21.4.09

624

AJUSTES DIRECTOS












419552009-04-09Câmara Municipal de MatosinhosSelect I Serviços S.A.Prestação de Serviços de Trabalho Temporário - 3 Assistentes Operacionais - para o Serviço de Apoio aos Órgãos Autárquicos47.357,28 €
430322009-04-16Câmara Municipal de MatosinhosAmigo de Letras - Unipessoal, Lda.Realização do 4º Encontro de Literatura de Viagens66.500,00 €
426792009-04-15Câmara.Municipal.Matosinhos.
Modelstand.concepção.e.montagem.de.exposições.Lda.
Organização da II Feira dos Clubes de Protecção Civil (Stands)8.640,00 €

623

















622



Toda a minha vida profissional fiz buscas em cartórios notariais, nos arquivos distritais e na DGRN á procura de escrituras. 
As escrituras são, e sempre foram escrituras públicas
E são públicas porque, precisamente,se destinam, também, a tornar públicas as declarações que delas constam.
No caso de aquisição de imóveis até tem de constar do registo nas conservatórias onde e quando foram celebradas. O mesmo sucede com as escrituras que titulam actos de sociedades.
O que não sucede por acaso; tem a função, além de outras, de proteger os direitos de terceiros e os interesses públicos.
(Por absurdo, se as escrituras fossem secretas eu até podia vender a Torre dos Clérigos) 

No entanto, e para defender as costas ao "patrão" :

621




Tudo ao léu

Sou um dano colateral do levantamento do sigilo bancário. As partes pudendas das minhas contas ficarão à vista das Finanças, e ou muito me engano ou não haverá folha de parra (um artiguinho da lei, ou só uma alínea ou um § único) com que alguém como eu, sem "offshores" no colchão, possa cobri-las. E agora, sempre que encarar o dr. Teixeira dos Santos na TV, não poderei deixar de sentir que me fita com ar reprovador como se me dissesse: "Com que então saldo a descoberto, hein?" ou "Vê lá se pagas a conta da luz, que já estás três dias atrasado".

A culpa foi minha, que me pus a defender a criminalização do enriquecimento ilícito e deveria saber que o Governo acabaria antes por taxá-lo (60% para o Estado, 40% para o corrupto) e, de caminho, arranjar maneira de espreitar no empobrecimento lícito geral. Dir-se-á que a lei não é para os portugueses comuns, que não terão nada a esconder. Mas quem não tem nada a esconder, um buraco nas meias que seja, ou na declaração de IRS? E já alguém viu uma lei aplicar-se aos portugueses incomuns, àqueles que financiam os partidos e têm milhões na conta bancária?

20.4.09

620









Entra hoje em vigor o REGULAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS, que tem como consequência o aumento dos custos que qualquer pessoa que recorra aos tribunais tem de suportar.
Pior: a partir de hoje essa despesa é paga «à cabeça» ou seja aquando da primeira intervenção em qualquer processo cível.
Tem esta brilhante «inovação» a consequência de afastar os cidadãos, sobretudo os mais economicamente debéis, dos tribunais; e portanto da defesa dos seus direitos e interesses.
Está subjacente a esta alteração uma filosofia de que os cidadãos devem suportar os custos dos serviços que o Estado lhes presta; mesmo dos que são da esfera daqueles que o estado não pode nem poderá nunca privatizar, como é a Justiça.
Sendo os tribunais uma estrutura pesada e cara, as custas processuais são também caras.
Claro que esta «filosofia» nada tem de socialista; nem sequer de social-democrata.
E só pode sair da cabeça de quem não se orienta nem rege por razões de solidariedade e justiça social, não tem preocupações com os direitos individuais nem com os seus concidadãos.
Diga-se que não atinge os interesses das grandes empresas nem os grandes negócios, a não ser marginalmente; Estes para a resolução das questões complicadas há muito que recorrem a tribunais arbitrais, evitando o tempo e o risco dos tribunais comuns.
.
Claro que há uma razão que justifica esta triste «iniciativa»:
Como este governo não foi capaz, em quatro anos, de fazer a urgente reforma da justiça e dos tribunais, optou por esta solução: encarecer de tal modo o custo da justiça que os cidadãos deixarão de recorrer aos tribunais e assim, estes ficam menos congestionados.

619

no KAOS

19.4.09

618


Mera curiosidade: estou nesta fotografia

617



no JN




Câmara pede 32,3 milhões à Banca
INÊS SCHRECK

A Câmara de Matosinhos vai pedir um empréstimo de 27, 3 milhões de euros para financiar 34 obras e votar o contrato de outro crédito, no valor de cinco milhões, para resolver problemas de tesouraria. A dívida aumenta 32,3 milhões.

