26.7.07

86

Curiosidades:

Sabiam que o dr. Pinto mandou o Correia Pinto à DREN par ver se conseguia que dama que lá está impedisse que a Junta de Matosinhos organizasse eventos com as escolas da freguesia.
A pretexto que as crianças ocupadas com essas iniciativas eram prejudicadas no aproveitamento escolar?

85

A Câmara e o seu presidente andam, voluntária e ostensivamente, a tentar que os presidentes das juntas - e sobretudo o da Junta de Matosinhos - não apareçam em qualquer evento político público.
Ainda recentemente, quando a Secretária de Estado veio visitar as obras da ponte móvel, os presidentes das juntas de Matosinhos e de Leça foram, convenientemente, esquecidos. O mesmo sucedeu quando o Ministro da Agricultura veio à doca.
E esta omissão não é exclusiva do dr. Pinto.
Também a Federação do PS e o seu presidente, Renato Sampaio, se esquecem - igualmente conveniente e oportunamente - de convocar os secretários coordenadores.
O Renato tem interesse, como é sabido, em proteger e patrocinar o dr. Guilherme; por um lado este arranja-lhe emprego e trabalho para os filhos.
Por outro, pode sempre arranjar uma solução de compromisso em Matosinhos com o comendador-comentador que agrade a este, e o demova de se candidatar ou candidatar alguém para a federação.
O dr. Guilherme que não tem actividade na Câmara que se veja e justifique o seu mandato, que não tem, por si, qualquer futuro ou prespectiva política, que não tem capacidade de afirmação e que não sabe fazer mais nada na vida, tem necessidade de se encostar a quem lhe garanta a sobrevivência.
E vai, como sempre, vender-se a quem melhor lhe pagar.
Pode ser que se enganem ambos, e lhes corra mal.
Nem o Renato nem o dr Pinto tem o rasgo e a inteligência política(é certo que retorcida e má) do Narciso nem a obra feita e a capacidade de mobilização do Parada.

20.7.07

84

O Comendador-Comentador veio, em entrevista ao "Público", criticar a extinção dos noticiários da RTP emitidos a partir de V. N. de Gaia:
"Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos e da Federação Distrital do Porto do PS, está "indignado" com o "esvaziamento" do centro de produção do Porto da RTP, promovido pelo plano de reestruturação em curso, considerando que a transferência para Lisboa dos noticiários das 19h00, 21h00 e 24h00 da RTPN retira, na prática, espaço de intervenção à estrutura nortenha da televisão pública." :
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=search%2Easp%3Fweb%3DEI%26q%3DNarciso%2520Miranda%26check%3D1

E tem razão! ( o homem tem muitos defeitos, mas não é tolo)
O facto de os noticiários deixarem de ser feitos em Gaia prejudica, e muito, a região, a área metopolitana e todos os que aqui tem intervenção de qualquer tipo.

