8.8.11

Saiba quem são os 73 boys já nomeados pelo Governo

por Rui Pedro Antune

Das 447 nomeações feitas até este sábado, dia 6, pelo Governo, no mês e meio que leva em funções, 73 são "boys" como a edição impressa do DN hoje divulgou. Saiba quem são os nomeados com ligações partidárias (a lista é arbitrária e segue a ordem pela qual surgem no site do próprio Governo).

6.8.11

Impotência

Por Vasco Pulido Valente    
Anteontem António José Seguro, contra a tradição estabelecida, indicou o seu próprio nome para conselheiro de Estado (a eleição pela Assembleia da República não passa de uma formalidade). Isto não surpreende. Seguro, como Passos Coelho, é o produto da "cultura de partido" que tomou conta e apodreceu a democracia portuguesa. Para eles, só conta, e só contará sempre, o interesse do PS ou do PSD, nomeadamente o seu poder sobre o Estado. Este "Centrão" partidarizou tudo. Partidarizou o funcionalismo, as câmaras, o Tribunal Constitucional, o sector público e grande parte do sector privado da economia. Hoje é rara a instituição que esteja livre da influência directa ou indirecta dos partidos. A crise começou aí e, até agora, excepto pelo que a intervenção estrangeira forçou o Governo a fazer, não há sinais de arrependimento ou reforma.

E como haveria? A televisão e a imprensa acharam, pelo contrário, um enorme encanto nas carreiras paralelas de Passos Coelho e António José Seguro. Nenhum se distinguiu pela carreira académica ou profissional. Nenhum deu até hoje qualquer excepcional contribuição à política portuguesa. Cresceram os dois no incubatório infecto das "juventudes" partidárias, que, no PS e PSD, acabaram os dois por presidir. E chegaram os dois, dificilmente, à maturidade na atmosfera de rivalidade e de intriga em que vive, e para que vive, aquela espécie de ambiciosos menores. Não admira (e devia admirar) que Passos Coelho deixasse Paulo Portas fora do Conselho de Estado e que Seguro não tirasse o inefável Alegre, muito manifestamente para dulcificar os militantes.   

Tanto um como o outro "subiram", de resto, onde "subiram" por vontade desses militantes, que não representam nada, nem ninguém. À volta de 15.000 votos transformaram António José Seguro em secretário-geral do PS e uns milhares mais Passos Coelho em presidente do PSD. E são, de facto, essas "bases", largamente míticas, que, em última análise, escolhem o primeiro-ministro. Seguro, por exemplo, só aceitou debater com Assis na televisão uma única vez (porque não queria perturbar a fidelidade da sua gente) e resolveu exigir uma "campanha" à porta fechada para não correr o risco de que Portugal soubesse o que ele andava a dizer. A impotência dos portugueses neste regime é, na prática, total. 

3.8.11

do socretismo/passismo como modo de vida

BPN: negócios das arábias
Octávio Teixeira




Para a nacionalização do BPN alegou-se o risco sistémico da sua falência e a garantia dos depositantes. Alegações falaciosas. Quinze dias antes o ministro das Finanças tinha declarado (e dessa vez bem) que o BPN não representava um risco para o sistema, dada a sua reduzida dimensão. Quanto aos depósitos já então fora anunciada a elevação da garantia de todos os depósitos bancários para 50 ou 100 mil euros, os que poderiam suscitar a preocupação do Estado. Para além da falácia da argumentação, e contra muitas opiniões, foi nacionalizado o BPN, mas não a empresa sua proprietária (Sociedade Lusa de Negócios) que detinha um património suficiente para tapar o buraco do Banco. De facto o que se passou com o BPN não foi uma nacionalização mas uma socialização dos prejuízos e salvação dos seus accionistas. 

Agora, o actual Governo reprivatiza a la carte o BPN, só o bife de lombo, pagando 510 milhões (o novo aumento de capital deduzido do preço de venda) para que o BIC possa, alegremente e sem riscos, aumentar o seu peso no sistema bancário. Assumindo desde já um prejuízo para o erário público, para os contribuintes, de 2.400 milhões. Mas os custos serão mais avultados. Os activos considerados "lixo" já transferidos para o Estado serão acrescidos dos activos "quase lixo" ou apenas com risco que não interessem ao adquirente. Suportará os custos do despedimento de 800(!) trabalhadores. E ainda nada sabemos sobre os milhares de milhões, garantidos pelo Estado, que a CGD já injectou no BPN… 



Quer a "nacionalização" quer a "venda" do BPN são negócios das arábias. Mas não para os contribuintes. Esses estão condenados a pagar os dislates e favores governativos com aumentos brutais dos impostos, dos transportes, do gás e do que mais se verá. 


