












PerguntasPorque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera? |

No dia 29 de manhã foi desencadeado o ataque geral. A divisão Merle, na minha direita, recebeu ordem para avançar com o ataque da véspera e, caso encontrasse demasiada resistência, aguardar que o centro do inimigo fosse penetrado para ir mais além.
A divisão Mermet, seguida da cavalaria de Lahoussaye e de Caulaincourt, foi encarregue do ataque do centro, tendo como objectivo final a cidade do Porto.
Confiei aos generais Delaborde e Franceschi o ataque da esquerda. Deviam forçar a direita do inimigo, conquistar todas as barreiras e fortificações que encontrassem e entrar no Porto pelo norte. As minhas colunas da direita e da esquerda tinham com elas artilharia, mas não a puderam utilizar. Afectei duas baterias de artilharia ligeira à do centro. Os resultados foram excelentes. Tinha determinado como grito de guerra "Napoleão e Glória". Todos o repetiram em uníssono: não havia um único soldado que não estivesse determinado a vencer. Como tal, a vitória não foi posta em causa nem por um instante. Às dez horas as divisões Mede e Delaborde entraram em acção; uma meia hora depois tive de atrasar o movimento da primeira e forçar o do general Delaborde. Entretanto retinha o general Mermet. O inimigo, vendo que apenas as duas alas eram atacadas, resolveu desguarnecer o centro e retirou parte das tropas que aí tinha para as colocar na sua esquerda. Na mesma altura, ordenava ao general Mermet que atacasse e os dois redutos principais que constituíam a chave da posição do inimigo foram conquistados. A nossa artilharia ligeira tinha tido apenas tempo de disparar algumas rajadas, quando já quatro companhias de infantaria entravam pelas seteiras e ocupavam as obras de defesa onde centenas de portugueses eram mortos e vinte canhões apreendidos. Organizei a posição connquistada. Por minha ordem, o general Rouyer, com dois batalhões, ao dirigir-se para a direita, obrigou o inimigo a evacuar os redutos que ainda ocupava em frente do general Mede, enquanto o 47.° de infantaria era lançado sobre o Porto.
Por seu lado, o general Delaborde atingia o extremo norte da cidade com o 17.° de infantaria ligeira, após ter tomado vários redutos e se ter apoderado de cinquenta peças de canhão. O 86.° e um batalhão do 70.°, apoiados pela cavalaria de Francesschi, combatiam ainda no nosso flanco esquerdo e atrasavam um pouco a entrada na cidade. Entretanto, o general Mede, apoiando o ataque do centro, precipitava o seu avanço e contornava a esquerda inimiga. O capitão Chevillé, à cabeça de uma centena de infantes, chegava em primeiro lugar aos redutos, entrava pelas seteiras e assumia o seu comando. Os ocupantes, soldados ou camponeses armados, intiimidados por esta audácia, tentavam fugir, mas nem um escapou. Imediatamente à nossa direita debandaram todos, e os fugitivos afogaram-se no mar ou no rio. O general Mede tinha-se apoderado de mais de sessenta canhões; os obstáculos que o inimigo tinha multiplicado neste local eram de tal forma avultados que ficámos ainda mais espantados no dia seguinte, por os termos transposto, do que tínhamos ficado no próprio dia em que os ultrapassámos.
O 47.° e o 17.° de infantaria ligeira tinham-se juntado no Porto e tinham encontrado todas as avenidas cortadas, barricadas e guarnecidas de artilharia. Das janelas, disparavam sobre os nossos soldados; mas foi tudo tomado. O major Dauture chegou à ponte do Douro quando os portugueses tentavam cortá-la, protegidos pela sua poderosa artilharia colocada na margem esquerda no convento da Serra.
Não havia um minuto a perder ou a ponte estava perdida. Quando o general Donnadieu e o major Dauture lá chegaram, encontraram-na obstruída com mais de dois mil indivíduos de todas as idades e sexos. No pânico, tinham feito cair um dos pontões e tinham sido engolidos com ele. A cavalaria do bispo, em fuga nesse mesmo instante, passava por cima dos corpos deste infelizes, calcando-os sem piedade sob os pés dos cavalos. Foi assim que conseguiu escapar, alguns momentos antes da entrada dos franceses.
Os nossos soldados, mais generosos, apressaram-se em socorrer alguns dos afogados que ainda davam sinais de vida; outros, para evitar passar por cima deles, colocaram pranchas nos dois lados e atiraram-se para o outro lado da ponte, apesar das tremendas descargas de canhão do inimigo.
A tomada da ponte era muito importante; foram enviados reforços ao coronnel do 47.° que as dispôs habilmente de forma a conquistar o arrabalde de Vila Nova de Gaia bem como a margem esquerda do Douro.
À nossa direita, o general português Lima tinha cometido a imprudência de fazer ver às suas unidades o perigo da respectiva situação. A sua voz foi imediatamente abafada por clamores, celerados precipitaram-se sobre ele e trespassaram-no. Um batalhão francês, que se dirigia para este local, chegou tarde demais para o salvar. Este mesmo batalhão tomou então de assalto dois fortes e encontrou em cada um quinze bocas-de-fogo e munições. O general Lorge, mantido em reserva à direita de Infesta com a brigada de dragões e um batalhão do 31.°, desincumbiu-se muitíssimo bem das missões de limpeza e de perseguição que tinha recebido.
Éramos senhores do Porto e a ponte estava passada. Duzentos soldados do bispo, refugiados no paço episcopal, faziam ainda fogo contínuo sobre tudo o que aparecia. Soldados franceses dispersos, de todos os regimentos, reuniram-se e, de sua própria iniciativa, lançaram-se sobre este foco de resistência, forçaram a entrada e passaram a fio de espada os que tiveram a temeridade de os esperarem; os outros foram apanhados nas ruas.
Assim terminou esta batalha, que ficará, infelizmente, demasiado célebre. O Imperador não a tinha previsto e eu fui obrigado a travá-la. As perdas do inimigo eram imensas, e superiores a 8000 homens. No Douro (seja na foz seja na ponte) pereceram mais de 2000. Muitos feridos tinham-se refugiado nos bosques e em casas abandonadas. Não puderam ser socorridos a tempo. O número de prisioneiros elevava-se a 250, entre os quais 25 ingleses dos quais 3 eram oficiais, vindos recentemente de Lisboa.
Memórias do Marechal Soult
Livros Horizonte, 2009



