação do PS.

Lida a notícia fica-se a perceber que não há notícia nenhuma; há contra-informação a que o jornal dito de referência dá cobertura, vá-se lá saber porquê.

O Marco Martins teria sido convidado para encabeçar essa candidatura da qual nada se sabe: quem a movimenta, que defende, o que quer alcançar.
Apressa-se o dito, logo na «notícia», a negar o protagonismo, "por razões pessoais".

Quase que apostava que a primeira pessoa a quem o Marco ouviu falar em tal candidatura foi à jornalista. E nestas coisas quando não se quer estar de dentro nem de fora o melhor é invocar razões pessoais.


Ficamos assim a saber que o Alexandre Lopes - e quem está por trás dele - atirou esta ao ar para ver quem a apanhava. Apanhou-a - de boa ou de má fé - a jornalista.


E está cumprido um objectivo: distanciar, pelo menos na aparência, o Narciso Miranda da candidatura do Pedro Batista (que já tem blog: http://servir-o-porto.blogspot.com/ para quem quiser ir espreitar).


Como diz o ditado «com papas e bolos se apanham os tolos»

106


3.2.08

105

Código de Proceso Penal
Artigo 277.ºArquivamento do inquérito
1 - O Ministério Público procede, por despacho, ao arquivamento do inquérito, logo que tiver recolhido prova bastante de se não ter verificado crime, de o arguido não o ter praticado a qualquer título ou de ser legalmente inadmissível o procedimento.
2 - O inquérito é igualmente arquivado se não tiver sido possível ao Ministério Público obter indícios suficientes da verificação de crime ou de quem foram os agentes.
Cita-se acima o Código de Processo Penal ainda a propósito da pretensa «limpeza» que do arquivamento do inquérito em tempos instaurado contra o Narciso Miranda resultaria para este; e duma pretendida presunção de inocência que seria como que um detergente que tudo limparia.
Em primeiro lugar há que deixar claro que um inquérito arquivado a aguardar a produção de melhor prova - como é o caso - pode sempre ser reaberto desde que surjam novos elementos de prova.
Ou, o que é mais interessante, desde que exista suspeita fundada que o arquivamento ficou a dever-se a acto ilegal ou ilícito do magistrado que ordenou o arquivamento.
*
É contudo errado misturar dois campos que, ainda que em parte coincidentes, não se cofundem: o campo jurídico e o ético.
Para dizer que a ética de um titular de cargo político é a lei já temos o camarada Pina Moura. E não é bom exemplo, nem exemplo que se recomende ou siga.
No caso local a questão põe-se de forma muito clara:
O Inquérito contra o NM pode ter sido arquivado; pode ficar arquivado para o resto da vida.
Mas alguém em Matosinhos, e no País, tem qualquer espécie de dúvida que enriqueceu e como enriqueceu?
Pode aceitar-se que quem tem este recorte moral, esta história conhecida, este lastro possa vir de novo a ocupar cargos políticos?

30.1.08

104

O texto que hoje é publicado no “Matosinhos Hoje” sob a assinatura do Narciso Miranda merece ser lido, bem lido, e apreciado.
Sobretudo pelos militantes socialistas.
É evidente que as reacções dos presidentes da Concelhia e da Federação do PS são estultas, precipitadas e irresponsáveis.

A qualquer militante é razoável, e mais, legitimo, pretender ser candidato pelo partido a um qualquer cargo político.
Essa pretensão, por descabida que seja – e no caso não é – tem de ser discutida nos órgãos do partido com competência para a decisão respectiva.
Não podem, e sobretudo não devem, os presidentes de duas estruturas – que ainda por cima estão em fim de mandato – vir tomar a posição que o Seabra e Renato Sampaio tornaram públicas.
Desde logo porque não sabem se vão continuar a ocupar esses cargos depois das eleições internas que aí vem.
Depois porque a decisão só pode ser do órgão e não dos respectivos presidentes.
Mesmo que se trata apenas de opiniões pessoais deveriam ter tido mais cuidado na forma de as tornar públicas.

*
E pode o Narciso Miranda pretender ser candidato contra o Presidente da Câmara que está em funções indicado pelo partido?
Pode e é legítimo que o faça.
Convenhamos que o Guilherme Pinto não foi indicado pelo partido, foi uma criação, também aqui como no resto da sua vida política, dele Narciso.
Convirá recordar que, na sequência dos incidentes da lota e da decisão de afastar o NM e o MS da candidatura à Câmara, o que foi decidido pelo Jorge Coelho, que à altura tinha o pelouro, e pelo Sócrates foi a candidatura do GP.

