26.8.10

2252

INCÊNDIOS

Onde foram gastos os milhões do Fundo Florestal?


Desde 2004 já foram realizadas despesas de 116 milhões de euros, uma taxa de execução de 68%. Mas os projectos e as entidades apoiadas não são públicos. A partir de 2011, as novas regras vão exigir mais transparência.

...   ...   ...

Os privados do sector da floresta também têm dúvidas sobre a aplicação das verbas do Fundo Florestal. Em Abril, o Fórum Florestal, organização que reúne produtores florestais, perguntou ao director do FFP quais as verbas disponíveis e onde estavam a ser gastas. O secretário--geral, Hugo Jóia, diz que não houve resposta. A questão surgiu, na sequência do corte, a partir de 2007, dos apoios a projectos de entidades privadas. Mantiveram-se apenas, e de forma limitada, os incentivos às ZIF (zonas de intervenção florestal).
Os privados suspeitam que as verbas estão ser usadas também para financiar as actividade e o funcionamento de entidades públicas, em resposta a cortes orçamentais. As autarquias e vários organismos dependentes dos ministérios da Agricultura e da Admi- nistração Interna são os principais beneficiários das verbas do fundo, ao abrigo de protocolos assinados nos últimos anos sobretudo com objectivos de prevenção e combate a incêndios e campanhas de sensibilização 

25.8.10

2251




O dr. Pinto subsidia com o dinheiro dos munícipes a realização de uma função que é obrigação contratual de uma empresa privada.


O camarada Coelho agradece e ri...



imagem de OLABREGO

Bombeiros dizem que era à Indáqua que cabia fiscalizar as bocas-de-incêndio

Por Tiago Carvalho
Presidente da câmara de Matosinhos garantiu subsídio às corporações que fiscalizarem os hidrantes mas bombeiros dizem não saber de nada
Os Bombeiros de Leça do Balio não estão a fiscalizar as bocas-de-incêndio existentes na sua área de intervenção. Ontem, o comandante Rogério Seabra disse ao PÚBLICO que esta corporação entende que não tem obrigação de o fazer e que, por isso, não vai alterar a sua posição. As outras três corporações do concelho - Matosinhos/Leça, São Mamede de Infesta e Leixões - estão a efectuar esta vistoria mas "sem compromisso", porque também defendem que esta responsabilidade não é sua.
O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, afirmou ontem que três das quatro corporações de bombeiros do concelho aceitaram fiscalizar as bocas-de-incêndio, mas recusou-se a identificar aquela que não aceitou realizar esta tarefa. O PÚBLICO sabe que foi a corporação de Leça do Balio que, na semana passada, quando se reuniu com a câmara e a Indáqua - concessionária do abastecimento de água -, se recusou terminantemente a efectuar a fiscalização às bocas-de-incêndio.
"Não temos de trabalhar gratuitamente para uma empresa privada", defendeu ontem o comandante Rogério Seabra, remetendo para a Indáqua a responsabilidade da fiscalização. Seabra afirmou ainda que os Bombeiros de Leça do Balio "não se sentem obrigados" a realizar a vistoria, pois essa missão foi "confiada a uma empresa privada".
Esta opinião é partilhada pelos responsáveis de outras corporações que, mesmo assim, estão a fiscalizar as bocas-de-incêndio. Mas garantem estar a fazê-lo por prevenção, e não por obrigação.
O presidente da associação de bombeiros de Matosinhos-Leça, Oliveira da Silva, é peremptório ao afirmar que os bombeiros não são "funcionários da câmara, nem da Indáqua". E lamenta a inexistência de uma planta de localização das bocas-de-incêndio no concelho.
À margem de uma visita feita às novas escolas do concelho (ver texto em baixo), Guilherme Pinto anunciou também que será atribuído um subsídio complementar às corporações que assegurem a vistoria dos marcos de incêndio. No entanto, as quatro corporações garantiram ao PÚBLICO que não tinham conhecimento da existência deste apoio camarário.
Guilherme Pinto também adiantou que a Câmara de Matosinhos está a exercer "pressão" sobre o Ministério das Obras Públicas, no sentido da construção de um novo acesso, pela A28, ao Hospital Pedro Hispano. O autarca disse não saber quando chegará a resposta do Governo, mas frisou que tinha a "certeza absoluta" de que ela será favorável às pretensões da autarquia.