Jornal de Negócios



BIC laranja, BIC cristal
Pedro Santos Guerreiro 


A privatização do BPN é o melhor negócio do ano. O Governo tinha um prazo muito apertado e é preciso elogiar a excelente capacidade de negociação, a rapidez, o valor, a separação dos activos. Quanto mais se sabe da operação, mais é preciso sublinhar o mérito do homem-chave deste sucesso: parabéns, Eng.º Mira Amaral.

O problema do BPN já existia e já era enorme. Mas é chocante ver o Estado português ajoelhar-se assim. O negócio não é mau, é péssimo. É inexplicável que o Montepio tenha sido arredado. 
E é dinheiro dos contribuintes que está em causa. Portugal está a iniciar um processo acelerado de privatizações, não pode fazê-lo sem transparência, como é o caso. O ministro das Finanças também tem muito orgulho desta venda do BPN? 

A nacionalização teve de ser feita. Mas demorou-se uma eternidade a resolver o problema, assim agravando-o. A responsabilidade é inteira do Governo de José Sócrates: nunca quis reconhecer o "buraco" nas contas públicas nem assumir o despedimento dos dois mil trabalhadores que lá estavam. E, verdade ou consequência, o BPN foi arma de arremesso político contra Cavaco Silva. Uma desgraça, é o que é. 

No ano passado, Sócrates quis privatizar. Colocou como preço mínimo 180 milhões de euros, exigiu que não houvesse despedimentos e quis vender um banco ainda intoxicado por créditos maus. O Governo quis enganar alguém. Obviamente, ninguém quis o banco. 

Veio a troika. Obrigou o novo Governo a cortar o problema num mês. O Governo abriu a gaveta e tirou de lá a proposta do PS. Uma proposta vergonhosa: o Estado queria vender o BPN ainda contaminado por maus créditos, de "rating" especulativo, abaixo de especulativo ou mesmo sem "rating". Os créditos das empresas do grupo SLN continuavam no BPN. É essa a toxicidade maior: as alegadas aldrabices dos accionistas do BPN, que estão alegremente impunes, e que se penduraram num banco que acabou nacionalizado. E assim avança a nova fase de privatização. 

Aparecem três propostas. Negoceia-se só com uma delas. E acaba-se nesta vergonha: o BIC paga 40 milhões, o que é nada, e em troca escolhe os créditos que quer (ou seja, os bons), os balcões que quer (ou seja, os bons) e os 750 funcionários que quer (ou seja, os bons). Tudo o que é mau fica no Estado. Pago pelo Estado. Incluindo o despedimentos de quase 900 pessoas. Quem? O BIC decide. O Estado paga. Lombo para uns, osso para nós. 

É um negócio excelente para o BIC. Ao extirpar todo o problema do BPN, o BIC fica com um banco "limpinho", com rácios como outros não têm e após 550 milhões de euros de capital do Estado a custo zero. Somando esse valor aos depósitos que lá estão, são os fundos mais baratos do mercado, abaixo dos 3%. E como paradoxalmente o BPN fica cheio de liquidez, poderá investir esse dinheiro mais cerca de mil milhões de depósitos. Basta aplicar em dívida pública, ganha 10% limpinhos. 

Estas condições são uma vergonha e um insulto. Os portugueses vão pagar entre três e quatro mil milhões de euros por uma nacionalização após actos criminosos de quem está impune, dos accionistas aos gestores, passando pela supervisão. 

Havia três propostas. Uma de um grupo que se chama NEI mas podia chamar-se Ney Mato Grosso: não se vendem licenças bancárias a quem não se conhece. Outro, o Montepio, queria alguns activos do BPN, o que vai dar no mesmo. Mas segundo o seu presidente afirmou ontem ao "i", nunca mais foi ouvido. E assim o Estado acabou nas mãos de um único candidato, o BIC, um banco angolano e de pequena dimensão. 