Essa indicação foi do NM e foi ele quem fez a lista.
O MS foi mais uma vez «comido» pela promessa que lhe fizeram que lhe dariam a faculdade de indicar metade dos militantes que iriam constituir a lista.
O que não espanta; foi «comido», não se opôs e nem queria fazê-lo, a proveito da segurança e do futuro.
Não é homem de confrontos. É tudo uma questão de coluna vertebral.

Portanto, quem, de facto, era suposto exercer a presidência era o Narciso, por interposto GP. E isso sempre foi concebido como solução transitória que, ao demais, com a limitação legal de mandatos, dava novo fôlego ao NM para muitos e bons anos. E, que se saiba, o GP não a recusou, antes a aceitou.

*
Tem a candidatura do NM possibilidade de passar dentro do partido?
Dificilmente; Não terá nunca o apoio das estruturas nacionais (leia-se Sócrates).
E, em rigor não lhe interessa travar essa batalha interna, mesmo que viesse a ter, por interpostas pessoas, influência preponderante na concelhia e na federação.
Ter de travar essa luta internamente obrigava-o a desvendar argumentos e apoios que não lhe interessa dar a conhecer antes do momento próprio.
E também não interessa aos que vão largar o partido para o acompanhar numa inevitável candidatura independente, que teriam de revelar cedo a sua opção.
Em suma, o debate interno da candidatura do Narciso só interessaria ao próprio partido que tinha aí uma maneira de a combater.
Mas é um combate para o qual o partido não tem disposição, nem força, nem vontade, nem coragem.
Ao NM mais interessa continuar, para já, a vogar nas águas tépidas do populismo em que se encontra.
Apelar ao bom povo de Matosinhos para o apoiar na injustiça de que é vítima, mostrar-se em tudo o que é associação ou iniciativa cívica, andar na rua, vangloriar-se do serviço que fez enquanto presidente da Câmara. E atacar o actual executivo, ou melhor, atacar o GP e os vereadores que já sabe nunca o acompanharão, enfraquecendo-os e expondo-os.

*
E é fácil ao PS combater politicamente a campanha do Narciso?
Não é!
Em primeiro lugar pelo que a actual vereação não abriu fracturas distintivas na condução do concelho.
Aquilo que está a fazer é a continuação do que anteriormente se fazia. Leva à prática o programa do Narciso.
No pouco que tem feito de diferente, e não é significativo nem relevante, não tem sido brilhante. E dá-lhe o flanco para as críticas que já se vão ouvindo.
Se a lista candidata incluir um número significativo dos que sempre estiveram com o Narciso, que se «fizeram» à sombra dele, que nunca levantaram a voz para o criticar ou criticar a sua condução da Câmara, que argumentos vão utilizar para o combater e combater um qualquer projecto político que apresente?
E ainda por cima passam por traidores e oportunistas. Dir-se-á, e bem, que estão apenas a tratar de defender os lugares que tem e a que estão agarrados.

Como combater então uma candidatura independente do Narciso Miranda?

Em três vectores:
1 – Com gente nova, muita gente nova, até sem o GP se fosse possível.
2 – Com um programa político e de projectos para a Câmara inovadores.
3 – Colocando abertamente a questão da seriedade pessoal em questões financeiras.

Convirá lembrar o inquérito judicial instaurado ao NM por eventual «enriquecimento» injustificado; o inquérito foi arquivado a aguardar a produção de melhor prova.
Este arquivamento não é um branqueamento, é uma insuficiência de prova.
Seria bom que o despacho de arquivamento fosse conhecido e que se soubesse quem foi o magistrado do MP que o proferiu e em que circunstâncias, e com que fundamento.
Era útil por em discussão a situação patrimonial conhecida do NM e como a obteve.
Em suma, o ataque fundado à sua probidade e à lisura do seu comportamento enquanto autarca e político, à sua seriedade é que possível causar danos importantes à candidatura independente.
Mas pode o PS travar esse combate?
Não tem nem a coragem nem o passado limpo para o poder travar.
E não o fazendo arrisca-se a perder a Câmara.