8.7.07

83

O Dr. Guilherme Pinto, e o seu pelouro da cultura ofereceram ontem ao povo um espectáculo que, aparentemente, pretendia ser a reconstituição do desembarque das Forças Liberais.
As reconstituições históricas são o que são, e valem muito pouco. Mas não será exagerado encenar uma batalha, assim criando uma ideia errada no público, quando no desembarque não só não houve nenhuma batalha, como apenas foram dispardos alguns, escassos, tiros.
Vejamos a descição do desembarque pela pena de um dos intervenientes:
O Almirante Sartorius, num pequeno vapor, havia muitas horas que navegava em diferentes direcções, aproximando-se de todas as embarcações da esquadra, até que finalmente , às 2 horas da tarde, se deu sinal de desembarque.
As embarcações de guerra estavam em linha muito próximo da costa e os transportes na sua retaguarda. O brigue Vila Flor, comandado pelo primeiro tenente Santa Rita, aproximou-se, o mais possível, da costa. A corveta que conduzia o Imperador também se aproximou tanto a terra, que pudemos reconhecer com os nossos óculos o General Visconde de Santa Marta, seguido do seu Estado-Maior, com alguma cavalaria e Infantaria ligeira, que fazia um reconhecimento.
Dado o sinal de desembarque, o comandante do brigue Vila Flor, com alguns marujos e soldados, desembarcou com o estandarte azul e branco desenrolado e cravou-o na praia, e algumas companhias de Caçadores 5, seguidas de outras dos corpos da Divisão ligeira e do batalhão de embarque inglês, desembarcaram debaixo do comando do Coronel Schwalbach e do Major de Caçadores 5, Xavier.
Às 3 horas da tarde, o General em Chefe estava na praia, seguido do seu Estado-maior, avistando-se as vedetas inimigas de Cavalaria, que retiraram sobre Leça.
O desembarque não foi muito fácil, porque o mar fazia uma grande ressaca. Levando eu várias ordens a algumas das embarcações e indo, da parte do General, pedir instruções a bordo ao Imperador, caí ao mar, ficando em miserável estado e não podendo mudar de fato senão trinta horas depois. A Providência quer que, em tempo de guerra, estes acontecimentos não prejudiquem, em geral, a saúde do militar.
Os nossos cavalos não puderam desembarcar logo, havendo apenas dois desembarcados, um do general em Chefe e outro do Coronel Schwalbach.
Nós outros, ajudantes de Campo do General em Chefe, fomos mandados logo em diferentes direcções. O Major Xavier, com Caçadores 5, marchou a ocupar Pedras Ruivas, e meu irmão teve ordem de o acompanhar, para ficar em comunicação com o Quartel General. A posição de Pedras Ruivas é sobre a estrada de Vila do Conde ao Porto.
O Coronel Schwalbach tinha recebido ordem de avençar sobre Leça com parte da sua Divisão. Sentindo o General em Chefe alguns tiros nessa direcção, ordenou-me que montasse no seu cavalo e que acorresse a encontrar-me com aquele Coronel, a quem achei á entrada de Leça, passando eu a ponte com ele e vendo, a curta distância, o General Santa Marta, que retirava com a força com que nos tinha vindo reconhecer. O Coronel ocupou logo a Vila de Leça e eu voltei a participar o ocorrido ao meu General.
Descendo das alturas de Leça para as praias do Mindelo, gozei do mais belo espectáculo que tenho presenciado. Foi o desembarque do Imperador que, acompanhado do seu Estado Maior, vinha num belo escaler seguido de muitos outros, todos armados. O Almirante Sartorius, em pé, a popa do escaler, em grande uniforme e com o estandarte real na mão, guiava a embarcação. A esquadra salvou, tendo a guarnição nas vergas, e uma parte da esquadra do Almirante Parker, que apenas se descobria no horizonte, saudava também o desembarque do Regente, enquanto a parte do Exército que tinha desembarcado, ocupando diferentes alturas nas proximidades da praia, soltava entusiásticos vivas com os “bonets” na mão.
Apenas desembarcado, o Imperador colocou-se á frente do seu Estado maior e, seguido do Exército, marchou sobre a posição das Pedras Ruivas. O terror, da parte dos habitantes, era tal, que, sendo Mindelo tão perto de Leça e do Porto, foram mui poucos os indivíduos que nos vieram felicitar.
Tivemos o maior cuidado no nosso acampamento, porque tínhamos o exército do General Santa Marta nos dois flancos, pois o General Cardoso ocupava Vila do Conde e Santa Marta o Porto.
O General Cardoso, temendo-se da posição isolada em que estava, entranhou-se na província do Minho e o Coronel Schwalbach, verdadeiro comandante de tropas ligeiras e que não sabia estar ocioso, durante a noite avançou de Leça sobre o Porto para fazer um reconhecimento, e, percebendo-se pelo movimento da Artilharia e Cavalaria, que o inimigo passava a ponte para Vila Nova abandonando a cidade, ao romper do dia ocupou a cidade que se pronunciou logo pela causa da rainha, tendo o Coronel Schwalbach grande trabalho para impedir as represálias e vinganças tão naturais em ocasiões semelhantes. A única vitima desgraçada foi o carrasco que arrastaram pelas ruas da cidade.
José Trazimundo Mascarenhas Barreto, 7.º Marquês de Fronteira em «Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna», Coimbra, Imprensa da Universidade, 1926.