Esta exclusividade do BIC não está explicada. Os portugueses têm o direito de saber o que fazem ao seu dinheiro, sob pena de podermos pensar que o BPN faz parte de um negócio maior com Angola. 

O último a chorar chora pior. O Estado quis enganar alguém com a venda do BPN mas acabou enganado. É para isto que pagamos impostos. 



Jornal de Negócios

Nacionalização avançou sem testar outras soluções

Por José Manuel Rocha
O anterior ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, quando anunciou a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), no início de Novembro de 2008, afirmou sem rodeios: "Nada será feito que prejudique o interesse patrimonial do Estado e o interesse dos contribuintes". Dois anos e meio depois, verifica-se que a factura para o Estado (logo, para os contribuintes) está, para já, fixada em 2,4 mil milhões de euros, mas pode chegar muito mais longe. Com os créditos que o comprador (BIC) não quer assumir - podem chegar aos 500 milhões -, com as acções judiciais que os antigos accionistas colocaram ao Estado, com as indemnizações aos funcionários a dispensar e com eventuais perdas das sociedades-veículo onde foram colocados os chamados activos tóxicos do banco.

O Governo Sócrates, com o apoio expresso do anterior governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, optou pela nacionalização do banco que estava em ruptura financeira, com os custos agora conhecidos. Mas teve alternativas que resolveu não encarar. Uma delas, que objectivamente não quis testar, foi o Plano de Reestruturação e Revalorização do BPN apresentado pela gestão do banco, liderada por Miguel Cadilhe, poucos meses antes da nacionalização.                         
 A equipa do antigo ministro das Finanças propunha-se criar uma segunda vida para o BPN com o apoio dos accionistas e do Estado - uma solução híbrida de capitais públicos e privados. Teixeira dos Santos recusou, alegando o interesse dos contribuintes. O plano Cadilhe visava a entrada de capital fresco para resolver o problema do sufoco financeiro. Os accionistas eram chamados a colocar 380 milhões de euros e o Estado 600 milhões de euros em acções preferenciais, neste caso com garantia de um dividendo mesmo em caso de prejuízo. Este dividendo corresponderia a uma taxa de juro idêntica à da dívida pública acrescida de um por cento.O Estado daria ainda o aval a um empréstimo de 500 milhões de euros por parte de seis bancos, recebendo do BPN contra-garantias correspondentes ao dobro do valor pedido. Neste pacote estavam activos efectivos do banco, nomeadamente crédito hipotecário.Este plano permitiria cobrir o buraco do BPN (cerca de 700 milhões de euros), daria ao banco o necessário fôlego financeiro para relançar a actividade depois da gestão Oliveira e Costa (que está a ser julgado) e conferiria ao Estado uma almofada de tempo para analisar devidamente os custos e os benefícios de uma eventual nacionalização. Se corresse mal e não houvese alternativa à nacionalização, o Estado receberia o banco já com a tranche dos 380 milhões de euros lá colocados pelos accionistas.Mas, mesmo em caso de recusa do plano Cadilhe, o anterior Governo poderia ter seguido o exemplo que Espanha encontrou para salvar o Banesto - que caiu igualmente em ruptura financeira. O Governo da Moncloa chamou as principais instituições financeiras do país para se unirem na recuperação do banco e evitarem a emergência de um risco sistémico, numa operação que acabou por ser um sucesso e que terminou com a privatização da entidade a favor do Santander.O caminho da nacionalização do BPN foi o escolhido pelo Governo Sócrates, ainda por cima sem incluir no pacote o accionista do banco, a SLN, onde ficaram importantes activos para os seus donos. Ou seja, o Estado ficou apenas com os ossos e os problemas que vierem a seguir.
PÚBLICO

Conta sem explicação

Na actual conta da luz, cerca de 40% da factura são custos políticos. Nesta lista , inclui se a subsidiação às energias renováveis, um dos negócios mais chorudos da última década em Portugal.
Por:Armando Esteves Pereira, director-adjunto


Era de esperar que a liberalização e a maior transparência no negócio exigidas pela troika se reflectissem em alguma poupança para os consumidores . Mas estas expectativas não se aplicam ao estranho mercado português, onde a extinção de tarifas reguladas e o aumento da suposta concorrência deverá levar a uma subida dos preços, acima de 10%. As 700 mil famílias mais pobres vão ser subsidiadas, com uma média de 6 euros. Uma pequena esmola numa factura que esmaga milhões de famílias.