2250




Bocas-de-incêndio em Brito Capelo secas há cinco anos



...      ...      ...



 No entanto, não há razão para alarme. A inspecção municipal revelou, também, que a “esmagadora maioria” dos 2500 marcos, espalhados pelo concelho, está em funcionamento. Uma conclusão “satisfatória” que, na perspectiva da Câmara, permite restaurar a confiança no sistema, após o mau funcionamento de alguns equipamentos nos fogos na Senhora da Hora e em Brito Capelo.


Resta-nos sempre a esperança que as que não funcionam sejam as que estão junto das casas dos outros!


.

2249

Partidos

PSD em Lisboa e PS no Porto lideram gastos na campanha autárquica

Márcia Galrão   
As candidaturas derrotadas de Santana Lopes e Elisa Ferreira foram as que apresentaram maiores despesas. O mais poupado foi Rui Rio, autarca do Porto.
É caso para dizer que nem sempre os maiores investimentos são os que dão melhores resultados ou votos. Para o provar estão as candidaturas autárquicas de Elisa Ferreira, pelo PS, no Porto, e de Santana Lopes, numa coligação PSD/CDS, em Lisboa, que foram os mais gastadores e ainda assim acabaram derrotados nas urnas por Rui Rio e António Costa, respectivamente. Nas contas enviadas ao Tribunal Constitucional, a que o Diário Económico teve acesso, as duas estruturas contabilizaram mais de um milhão de euros de despesas nas eleições de Outubro passado.
A coligação "Lisboa com Sentido", encabeçada por Pedro Santana Lopes, registou uma despesa total de campanha de 572 mil euros, quase mais 20 mil euros do que a verba despendida pelo PS para apoiar António Costa na conquista da capital: 553 mil euros. Ao Diário Económico, António Pina Pereira, mandatário financeiro da campanha de Costa, tinha garantido que a sua estrutura até tinha ficado "abaixo do orçamento estipulado", depois do PS ter atribuído às campanhas autárquicas as culpas pelo aumento do passivo anual. O certo é que, segundo as contas que estão no TC, a campanha de Costa gastou mais mil euros do que o Orçamento.
No Porto, a campanha de Elisa Ferreira, pelo PS, gastou quase o mesmo que o seu colega em Lisboa, ficando nos 545 mil euros. Dos quatro principais candidatos nas duas autarquias mais importantes do país, Rui Rio foi o mais poupado. O autarca da Invicta, eleito pela coligação "O Porto primeiro", entre PSD e CDS, apresentou ao Tribunal Constitucional uma despesa de 317 mil euros.




2248




Uma perigosa reaccionária

Uma professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa ficou sem a regência de duas cadeiras por ter chumbado mais de 50% dos alunos. O motivo invocado pelo Departamento de Química da Nova para a punição não deixa dúvidas: "Aumento súbito do insucesso escolar". Desde que, no sistema educativo português, foi consagrado entre os direitos, liberdades e garantias fundamentais o direito ao sucesso escolar, quem se meta entre um aluno e o diploma a que tem direito (atrevendo-se, como no caso, a dar notas negativas em exames finais) é culpado do pior dos crimes, o de terrorismo anti-estatístico. Se o futuro licenciado sabe ou não sabe alguma coisa (ler, escrever e contar, por exemplo), é irrelevante; o país, as estatísticas e as caixas dos supermercados precisam de licenciados. Foi isso que a professora da Nova não percebeu. Arreigada a valores reaccionários, achava (onde é que já se viu tal coisa?) que "um aluno só merece 10 valores se adquiriu as competências mínimas nas vertentes teóricas e práticas da disciplina". Campo de reeducação em Ciências da Educação com ela.

2247

24.8.10

2246

Mais notícias do «estado social» do eng. de domingo:






Vamos todos pagar, ainda mais, na conta da luz os prémios do Mexia e os cursos do Manuel Pinho na América   




Custos imputados à garantia de fornecimento em qualquer momento

Novo subsídio às empresas vai fazer subir em mais um por cento a factura da luz

O aumento do preço da electricidade no próximo ano terá um agravamento adicional de um ponto percentual, para pagar o custo adicional da garantia de fornecimento de electricidade a qualquer hora no mercado liberalizado.