6.7.07

82

1.º Episódio da dramatização "Os Bravos do Mindelo": pindérico!

81

Este blog espera, ardentemente, que o António Bosta ganhe as eleições para a Câmara de Lisboa.
Não porque vá mudar o que quer que seja de relevante; apenas as moscas e alguns vermes.
Mas o facto de estar afastado do Governo evita que tome, sob a capa, e com o argumento, de o PS ser o partido das liberdades, medidas violadoras dos cidadãos e dos seus direitos fundamentais.

29.6.07

80


O Ministro da Saúde á altura da DREN.
Depois queixem-se!

79

Bufo Real
ao que parece à procura de um lugar á mesa do orçamento
(imagem «roubada» ao JUMENTO)

28.6.07

78

Do "ARIOPLANO"

20.6.07

77

Citações:

O comendador-comentador no Matosinhos Hoje:
1
Angola – “É um paísa em crescimento que começa a chamar pelos portugueses para ali investirem. Conquistada a paz é urgente conquistar o desenvolvimento. Há espaço para os portugueses”.

Ou seja, e em linguagem corrente: o que é preciso é ganhar dinheiro;
As questões da Democracia, dos Direitos Individuais, da dignidade humana são menores e só servem para atrapalhar, e portanto mais vale não nos preocuparmos com elas.
2
Poder Local – “Tem de acabar o labéu constante ao Poder Local, mas este também não deve dar motivos para que se fale. Tudo tem de ser transparente e deve-se saber gastar o dinheiro que é do povo. Quando regressar à actividade política serei intransigente, não aceitando financiamentos para qualquer actividade. Isso para mim vai ser uma questão central”.A pergunta – “Está surpreendido quando afirmo “quando eu regressar?” Repito o que disse: quando eu regressar. É que eu saí de presidente da Câmara não por vontade do povo, mas por vontade de algumas pessoas do meu partido. E eu irei corrigir essa posição partidária”.
Não só volta, mas vem sério!!!

11.6.07

76

Avolumam-se as suspeitas que a PJ usou o seu método cientifico por excelência - a pancada - para obter a confissão da mãe da Joana no processo que correu no Algarve.
Nada de surpreendente e nada de novo.
E muito provavelmente lá vem uma anulação do julgamento.
*
O que é verdadeiramente surpreendente e inovador é que alguém no Ministério Público deu conta e instaurou um processo e, mais, deduziu acusação.
Vá lá, há um prcurador que não teve o comportamento normal de olhar para o lado e assobiar muito alto.

6.6.07

75

Citações:

Narciso Miranda no MH:

"É condenável que a construção civil financie muita actividade do futebol e da política. É corrupção passiva e activa”.

Ele lá saberá do que fala!

