4.11.07

97

A sem vergonha, o oportunismo, a ausência de seriedade, o populismo, a inveja, a raiva, a impotência!


O dr. Pinto (Guilerme) propicia hoje, nas páginas do JN, ao mundo em geral e aos matosinhenses em particular mais uma demonstração da sua absoluta falta de carácter e da total ausência de qualquer qualidades morais ou políticas que justifiquem que ocupe a presidência da Câmara ou algum outro cargo público.
Quem ler a notícia
"Ajudar crianças a ter dentes e olhos saudáveis" poderia pensar que o dr. Pinto, ou a vereação a que preside, tiveram uma boa ideia, capaz de trazer uma mais valia à saúde das crianças do concelho.
Nada mais falso, não tenhamos ilusões!
Trata-se apenas de uma reles manobra de baixa política para tentar, mais uma vez, capitalizar iniciativa de outro, iniciativa que ele não, teve nem tem, a capacidade ou argúcia de pensar, nem a desenvoltura de pôr em prática.
A verdadeira história portrás desta falácia é simples e fácil de contar:
A Junta de Freguesia de Matosinhos celebrou, há já algum tempo, um protocolo com uma clínica dentária da cidade, ao abrigo do qual serão propiciados cuidados de saúde dental a todos os alunos das escolas da freguesia cujos pais adiram a esse programa e até aos 16 anos de idade.
Tendo começado a ser executado esse programa, foi o dr. Pinto surpreendido com a sua existência
Como tal ideia nunca lhe tinha passado pela cabeça (nem aos seus vereadores, quer aos que estão com ele - a existirem - quer aos que estão a preparar o salto para os braços do Narciso) que podia ele fazer?
Chamou um jornalista do sempre atento JN e contou-lhe a farsa que hoje vem publicada.
Que nunca tenha tido tal ideia, que não tenha nunca até ao momento sequer contactado os Lyons ou os Rotários e que o Centro de Saùde não tenha nunca ouvido falar de tal ideia, são meros pormenores que não atrapalham o dr. Pinto.
E porque haveriam de atrapalhar quem não tem vergonha na cara?
Não se percebe aliás a inclusão nisto do Centro de Saúde.
Quantos dentistas lá há?
Os tempos vão maus, sobretudo depois do encerramento do Centro de Alcoologia!

30.10.07

96


(JPP)
COISAS DA SÁBADO: O REFERENDO
1. SOBRE O PERIGO DE LEVAR OS BURROS A DECIDIR SOBRE COISAS IMPORTANTES


Há dois argumentos dos opositores do referendo, ambos ditos sottovoce, que revelam bem o estado da política europeia dos nossos dias: um, é que é um “perigo” levar o tratado a referendo porque pode ser recusado; outro, é que a populaça é burra, logo não pode alcançar as primícias do pensamento e as complexidades do articulado, para decidir como deve, ou seja dizer “sim”. Vital Moreira resolveu por em letra de forma o argumento da nossa colectiva burrice no seu blogue Causa Nossa:
“Os que defendem o referendo sobre o Tratado de Lisboa já experimentaram lê-lo? E acham que algum cidadão comum consegue passar da segunda página? Não será tempo de deixar de brincar aos referendos?”

Esta frase abre verdadeiras avenidas para a política europeia dos nossos dias, a começar pelo facto de que, se se escreverem documentos cada vez mais obscuros, menos obrigados somos a levá-los a votos. Podia-se experimentar, aliás por solidariedade com a língua mais minoritária da União, escrevê-los em maltês (hoje são escritos em burocratês). Assim acabava-se com essa actividade subversiva de querer saber e decidir o que provocou tanta alegria de encomenda para as televisões, com governantes que cada vez mais aparecem só em fundo azul. Será que nos vão passar a dar só Murganheira de boa colheita? Isso, o “cidadão comum” compreende e até é capaz de passar da segunda página de um prospecto de férias do Algarve. Para o resto, somos burros, não somos?