Energia

Preços da electricidade vão subir com novo subsídio às empresas


Portugueses vão ter agravamento adicional de um ponto percentual na factura de electricidade do próximo ano.



23.8.10

2245

o regresso do ilusionista


2244




Todas as guerras

Conta o "Expresso" que um "grupo de militares ameaça 'ir ao focinho' de Lobo Antunes" em virtude de um "chorrilho de infames mentiras" que o escritor terá dito sobre a guerra colonial.

Sentindo-se "beliscado no brio militar", o grupo pretende ainda processar por injúria e difamação o escritor, a quem chama de "bandalho" e "atrasado mental" (o que já não será injurioso nem difamatório).
Não sei o que há de verdade ou não nas afirmações de Lobo Antunes que mais indignaram os militares: a de que o batalhão em que prestou serviço terá sofrido 150 baixas e a de que, na guerra colonial, se faria "tudo", designadamente matar "crianças, mulheres, homens", para "acumular pontos" a fim de se ser premiado com a transferência para zonas mais calmas (coisa de que é a primeira vez que ouço falar, e li e ouvi testemunhos q.b. sobre a guerra).
Deve, contudo, realçar-se a valentia e o "brio" (e, já agora, o elevado grau de civismo) que há no facto de um "grupo" se juntar para "ir ao focinho" de um homem. Com tanto cavalheirismo não custa a crer que as guerras, todas as guerras, sejam exemplos de "fair play".

2243

MINISTÉRIO DA DEFESA

162 500 euros em revistas e seminários

162 500 euros em revistas e seminários

O Governo aprova subsídios para projectos "relevantes" para militares, mas garante que não põe em causa rigor orçamental
O ministro da Defesa desbloqueou no final de Julho 162 500 euros de subsídios e apoios públicos para doze projectos editoriais e de investigação julgados com "relevância" para "a esfera militar e a área temática da defesa nacional".
A maior fatia dos apoios, no valor de 37 mil euros, foi aloucada ao Observatório AFRICOM, do Instituto Português de Relações Internacionais. Outros 25 500 euros são entregues ao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra para um projecto de estudo de "Novas perspectivas da Guerra Colonial: alianças secretas e mapas imaginados".
O despacho assinado pelo ministro Augusto Santos Silva foi publicado em Diário da República a 30 de Julho. No documento lê-se que as opções do Governo presidem a exigentes critérios de rigor orçamental, particularmente definidos no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
O Ministério da Defesa justifica a despesa com a "necessidade de investir no conhecimento sobre segurança e defesa e de manter alguns apoios a projectos editoriais ou instituições com vasta tradição ou relevância na esfera militar e na área temática da defesa nacional".
A selecção de projectos foi decidida por uma comissão onde se inclui o chefe do gabinete do ministro, o director-geral da política de Defesa Nacional e o director do Instituto de Defesa Nacional.
A Sociedade Histórica para a Independência de Portugal recebe 20 mil euros para organizar iniciativas com significado nacional.
O subsídio mais pequeno, no valor de 2500 euros, é atribuído ao Pára-Clube Nacional Os Boinas Verdes para divulgar "actividades estatutárias". Outros 3500 euros são entregues à Revista de Artilharia para publicar quatro edições e uma separata no Dia da Arma de Artilharia.

21.8.10

2242

JUSTIÇA

'Negócio ruinoso' no Campus do Porto

por LICÍNIO LIMA




Juízes criticam o negócio da cidade judiciária e Sindicato dos Oficiais de Justiça fala em eventual gestão danosa