A contracção do empréstimo de 27,3 milhões de euros vai ser adjudicada à Caixa Geral de Depósitos pelo prazo de 20 anos. O Executivo vai apreciar a proposta depois de amanhã.

De acordo com o documento, a que o JN teve acesso, o crédito servirá para financiar obras candidatadas a fundos europeus, nomeadamente a parte correspondente a capitais próprios. Das 34 empreitadas, 15 são construções, requalificações e ampliações de escolas primárias e jardins-de-infância. Há ainda obras em dois centros de saúde, quatro conjuntos habitacionais (Leça do Balio, S. Gens, Estádio do Mar I e II e Real de Cima) e inúmeras intervenções ao nível do Ambiente, integradas no plano de recuperação da marginal marítima.

Os 34 projectos onde os milhões vão ser aplicados estão elencados na proposta que a vereação vai analisar para não deixar dúvidas. Recorde-se que, depois de Guilherme Pinto anunciar a intenção de contrair um empréstimo (na altura falou em 25 milhões de euros), o deputado do PCP, Honório Novo, avisou que não passaria "cheques em branco" à Câmara e exigiu conhecer os projectos a apoiar.

Ao JN, Guilherme Pinto realçou a importância dos investimentos em causa, frisando que "é o futuro de Matosinhos que está em jogo".

O limite de endividamento bancário a médio e longo prazo do Município de Matosinhos para o ano de 2009 é de 58,7 milhões de euros. Com a contratação do empréstimo a capacidade de endividamento da Autarquia emagrece, passando para os 20,9 milhões.

O Executivo vai apreciar ainda a minuta de um contrato de empréstimo de curto prazo a celebrar com a Caixa Geral de Depósitos, no total de 5 milhões de euros. Este crédito vai servir para colmatar as dificuldades da tesouraria em pagar os salários e outras despesas mensais e facturas.

Em meados de Fevereiro, a Oposição na Câmara de Matosinhos (PCP, PSD e CDS) votou contra o pedido de cinco milhões à banca, mas o PS aprovou.

17.4.09

616



615






Vital, o "amordaçado"

Aproveitando sofregamente a circunstância de Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD às europeias, ter usado a palavra "mordaça" para dizer que não se calaria, durante a campanha, sobre questões nacionais, Vital Moreira, o tal candidato "independente" do PS - crendo, como na fábula, que era algum bago -, veio auto-medalhar-se com o facto de que ele é que sabe "o que é suportar mordaça" pois terá "suportado mordaça" durante o Estado Novo, coisa de que o juvenil Rangel, na altura recém-nascido, não pode gabar-se.

Conta-se que uns irlandeses terão procurado um dia George Bernard Shaw ostentando as chagas da repressão inglesa e pedindo o seu apoio à causa republicana, e que Shaw julgou perceber em tal ostentação algum orgulho, comentando: "Não vejo que ter sido maltratado possa ser motivo de orgulho…". O "professor de Coimbra, meu Deus!" e arrependido do PCP orgulha-se do seu passado de "amordaçado" e tenta pô-lo a render (é, pensará, um capital de credibilidade) na bolsa eleitoral. O que sempre me pergunto, em casos como o de Vital Moreira, é o que, se falasse, o seu passado diria do seu presente.

614





Olha para o que eu digo, não olhes para o que fiz...
(e tornava a fazer se lá conseguisse voltar)







"A corrupção é um cancro da democracia. Não precisamos de sair de Matosinhos para perceber porque é que se fala de empresas do regime. Consiste numa mistura de funções e utilização de meios para proveito próprio. utilizar um carro de uma empresa pública em serviço particular é grave... Quer queiramos, quer não, são crimes de abuso de poder. São crimes de peculato de uso. Tudo isto é punido pela nossa legislação.
(o comedor-comentador no «olhos nos olhos« de dia 9, segundo o Jornal de Matosinhos)

16.4.09

613


Quem está, e quem não está interessado em combater a corrupção?








612





A bem dizer, tanto Sócrates como Vital Moreira sustentam posições compreensíveis: se Durão Barroso sair da Comissão Europeia, Sócrates sabe que, em lugar de ficar obrigado a criar 150 000l empregos, terá de arranjar 150 001, para ocupar mais um desempregado; Vital Moreira não esquece que Durão Barroso mudou do PCTP-MRPP para o PSD e, na qualidade de militante do PCP que passou para o lado do PS, não apreciará vira-casacas.

