11.10.06

citações

A mão de Deus volta a marcar
1. Depois de uma estimulante troca de impressões com o José, fiquei a perceber que, no caso que envolvia Nobre Guedes, havia vários arguidos e que, apesar de o Código de Processo Penal (CPP) estabelecer — cf. artigo 57.º, n.º 2 — que a qualidade de arguido se conserva durante todo o inquérito, o Ministério Público decidiu mandar em paz esta conhecida figura do CDS-PP, mantendo no purgatório os restantes arguidos.
O José ainda ensaiou uma interpretação imaginativa da citada norma: — Miguel, uma vez arguido, arguido para sempre? Tendo-lhe eu perguntado se conhecia outros casos em que tivessem sido tomadas diligências idênticas, parece que chegámos a acordo de que o processo penal não permite que seja Natal sempre que um homem quiser.
2. A posterior invocação por parte do José do artigo 30.º do CPP parece ter sido já feita sem grande convicção. O instituto da separação de processos, que o José invoca, destina-se a garantir o melhor andamento dos processos separados, quando, no caso de Nobre Guedes, a única finalidade da separação foi um arquivamento – dirigido especificamente para um arguido.
3. Sabendo-se, à partida, que Souto Moura nunca vergou na sua luta contra os poderosos, os ricos e os famosos (os VIP de que falava na entrevista ao Sol), de que são prova os resultados espectaculares da Operação Furacão, detectei algumas coincidências relevantes:
• Em primeiro lugar, o procurador-geral da República, o vice-procurador- geral da República e o ex-arguido Nobre Guedes são da
mesma sensibilidade religiosa;
• Em idêntica linha, a transferência para o processo de uma
magistrada, a Dr.ª Auristela, que igualmente pertence à mesma
comunidade de leigos católicos;
• Em terceiro lugar, a possível candidatura de Nobre Guedes à liderança do
CDS-PP exigia que fosse posta, urgentemente, uma pedra sobre o
assunto;
• Por último, o facto de o mandato de Souto Moura estar a aproximar-se a
galope do seu termo.

4. Num dos momentos altos da nossa troca de impressões, o José lançou um argumento de peso: o inquérito estava a ser conduzido por um magistrado da “boa escola”, o procurador da República Rosário Teixeira.
Veio-me logo à memória o providencial destino do processo Moderna, em que um arguido, José Braga Gonçalves, serviu de bombo da festa (aliás, com grande proveito para a literatura, tendo em conta que nos deu a conhecer melhor a figura do Marquês de Pombal) e uma outra criatura, também por mera coincidência líder do CDS-PP, nem sequer foi constituído arguido — apesar de o artigo 28.º do Código Penal (CP) esclarecer que basta, no caso de comparticipação, um dos arguidos possuir a qualidade especial e requerida nos crimes específicos (J. B. Gonçalves era administrador para efeitos de administração danosa) para os restantes comparticipantes serem constituídos arguidos, acusados e punidos.
E quem esteve envolvido na investigação do processo Moderna, evidenciando um magnífico domínio do artigo 28.º do CP? Nada mais, nada menos que o Procurador Rosário Teixeira, na Polícia Judiciária, e o Procurador Manuel das Dores, no Ministério Público. Este, como na altura os jornais referiram, obteve a justa recompensa ao ser nomeado alto quadro dos CTT pela mão de um administrador indicado pelo CDS-PP.
Durante os últimos seis anos, Souto Moura, um homem que sempre deu provas de isenção, não se furtou a esforços no combate contra o Mal. Ficará para a História como um homem que não se vergou aos poderosos, aos ricos e aos famosos. A culpa foi da mão de Deus.

7.10.06

5

Souto Moura
Diz o Arq. Saraiva, do "Sol" que foi a maçonaria que o abateu.
E eu a julgar que os procuradores - e os juízes- estavam todos (os que não estão na Opus) na maçonaria como forma de intervir na política.

3

B. V. de Leixões
Diz "O Público" que: «Foi por estranharem as dificuldades financeiras da corporação que os elementos em "greve" exigem também que seja promovida uma auditoria às contas da Associação Humanitária dos Bombeiros de Leixões».
Além da auditoria parece que também mandaram documentos para a P. J.
Lá vão dar trabalho ao Procurador "amigo" de Matosinhos para arquivar (se puder) também este Inquérito.
Claro que vai ser mais dificil porque o distrital já não é o mesmo.

6.10.06

2

Porque é que o presidente Guilherme Pinto se esquece sistematicamente de convidar os presidentes das Juntas para os actos públicos?
Será que tem medo que lhe façam sombra?
Mas não é pior andar á sombra do Vice-Presidente?

1

B. V. de Leixões
A crise vai alta.
Já não bastava ao pobre do Narciso MIranda estar a ser "ostracizado" pelo partido, agora tem problemas na lavandaria