A construção do Campus da Justiça do Porto, cuja primeira pedra foi lançada há um ano, sem que nenhuma outra se lhe tenha sido ainda acrescentada, configura "uma situação de aparente gestão danosa", defendeu ontem, em declarações ao DN, o Sindicato dos Oficiais de Justiça. Os juízes dizem que se trata de um negócio "ruinoso" para o Estado. Os partidos da oposição garantem que vão questionar o ministro Alberto Martins.
A questão foi suscitada ontem pelo DN revelando que a primeira pedra do Campus da Justiça do Porto foi lançada há um ano pelo então ministro da tutela Alberto Costa sem que houvesse sequer um parecer da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças a garantir o cabimento do negócio. Parecer esse que continua sem existir. Pelo que o Campus permanece sem outra pedra além daquela que em cerimónia realizada a 31 de Agosto, a menos de um mês das eleições legislativas, foi lançada com pompa e circunstância.
Nessa altura, porém, o Ministério da Justiça (MJ) já tinha lançado o concurso para a construção do campus. O vencedor havia sido o consórcio liderado pela OPWAY, presidida por Filipe Soares Franco, do qual faz também parte a Efacec e a FDO. Quando foi lançada a primeira pedra não havia ainda contrato assinado entre o MJ e o consórcio por não haver o parecer das finanças. Mas, no seguimento do concurso, havia uma intenção de adjudicação, aquilo a que os ingleses chamam de Memorandum of Understanding.
Nesse memorandum estabelecia-se que o Estado cedia os terrenos (cerca de cinco hectares), a OPWAY construía os edifícios, investindo cerca de 114 milhões de euros, e depois arrendava esses mesmos edifícios ao MJ durante 30 anos, por um valor mensal de 643 mil euros. Findo esse período, todos os imóveis , incluindo os terrenos, reverteriam para o consórcio. Estando em questão um contrato de arrendamento, interessava sobretudo o valor da renda que a OPWAY se propusera receber, estando estabelecido que o prazo da proposta tinha o prazo de 90 dias a contar da data do início do acto público do concurso. A entidade com capacidade jurídica para fazer o negócio, neste caso, era o Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça (IGFIJ).
Depois das eleições, em Outubro, o novo ministro da Justiça, Alberto Martins, demitiu a administração do IGFIJ. A nova direcção só tomou posse a 18 de Dezembro. Entretanto, as conversações entre o MJ e a OPWAY estiveram paradas. Em Janeiro, quando alguém se lembrou novamente do Campus da Justiça do Porto, o consórcio fez saber que haviam passado já 90 dias sobre o prazo da proposta e que, entretanto, as condições dos mercados financeiros estavam alterados. Pelo que considerou desactualizados os 643 mil euros de renda mensais combinados, e propôs a alteração das condições estipuladas no concurso (ver texto secundário). O MJ aceitou renegociar o valor da renda. Neste momento, a decisão está nas mãos do Ministério das Finanças.
Para o Sindicato dos Oficiais de Justiça este modo de actuação, por parte do MJ, configura uma situação de gestão danosa. A Associação de Juízes diz-se indignada, e os partidos da oposição exigem explicações

Filipe Soares Franco não trava nem exige

Hoje




Reagindo à notícia do DN com o título "Soares Franco trava Campus da Justiça do Porto", o empresário salientou ao DN que "nenhuma empresa portuguesa tem capacidade para travar os negócios do Estado, nem para exigir seja o que for". O presidente da OPWAY - empresa que lidera o consórcio que ganhou o concurso para erguer o campus - explicou. "O que dissemos ao Estado foi: com esta renda (643 mil euros mensais previstos no concurso), tal e qual como ficaram as condições financeiras, não é possível sustentar o contrato final. Ou seja, temos de rever as condições financeiras de acordo com os bancos que vão dar o financiamento. Não exigi nada, nem travei nada." Ainda segundo Soares Franco, o diálogo com o Estado esteve parado durante meses por faltar uma administração no instituto de gestão financeira e de infra-estruturas da Justiça.









2241

Estado

Despesa pública sobe 6% até Julho e agrava défice

Luís Reis Pires   
Entre Janeiro e Julho, a despesa corrente primária subiu 5,7% e ajudou a agravar o défice do Estado em 347 milhões face ao ano passado.

20.8.10

2240

Vai por aí uma discussão intensa sobre inscrições, contagem de prazos e capacidade eleitoral.

Desculparão, mas tudo isso suscita-me apenas duas questões:


Só agora chegaram ao partido, ou são tão néscios que nunca se tinham dado conta?


Ou em momentos anteriores aproveitaram?