Acredite se quiser


O actual Governo começa a parecer-se de mais com uma comissão liquidatária do património do Estado a preços de saldo (e com os contribuintes a financiar os compradores).
A eliminação das "golden shares" a troco de nem um cêntimo não foi outra coisa senão uma escandalosa liberalidade ao capital privado. E não se diga que foi imposição da "troika" pois a "imposição" foi aceite, é bom não esquecê-lo, por PSD, CDS e PS e apesar de Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Irlanda, Grécia, Finlândia, Bélgica e Polónia continuarem a manter "golden shares" em empresas estratégicas (provavelmente terão é governos menos servis).
O BPN será, por sua vez, "vendido" ao BIC com o Estado a suportar os encargos dos despedimentos e ter que nele meter ainda mais 550 milhões, além dos 2,4 mil milhões que já lá estão. Tudo por... 40 milhões.
Seguir-se-ão os transportes, as estruturas aeroportuárias, os Correios, a água... O processo será o mesmo dos transportes: primeiro limpam-se os passivos das empresas à custa dos contribuintes (os aumentos "colossais" das tarifas dos transportes públicos dão uma ideia do que está para vir) depois são entregues de bandeja ao capital privado.
Para isso, o Orçamento Rectificativo agora apresentado na AR prevê 12 mil milhões para a banca mais um aumento de 20 para 35 mil milhões em garantias. Assim não faltarão à banca dinheiro nem garantias do Estado para ir aos saldos do Estado.

2.8.11

Um estado social para banqueiros

por Ana Sá Lopes
Depois de uma nacionalização absurda, o BPN foi oferecido em salva de prata

Quando o Banco Português de Negócios foi nacionalizado, as nacionalizações tinham voltado a estar na moda - a crise de 2008 fez a liberal Inglaterra estatizar o Northern Rock, a que se seguiram privatizações parciais do Royal Bank of Scotland e do Lloyd''s. Houve ali uns meses em que a esquerda julgou que o bom e velho Estado que fundara a reconciliação da Europa no pós-guerra (construído a meias entre social-democratas e democratas-cristãos) tinha recuperado a popularidade perdida nos últimos anos. Erro colossal.

O agravamento da crise e as decisões dos sucessivos governos europeus apenas contribuíram para que tanto a vox populi como a dominante nos pusessem a olhar para o Estado como uma coisa tão incongruente como uma antiguidade sumptuária num T1, evidentemente dispensável em orçamentos de "austeridade", "rigor", "aperto de cinto", etc.

Curiosamente, o Banco Português de Negócios, um banco não "estratégico", foi alegremente nacionalizado por razões nunca cabalmente explicadas. Sim, havia muitos depósitos de instituições fundamentais do sistema, mas isso não chega para explicar como o mundo político, económico, social e a justiça conviveram tão felizmente com o fenómeno BPN (de quem tantos desconfiavam há tanto tempo) e depois, quando já não havia nada a fazer, o nacionalizaram.

O Estado, então, começou a derramar milhões sobre o Banco Português de Negócios. Quando finalmente decidiu livrar-se dele, ofereceu-o de bandeja, em salva de prata, onde só faltava um embrulho com um laço. Um presente ao BIC, em que até são os contribuintes que vão pagar as indemnizações com os despedimentos que o novo proprietário considera essenciais à reestruturação. 

Pode haver uma justificação: a crise é tão grande, tão grande, que ninguém tem dinheiro para comprar nada a preços decentes de mercado. É capaz de ser uma boa justificação. O problema é que como essa justificação vale tanto para o BPN como para o resto, o governo prepara um programa de privatizações (que consta no acordo da troika e foi subscrito pelos três maiores partidos) que consiste em oferecer bens públicos e receber em troca umas gorjetas de ocasião.

À medida que o Estado social se vai desmoronando - a coisa começou com os PEC de Sócrates -, ficamos com a certeza de que, de facto, há uma economia social que continua a funcionar para (alguns) banqueiros. Já ninguém acreditava na possibilidade de os ricos pagarem a crise, mas exigir que o que sobra dos fundos para a crise não se destine essencialmente aos ricos é um acto de simples moral. Inclusivamente cristã.

do socretismo como modo de vida


Governo

Ex-governadores nomeiam pessoal

António Galamba assinou despacho de nomeação após as legislativas.Em Faro e Viseu foram recrutados chefes de gabinete dias antes das eleições

30.7.11

Porque se odeia tanto um comunista?