Formação e experiência Académica:




Portagens nas SCUT da região norte "a todo o vapor"
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, afirmou que o Governo está "a trabalhar a todo o vapor" para introduzir portagens em três SCUT e garantiu que o processo está "em fase final de implementação".
"Estamos na fase final da implementação [de portagens], como será visível nos próximos dias", referiu, escusando-se a avançar datas. O governante admitiu que tem sido "um trabalho complexo", mas adiantou que a questão tecnológica do sistema de cobrança "está ultrapassada".
Em causa estão as SCUT (auto-estradas sem custo para o utilizador) do Grande Porto (Matosinhos-Lousada/A41-A42), da Costa da Prata (Gaia-Mira/A29) e do Norte Litoral (Matosinhos-Viana do Castelo/A28).
"Estamos neste momento em fase de implementação da solução tecnológica e espero que possamos anunciar essas novidades muito rapidamente", acrescentou Paulo Campos.
Esta notícia, no JN de ontem, vem suscitar uma questão:
No último congresso distrital do PS foi aprovada, por larga maioria, uma moção contra a instalação destas portagens.
Essa moção representa a vontade da organização no Distrito.
Que vão fazer, que iniciativas vão tomar, como vão defender essa deliberação o Presidente da Federação Distrital, Renato Sampaio, e o Presidente da Comissão Política da Federação, Guilherme Pinto?