25.1.08

103

Está a "Sábado" a fazer o favor ao Narciso Miranda de dar eco nacional à necessidade que ele tem de aparecer a travar uma luta «justa» contra o «aparelho» do partido que o «ostraciza»?
Essa é a imagem que mais lhe convém para cavalgar a onda populista que já está a lançar.
Sim, populista! Ou alguém já viu alguma proposta política estruturada de sustentação da candidatura?
O Seabra é cada vez mais (e sempre foi) uma irrelevância política. E só o facto de precisar de ser candidato à concelhia - e eventualmente ganhá-la - para sobreviver, é que o impede de ver a grande utilidade que tem para o Narciso Miranda.
Deviam aqueles que, dentro do PS, se opõe àquela candidatura ponderar se o Seabra é o candidato que precisam.
Este textom foi colocado, para eventual publicação, na caixa de comentários dOportode Leixões

18.1.08

102

Este texto foi censurado n'OPortodeleixões
EM LOUVOR E SIMPLIFICAÇÃO DO MEU AMIGO ANTÓNIO PARADA

Antes de mais, Agostinho Rafael, a confissão de ignorância acerca de quem é o Parada e, mais, reduzi-lo aos dois únicos episódios anedóticos que refere não fica bem a um prócere do jornalismo necessariamente atento à sociedade em que se movimenta e cuja opinião é um farol iluminante do espírito dos seus leitores.

O Parada é bastante mais, melhor e mais significante do que o epifenómeno a que o pretendem reduzir.

Dos comentários que para aí vão parece que o grande defeito que presentemente mais o infama é estar a frequentar um curso superior.
Sempre gostava de saber o que de mal ou errado daí vem.
É a Universidade que não é boa e não está reconhecida?
É o curso que não tem qualidades nem dá formação adequada?
É a vontade de obter uma formação académica, e por essa forma valorizar-se, que é desprezível?
Será já evidente que se trata de um mero favor e, apesar de ainda estar no primeiro ano, ser já certo que vai fazer o curso por favor, como o «Eng.»?
Ou será ainda qualquer outra razão a minha evidente falta de lucidez não me permite atingir?


Mas quem o ataca por aqui quer esconder uma outra face do Parada que quem com ele convive, trabalha e contacta não deixa de evidenciar.

Nestes dois anos que vão decorridos desde que apresentou a candidatura à Junta de Matosinhos evoluiu de forma assinalável na capacidade de se expressar, na acuidade das intervenções que faz, no desenvolvimento do pensamento, na capacidade de intervenção pública e política.
A quem tiver duvidas bastará ir a uma das próximas reuniões da Assembleia de Freguesia.
Ainda tem, é certo, limitações. Nada que não ultrapasse com trabalho (sim, trabalho intelectual) de que muito precisa e, sobretudo, muita leitura.


A questão da «lota» é de facto um peso que arrasta ainda hoje e que será invocada sempre que o pretendam atingir.
É pena que a solidariedade partidária o tenha vindo a impedir de relatar a verdade acerca desse triste acontecimento.
Talvez um dia se saiba o que de facto ocorreu, como ocorreu e quem lhe deu causa.


O partido socialista instruiu, à época, um processo onde tudo está documentado o qual, tristemente, foi e é secreto (se calhar, e à cautela, até já o destruíram).
Talvez um dia se torne público. Podiam até agora usá-lo com arma contra o Narciso Miranda. E era seguramente eficaz.

Estes e outros argumentos são os usados para o diminuir e, agitando-os mais não se pretende que desfocar os méritos que tem e que lhe dão uma relevância política que é já incontornável.

O trabalho que tem vindo a desenvolver na Junta de Freguesia – e não só nas manifestações públicas como os pais natais, os cravos e as excursões de bicicleta – é de grande qualidade.
Para não ir mais longe lembremo-nos da acção junto das escolas ou da assistência médica dentária às crianças da freguesia ou ainda das intervenções em defesa do ambiente e nas áreas da mobilidade e do urbanismo.
Se essas e outras iniciativas não fossem boas a Câmara e o Guilherme Pinto não fariam o esforço que fazem para lhes tirar relevância pública ou tentarem fazê-las passar por suas.


Será que está atentar distorcer o resultado da votação deste blog? Só ele?
Os «donos do blog» pensavam que iam dali retirar um resultado sociologicamente expressivo daquela votação? Que podia funcionar com sondagem?


Tem o Parada defeitos?
Tem!
Comete erros, pessoais e políticos?
Comete!
Pode melhorar, evoluir e aspirar a um futuro político significante?
Pode! Precisa de escolher bem os apoios, os conselhos e ter visão a delinear estratégias (e tácticas)

pubicado como comentário em «oportode leixoes.blogspot.com»

101

A "Loja das Becas" teve uma vitória sobre o lojista do Ministério.
Conseguiu tirar os senhores do Minitério Público da função pública