5.6.07

74

Está lançada uma discussão que é importante não só para a Justiça como para a Democracia: as afirmações de Saldanha Sanches sobre a «captura» de alguns agentes do Ministério Público pelos autarcas dos concelhos onde prestam serviço.
Temos em Matosinhos um caso polémico e que deveria ser mais discutido: o arquivamento do processo instaurado contra o Narciso Miranda para investigação do seu (evidente) enriquecimento supostamente injustificado, e presumivelmente ilícito.
Não há em Matosinhos quem não tenha opinião sobre o assunto, conheça uma ou outra - ou mesmo muitas - histórias.
E creio que ninguém tem dúvidas sobre o modo como enriqueceu e muito.
Também é comentado quem lhe guardará os dinheiros ilícitos e quem aceitará ter em seu nome prédios que são dele.
*
Por tudo isso merecia uma investigação mais detalhada o dito arquivamento; as razões que levaram a ele; as ligações entre um procurador de Matosinhos e a Câmara; que lugar ocupa, ou ocupou, na Câmara a mulher do procurador, e como; que intervenção teve no dito arquivamento o então P. G Distrital; e dois afamados deputados, sempre presentes nos jantares de solidariedade com o comendador-comentador.
*
Mas o assunto é muito mais vasto que Matosinhos e deve ser discutido a nível nacional, sobretudo:
Se é razoável que os procuradores se possam eternizar em comarcas à sua escolha, às quais frequentemente estão ligados por laços familiares?
Podendo até recusar promoções que delas os afastariam?
Estando assim ligados de forma intima e directa aos interesses locais, que partilham e nos quais muitas vezes se integram: clubes, associações, etc?
Se essa ligação aos interesses locais não põe, ou pode pôr, em causa a indepêndencia e distância que lhes são exigíveis?
Se a proximidade pessoal com os autarcas e a identificação com as propostas políticas destes- há casos conhecidos de procuradores que participam em acções eleitorais - não é, ou pode ser, uma fonte de perda de independência na apreciação dos actos destes?
*
Será M. P. que temos uma estrutura actuante, agil, laboriosa, interessada, diligente, activa e independente?
Ou, pelo contrário é um corpo onde, a coberto de uma pretensa autonomia, impera o laxismo, uma cumplicidade recíproca no encobrimento de faltas e omissões funcionais e até pessoais, onde está dissolvida a intervenção hierárquica e a disciplina, que persegue os inimigos e protege os amigos, que se deixa corromper pelo poder ou pela proximidade dele?
*
A qualidade da Democracia e a defesa do Direito passa, e muito, pela discussão destas ( e outras) questões e pelas respostas que tiverem.

4.6.07

73


Vem aí mais uma noite das facas longas?

Lembro-lhe, no entanto, que Manuel Alegre já exprimiu preocupação pelo sucedido.
Não vou comentar o que diz Manuel Alegre. Quando ele escolheu Margarida Moreira [actual directora da DREN] para coordenadora da sua campanha no distrito do Porto, ao disputar o cargo de secretário-geral do partido [em 2004], conhecia bem o perfil desta militante socialista. Sabia muito bem, sem dúvida nenhuma, que jamais poria em causa a liberdade de expressão em Portugal
.
(entrevista ao DN em 2 de Junho)
*
A história da DREN é, em si, um facto lamentável e indefensável; e é inequivocamente um atentado à Liberdade, à Democracia, à cidadania.
Vir, agora, o lider distrital , numa entrevista, procurar atingir soezmente quem o critica, revela uma baixeza de carácter inenerrável.
Mas tem uma vantagem. a de sabermos que a senhora é uma infectível do camarada Narciso, ao serviço de quem esteve nas eleições internas, Á altura requisitada na candidatura do Manuel Alegre.

3.6.07

72

COISAS DA SÁBADO: A POLITIZAÇÃO DA FUNÇÃO PÚBLICA
José Pacheco Pereira
Há uma razão iniludível pela qual a DREN tem que ser demitida e o governo fica muito mal se o não fizer - o acto da senhora DREN é apenas o momento mais vísivel de um problema de fundo da nossa administração pública: a politização das suas chefias. A biografia da senhora professora que é actuamente a DREN revela essa sobreposição entre carreiras no estado e compromissos partidários. Sendo profissionalmente educadora de infância, foi dirigente da Juventude Socialista, sindicalista muito activa contra o governo de Cavaco Silva com o mesmo zelo com que hoje toma medidas anti-sindicais, e o seu currículo revela a estrita correspondência dos cargos de nomeação governamental com as datas em que o PS chega ao poder, com Guterres em 1995 e Sócrates em 2005, para além do seu papel no gabinete do ministro Santos Silva. Esta biografia é reveladora e é típica dos militantes socialistas (e do PSD quando este está no poder) que são nomeados por fidelidade e clientelismo partidário a assumir funções de controlo político de áreas sensíveis da administração pública.
Se se permite que este tipo de prepotências claramente politizadas passe impune, contribui-se para um clima de medo e retaliação na função pública no momento muito delicado em que se estabelecem quotas de classificações e se preparam quadros de excedentes. O ambiente na função pública já é demasiado carregado, por boas e más razões, com muito medo instalado, medo mesmo, para se dar mais essa machadada na legitimidade das chefias quando são chamadas a escolher, a decidir sobre a vida das pessoas. Já chega a notória incapacidade de muitas chefias na função pública para reconhecerem um mérito que elas próprias raramente tem, para agora permitir em público uma exibição grosseira de controlo político-partidário.
Este é um dos calcanhares de Aquiles de qualquer reforma da administração pública: a confiança de que as classificações atribuídas aos funcionários têm a ver com o mérito e não com o partido ou as simpatias políticas. Se a DREN ficar nas suas funções, e não se demitir ou for demitida, o medo crescerá, mas o potencial das reformas, que já é escasso, será ainda mais minado por dentro. Esta é que é a questão de fundo.