São muitas as razões porque são odiados os comunistas; sem criar uma hierarquia, vamos espiolhar esses porquês: Acho que não vale a pena distinguir os comunistas Portugueses de comunistas de outras nacionalidades. Os Comunistas são todos iguais. Diferentes são só os capitalistas, fascistas, sociais democratas, etc. E mais, a um destes tudo se perdoa, e se arranjam justificações para despenalizar e até defender. Acham que estou a exagerar????Então vejam: Logo a seguir á 2ª guerra mundial, a RDA(país emergente) mandou construir um muro que separava as duas Alemanhas, porque verificou, que tendo este país uma contribuição social fortissímamente subsidiada (habitação, ensino, alimentação, saúde, transporte quase gratuitos), verificou que havia gente que foi viver para a RDA, e ia todos os dias trabalhar na RFA, onde se ganhava bem mais, mas tudo era pago e bem pago. Aqui D´El Rei , os malandros dos comunistas, estão proibindo o sr. Fritz de ir visitar os priminhos. passados todos estes anos, qualquer comunista tem que aturar um qualquer analfabeto politico com este argumento: Pois bem, neste preciso momento, existem muros bem mais graves que são plácidamente justificados. Por exemplo, entre os EUA, e o México, existe um muro com 1.040 kms, o resto da fronteira dá passagem para um deserto, ou para o Rio Bravo(o nome diz tudo), provocam cerca de 3000 mortos por ano. Estas vítimas tentam atravessar a fronteira, para arranjar trabalho. E o muro que os Israelitas construíram na faixa de Gaza que em larga extensão deixa uma largura de 500 mts? Mas os maiores pecados estão cá dentro, em Portugal; Odeia-se qualquer comunista, porque, não há maneira de encontrar um metido numa qualquer marosca de dinheiros públicos. Não há Presidente da Câmara Comunista que meta uns tostões ao bolso; e isso é bem chato para quem quer tratar da sua vidinha. Os comunistas fazem a Festa do Avante, que é nem mais nem menos, que o maior acontecimento cultural do País; nem que se juntassem todos os partidos, e mais a fundação Konrad Adenauer, que tanto dinheiro deu ao PS, conseguiriam fazer algo parecido; e isso chateia. Os comunistas regem-se por uma ideologia que aceitam e praticam, o que até levou o Dr. Mário Soares a dizer que só não mudam os burros, quando deveria dizer, que quem muda são os oportunistas e vira casacas, como ele, o que perturba partidos que todos os dias têm teorias diferentes. E isso incomoda. Os comunistas são solidários, e isso envergonha. Os comunistas defendem a igualdade; era o que faltava; então e eu?? Os comunistas celebram com sinceridade o 25 de Abril pelo qual tantos lutaram e morreram. E isso enfurece. Já imaginaram o Cavaco Silva de cravo vermelho ao peito com a música de fundo com o mesmo título, que diz.......a todos fica bem............até aos filhos da mãe. Os comunistas defendem os postos de trabalho, querem o país a produzir de verdade, foram e são contra o desmantelamento da agricultura, das pescas, da indústria, e tornam-se num obstáculo a todas as vigarices que se tem feito neste país, para bem de muito poucos e desgraça de todos. Não me apetece continuar a desbobinar razões, porque acho que estas chegam, para incomodar todos aqueles que se tem servido da política, não para ajudar o país a crescer, mas para ajudar as suas famílias a enriquecerem. Chaga-se ao exagero de nos partidos do poder, se contratarem empresas para colar simples cartazes. É que eles não têm militantes; têm quadros e dirigentes........