16.1.08

100

É claro e evidente que o PS não quer candidatar o Narciso Miranda à Câmara.
A começar pelo Sócrates que não o pode ver, sobretudo desde as eleições para Secretário Geral. Convirá lembrar que o Narciso formalmente o apoiou mas, na verdade, o seu apoio foi para o Manuel Alegre em cuja candidatura estavam os seus mandaretes e homens de mão (Alberto Martins, Jorge Strecht e tutti quanti).
Acresce que o Guilherme Pinto e o Seabra têm óptimas relações com o Sócrates que os apoia.
E o Seabra vai apoiar o actual presidente, o que já afirmou expressamente; aliás não tem senão essa proposta política para a candidatura.
Pessoalmente continua a trabalhar no único projecto que verdadeiramente lhe interessa: a sua sobrevivência política, que é o «fado» das figuras menores. Por alguma razão volta ao confortável seio da administração pública, agora na Câmara de Lisboa.
E tem a vantagem de estar perto da mais evidente alternativa ao Sócrates no partido, o António Costa.
Mas o partido faz mal em tomar, desde já, a posição de recusar a candidatura do Narciso.
Devia levar essa possibilidade à discussão na concelhia, ainda que fosse para depois a recusar.
Causava-lhe um desgaste que poderia ser relevante e obrigava-o a desvendar os apoios internos que tem. E que se calhar não são tantos como quer fazer crer.
Aqueles que lhe dizem apoiá-lo terão grande dificuldade em assumir essa posição, sobretudo se estiverem arrimados à Câmara ou ás empresas municipais.
Por outro lado será curiosos ver que tipo de proposta vai apresentar o Narciso; não creio que vá pôr a questão em termos pessoais, seria um erro que beneficiava o aparelho (local) do partido.
Será muito mais interessante que coloque a questão em termos políticos e no desempenho que teve enquanto Presidente da Câmara.
Que lhe poderão contrapor os que o serviram durante anos atentos, venerandos e obrigados, a começar pelo Guilherme Pinto?
Que criticas tem a fazer-lhe que não lhe fizeram quando eram vereadores?

E aqui vai ser interessante ver a lista que o Seabra vai apresentar à concelhia.
Há dentro do partido muitas resistências ao Guilherme Pinto de gente que, de todo, não está nem estará com o Narciso.
Mas que está descontente porque tendo estado com o Seabra se viu afastada (na lista que o Guilherme Pinto e o Narciso juntos fizeram) da Câmara e da Assembleia Municipal.
E que desta vez é capaz de não se deixar comer numa candidatura de unidade entre seabristas e pintistas contra a que virá da Senhora da Hora.

publicado como comentário em «oportodeleixoes.blogspot.com»


27.12.07

99

O governo dito socialista vai dar ao grande capital financeiro uma benesse que este nem da ditadura conseguiu.
A limitação dos montantes das indemnizações pelos danos a pagar pelas seguradoras representa para estas um lucro de largos milhões.
Que isso viole os direitos individuais dos cidadãos, que assim ficam privados da justa indemnização, é pormenor que não afecta quem no governo se governa.
E que, da mesma penada, se exclua a capacidade dos tribunais de fixar indemnizações justas,averiguadas e determinadas as circunstâncias de cada caso e os danos sofridos por cada lesado, é pormenor que não atrapalha quem não tem qualquer espécie de consciência ou dignidade.

12.12.07

98

O comendador-comentador volta a um assunto que conhece melhor que ninguém.
Pena não falar nunca da amiga de Felgueiras

No Matosinhos-Hoje:
A CORRUPÇÃO - “Surpreenderam-me pela negativa os números denunciados pela magistrada Cândida Almeida, quando aponta 42% da corrupção para as autarquias. Isto é negativo para o Poder Local. É preciso que todos colaborem para que isto não aconteça. Toda agente: autarcas, ex e futuros autarcas. Os jornais noticiam também o que se passa num Ministério com a aquisição de automóveis, aliás tal como um semanário local tem vindo a criticar o que se passa com a Câmara de Matosinhos, também na aquisição de novos carros. O problema não só as aquisições é saber como se gere a circulação dos referidos carros, como se gasta combustível e meios humanos. Acho normal a troca do carro do presidente, mas os outros, não. É preciso, repito, que os carros não sejam usados no proveito dos titulares mas só nas suas funções autárquicas. É que às vezes parece que estamos distraídos. Conheço um autarca português que fez uma exposição ao Comando Geral da PSP em papel timbrado da Câmara. O magistrado pediu uma cópia, e o autarca mandou-a. Sabe como é que aconteceu? O Procurador moveu um processo porque o autarca usou três folhas timbradas da Câmara, o que é crime de peculato. Só não propôs um crime de peculato porque as três folhas custavam menos de 7 euros. Isto que estou a dizer é verdade. Agora vejamos o que se passa por aí. Por todo o lado”.