13.7.10

2183


Investimento

‘Barão’ recebe subsídio a seis dias das eleições

Apois do Estado ascendem a 127,9 milhões de euros.
    Por:António Sérgio Azenha/ Carlos Ferreira
O Governo reconheceu a fábrica de painéis solares do empresário Alexandre Alves, que será instalada em Abrantes, como Projecto de Interesse Nacional (PIN) a 14 de Setembro de 2009, apenas seis dias antes das eleições legislativas. Com esta decisão, o projecto do chamado ‘Barão Vermelho’ obteve um apoio do Estado de 127,9 milhões de euros. E tudo isto numa altura em que os seus negócios eram investigados pelo Ministério Público e os seus bens tinham sido alvo de uma decisão de arresto por parte do Tribunal Tributário de Lisboa (ver caixa).
A candidatura da RPP Solar a PIN deu entrada na AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal a 21 de Julho de 2009. A Comissão de Avaliação e Acompanhamento dos Projectos de Potencial Interesse Nacional (CAA-PIN) dispunha – nos termos do nº 6 do artigo 6º do regulamento do sistema PIN previsto no decreto-lei 184/2008 – de 30 dias úteis, contados a partir da entrega do requerimento, para tomar uma decisão. O prazo foi ultrapassado.
Só a 14 de Setembro, cerca de duas semanas após o termo do prazo, a CAA-PIN se pronunciou sobre o projecto do empresário. E, segundo a própria AICEP, o resultado não deixou dúvidas: 'A decisão foi tomada por unanimidade por esta Comissão [CAA-PIN] e não por qualquer responsável político.' A AICEP, presidida por Basílio Horta, frisa ainda que a CAA-PIN, nos termos do regulamento do Sistema PIN, 'é composta por representantes da AICEP, que coordena, do IAPMEI, do Turismo de Portugal, da Agência Portuguesa do Ambiente, do ICN da Natureza e da Direcção-Geral de Ordenamento do Território'. E garante que 'a entidade beneficiária dos apoios é a RPP Solar, tendo aquela demonstrado cumprir as condições para a aprovação dos incentivos, nomeadamente ter todas as suas contribuições pagas e em dia'.
Por isso, frisa a AICEP, 'não havendo neste momento matéria formal que o justifique, a Agência não tenciona rescindir o contrato [com a RPP Solar]'. Mesmo assim, o organismo liderado por Basílio Horta garante que, 'mesmo após a utilização dos incentivos, se se vier a verificar incumprimento do contracto estes terão de ser devolvidos' ao Estado.
EX-AUTARCA APOIA COMPRA DA TERRA
Os apoios à RPP Solar foram aprovados quando a Câmara de Abrantes era liderada pelo socialista Nelson Carvalho, que é agora director de Formação e Projectos Especiais da RPP Solar.
O ex-autarca reconhece ter feito 'tudo o que estava ao seu alcance' para que a RPP Solar fosse instalada no concelho. E, no caso da compra do terreno, diz que a autarquia fez um bom negócio, 'face ao objectivo e à oportunidade'.
SALVAGUARDAR OS INTERESSES
Os eleitos locais não questionaram o projecto (por exemplo, ao nível da capacidade financeira) nem salvaguardaram os interesses do município caso os acordos não venham a ser cumpridos.
DOS RETAIL PARKS PARA A RPP SOLAR
Na assembleia municipal de 17 de Julho de 2009 foi aprovado o protocolo de cooperação entre o município e a RPP Solar (por via da RPP-Retail Parks de Portugal, SGPS, SA).
DEPUTADOS COM POUCAS DÚVIDAS
Naquela assembleia, o deputado Belém Coelho (PSD) perguntou se o protocolo não devia ter uma cláusula de compensação no caso de incumprimento parcial ou total. Ficou sem resposta.
SAIBA MAIS
ARQUIVADO
O antigo presidente da Câmara de Abrantes Nelson Carvalho viu ser agora arquivado um processo judicial de 2007, em que era arguido, por causa de alegadas irregularidades na construção do aterro sanitário em Concavada.
1800
é o número de postos de trabalho que a RPP Solar se compromete a criar na unidade de painéis solares, em construção junto à central do Pego.
300
é o número de empregos destinados a engenheiros e quadros superiores da empresa, que terá de contratar, maioritariamente, mão-de-obra local e regional.
MUDANÇA CRITICADA
O facto de Nelson Carvalho ter aceitado o cargo de director de Formação e Projectos Especiais da RPP Solar, apenas nove meses após ter deixado a autarquia, foi muito criticado pela oposição na última assembleia municipal. 'Uma atitude eticamente deplorável', disse Gonçalo Vieira (PSD). 
TERRENO SAI CARO À CÂMARA
A Câmara de Abrantes gastou 1,240 milhões de euros para ficar na posse do terreno que depois vendeu, por apenas cem mil euros, à empresa de painéis solares RPP Solar, presidida por Alexandre Alves, o ‘Barão Vermelho’. Como a Comissão de Avaliação Municipal considerou que a propriedade valia apenas 663 mil euros, a autarquia despendeu quase o dobro.
Além de ter pago no acto da escritura, a 1 de Outubro de 2009, um milhão de euros pelo terreno, situado junto à central do Pego, e recebido, no mesmo dia, apenas 103586 euros pela venda; a Câmara teve de assumir a extinção de um arrendamento florestal com a Silvicaima-Sociedade Silvícola Caima, SA, pagando para o efeito 240 mil euros. E ainda poderá ter de despender mais 53 mil euros, pelo cancelamento de um projecto de florestação negociado entre a proprietária e o Ministério da Agricultura, com validade até 2014.