2239


Previsões do FMI apontam para que seis economias ultrapassem a portuguesa

PIB per capita português ocupará em 2015 o pior lugar no ranking desde a adesão à UE



Daqui a cinco anos, Portugal terá um Produto Interno Bruto (PIB) per capita, ou seja, um rendimento por habitante, que é vinte vezes maior do que tinha há 35 anos. Contudo, vai também perder lugares no ranking mundial, descendo para a pior posição desde que entrou na União Europeia, em 1986.





(também deve fazer parte da cabala)

2238

A Cuba o que é de cuba, e a caravana passa

Pelo que escrevi aqui há dias sobre Cuba, recebi inúmeros mails, quase todos de indignação.
Dividiam-se em dois grande grupos; os que racionalmente contestavam e os que irracionalmente reproduziam o que viram escrito algures sem verificar as fontes.Até da Rádio Miami vieram transcrições.
Aos primeiros vou responder; aos segundos recomendar que ponham em dia as suas vacinas da raiva.
RESPOSTA:
A absoluta carência de mártires que padece a contrarrevolução Cubana, é proporcional á sua falta de escrúpulos.
As auto intituladas damas de branco(ate o nome é infeliz) sabem ou deveriam saber que se vivessem nos EUA e recebessem dinheiro de uma embaixada por ex. do Irão, considerado País inimigo, corriam o risco de serem presas e perderem todos os direitos civis.
Na terrível ditadura Cubana, nada lhes acontece por fazerem exactamente isso á frente de todo o mundo.
Acredite quem quiser; Orlando Zapata começou a sua greve de fome por não lhe terem dado para a cela, um telefone, uma cozinha, e uma tv. É fácil comprovar isto.
Porque estava preso?
Em 1993 detido porque assaltou uma vivenda com violência; em 2002, detido novamente por ataques de violência em plena via pública.
Na lista que os EUA todos os anos fazem gala para enumerar os presos políticos de Cuba, em 2007, este senhor não constava sequer na lista.?????
Quem acredita nas noticias vindas do País que mais guerras provocou em todo o mundo(EUA) fica sabendo que Cuba é um País terrorista.
Não será ridiculo demais?~
Assunto encerrado

2237

OBRAS

Soares Franco trava Campus da Justiça do Porto

por LICÍNIO LIMA

Nova infra-estrutura, anunciada há um ano, permanece no papel. Consórcio liderado pela OPWAY exige agora mais dinheiro
A primeira pedra do Campus da Justiça do Porto foi lançada há praticamente um ano, quando faltava menos de um mês para as eleições legislativas, e hoje continua sem um tijolo lá colocado. De pé, só mesmo a maqueta exposta no Tribunal da Relação do Porto.
Ao que o DN apurou, a cerimónia foi realizada sem existir sequer um parecer da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) a autorizar a assinatura do contrato entre o Ministério da Justiça (MJ) e o consórcio liderado pela OPWAY, presidida por Filipe Soares Franco, a quem caberia erigir o complexo. Depois das eleições, este consórcio recuou no negócio, negando-se a assinar o contrato pelos valores que o próprio estabelecera no concurso que havia ganho, e exigiu mais dinheiro invocando a crise internacional. Como tal, DGTF continua sem emitir o parecer. Assim, a cidade judiciária anunciada pelo então ministro da Justiça Alberto Costa, e cuja primeira pedra lançou com pompa e circunstância, permanece no papel. Está tudo parado.
A cerimónia da primeira pedra realizou-se a 31 de Agosto do ano passado e foi então anunciado que a obra arrancaria no início deste ano e que estaria terminada no primeiro trimestre de 2012. Os contornos do negócio foram também explicitados: o Campus seria erigido em terrenos do Estado, mais concretamente na Quinta de Santo António, em Cedofeita, com uma área de cerca de cinco hectares. O consórcio liderado pela OPWAY, e do qual fazem parte também a Efacec e a FDO, que venceu o concurso, assumiria todos os encargos de construção do complexo, num investimento na ordem dos 114 milhões de euros. Finda a obra, os vários edifícios seriam arrendados ao Estado por um período de trinta anos, pagando este 643 mil euros por mês. No fim dos 30 anos, todo o complexo ficaria propriedade do consórcio, incluindo os terrenos.
Mas, depois do lançamento da primeira pedra, com impacto mediático, e já passadas as eleições, a OPWAY reconsiderou os valores com os quais ganhara o concurso, e chegou à conclusão de que os 643 mil euros acordados para o arrendamento mensal, durante 30 anos, não seriam suficientes para sustentar o investimento. E propôs ao MJ a alteração dos valores.
"As condições dos mercados financeiros alteraram-se e tivemos de propor ajustamentos", explicou ao DN Soares Franco, ex-presidente do Sporting, assegurando que existe já uma minuta de contrato que deverá, a qualquer momento, ser aprovada pela DGTF.
Ficou sem se saber qual o valor do aumento proposto pelo consórcio ao MJ. O presidente da OPWAY não os revelou e o MJ também não, limitando-se, em esclarecimentos ao DN, a admitir que continua sem haver um parecer da DGTF que permita a construção do novo Campus da Justiça do Porto. Depois, tece algumas considerações, de elevado teor técnico, para justificar o impasse.