2. O TRATADO EXPLICADO ÀS CRIANCINHAS E AOS BURROS QUE NÃO PASSAM DA SEGUNDA PÁGINA

E eu que pensava que com este tratado se reforçavam o Conselho e o Parlamento Europeu (instituições que até há uns dias eram consideradas hostis à “coesão” dos países como Portugal) e se enfraquecia a Comissão (que desde o mítico Delors era o porta-voz do equilíbrio dos países europeus face aos “grandes”); eu que pensava que Portugal, como o pequeno Luxemburgo e a grande Alemanha, podiam até agora in extremis vetar uma decisão que afectasse vitalmente o interesse nacional, obrigando a uma negociação que acomodasse todos e agora perdi essa “bomba atómica” que tornava iguais as nações da Europa como pretendiam os “fundadores” como Monnet e Schumann; eu que pensava que, passando a haver maiorias e minorias, que ninguém garante se vão ser ou não “de geometria variável” (em burocratês: significa que umas vezes se ganha e outras se perde) isto significava que Portugal deixa de poder defender qualquer “interesse vital” (em burocratês esta expressão passou a ser maldita, hoje é substituída por “mesquinhos interesses nacionais”); eu que pensava que o tratado coloca num papel pela primeira vez uma hierarquia de nações, passando a haver umas de primeira, outras de segunda e outras de terceira, e que qualquer estudante de relações internacionais, mesmo burro, sabe que isso é uma garantia de conflitos; eu que pensava que não havendo vontade dos povos e das nações para fazer um upgrade da sua política europeia comum (como se vê pelos referendos à Constituição, em que os burros bateram os iluminados e pelas posições de países como o Reino Unido, mas não só), este tratado só irá criar problemas em vez de os resolver, na medida em que ninguém acredita que as votações maioritárias possam resolver qualquer problema sério da Europa, os que são a doer (a decadência do “modelo social europeu”, a absurda PAC, a vacuidade da política externa, a incipiência de uma política de defesa, o financiamento da União e, até, vejam lá, o projecto Galileu, o GPS europeu que continua atrasado e encravado, etc., etc.); eu que pensava... mas devo pensar demais para a tribo dos burros em que Vital Moreira nos incluiu a todos. O problema é que eu penso ainda mais uma coisa: é exactamente para que os “cidadãos comuns” não percebam nada disto e não decidam sobre isto, que os iluminados não querem que haja referendo.

(Na Sábado de 27 de Outubro de 2007)

José Pacheco Pereira

28.10.07

95


Faltava-nos esta!

Vem um ministro de um governo do Partido Socialista propor que os serviços secretos possam fazer escutas telefónicas.

Seria sempre uma escandalosa violação dos direitos individuais.

É triste que, mais uma vez sob a capa de ser o "partido das amplas liberdades" o PS venha dar um passo, grande, na destruição das liberdades.

Não bastam já as asneiras que o ministro Bosta faz no ministério da justiça?

Também temos de o aturar nisto?

24.10.07

94




Matosinhos...

19.10.07

Adeus, DAVID!

92

Lido num livro publicado em 1872, e ilustrativo da longa tradição de independência dos tribunais portugueses, e dos «magistrados» que neles imperam:
«Aos Tribunais, aos regimentos, aos teatros subsidiados pelo fisco, aos dependentes do tesouro público, aos sineiros intima-se, e eles obedecem e festejam;...»

18.9.07

91

"Quietinho e caladinho"
Por outras, palavras, Manuel, António, Pina
Aprovada pelo PS/"Máfia dos Bingos" e PSD/Somague, com abstenção do CDS/Portucale, entrou em vigor a norma do Código de Processo Penal que proíbe a publicação sem autorização expressa dos "intervenientes" de escutas comprometedoras obtidas em investigações criminais, mesmo que já não estejam em segredo de justiça. A "lei da rolha" não constava do documento preparado pela Unidade de Missão para a Reforma Penal, coordenada pelo actual ministro da Administração Interna, Rui Pereira, nem foi sujeita, para consulta, às estruturas da Justiça, como revelou o juiz António Martins, presidente da Associação Sindical dos Magistrados Judiciais. Apareceu não se sabe donde "ad usum delphini" (isto é, das públicas virtudes e vícios privados dos poderes políticos) e da "privacidade" de certos negócios que não é desejável que transpirem para a "rua". Mas terá as mais sérias implicações no exercício do direito/dever de informar e do direito dos portugueses a serem informados. Até Vital Moreira, núncio do actual Governo PS em matéria legislativa, a considera "uma restrição claramente desproporcionada" à liberdade de informação. O jornalismo vai ter agora de, como na canção, ficar "quietinho e caladinho ou leva no focinho". Adivinhe o leitor quem ganhará com isso.

12.9.07

90


O governo inaugurou ontem em Rezende uma escola à sombra da cruz do hissope.
Não seria já altura, num país não confessional, um governo dum partido laico deixar de levar a padralhada para as cerimónias oficiais?

89

A política de estrangeiro deste governo, e do seu ministro, evidenciam uma penosa simpatia pelas ditaduras que violam os direitos humanos.
É confrangedor ver como se esforçam por branquear a figura tenebrosa de Mugabe;
E como o governo evita receber o Dalai Lama só para, mais uma vez, não ostilizar a ditadura chineza. (já o Dr. Sampaio quando foi à China dizia, a propósito da vilação dos direitos humanos, que não podiamos entrar á canelada).
Provavelmente creem-se estadiastas de vulto e pensam que vão ficar na história.
Mas não vão. Falta-lhes tudo para isso.