Acresce também que se, no prazo de dez anos, for alterada a actual classe agro-florestal do terreno, com 82,875 hectares, o Município de Abrantes terá de pagar à vendedora metade das mais-valias geradas relativamente ao milhão de euros do negócio, consumado a dez dias das eleições autárquicas.

Quando estas decisões foram aprovadas era presidente da Câmara Nelson Carvalho, actual director de Formação e Projectos Especiais da RPP Solar. O ex-autarca reconhece ter feito “tudo o que estava ao seu alcance” para que a empresa, um investimento de mil milhões de euros, fosse instalada em Abrantes. E, no caso da compra do terreno, considera que a autarquia fez um bom negócio, face ao objectivo e à oportunidade, tanto mais que a vendedora chegou a pedir “1,5 e dois milhões de euros”; embora admitindo que, noutras circunstâncias, o valor de compra pudesse ser inferior.
A provar a razão do ex-autarca nesta matéria está uma propriedade situada em São Miguel do Rio Torto, Abrantes, constituída por dois montes, com possibilidade de construção de 125 fogos e uma área de 63,850 hectares, posta à venda por 475 mil euros.
AUTARCA  EM CONTACTOS
Nos seis meses que antecederam o dia 20 de Outubro de 2009, data em que presidiu à sua última reunião de Câmara, Nelson Carvalho (PS) desdobrou-se em contactos para conseguir instalar a RPP Solar no concelho, que deverá criar 1800 postos de trabalho, 300 dos quais correspondentes a engenheiros e quadros superiores. O entusiasmo do ex-autarca parece ter contagiado a Câmara e a Assembleia Municipal, que aprovaram todas as suas propostas por unanimidade, sem questionar o projecto – por exemplo ao nível da capacidade financeira - ou salvaguardar os interesses do Município, caso os acordos não venham a ser cumpridos pela empresa liderada pelo ‘Barão Vermelho’.
Na Assembleia Municipal de 17 de Julho de 2009, em que foi aprovado o protocolo de cooperação entre o Município e a RPP Solar (por via da RPP-Retail Parks de Portugal, SGPS, SA), apenas o deputado Belém Coelho (PSD) perguntou se o documento não devia ter uma cláusula de compensação, no caso de incumprimento parcial ou total. O presidente da Câmara não desfez a dúvida. No protocolo, a autarquia compromete-se a isentar a RPP Solar das taxas urbanísticas e a conceder-lhe todas as licenças e autorizações. E mais, permite a transmissão de “todos os direitos, benefícios, incentivos, apoio e colaboração” às empresas participadas da RPP Solar envolvidas no projecto de painéis solares. Alexandre Alves fica com uma única obrigação, a elementar, concretizar o projecto. O empresário diz que conseguiu parte do financiamento “na banca estrangeira”, a que juntou algum capital próprio. E garante a sustentabilidade do empreendimento “com o faseamento do investimento e o reinvestimento dos lucros obtidos”.
EX-VEREADORA MANTÉM CONFIANÇA