611



610

No Portugal dos Piqueninos

609





Metro pagou 3,5 milhões a mais ao Salgueiros
Ministério Público não encontrou indícios de crime em venda de terrenos acima da avaliação e arquivou o caso





No JN

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Uma imagem no Portugal dos Piqueninos



E um Texto no The Braganza Mothers


15.4.09

607



606


Fotografia do MatosinhosHoje

605


Dê-me um pouco de atenção (2 X)

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os têm
Aos outros um passou bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Quem anda a despedir
Ainda se fica a rir

Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
Espero vir a ter 
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Vou conseguir encontrar
Mais força para lutar (4 X)

Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer


É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar 
O povo que acreditou

Conseguir encontrar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar
Mais força para lutar (3 X)

Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder


Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão

Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a …


Senhor Engenheiro
Dê-me um pouco de atenção (2 X)

14.4.09

604


JOÃO MIGUEL TAVARES

Inteiramente gratuito, eis o guia com que sempre sonhou

por JOÃO MIGUEL TAVARES

Ajustiça em Portugal parece-lhe confusa? Não faz ideia porque é que todos os processos que envolvem pessoas importantes acabam sempre em regabofe? Diga não à desorientação! Em apenas 20 passos, eis o guia ideal para entender todos os casos que em Portugal começam com a palavra "caso":

1) Os jornais publicam uma notícia sobre qualquer pessoa muito importante que alegadamente fez qualquer coisa muito má. 2) Essa pessoa muito importante considera-se vítima de perseguição por parte de forças ocultas. 3) Outras pessoas importantes vêm alertar para o vergonhoso desrespeito do segredo de justiça em Portugal, que possibilita a actuação de forças ocultas. 4) Inicia-se o debate sobre o segredo de justiça em Portugal. 5) Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar na legislação portuguesa para que estas coisas não aconteçam. 6) Toda a gente conclui que não se pode mudar a quente a legislação portuguesa. 7) A legislação portuguesa não chega a ser mudada para que estas coisas não aconteçam. 8) As coisas voltam a acontecer: os jornais publicam notícias sobre essa pessoa muito importante dizendo que ainda fez coisas piores do que as muito más. 9) Outras pessoas importantes vêm alertar para o vergonhoso jornalismo que se faz em Portugal, que nada investiga e se deixa manipular por forças ocultas. 10) Inicia-se o debate sobre o jornalismo português. 11) Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar no jornalismo português. 12) Toda a gente conclui que estas mudanças só estão a ser debatidas porque quem alegadamente fez uma coisa muito má é uma pessoa muito importante. 13) Nada muda no jornalismo português. 14) Enquanto o mecanismo se desenrola do ponto 1) ao ponto 13) a justiça continua a investigar. 15) Após um período de investigação suficientemente longo para que já ninguém se lembre do que se estava a investigar a justiça finaliza as investigações e conclui que a pessoa muito importante: a) Não fez nada de muito mau. b) Já prescreveu o que quer que tenha feito de muito mau. c) É possível que tenha feito algo de muito mau mas não se reuniram provas suficientes. d) Afinal o que fez não era assim tão mau. 16) Pessoas importantes que são amigas dessa pessoa muito importante concluem que ela foi vítima de perseguição por parte de forças ocultas. 17) Pessoas importantes que não são amigas dessa pessoa muito importante concluem que em Portugal nada acontece às pessoas muito importantes que fazem coisas alegadamente muito más. 18) As pessoas citadas no ponto 17) iniciam mais um debate sobre a justiça em Portugal. 19) As pessoas citadas no ponto 16) iniciam mais um debate sobre o jornalismo em Portugal. 20) Os jornais publicam uma outra notícia sobre uma outra pessoa muito importante que alegadamente terá feito outra coisa muito má. Repetem-se os passos 1) a 19).

603

Quimicamente puros

Quimicamente puros


É um dos mitos mais generalizados o de que os jornalistas, como os anjos, não têm sexo, que é como quem diz vida pessoal, relações, interesses. Toda a gente sabe que não é assim, mas trata-se de uma convenção que os jornalistas permanentemente alimentam e sobre que o jornalismo, enquanto profissão, constrói de si mesmo, para si e para o mundo exterior, a ideia especular de um nicho quimicamente puro de "isenção" e "independência" pairando acima da sociedade. É nessa ideia que o jornalismo funda a legitimidade de que se reclama de vigilante e juiz da sociedade.

Quando um jornalista se mostra como sendo, afinal, humano ou tendo motivos e interesses, e se atreve - em vez de os ocultar, como manda o código de aparências corporativas - a falar sem exibir publicamente "distância" e "isenção", viola regras não escritas e desencadeia reacções automáticas de exclusão. O que aconteceu recentemente com uma jornalista do DN e o mal-estar que gerou por ter deixado "contaminar" a sua opinião (opinião, sublinhe-se) pela sua alegada vida pessoal é um bom exemplo da hipocrisia de que se alimenta o jornalismo.

602


Dois homens, a mesma luta






Morais Sarmento desaconselha criminalização do enriquecimento 

601

13.4.09

600

A decência, finalmente

A decência, finalmente


A notícia agitou no fim-de-semana a habitualmente pacata (hoje é um daqueles dias em que, como no soneto de Bocage, me acho mais pachorrento) comunicação social portuguesa.