Carta Aberta A Um Portugês Desempregado

Andas aflito porque estás desempregado? ou será porque recebeste uma indemnização de um euro e pouco? Que é que queres, o dinheiro não chega para tudo, e muito menos para todos. Se calhar és daqueles que como muito bem dizem uns economistas na TV, gastaste mais do que o que devias. Devias ter poupado; sei que é difícil, mas com boa vontade, conseguias; não me venhas dizer que lá porque ganhas 500€ não podias poupar; claro que podias. Se calhar és daqueles que tem a mania de comer todos os dias e até cometes o exagero de comer mais que uma vez por dia. E os remédios? não podias poupar? a constipação passa com um cachecol, o reumático em vez de remédios passa com um alho metido no bolso. Dá á perna seu preguiçoso; todos os dias de autocarro??Então não te fazia bem ires a pé para o emprego? Ai é longe? levanta-te mais cedo. Não vês que o País está tão mal, que ate alguns de nós, são administradores em 30 Empresas? Põe os olhos neles, que não se poupam a sacrifícios. Por exemplo, não vês o Dr. Jorge Sampaio, coitadinho com aquela idade avançada, ainda vai á Fundação Cidade de Guimarães que fica tão longe da sua casita, e com que sacrifício la vai matar-se a trabalhar por uns simples 14.300€ + carrito + telélé +500€ por reunião. Infelizmente, já fiz as contas, e trabalhadores como este, são só alguns milhares. Como pode o País avançar, se nós a maioria esmagadora, somos uns mandriões, e não damos ao País o que ele merece. Abre os olhos meu pelintra, e faz pela vida.Como perguntas tu???? Olha em vez de ires passear em dia de eleições, vai votar. Em quem?????? que pergunta mais estúpida; olha vota em qualquer partido que ainda não tenha governado, porque esse tem seguramente as mãos limpas.

29.7.11

do socretismo como modo de vida


Estado gasta mil milhões sem concursos públicos

ALEXANDRA FIGUEIRA
Só neste ano, o Estado já assinou contratos directamente com o fornecedor, sem concurso público, no valor de mil milhões de euros. Quase metade foi entregue entre a demissão de Sócrates e a tomada de posse de Passos Coelho. O Tribunal de Contas admite investigar.
Ao todo, são quase 27 mil os ajustes directos feitos por ministérios, institutos, universidades, câmaras, empresas municipais ou fundações, entre outras entidades públicas, só este ano. Os contratos assinados pelo Estado directamente com o fornecedor estão previstos na lei, embora o Tribunal de Contas admita que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem "agravar o risco" de corrupção, afirmou ao JN José Tavares, director-geral da entidade (ler entrevista na página 5). Poderão, por isso, ser objecto de uma acção de controlo específica", disse fonte oficial do tribunal (tal como uma força policial, o TC não anuncia datas concretas de fiscalizações).


JN



"Estratégicas" e de "Defesa"


Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), "revela [ao DN] que, sempre que o interesse nacional se impõe, as 'secretas' podem passar informações a empresas privadas".
O DN online abre a notícia com uma foto do ex-director em pose de Estado, fitando suspeitosamente a objectiva como convém a um espião e diante de um imponente relógio de sala que marca 12 (ou 00?) horas e 25 minutos. O pormenor das horas não é irrelevante, pois o momento - o DN usa o termo apropriado - é de "revelação".
Aparentemente, pois, as "secretas" também têm os seus PIN /Projectos de Interesse Nacional, singularidades que, por obra e graça de um despacho ou um email, tornam interesses privados de empreiteiros, industriais, hoteleiros, etc., em "interesses nacionais", acontecendo ao secretismo das informações da República o mesmo que aos sobreiros das Reservas Ecológicas e Agrícolas: dão lugar a valores - sem outro sentido - mais altos.
Faz-me, contudo, confusão o que seja esse misterioso "interesse nacional" de que tanto se fala e como é que pessoas como o ex-director das "secretas" dão com ele. Em Esparta atiravam-se deficientes do alto do Taigeto em nome do "interesse nacional" e nos saudosos tempos de Salazar abria-se a correspondência e mandava-se gente para o Tarrafal também no seu santo nome. Hoje abatem-se sobreiros e passam-se informações secretas, já é um progresso.

28.7.11

¡Piratas!

¡Piratas! - 5 Translation(s) | dotSUB



Documentário sobre a "verdadeira"  pirataria nas águas da Somália

26.7.11

O PS só já conhece o socialismo de forma platónica

Os desafios de Seguro

Tachos da Caixa. Administradores ficam com negócios privados

São muitas as linhas por onde se cose a nova administração da CGD, ou como o banco público serve de laboratório da coligação. 