31.5.07

71

O Comentador-Comedor no MH
I
Afastamento de professor na DREN – “A directora é membro da Assembleia Municipal de Matosinhos. É um bom quadro e uma mulher determinada e nunca lhe passou pela cabeça que a sua decisão iria tomar dimensão nacional. É preciso quem exerce o poder libertar-se dos que esvoaçam à sua volta, dos chamados “bufos” ou lambe-botas. Quem fez isto está à espera duma recompensa, quis agradar ao chefe. É uma classe que cada vez existe mais. Todos os dias tropeçamos neles”
II
Eleições para a Câmara de Lisboa – “Está provado que a governadora civil não esteve bem quando marcou as datas das eleições. Os partidos não tiveram um comportamento democrático. O problema são as pessoas que estão nos partidos. FOI aberto espaço para outras candidaturas e graças a Deus há muitos candidatos que vão baralhar, embora António Costa vá ganhar, mas sem maioria absoluta”.
III
A COMISSÃO POLITICA concelhia do PS de Matosinhos reuniu-se, recentemente, para abordar a situação politica. As últimas reuniões não demoraram mais de 10/ 15 minutos cada. Naturalmente, o PS, com o acordo celebrado entre os presidentes da câmara e concelhia “reencontrou-se” ficou “coeso e unido”, acabaram as divergências e, de um dia para o outro, todos ficaram muito “solidários e amigos”. Com este “novo PS” não há razões para o debate, nem para o contraditório. O que se disse no passado e o que uns disseram dos outros deixou de ser verdade. Afinal “o foco de todos os males estava no ex- presidente”. Pelo menos é essa a mensagem que se vai construindo no dia-a-dia. Agora, “sem ele”, tudo é diferente e melhor, há total unidade, grande coesão e todos são muito “mesmo muito amigos”.O que lá vai lá vai. A política é assim mesmo: o que é hoje deixa de ser amanhã e que aconteceu ontem, hoje não é verdade.
Foi neste ambiente de “paz, unidade e coesão” que nesta última comissão politica concelhia do PS um dos seus membros, no uso da palavra, se dirigiu à plateia referindo-se a um seu camarada, também presente, afirmando “…anda para ai um rapaz, que não conheço e que parece que é presidente da junta da…”. Tudo isto aconteceu na presença dos dirigentes concelhios que, se não são, deviam ser os melhores políticos e quadros do PS, entre os quais os presidentes da concelhia e seu executivo e da câmara e ainda de todos, excepto um, dos vereadores da maioria do PS, que assistiram impávidos e serenos. O problema não está só na desconsideração pessoal e na afirmação politicamente ofensiva, está antes num estado de espírito reinante, num “partido unido”. O problema não está na atitude, nem no protagonista. A questão é bem profunda, resultando de uma prática seguida com uma cultura instalada que permite o insulto politico gratuito e a tentativa de condenação por delito de opinião com a conveniência de todos, ao assistirem a esta “brilhante” intervenção, autêntica pérola que desfaz de uma penada toda a mensagem e propaganda sobre a unidade e coesão. Antes demonstra uma ofensiva e uma cultura politica de combate aos que ousam manifestar livremente as suas legítimas opiniões. Há silêncios não só comprometedores, também cúmplices e, sobretudo, ensurdecedores.
Com este cenário politicamente surrealista não será difícil surgirem movimentos de cidadania ao arrepio das “amarras partidárias” e, neste sentido, vale a pena citar o meu amigo António Pina quando refere “…ficou famosa uma frase de Marcelo Caetano proferida em já período de acelerada degradação moral e politica do anterior regime: o poder não dialoga, o poder decide. Em épocas de crise a tentação autoritária é sempre maior. Ora o autoritarismo é uma doença social altamente contagiosa”. Para afirmar a seguir que “…sem outro mérito para ter chegado a um lugar de decisão…um protector facilmente num tiranete ansioso por mostrar serviço ao chefe. Convenhamos que só na Coreia do Norte é que perante o que se passa se considera absolutamente normal”