A actual presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), era vereadora, responsável pela Divisão de Desenvolvimento Económico, entre outras áreas, no mandato em que a autarquia acolheu as ideias do ‘Barão Vermelho’. Hoje continua a defender o projecto, que considera “um investimento importante, da maior relevância para a região”, pelos postos de trabalho que vai criar e por se situar na área das energias renováveis. A RPP Solar, salienta a autarquia, implicará a qualificação tecnológica do concelho e do tecido empresarial e permitirá a criação de um cluster de energia. Alexandre Alves chegou a anunciar o início da produção para Janeiro último, garantindo agora que começará ainda neste mês de Julho, ocupando de imediato 670 trabalhadores.

12.7.10

2182

Vale a pena ir vêr o "curruculum vitae" de todos os membros deste Governo.
Nenhum destes notaveis Governantes tem passagem por qualquer orgão social de uma Empresa.
Acho que merecia uma chamada de atenção no livro dos recordes. Verdadeiro Guiness.
Quer isto dizer, que esta rapaziada, chega ao Governo, sem sentir o "cheiro a alicates", sem se ter cruzado na vida profissional com um operário.
Agora percebo, a facilidade com que dizem disparates, sempre que falam em leis laborais, ou em competitividade, termos esse que até alguns Ministros nem sequer sabem dizer.
Aconselho os Portugueses, a visitarem tais curriculos, para saberem melhor a quem estamos entregues.
Isto não é um governo, é um bando de malfeitores inconscintes^que nem se apercebem do mal que estão a fazer ao País

2181




 

Taxa de IRCde 4,3%na Banca!

À excepção de certas zonas do interior, as micro e pequenas empresas (bem mais de 90% do tecido empresarial e do emprego em Portugal), pagam normalmente uma taxa de IRC de 25%, a que pode acrescer uma derrama variável de acordo com o concelho onde se situem. Como se sabe, a carga fiscal sobre as micro e pequenas empresas (MPE) é demasiado elevada. Em especial se se pensar que, para além do IRC, há outros impostos e custos a agravar a situação (do IVA aos preços da energia, dos combustíveis ao crédito), para além de outras obrigações profundamente iníquas, como o Pagamento Especial por Conta de que tanto o CDS e o PSD enchem a boca em "época de caça aos votos", mas que depois se recusam a votar!

Esta elevada carga fiscal seria talvez mais suportável se todas as empresas tivessem um tratamento fiscal mais justo. Mas, como mostramos há muito, isso não sucede em Portugal.
A discriminação entre as MPE e os grandes grupos é escandalosa. O sistema bancário e os grupos com lucros acima de 250 milhões de euros beneficiam de uma imensa rede legal de deduções, benefícios e provisões, que os levam a pagar taxas de IRC muito abaixo do que pagam as micro e pequenas empresas.
Foi isso que mais uma vez a Associação Portuguesa de Bancos (APB) mostrou esta semana, no seu boletim anual sobre a carga fiscal da Banca em 2009. Segundo os próprios, a Banca em Portugal pagou de IRC (e derrama!...) 275 milhões de euros, 15,9% dos resultados líquidos antes de impostos. Mas - diz a APB - desses 275 milhões, 201 são recuperáveis (?), donde se conclui que a banca pode pagar de IRC em 2009, apenas 74 m€, isto é, 4,3% dos lucros!
Perante este escândalo, percebe-se a cortina de fumo do Governo, os silêncios de Passos Coelho e Paulo Portas e o desinteresse dos editores!





2182

À Lusa, o presidente da federação afirmou que não aceita "que ninguém ponha em causa a isenção e a credibilidade de qualquer militante socialista"...


PÚBLICO



2180


Património

Governo compra 922 automóveis

Em plena crise financeira, Executivo autorizou a renovação da frota do Estado. 608 viaturas novas terão custado 7,7 milhões de euros.