2236

Municípios recusam pagar transporte para dez mil alunos

por PEDRO SOUSA TAVARES

ME só dá 300 euros por cada aluno deslocado das 701 primárias que vão fechar. Autarcas garantem que acordo era pagar tudo
A Associação Nacional de Municípios (ANMP) avisou ontem que as autarquias "não têm condições" para pagar do próprio bolso os encargos adicionais com o transporte de alunos transferidos das escolas do 1.º ciclo agora fechadas. Em causa estará uma diferença de vários milhões de euros entre o custo real e o que o Governo quer dar.

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19.8.10

2235

O encerramento das escolas como está a ser feito, e sem que o Estado - o governo - assuma sequer o encargo dos transportes das crianças, é mais uma vitória estrondosa do «estado social» do eng. de domingo.


Que não deixará de ser amplamente aplaudida pelos idiotas periféricos que se dizem de esquerda e se acham socialistas.  












2234

Vamos lá a ser sérios
Vamos lá pôr de lado(se isso for possível) as ideologias e falemos da nossa crise como uma certa malta gosta.
Vamos lá ser pragmáticos então.
Púnhamos de lado a nossa crise que começou por ser financeira, passou a crise económica e descambou em crise social. Até aqui estaremos todos de acordo? Então continuemos.
Que a crise começou nos EUA que andaram a vender gato por lebre, e nós não podemos(queremos) fazer nada! Também concordamos?? Então continuemos.
Aqui chegados, deixando de lado os restantes motivos que a originaram, o certo é que temos uma crise grave no nosso país e temos que a resolver, porque ninguém a vai resolver por nós.
Claro que há sempre uns patuscos que aconselham a só comprar produtos nacionais como solução. Digo patuscos para não lhes chamar azémulas, pois se todos os outros países em crise fizessem a mesma coisa.....bem digo que uma pessoa que seja só economista pouco mais é que analfabeto.
Não é por acaso que todos os só economistas vêm com a conversa dos impostos etc etc.
O tal principio a que eu chamei de "Principio do Abílio", que era o meu merceeiro e tinha por vicio quando as coisas corriam mal, despedir o "xiço"(moço de recados) e subir ao preço das batatas.
Como saír da crise?
Como pôr o país a seguir em frente?
Basta olhar para trás, e verificar quando em democracia porque progrediu o país.
Saímos duma noite bem escura onde as liberdades não existiam em 1974; Que se passou a seguir?
De país de emigração passamos a receber emigrantes.
O analfabetismo, a pobreza, foram desaparecendo, dando lugar a bem estar, viagens, saúde, etc.
Aqui chegados acho que ainda estaremos todos de acordo.
Porque foi isso possível?
Porque havia estabilidade no emprego; a saúde era garantida por um SNS; o ensino público era gratuito.
Os índices sociais tiveram uma melhoria que nos punha ao lado de toda a Europa, quando poucos anos atrás essa comparação era vergonhosa para nós.
Então acho que poderiamos estar todos de acordo, que estes dados terão que ser repostos.
Alto aí e pára o baile. Aqui já muitos discordam dizendo que não havendo dinheiro isso não é possível.
Ok. Também concordo.
Então vamos lá a ver por onde anda a "massa" para resolver o nosso problema.
E aqui meus amigos separamo-nos definitivamente.
Sabendo todos onde está o dinheirinho, há uns que acham que não se deve tocar nos bolsos de alguns(bem poucos) para resolver o problema de muitos.
Serão os ricos que acham isso? também mas não só.
A sua claque de apoio divide-se em vários grupos. a saber:
1-Os realmente ricos
2-Os que esperam obter um tacho dos ricos
3-Os que nem acham nem deixam de achar porque já alguém achou por eles
4-Os que achando que é isso que o PCP defende, é mau de certeza.
Façamos um exercício bem simples;
O Estado, continuava a ser detentor de empresas chamadas estratégicas, ou seja as que são essenciais para a nossa independência, como por ex. a energia(eléctricidade, petróleo) e a água.
Temos que estar de acordo nisto porque se aceitamos comprar submarinos por uma questão de soberania, não poderemos aceitar que alguém(um accionista qualquer), nos corte a energia paralisando o país, ou nos retire a água(bem essencial para a vida).
Pois bem, se o Estado detivesse estes bens(e só estes) a crise ia ás malvas.
Será que não nos podemos pôr de acordo????
Ou será que inventamos algo para justificar a desgraça de tantos portugueses?
Seremos tão maldosos assim??????