70

J.N. 31/05

Cardoso e vices do F.C. Porto acusados de lesar a Câmara
Terrenos em Aldoar serviram para construir habitação

Hugo Silva e Nuno Miguel Maia
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O ex-presidente da Câmara do Porto, três vice-presidentes do F. C. Porto e dois engenheiros da autarquia portuense estão formalmente acusados, pelo Ministério Público, por crime de participação económica em negócio no caso de uma permuta de dois terrenos nas Antas com quatro lotes da frente urbana do Parque da Cidade, na freguesia de Aldoar. Em causa está um pretenso prejuízo para as contas públicas que oscilou entre os 2,5 e os 3,3 milhões de euros, em consequência da discrepância de valores entre bens permutados. Nuno Cardoso é o principal visado no processo, em que também são arguidos Adelino Caldeira, Angelino Ferreira, Eduardo Tentúgal Valente e ainda dois elementos da Câmara que integraram uma comissão de avaliação de terrenos.
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No epicentro do processo está uma escritura de permuta, "com carácter de urgência", em Março de 2000, que o Executivo camarário aprovara que fosse efectuada com a designada família Ramalho, então proprietária da Quinta de Salgueiros.
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No inquérito agora terminado, os três dirigentes portistas surgem acusados, sob forma de cumplicidade, por terem sido os intervenientes na negociação com a autarquia. Os engenheiros da autarquia também respondem por participação económica em negócio, mercê da intervenção nas avaliações alegadamente desfasadas.
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A permuta consistiria na troca desta quinta com as parcelas de Aldoar. Só que o F. C. Porto, que mantinha diferendos judiciais com aquela família, acabou por comprar primeiro a quinta e apareceu depois na escritura de permuta com a autarquia, já presidida por Nuno Cardoso, que sucedera a Fernando Gomes.
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A família Ramalho já não era proprietária dos terrenos mas, mesmo assim, Nuno Cardoso decidiu proceder à escritura, alegando urgência e interesse público no negócio. Foi esta situação, exposta num relatório da Inspecção-Geral de Finanças, que levou à abertura de uma investigação por suspeitas de corrupção, peculato e participação económica em negócio. Diziam os inspectores que existiam "fortes indícios de ter havido neste processo a intenção de favorecer o F. C. Porto, à custa do Município". É que, como o clube era já o proprietário dos lotes nas Antas, não existiria fundamento de interesse público para ter sido ordenada a celebração da escritura de permuta. Segundo a IGF, o F. C. Porto estaria ilegitimamente envolvido no negócio entre a Câmara e a família Ramalho.
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Primeiro caso arquivado
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A polémica foi dividida em dois processos, tendo o primeiro sido arquivado pelo DIAP do Porto em Outubro de 2005. Sob mira estavam os negócios dos terrenos das Antas com outros proprietários que não o F. C. Porto. Os argumentos para o arquivamento foram a pressão da realização do Euro2004, como justificação para negócios menos bons. E que não se demonstrou a intenção, por parte de Cardoso, de lesar as contas da autarquia - algo indispensável para acusá-lo por "participação económica em negócio". No âmbito do caso agora concluído, a PJ efectuou uma busca à casa de Cardoso e investigou os seus sinais exteriores de riqueza.
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Os arguidos deverão, agora, requerer abertura de instrução. O F. C. Porto reagiu à acusação, classificando-a como "caricata", mas salientando que os dirigentes "não estão acusados de obter para si ou para terceiros, designadamente o F. C. Porto, qualquer tipo de enriquecimento". Nuno Cardoso esteve ontem incontactável, apesar das várias tentativas do JN.