11.7.10

2179














2178

Era SÓCRATES (e santos silva)

Alpoim Galvão - sim, o do MDLP e da guerra colonial - condecorado com a medalha de COMPORTAMENTO EXEMPLAR


10.7.10

2177



2176

:: Matosinhos: Oposição critica cedência pela Câmara à Sonae de terreno doado pela própria empresa
09-07-2010
Porto, 09 jul (Lusa) -- A CDU e os eleitos por Narciso Miranda criticaram a cedência pela Câmara de Matosinhos à Sonae de um terreno que a própria empresa havia entregue ao município.
Em conferência de imprensa, a CDU considerou hoje "ruinoso" o negócio entre a Câmara de Matosinhos e a Sonae relativo ao direito de superfície do terreno, por metade do valor fixado pela comissão de avaliação. 
Na reunião do executivo de terça feira foi aprovado, com os votos a favor do PS e do PSD e contra dos vereadores independentes da "Narciso Miranda Matosinhos Sempre", a cedência pela câmara, por direito de superfície durante 25 anos, à Sonae de um lote de terreno municipal de cerca de 4500 metros quadrados. 
Segundo a CDU, a Sonae, aquando da construção do Colégio Efanor nos terrenos da antiga fábrica com o mesmo nome, teve que ceder uma parcela de terrenos -- segundo o fixado por lei -- à Câmara de Matosinhos, sendo estes destinados à construção de equipamentos sociais. 
A 02 de outubro de 2008, foi proposta e aprovada em Assembleia Municipal a desafetação destes terrenos do domínio público, cuja Comissão de Avaliação da Câmara de Matosinhos apreçou em 664.550 euros. 
Os deputados municipais da CDU alertaram, nessa mesma reunião, para o facto desta apresentação à Assembleia Municipal ser apenas "um pró-forma" para se fazer uma hasta pública, que ficaria "deserta" para depois se proceder a "negociação direta" com a empresa. 
Em hasta pública os terrenos não foram vendidos e agora foram cedidos, por metade do valor fixado, à Sonae, considerando o deputado municipal da CDU João Avelino que "fica claro que aqui havia interesses que estavam escondidos e que hoje estão claros", apelidando de "ruinoso" este negócio para os matosinhenses. A CDU pede agora que este assunto "desça" à discussão em reunião da Assembleia Municipal, apelidando-o de "negócio de gato escondido com rabo de fora". 
Já na terça feira, os vereadores independentes da Candidatura "Narciso Miranda Matosinhos Sempre" manifestaram o seu voto contra este negócio, considerando que "esta atitude é inaceitável e vai no sentido de beneficiar os mais poderosos e contribuir para um investimento privado com fins lucrativos" para a empresa. "Lamentamos esta prática (...). Assumimos, de forma responsável, construtiva a nossa firme oposição contra esta maioria claramente de direita que só defende os mais privilegiados, constituída pelos eleitos do PS, PSD e CDS", acusaram os deputados independentes. 
Em declarações à Lusa, o presidente da autarquia Guilherme Pinto explicou que "cedeu um terreno, por 25 anos, para que se construa um pavilhão para ser utilizado a meias com a câmara", considerando que esta "é uma bela parceria em que ganham todos". 
Segundo o autarca, neste negócio "ganham ambas as entidades", garantindo Guilherme Pinto que o valor de cedência "foi calculado nos termos da lei" e que sairia aos cofres da câmara mais caro "construir um pavilhão gimnodesportivo", sendo este equipamento rentabilizado a 100 por cento, de dia pelos alunos do colégio Efanor e no restante período pelos matosinhenses, coletividades e equipas locais. 

AQUI (?)

2175

GOVERNO

PS pressiona Sócrates a tentar alianças à direita






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9.7.10

2174

2173

2172

Merecem mesmo um murro no focinho
  
No jornal “Público” de hoje diz que Refer reduz o investimento de 800 para 200 milhões de euros, por causa do já famoso PEC.
Também se lá diz que a linha do Norte( Porto - Lisboa) vai continuar com uma infra-estrutura envelhecida a alternar com troços modernizados.
Assim a variante de Santarém, bem como a modernização Ovar – Gaia, sendo este último, o que está em piores condições (palavras da Refer), ficarão adiados mesmo que originando restrições de velocidade para se manter a segurança da circulação. Uma terça parte deste investimento previsto para este ano, era para a alta velocidade (acessos a Chelas, 3ª travessia do Tejo, etc).
Estes projectos ficam adiados para o próximo ano, descurando-se assim o investimento na rede convencional, segundo diz a Refer.
Mas diz mais; como não há obras sobra pessoal, logo vão acontecer despedimentos.
Estupefacto, vacilo entre manda-los á berdacaca ou pedir ajuda a alguém que lhes dê um grande murro no focinho.