Eduardo Paz Ferreira, Pedro Rebelo de Sousa e Álvaro Nascimento, todos advogados, farão parte da comissão de auditoria da nova comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em regime de não exclusividade. Pedro Rebelo de Sousa continuará deste modo a trabalhar no seu escritório de advogados, que representa empresas como a italiana ENI, accionista da Galp e que chegou a negociar a venda desta participação, negócio onde a Caixa Geral de Depósitos mantém uma palavra a dizer.As escolhas para a CGD continuam envoltas em polémica. Primeiro, foi noticiado que António Nogueira Leite iria ser presidente da Caixa, intenção contrariada pouco depois pelo “Jornal de Negócios”, que o confirmava como vice-presidente da comissão executiva, presidida por José Agostinho de Matos. Na sexta-feira à noite, a CGD acabou por divulgar os 11 membros do novo conselho de administração – o anterior tinha sete –, sem diferenciar os executivos dos não executivos. Só amanhã ficará definido oficialmente o novo modelo de gestão do banco estatal.Certo é que a comissão executiva será presidida por José Agostinho de Matos, por indicação do ministro das Finanças, e Nogueira Leite será o seu vice, por escolha do primeiro-ministro. O facto de Nogueira Leite ter trabalhado durante alguns anos no grupo Mello e de a saúde ser uma das áreas a alienar pelo banco público causou também algum desconforto no sector. Outra entrada inesperada na CGD foi a de Nuno Fernandes Thomaz, para administrador-executivo, defendida por Paulo Portas, que assim garante a representação do CDS/PP nos órgãos do banco estatal. Recorde-se que Nuno Fernandes Thomaz, que foi secretário de Estado dos Assuntos do Mar no governo de Santana Lopes, chegou a defender, durante a campanha de 2005, um Museu da Bíblia no Norte e a construção de um parque temático como a Eurodisney no Sul de Portugal. Ontem, vendeu a sua posição na ASK e pediu a demissão dos cargos que desempenhava. 
Como membros da mesa da assembleia-geral da CGD foram eleitos pelo accionista Estado para o mandato 2011-2013, Manuel Lopes Porto, presidente, Rui Machete, vice-presidente, e José Soares, para secretário. Faria de Oliveira mantém-se na empresa, mas agora como chairman, sendo os restantes vogais Norberto Rosa, Jorge Tomé, Rodolfo Lavrador e Pedro Cardoso.
Fricção Nos meandros deste processo estão outros enquadramentos mais complexos, como seja o primeiro sinal de que Paulo Portas está atento à defesa dos interesses do CDS/PP na coligação com o PSD. Segundo o i apurou, Portas não gostou que o primeiro-ministro tivesse chamado a si a tutela de repensar a diplomacia económica. Para tal, Passos Coelho convidou o ex-ministro de Cavaco Silva, Braga de Macedo, o ex-ministro das Finanças de Sócrates Campos e Cunha e o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Santana Lopes, António Monteiro, que têm 45 dias para criar um novo modelo, mais eficaz, para captar investimento estrangeiro para Portugal. Recorde-se que a diplomacia económica nunca esteve sob a alçada do primeiro-ministro. O projecto foi delineado pelo executivo de Durão Barroso, quando Martins da Cruz era ministro dos Negócios Estrangeiros. Na altura, os embaixadores foram convidados a fazer menos política do croquete e mais negócios nos países onde representavam Portugal, tendo havido inclusive uma coordenação activa com as delegações do ICEP no mundo.António Monteiro continuou com a iniciativa durante o governo de coligação PSD-CDS/PP, embora até hoje não tenha sido feito nenhum levantamento quantitativo ou qualitativo sobre os resultados práticos desta nova diplomacia.  Agora Passos quer um novo modelo de interligação entre os vários serviços de captação do investimento estrangeiro, tendo chamado a si a tutela da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que no governo socialista respondia ao ministro da Economia. Na prática, este organismo terá de convencer mais empresas a virem para o país, numa altura em que a burocracia estatal continua a travar muitos investimentos e os tribunais não dão resposta às litigações.
QREN O facto de cerca de 90% do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que reúne os apoios da União Europeia para o desenvolvimento do país,  ter ficado sob tutela de um ministro do CDS, neste caso Assunção Cristas, que ficou responsável pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, também está a causar desconforto em muitos círculos do PSD. É cedo ainda para avaliar da velocidade e do deslizar desta locomotiva nos próximos meses. Porém, como dizia recentemente uma fonte do PSD ao i, “este governo tem tudo para dar errado, por isso talvez dê certo”.