21.8.07

88

O PGR nomeou um magistrado para investigar as eventuais cumplicidades do M.P. com as ilegalidades do FCP: Agostinho Homem!
Podem, desde já, adiantar-se as conclusões a que vai chegar:
1.ª - Nada se provou.
2.ª - Não há no M.P. magistrados capazes de tal comportamento.

20.8.07

87

Vale a pena ler a carta do Presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados ao Ministro da Justiça.
Em: http://www.oa.pt/cd/Conteudos/Artigos/detalhe_artigo.aspx?sidc=31690&idc=32046&ida=58439

26.7.07

86

Curiosidades:

Sabiam que o dr. Pinto mandou o Correia Pinto à DREN par ver se conseguia que dama que lá está impedisse que a Junta de Matosinhos organizasse eventos com as escolas da freguesia.
A pretexto que as crianças ocupadas com essas iniciativas eram prejudicadas no aproveitamento escolar?

85

A Câmara e o seu presidente andam, voluntária e ostensivamente, a tentar que os presidentes das juntas - e sobretudo o da Junta de Matosinhos - não apareçam em qualquer evento político público.
Ainda recentemente, quando a Secretária de Estado veio visitar as obras da ponte móvel, os presidentes das juntas de Matosinhos e de Leça foram, convenientemente, esquecidos. O mesmo sucedeu quando o Ministro da Agricultura veio à doca.
E esta omissão não é exclusiva do dr. Pinto.
Também a Federação do PS e o seu presidente, Renato Sampaio, se esquecem - igualmente conveniente e oportunamente - de convocar os secretários coordenadores.
O Renato tem interesse, como é sabido, em proteger e patrocinar o dr. Guilherme; por um lado este arranja-lhe emprego e trabalho para os filhos.
Por outro, pode sempre arranjar uma solução de compromisso em Matosinhos com o comendador-comentador que agrade a este, e o demova de se candidatar ou candidatar alguém para a federação.
O dr. Guilherme que não tem actividade na Câmara que se veja e justifique o seu mandato, que não tem, por si, qualquer futuro ou prespectiva política, que não tem capacidade de afirmação e que não sabe fazer mais nada na vida, tem necessidade de se encostar a quem lhe garanta a sobrevivência.
E vai, como sempre, vender-se a quem melhor lhe pagar.
Pode ser que se enganem ambos, e lhes corra mal.
Nem o Renato nem o dr Pinto tem o rasgo e a inteligência política(é certo que retorcida e má) do Narciso nem a obra feita e a capacidade de mobilização do Parada.

20.7.07

84

O Comendador-Comentador veio, em entrevista ao "Público", criticar a extinção dos noticiários da RTP emitidos a partir de V. N. de Gaia:
"Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos e da Federação Distrital do Porto do PS, está "indignado" com o "esvaziamento" do centro de produção do Porto da RTP, promovido pelo plano de reestruturação em curso, considerando que a transferência para Lisboa dos noticiários das 19h00, 21h00 e 24h00 da RTPN retira, na prática, espaço de intervenção à estrutura nortenha da televisão pública." :
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=search%2Easp%3Fweb%3DEI%26q%3DNarciso%2520Miranda%26check%3D1

E tem razão! ( o homem tem muitos defeitos, mas não é tolo)
O facto de os noticiários deixarem de ser feitos em Gaia prejudica, e muito, a região, a área metopolitana e todos os que aqui tem intervenção de qualquer tipo.