ruivianajorge@kanguru.pt

2171




Aplaudir de pé

Parece que foi muito aplaudida nas Jornadas Parlamentares do PS a intervenção de Mário Soares criticando a inexistência de debate interno no PS e defendendo ser indispensável dar "vida interna" ao partido e insuflar-lhe "princípios éticos" e "ideologia", tudo coisas ("vida interna", "princípios éticos" e "ideologia") de que o PS andará, pelos vistos, carente. De acordo com o que veio nos jornais, no final, deputados e militantes socialistas aplaudiram o discurso de pé. Singular não é o facto de o discurso ter sido aplaudido de pé pela ilustre deputação presente, pois aplaudir de pé é um hábito que se enraizou no PS. Singular, para lá da alusão de Soares a coisas antiquadas como "princípios éticos" e "ideologia", é o modo como, no actual PS, até a crítica ao unanimismo suscita aplausos unânimes e a crítica ao acriticismo é aceite sem o mínimo sobressalto crítico. Não é difícil concluir que, se Soares tivesse dito exactamente o contrário do que disse (atirando-se, por exemplo, aos que clamam que há falta de debate interno e de princípios éticos no PS), teria sido do mesmo modo aplaudido de pé.

8.7.10

2170


O Passos Manuel do século vinte, ministro da reforma administrativa do governo Guterres, o «matosinhense» e narcísico Alberto Martins de quem não é conhecida qualquer reforma útil e eficaz, continua na senda da glória.


Para emendar a asneira crassa e reconhecidamente tonta do «chefe» que, por meras razões propagandísticas, reduziu as férias judiciais ao mês de Agosto, publicou o Dec.-Lei 35/2010.

Mas, para que o «chefe» não ficasse muito mal no retrato, em vez de alterar radicalmente a asneira, como era razoável e necessário, fez um rodriguinho: 
as férias judiciais são de 1 a 31 de Agosto; 
o período de 16 a 31 de Julho não são férias mas tem o mesmo efeito de não correrem prazos.

E esquecendo-se que o mundo é mais complexo do que a ele lhe parece, só alterou o Código de Processo Civil.

Ficaram assim de fora das «novas férias» socráticas os processos criminais e administrativos.
Quer dizer: havia férias alargadas  para uns tribunais e não para outros.

Tudo isto agravado porque este novo e brilhante regime não pode ser aplicado aos processos penais, dado que a competência  para legislar nessa matéria é exclusiva da Assembleia.

Está pois lançada a confusão, com o habitual prejuízo dos cidadãos e de quem trabalha nos tribunais.

Para tentar resolvê-la vai hoje à discussão na assembleia um projecto de lei que tenta resolver o assunto: altera a LOFTJ  no sentido de que as férias judiciais são de 16 de Julho a 31 de Agosto.

Espero que seja aprovado, referendado e publicado antes  do dia 15, sob pena de se manter a confusão.

Entretanto ficou-se a saber que as custas judiciais vão aumentar, ou não, conforme o jornal que se leia:
Aumentam no CORREIO DA MANHÃ;
Diminuem no DN;
Não se percebe o que lhes acontece no PÚBLICO


.

7.7.10

2169

LIXO GOLDEN

Vitalino Canas é das figuras mais desprezíveis que o regime, via Macau, nos deu a conhecer. A prova definitiva da sua infinita parvoíce é esta serôdia defesa de um nacionalismo pífio por causa de uma PT que mais não é do que a emanação, em empresa, desse mesmo regime. Seria interessante alguém divulgar os nomes dos altos cargos da PT e seus derivados para se perceber, de uma vez para sempre, por que é que tanta gente deu em bronco patrioteiro. Canas, no seu basismo intelectual que tão depressa é "moderno" como estupidamente provinciano, incita ao anti-espanholismo apenas porque o governo que apoia descobriu nele o derradeiro avatar da sua existência. Oxalá a Espanha lançasse uma vasta OPA sobre este lixo chamado Portugal e, depois, o reciclasse. O "interesse nacional" redescoberto pela boca desta gente é pura pornografia oportunista. Vão-se foder.

2168


Percebe-se o medo com que Cavaco olha para o livro, com receio de o abrir.