Dinheiro Vivo

A nova Caixa

A nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos levantou polémica. Há razões para isso. Não apenas porque o governo não resistiu e distribuiu alguns "jobs" por "boys", mas também por vários conflitos de interesse.
Por:Pedro S. Guerreiro, Director do Jornal de Negócios



Esperemos que o Correio da Manhã não perca um colunista, mas a Caixa ganhou um vice-presidente executivo. Nogueira Leite foi o escolhido por Pedro Passos Coelho, mas a troika impôs um homem do Banco de Portugal. José de Matos é o novo presidente executivo, passando directamente de regulador a regulado. Já Faria de Oliveira passa a ser o que sempre foi:presidente não executivo.
O governo arrancou mal com as nomeações para a Caixa. Não é uma equipa, é um conjunto de administradores.
Não se sabe ainda que missão vai aplicar. Mas já mostra um vício de repartição de poder e de empregos em tudo igual a tantos outros governos anteriores. E não foi isto que Pedro Passos Coelho prometeu fazer, nem em relação à Caixa Geral de Depósitos, nem ao País.

Portugal precisa de bancos fortes e de uma Caixa exemplar, mas não é assim que o conseguirá.

25.7.11

EDITORIAL

Vivemos numa ditadura mas ninguém se importa

por Ana Sá Lopes
A Europa é uma ditadura. Quem pode decidir é só o chanceler da Alemanha, o presidente da França e umas corporações

Portugal vive numa democracia relativamente boa: há eleições, elas decorrem livremente, há imprensa não controlada pelo governo, ninguém é preso por divulgar opiniões contrárias à "situação". Claro que o novo governo já iniciou o assalto partidário aos bons cargos que o Estado proporciona, com o aumento do número dos gestores da Caixa Geral de Depósitos, irmãmente repartidos entre os "conselheiros" do PSD e os "conselheiros" do CDS. É óbvio que isso não ajuda a distinguir este governo um avo do seu antecessor e contribui em grande escala para a percepção geral de que o que todos querem é, nas imortais palavras do primeiro- -ministro, "pote". Mas isso não parece preocupar grandemente os outrora moralistas de direita que o são sempre até à entrada no poder.

Não, não é da democracia portuguesa que estamos a falar. A democracia portuguesa até seria uma coisa razoável, se não sofresse de uma enorme doença: não servir para nada, não governar nada, não mandar em nada e em tudo o que é fundamental depender de ordens provenientes do exterior, a "Europa".

Esta é a questão verdadeiramente séria que se está a colocar a qualquer país europeu fora do eixo franco-alemão, que não seja o Reino Unido que manteve a sua libra esterlina. A Europa é, efectivamente, uma ditadura. Quem tem poderes para decidir é o chanceler da Alemanha, com alguma participação do presidente da França e o auxílio e o conselho de algumas corporações, como a Comissão Europeia, o BCE, etc. Como o chanceler da Alemanha (presentemente a incrível senhora Merkel, mas poderá ser qualquer um) é eleito pelo povo alemão, só a ele tem que prestar contas. Se a crise do euro estivesse a ser gerida por um presidente da Europa eleito pelos europeus, à semelhança do presidente dos EUA e com congressos de representantes à imagem dos States, certamente que não teríamos vivido este ano penoso de desestruturação europeia que a nós, Portugal, custou e ainda vai custar mais horrores. Por outras palavras: se a senhora Merkel não tivesse de prestar contas apenas aos cidadãos da Alemanha, mas a todos os europeus, seria forçoso trabalhar para todos.

O problema é que esta ditadura em que efectivamente vivemos (a Alemanha manda, nós obedecemos sem pestanejar muito) é, em parte, culpa dos povos europeus - de nós todos que usamos a bandeira das estrelinhas. A Europa foi crescendo nas costas dos cidadãos de propósito - porque os grandes líderes do passado sabiam que, fora os fundos estruturais, os europeus horrorizavam--se com a ideia federalista. E chegámos aqui: como os europeus temeram a democracia, instalou-se uma ditadura. O resultado está aí.


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