8.7.07

83

O Dr. Guilherme Pinto, e o seu pelouro da cultura ofereceram ontem ao povo um espectáculo que, aparentemente, pretendia ser a reconstituição do desembarque das Forças Liberais.
As reconstituições históricas são o que são, e valem muito pouco. Mas não será exagerado encenar uma batalha, assim criando uma ideia errada no público, quando no desembarque não só não houve nenhuma batalha, como apenas foram dispardos alguns, escassos, tiros.
Vejamos a descição do desembarque pela pena de um dos intervenientes:
O Almirante Sartorius, num pequeno vapor, havia muitas horas que navegava em diferentes direcções, aproximando-se de todas as embarcações da esquadra, até que finalmente , às 2 horas da tarde, se deu sinal de desembarque.
As embarcações de guerra estavam em linha muito próximo da costa e os transportes na sua retaguarda. O brigue Vila Flor, comandado pelo primeiro tenente Santa Rita, aproximou-se, o mais possível, da costa. A corveta que conduzia o Imperador também se aproximou tanto a terra, que pudemos reconhecer com os nossos óculos o General Visconde de Santa Marta, seguido do seu Estado-Maior, com alguma cavalaria e Infantaria ligeira, que fazia um reconhecimento.
Dado o sinal de desembarque, o comandante do brigue Vila Flor, com alguns marujos e soldados, desembarcou com o estandarte azul e branco desenrolado e cravou-o na praia, e algumas companhias de Caçadores 5, seguidas de outras dos corpos da Divisão ligeira e do batalhão de embarque inglês, desembarcaram debaixo do comando do Coronel Schwalbach e do Major de Caçadores 5, Xavier.
Às 3 horas da tarde, o General em Chefe estava na praia, seguido do seu Estado-maior, avistando-se as vedetas inimigas de Cavalaria, que retiraram sobre Leça.
O desembarque não foi muito fácil, porque o mar fazia uma grande ressaca. Levando eu várias ordens a algumas das embarcações e indo, da parte do General, pedir instruções a bordo ao Imperador, caí ao mar, ficando em miserável estado e não podendo mudar de fato senão trinta horas depois. A Providência quer que, em tempo de guerra, estes acontecimentos não prejudiquem, em geral, a saúde do militar.
Os nossos cavalos não puderam desembarcar logo, havendo apenas dois desembarcados, um do general em Chefe e outro do Coronel Schwalbach.
Nós outros, ajudantes de Campo do General em Chefe, fomos mandados logo em diferentes direcções. O Major Xavier, com Caçadores 5, marchou a ocupar Pedras Ruivas, e meu irmão teve ordem de o acompanhar, para ficar em comunicação com o Quartel General. A posição de Pedras Ruivas é sobre a estrada de Vila do Conde ao Porto.
O Coronel Schwalbach tinha recebido ordem de avençar sobre Leça com parte da sua Divisão. Sentindo o General em Chefe alguns tiros nessa direcção, ordenou-me que montasse no seu cavalo e que acorresse a encontrar-me com aquele Coronel, a quem achei á entrada de Leça, passando eu a ponte com ele e vendo, a curta distância, o General Santa Marta, que retirava com a força com que nos tinha vindo reconhecer. O Coronel ocupou logo a Vila de Leça e eu voltei a participar o ocorrido ao meu General.
Descendo das alturas de Leça para as praias do Mindelo, gozei do mais belo espectáculo que tenho presenciado. Foi o desembarque do Imperador que, acompanhado do seu Estado Maior, vinha num belo escaler seguido de muitos outros, todos armados. O Almirante Sartorius, em pé, a popa do escaler, em grande uniforme e com o estandarte real na mão, guiava a embarcação. A esquadra salvou, tendo a guarnição nas vergas, e uma parte da esquadra do Almirante Parker, que apenas se descobria no horizonte, saudava também o desembarque do Regente, enquanto a parte do Exército que tinha desembarcado, ocupando diferentes alturas nas proximidades da praia, soltava entusiásticos vivas com os “bonets” na mão.
Apenas desembarcado, o Imperador colocou-se á frente do seu Estado maior e, seguido do Exército, marchou sobre a posição das Pedras Ruivas. O terror, da parte dos habitantes, era tal, que, sendo Mindelo tão perto de Leça e do Porto, foram mui poucos os indivíduos que nos vieram felicitar.
Tivemos o maior cuidado no nosso acampamento, porque tínhamos o exército do General Santa Marta nos dois flancos, pois o General Cardoso ocupava Vila do Conde e Santa Marta o Porto.
O General Cardoso, temendo-se da posição isolada em que estava, entranhou-se na província do Minho e o Coronel Schwalbach, verdadeiro comandante de tropas ligeiras e que não sabia estar ocioso, durante a noite avançou de Leça sobre o Porto para fazer um reconhecimento, e, percebendo-se pelo movimento da Artilharia e Cavalaria, que o inimigo passava a ponte para Vila Nova abandonando a cidade, ao romper do dia ocupou a cidade que se pronunciou logo pela causa da rainha, tendo o Coronel Schwalbach grande trabalho para impedir as represálias e vinganças tão naturais em ocasiões semelhantes. A única vitima desgraçada foi o carrasco que arrastaram pelas ruas da cidade.
José Trazimundo Mascarenhas Barreto, 7.º Marquês de Fronteira em «Memórias do Marquês de Fronteira e d'Alorna», Coimbra, Imprensa da Universidade, 1926.


6.7.07

82

1.º Episódio da dramatização "Os Bravos do Mindelo": pindérico!

81

Este blog espera, ardentemente, que o António Bosta ganhe as eleições para a Câmara de Lisboa.
Não porque vá mudar o que quer que seja de relevante; apenas as moscas e alguns vermes.
Mas o facto de estar afastado do Governo evita que tome, sob a capa, e com o argumento, de o PS ser o partido das liberdades, medidas violadoras dos cidadãos e dos seus direitos fundamentais.

29.6.07

80


O Ministro da Saúde á altura da DREN.
Depois queixem-se!

79

Bufo Real
ao que parece à procura de um lugar á mesa do orçamento
(imagem «roubada» ao JUMENTO)

28.6.07

78

Do "ARIOPLANO"