Cavaquinho

As letras quando se juntam trilham-lhe a língua, fazendo-o dizer por exemplo; “supresa” ou “porduz” “pogresso”.
A cultura nunca foi o forte deste homem que não se sente á vontade entre as pessoas, a menos que esteja em cima dum estrado a dar aulas.
A política, mais que economistas necessita de sociólogos, humanistas, que podem muito bem acumular com qualquer curso ou com nenhum; não podem é ser incultos por mais cursos Universitários que tirem, mesmo que seja ao Domingo.
Uma sociedade em movimento/progresso não se rege por leis de economia pura.
A economia sozinha, mesmo essa precisa conhecer outras situações para poder fazer julgamentos/projecções.
Um homem que só saiba de cifrões é hoje pouco mais que analfabeto;
E esse tem sido o nosso desastre.

ruivianajorge@kanguru.pt




2167

Um retrato da justiça:




Tudo começou a 17 de Novembro de 2009, com a primeira promoção do procurador para o juiz de instrução, solicitando para que se enviasse ao secretário do Conselho de Estado um ofício de forma a que aquele órgão autorizasse José Sócrates a intervir no processo "enquanto denunciante e eventualmente arguido". O juiz, a 13 de Janeiro de 2010, não aceitou tal pedido, solicitando ao procurador a "indicação do fundamento legal" para tal pedido.
A 21 de Janeiro, o magistrado do MP lá respondeu, argumentando com um artigo Constituição da República, conjugado com outro da Lei 31/84. Mas não convenceu o juiz. Que, a 15 de Fevereiro, respondeu: "As referidas disposições legais não sustentam a pretensão formulada." O procurador deu um novo despacho, dizendo que o processo ficaria a aguardar 45 dias.
A 31 de Maio, finalmente, o procurador descobriu a lei que se "aplicava": pedir o levantamento da imunidade parlamentar a José Sócrates. Desta vez, o juiz de instrução concordou e fez seguir, a 14 de Junho, o pedido para o Parlamento. Em vão. Afinal, só o Supremo tinha competência.

2166


Narciso Miranda contra cedência de terreno a colégio de Belmiro na Senhora da Hora

Por Abel Coentrão e Rodrigo Martins
Área cedida à câmara por loteador do grupo Sonae passa a integrar o espaço do colégio fundado pelo empresário

Os vereadores eleitos pela candidatura Matosinhos Sempre, de Narciso de Miranda, criticaram ontem a cedência de um terreno municipal ao Colégio Efanor, da Fundação Belmiro de Azevedo.

Os 4500 metros quadrados em causa tinham passado para o domínio municipal como contrapartida pelo loteamento da área envolvente, que deu origem a um empreendimento imobiliário promovido por uma empresa do grupo Sonae (dona do PÚBLICO). O terreno chegou a ser colocado em hasta pública, mas, perante a ausência de propostas, a Câmara de Matosinhos cedeu-o, em direito de superfície, ao colégio. Por metade do preço-base da licitação falhada, diz a lista de Narciso Miranda.

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, considerou as críticas de Narciso Miranda "reaccionárias" e, após a reunião do executivo em que o protocolo foi aprovado, explicou que, numa cedência a 25 anos só pode ser pedido 50% dos 640 mil euros, o valor do terreno. Para o autarca, este será um bom negócio para o município, que fica com o direito de utilizar o pavilhão desportivo que o colégio vai fazer na área em causa e no qual o concelho gastaria um milhão, se o construísse.

Mas a bancada de Narciso insiste que a decisão é "inaceitável" e "vai no sentido de beneficiar os mais poderosos e contribuir para um investimento privado com fins lucrativos". Recorda que à escola em causa "apenas têm acesso pessoas com grande capacidade de compra".
Narciso Miranda argumenta que este terreno foi cedido à câmara pelo loteador, uma empresa "também de Belmiro de Azevedo", por ali só ser legalmente possível a construção de "equipamentos colectivos de interesse público e/ou para zona ajardinada e arborizada". E "deveria ser utilizado como espaço público, de equipamentos ou de zonas ajardinadas", consideram os vereadores. 


O PÚBLICO contactou a Fundação Belmiro de Azevedo, entidade detentora do Colégio Efanor, mas um eventual comentário foi remetido para depois de 14 Julho, após o regresso de férias do responsável pelo acompanhamento desta questão.