18.8.10

2233

Não defendo cuba porque ela não precisa
Para que não restem dúvidas a ninguém, visitei Cuba 9 vezes.
A primeira das quais numa brigada de trabalho em 1976.
Para que conste viajei de um lado ao outro do País, sempre acompanhado da minha mulher em carro alugado, sem guia turístico, ou qualquer outra ajuda .
Já fui detido por ter filmado inadvertidamente a entrada de Guantámano.Nada de grave embora fosse no período dos atentados nos hotéis. Fui logo libertado.
Posto isto, faltará só dizer que não sou parvo e não como a palha que os escribas por aí plantam nos jornais, mesmo que pintada de verde porque também não gosto de erva.
Assim sendo apeteceu-me falar de um País que anda próximo do nosso em tamanho, pois tem mais 10% quer de população quer de área e que com todos os seus defeitos admiro e gosto.Por mero acaso com tanta floresta(Sierra Maestra 1/3 do País) não tem incêndios
Para os mais distraídos com a geografia aqui vão alguns dados interessantes:
Distâncias:
Miami-80 milhas marítimas(+ ou - 150km)
Haiti-35 milhas marítimas
Ilhas turcas-30 milhas marítimas
Jamaica-60 milhas marítimas
Cayo Sal- 30 milhas marítimas(a meio caminho de Miami)
Este esclarecimento não é geral; é só para os imbecis que consomem toda a informação sem sequer confirmarem a veracidade(lembram-se dos balseiros?).
Para os mesmo talvez não seja descabido dizer que a utilização da base de Guantánamo, caducou em 2000, e é contra a vontade de um governo de um País soberano.
A talhe de foice vem a resolução das Nações Unidas que pela vigésima vez(salvo erro) condenou o bloqueio a este país feito pelos EUA.Mas não se julgue que os EUA ficaram isolados;não senhor; entre 187 países votaram com os EUA ,Israel e umas ilhotas que por desprezo não me apetece nomear.
Este País feito ilha, vem sofrendo desde invasões(EUA), atentados, boicotes, e bloqueios, o que talvez outro país no mundo não tenha sofrido.
Basta isto para merecer a minha simpatia(e a de milhões). Mas desgraçadamente levanta e gera muitos ódios, pela simples razão de, nas ventas do Capitalismo ter escolhido o caminho do Socialismo.
Porque se odeia tanto a Cuba???Simples.Por ideologia.
Se num outro país qualquer os avanços civilizacionais fossem os de Cuba, seriam gabados; sendo de Cuba, descobrem-se as mais variadas justificações para denegrir o País. E meus amigos, quanto mais primários forem os ataques, mais colhem.
Vejamos o seguinte exemplo:
O País X sem recursos, tem mais médicos em brigadas humanitárias gratuitamente a trabalhar fora do País, que Portugal tem em todo o Serviço Nacional de Saúde. QUE VERGONHA, se o país X não fosse Cuba.
O País X é o único que na América Latina não possui analfabetismo, coisa que Portugal ainda não conseguiu. QUE VERGONHA, não fora o País X Cuba.
Que valerão todos os indicadores que se possam ir dando sucessivamente, perante a resposta radical,única, e já agora falsa e imbecil. E A LIBERDADE!!!!!!!!!!!!
Fosse este um fórun onde pudesse gastar o meu latim e responderia.Mas para não ser pesado direi, que realmente um PIDE não terá grande liberdade em Cuba.
E A LIBERDADE, voltará o reaça? Sim não haverá grande liberdade para o desemprego.
E nunca mais acabará o reaça de querer denegrir o que de mais nobre produz uma sociedade, porque se sente atacado e tem medo que uma sociedade assim pegue de moda. E de que terá medo o pelintra que não tem onde cair morto?????Tem medo sim como tem medo da injecção atrás da orelha, ou dos comunistas que comem criancinhas.Não é dos pedófilos.Desses não tem ele medo.
O pelintra tem medo como tem medo o analfabeto dum simples computador. É disso que eles têm medo