O Estado, através da Agência de Modernização Administrativa, decidiu modernizar administrativamente as meninas da Loja do Cidadão de Faro e proibiu-as de usar saias curtas, decotes, saltos altos, perfumes "agressivos" (acho bem, perfumes armados e perigosos deviam estar sob a alçada da lei das armas; e sei do que falo que já tenho sido espoliado até por águas de colónia) e roupa interior escura. Descontando as cuecas e os "soutiens", reservas ecológicas onde o Estado talvez devesse, mas que sei eu?, abster-se de edificar, o resto, juntamente com os processos a jornalistas, é já, tudo o indica, o primeiro passo da política de decência da sociedade portuguesa anunciada no Congresso do PS. Tinha que se começar por algum lado e começou-se pelas saias e decotes, que era o que estava mais à mão (salvo seja). A corrupção, o tráfico de influências e o enriquecimento ilícito que ponham as barbas de molho; um dia chegará a sua vez.

599

A falência anunciada da Metro do Porto no JN

A falência anunciada da Metro do Porto


Nem a Junta Metropolitana nem o Governo leram bem o relatório e contas da "Metro do Porto" que aliás aprovaram. Ou talvez estejam apenas a assobiar para o ar, esperando que ninguém repare como conduziram o metro do Porto à falência técnica.

No momento em que se anima a malta para enterrar a linha do Campo Alegre, o essencial é perceber se nessa altura ainda existirá empresa ou se terá condições financeiras para concluir os projectos da 2ª fase…

As razões que levaram o metro do Porto ao vermelho, com uma situação líquida negativa de 68,7 M€, não se superam com o simples aumento do capital da empresa. Se não terminar a discriminação com que os governos têm sempre tratado o metro do Porto, o espectro da falência regressará sempre.

Investiram-se 2236 M€ na rede mas o Orçamento do Estado, em doze anos, "só entrou" com 136,8 M€, 6,12% do total!

Esperava-se uma comparticipação a fundo perdido (Estado e fundos comunitários) de 43,9% do valor a investir, acabou em 26,2%, um rombo de 40% no financiamento público!

Quanto às indemnizações compensatórias devidas pelo serviço público que presta, o Governo PS entregou em 2008, 11,7 dos 246 M€ orçamentados!

Face ao garrote financeiro dos governos, a rede do metro do Porto foi construída quase integralmente pelo recurso ao crédito. Opção insustentável, não espantando que o endividamento a médio e longo prazo atinja em 2008 mais de 1900 milhões de euros!

Com o tempo torna-se assim mais clara a intenção do Governo PS: manter o subfinanciamento público, (basta ver o PIDDAC/09 e o QREN para confirmar), indemnizar indigentemente o serviço público, permitir a continuada degradação financeira da empresa, justificar, no tempo certo, aumentos dos bilhetes para melhor viabilizar desde já a concessão a grupos privados, no longo prazo a privatização da empresa.

Afinal, é a cartilha neoliberal com que Sócrates acusa a Direita em vésperas eleitorais…

598









Duas razões para não votar PS nas próximas europeias:
.
1 - O Vital é repugnante;
.
2 - Se o Sócrates ganhar estamos a ajudar o Barroso a ficar na presidência. 

595













(imagem do KAOS)

Ao fim de 4 anos de governo o ministro da Justiça não fez a reforma que se impõe fazer.
Em rigor não fez quase nada para melhorar o funcionamento da Justiça e dos tribunais. 
Antes pelo contrário: o recurso aos tribunais vai ser mais caro (a partir do próximo dia 20), mais dificil e mais lento.
Inicia-se hoje o funcionamento (parcial) do novo mapa judiciário.
A estrutura não está preparada para o acolher, não foram criadas condições para que funcione bem, e não há gente, sobretudo no Ministério Público, suficiente.
Já é evidente que a deslocação de meios humanos para as estruturas agora criadas vão agravar o funcionamento de várias comarcas, sobretudo do interior.
Mas o homem avança, impante.
É urgente fazer a reforma da justiça que não foi feita neste mandato, mas a única voz que (do PS) até ao momento o disse de forma clara foi, curiosamente, o António Vitorino. 

594

593



12.4.09

592






Sempre pensei que quem faz da morte modo de vida assumia essa escolha com todas as consequências que daí decorrem.
Ia um bando de garbosos marinheiros lusitanos em ameno cruzeiro quando foi chamado a intervir na questão da pirataria nas costas da Somália.
E de imediato surgiu o alarido sobre o pagamento do subsídio de risco e até da contratação de de seguros.
Mas então os senhores quando escolheram aquela profissão não sabiam dos riscos dela?
Julgaram que era sempre passeio? 

591