6.7.10

2165

Não paro de me espantar!

Aquele sujeito que meteu o socialismo na gaveta é que agora defende a necessidade do «renascimento» da ideologia?



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2164

Publirevistas
Sempre que vou ao dentista, divirto-me a folhear aquilo a que se convencionou (quem?) chamar revistas cor-de-rosa.
Mais parece um álbum de bacocos.
O paleio, sempre o mesmo, suponho que escrito pelo publi-reporter, versa invariavelmente por:
Estou a atravessar uma nova fase da minha vida:
Quer dizer, que se separou
-          Estou num novo projecto:
Quer dizer que faliu, e anda á procura de quem lhe abra um novo estaminé.
-          Eu e o meu marido temos muita cumplicidade:
Quer dizer que cada um vai para seu lado e o casório está pelas ruas da amargura.
O mais espantoso, e fiquei a saber isso há bem pouco tempo, é que esta parolada paga forte e feio, para ter a fronha lá estampada.
Claro que não aparece lá gente normal, só gente que anda de festa em festa,(com vestidos e jóias emprestadas), gente que anda de cama em cama e torna-se rapidamente conhecida por ser a nova namorada dum Epaminondas qualquer, ou gente que se despe melhor e mais rápido para mostrar o corpinho na publi-revista.
Resumindo:
São publi-revistas, feitas por publi-reporteres, que escrevem publi-artigos, sobre publi-pessoas.
E assim vai Portugal.
Política?????? pfuuuuuuuu que nojo, não há pachorra, diz-me mas é onde vai ser chic este mês que eu preciso esfolar aí algum

ruivianajorge@kanguru.pt

2163

IDEOLOGIA

Ala esquerda envia recados ao Governo


PS com discurso mais à esquerda no arranque das Jornadas Parlamentares. Oradores defenderam Estado social.


CRISE

Tectos para prestações sociais abrem ruptura no PS


DN



Soares pede debate no PS e apela a união ibérica contra a "ortodoxia" neoliberal

Ferro Rodrigues e João Proença criticaram a forma como o Governo explica medidas de austeridade. O desemprego vai aumentar mas o Executivo prefere "mensagens cor-de-rosa"
O PS está, nas jornadas parlamentares a fazer uma das habituais «curas de esquerda», que é um exercício que consiste em fazer muitas e diversas declarações de que somos todos muito de esquerda e muito defensores do «estado social». 

Que o eng. tenha governado à direita e fazendo a política da direita  até seis meses das eleições, que o combate à crise se esteja a fazer comprimindo os direitos e até a subsistência dos mais desfavorecidos, que tenha aumentado a desigualdade social, isso nada interessa. 
O que interessa é manter o poder a qualquer custo.
Até António Vitorino é contra o liberalismo ...


2162

BANCA

Impostos sobre o sector bancário renderam menos 40%

por Ana Suspiro

5.7.10

2161

PS

Ferro Rodrigues em campo para encontrar sucessor de Sócrates

Márcia Galrão   

Disponibilidade de António José Seguro para a liderança foi tiro de partida. PS estuda vários nomes para suceder a Sócrates.



2160




Depois da festa

"Alguns destes estádios não vão estar em posição de cobrir gastos. Vão dar prejuízo", disse no passado mês ao diário "Mail & Guardian" o economista Stan du Plessis, da Universidade de Stellenbosch. Antevia já a ressaca económico-financeira dos 10 estádios renovados (quatro) ou construídos de raiz (seis) para a "festa" do Mundial de Futebol. Segundo notícias ontem divulgadas, o governo da África do Sul terá investido cerca de 2,6 mil milhões de dólares (assim a olho, algo como 3 mil milhões de euros) nos estádios do Mundial, dois deles nas pequenas cidades de Nelspruit e Polokwane, que apenas receberam quatro jogos da fase de grupos, despesas que muitos analistas consideraram completamente insensatas. Se substituirmos "Mundial" por "Europeu" e "Nelspruit e Polokwane" por "Aveiro e Leiria", "Faro e Bessa" ou outros nomes familiares, descobriremos que a História Universal da Insensatez se repete. E que governos a auto-propagandear-se e a alimentar amigos e empresas do regime à custa de obras faraónicas e inúteis a pagar pelos contribuintes não são, como poderia pensar-se, um exclusivo africano.