17.8.10

2232

Viva o pêiésse porra. Num há partido como este carago. Quem "num cuncorda bai de bela". Da-se que pintarola... Biba o Sr. Socras e mais quem o apoia. A nós ninguém nos (nem sei como dizer) come as trazeiras.
Eu "alebanto" bem alto a baundeira do Pêiesse porque sou socialista de gema porra.
Eu adefendo o pêiesse porque sou de esquerada CARALHO. E num me benham com tretas porque eu sei cos comunistas num são amigos do pobo como é o pêiisse. E a direita sao todos fachistas porra.
Eu sou do Pêisse sempre. Nunca bou trair o meu partido do coraçomnhe.Nem que o salazar mande no pêisse eu serei sempre do pêisses carago.
Sou do norte sou de esquerda e a mim ninguenhe me engana.
Biba o meu secretário presidente
Possivel intervenção de algum destacado membro xuxalista num próximo (bem mais próximo que se pode supor) congresso do Partido Socialista marcadamente ideológico

2231

À atenção dos que defendem o TGV por a sua construção ser um factor de criação de emprego

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Só boas notícias

68 000 hectares ardidos e milhares (tantos quantos a soma dos últimos três anos) de incêndios depois, Cavaco e Sócrates decidiram interromper as merecidas férias e fazer uma visita à Autoridade Nacional de Protecção Civil. E, a crer em Cavaco, voltaram ambos à praia "bastante mais descansado(s)", porque há "maior eficácia" (Cavaco) e "melhor grau de eficácia" (Sócrates) no combate aos fogos, além de coisas excelentes como "boa coordenação". Outra boa notícia é a de que a ministra do Ambiente afinal existe, tendo sido vista sexta-feira algures em Sintra, onde "admitiu" que nos "últimos dias" os parques naturais foram "objecto de algumas ignições", mas tudo "está a funcionar bem". Também "está a funcionar bem" o combate aos fogos da economia e, muito embora o PIB português tenha apresentado no 2.º semestre o quarto pior resultado da UE (pior só a Grécia, a Letónia e a Hungria), isso é "sinal de encorajamento e confiança". Sportinguistas e benfiquistas só lamentam que Sócrates não tenha sido ouvido sobre as derrotas deste fim-de-semana, porque de certeza que também devem ter sido "encorajadoras".

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16.8.10

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"Confio no Renato Sampaio e apoio a sua candidatura. O processo de estabilização ( ! ) do PS/Porto, apoiado quase unanimemente ( ! ) no Distrito ao longo dos últimos anos, deve ser consolidado. A estratégia de afirmação da Região ( ? ), de que são exemplos maiores os vultuosíssimos investimentos realizados nos últimos anos ( ! ! ! ), tem que ser prosseguida. A qualidade da intervenção do Partido no Distrito ( ? )  tem também que ser mantida. Seria impensável e até politicamente desastroso  interromper este tão bem sucedido percurso ( ? ). Os resultados eleitorais são a maior evidência da correcção do caminho percorrido."  
Manuel Seabra

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