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É tudo gente de uma seriedade indiscutível!
Espera-se o novo capítulo: os terrenos do Salgueiros
* * *
Nuno Cardoso e dirigentes do FC Porto acusados
31.05.2007
O Ministério Público (MP) acusou o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Nuno Cardoso de participação económica em negócio, no processo de permuta de terrenos com o FC Porto no âmbito do Plano de Pormenor das Antas. O MP deduziu também acusação contra Adelino Cal-deira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente, à data dos factos vice-presidentes do FC Porto.
O Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto suspeita que Nuno Cardoso, que presidiu à Câmara do Porto durante dois anos, terá beneficiado directa ou indirectamente num negócio que, segundo um relatório da Inspecção-Geral de Finanças de 2003, lesou o Estado, por via dos cofres municipais, em cerca de três milhões de euros.
O PÚBLICO tentou ouvir, sem su-cesso, Nuno Cardoso. Os órgãos sociais do FC Porto emitiram ontem um comunicado em que confirmam a acusação deduzida contra os seus três dirigentes, ressalvando, porém, que Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente "não estão, de todo, acusados de obter, para si ou para terceiros, designadamente o FC Porto, qualquer tipo de enriquecimento".
"O clube manifesta a sua indignação pelo facto de os seus representantes serem alvo de investigação e acusações (...) porque está ciente da idoneidade dos elementos que agiram em seu nome e no seu interesse", acrescenta o FC Porto, expressando solidariedade a Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente.
Os órgãos sociais do FC Porto consideram a "situação caricata", recordando que em inquérito anterior, também sobre a aquisição de terrenos nas Antas, o MP se decidiu pelo arquivamento, reconhecendo a "urgência decorrente" da organização do Euro 2004; que as permutas ora impugnadas foram aprovadas pelos executivo da câmara e assembleia municipal de 1999; e foram objecto de protocolo entre a câmara e o clube, em Janeiro de 2001.
O FC Porto alega ainda que o negócio teve "um custo efectivo de um milhão de contos" para o clube, que o terá suportado "temporariamente", por pretender "facilitar a execução de um projecto de interesse para a cidade e para o país

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A falta de vergonha, a irresponsabilidade cívica, a insensibilidade democrática, o carreirismo, o compadrio, o despudor:

Renato Sampaio sai em defesa da DREN
31.05.2007 PÚBLICO

O presidente da distrital do PS-Porto, o deputado Renato Sampaio, disse ontem à Lusa que o professor Fernando Charrua insultou o primeiro--ministro, José Sócrates, "em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN". Fernando Charrua foi suspenso pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). "O que se passou não é aquilo que se pre-tende fazer crer como um simples comentário privado. Foram insultos em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN, pelo que sabemos", disse Renato Sampaio. O líder do PS-Porto acusou ainda Fernando Charrua de "querer condicionar o resultado do inquérito através do recurso à comunicação social". "Conhecemos as relações políticas e pessoais do professor Charrua, mas nós no PS não recebemos lições de ninguém", referiu o presidente da distrital socialista, numa alusão ao facto de o professor suspenso pela DREN ser ex-deputado do PSD e marido da vereadora social-democrata na Câmara do Porto Matilde Alves.
Já estamos em plena escalada de agravação. Com jeitinho ainda acusamos o Charrua de ter raptado a Maddie

67

Interrogações:
Um Director Geral não depende directamente de um membro do Governo, ministro ou secretário de estado?
Não foi escolhido pelo membro do Governo para o desempenho dessas funções?
O ministro não é politicamente responsável pelo que se passa no seu ministério, e portanto em todas as suas direcções gerais?
Como pode então o Ministro das Finanças dizer que a iniciativa de elaborar lista indicativa dos grevistas é da exclusiva responsabilidade do D. G. C. I., ao que ele ministro é alheio?
Se não fosse xico-espertismo bacoco, e antes para o levar a sério, o que chamaríamos ao Ministro das Finanças?
E não acontece nada ao Director Geral que, em violação da Lei e de decisão expressa da Com. Prot. de Dados, manda fazer a dita lista?