16.2.09

448

441 - número de militantes que votaram na Secção de Matosinhos do PS.

É obra!!!


Em tempo:
Comentário colocado n' O Porto de Leixões:

Rui Oliveira e Costa disse...

Por falar em naufragio, pior que esta situação so a que aconteceu no PS de Matosinhos, com as eleiçoes para Secretario Geral e Delegados ao Congresso do PS, entao nao é que mais uma vez constactamos que GP nao manda nada na Camrara, e no PS entao é que é mesmo evidente, mais uma vez Antonio Parada mostrou que é o Sr. PS em Matosinhos, pois só ele (Parada) conseguiu metade dos votos obtidos em todo o concelho cerca de 450, e ainda por cima segundo soube, apresentou uma lista de delegados ao congresso nacional, sem ofensa, de segunda linha, as figuras de proa parece que tiveram problemas de "ordem numerica" e nao souberam "ordenar-se" na lista e patrao Parada mandou-os borda e claro a rapaziada naufragou.
GP de facto nada manda no PS, nao tem votos, nem carisma, como é que alguem assim pode querer ser presidente de uma camara, quando, é um presidente de junta que manda no partido.
Sera que GP tambem vai pedir um emprestimo de 5 milhoes para pagar quotas do PS e arranjar militantes ou para oferecer brindes aos cidadaos durate a proxima campanha eleitoral, mas nem mesmo assim tera sucesso.

Que vergonha, temos um verbo de encher na presidencia da camara 

477










Narciso não exclui ser candidato em Viana 


PAULO JULIÃO, Viana do Castelo
Autárquicas. Defensor Moura cada vez mais longe da recandidatura pelo PS
Perante a possibilidade, cada vez mais real, de Defensor Moura não ser aceite pelo PS para voltar a encabeçar a lista candidata à Câmara Municipal de Viana do Castelo, que lidera há 15 anos, várias alternativas começam a ser colocadas em cima da mesa para a lista oficial do partido. Um dos nomes mais falados nos bastidores políticos é o de Narciso Miranda, o antigo presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, e que é, aliás, natural de Barroselas, uma freguesia do concelho de Viana do Castelo. 

Em declarações a uma rádio local de Viana do Castelo, Narciso Miranda comentou essa possibilidade com uma resposta que o próprio classificou como "enigmática". "Se sou candidato? É uma pergunta surpreendente. É gratificante para mim [ser apontado como candidato], pela minha relação de afecto à minha terra. Mas só digo isto, mais nada", afirmou Narciso Miranda, em declarações à rádio Geice, dizendo "desconhecer completamente" o facto de ser um dos nomes apontados como potencial candidato socialista à Câmara de Viana. De qualquer forma, não confirma nem desmente a possibilidade, pelo que deixa a dúvida no ar. 

Após o 25 de Abril, com 26 anos, Narciso Miranda entrou na política concorrendo às primeiras eleições autárquicas democráticas, como número dois da lista apresentada pelo PS à Câmara de Matosinhos, onde chegou, pela primeira vez à presidência, em 1977, sendo reeleito sucessivamente, mantendo o cargo durante 29 anos. Uma rixa entre facções rivais do PS local na lota de Matosinhos durante a campanha para as eleições europeias de 2004, que precipitou a morte, por paragem cardíaca, de Sousa Franco, cabeça de lista do partido ao Parlamento Europeu, marcou a retirada de Narciso Miranda da política activa. Em Matosinhos foi substituído por Guilherme Pinto, até aí vice-presidente da autarquia. 

Perante a possibilidade de tentar regressar à Câmara de Matosinhos mas como independente, o próprio PS poderá ter algum interesse neste tipo de solução, de forma a não colocar em causa nenhuma das duas autarquias, num cenário que, em Viana, cada vez mais começa a ser certo que, pelo menos pelo partido, Defensor Moura não será o candidato. Uma candidatura liderando uma lista independente ou acabar a carreira política como deputado, são cenários que Moura não rejeita.


Será que as sondagens andam a dar assim tão maus resultados?       DN

476










Partido ???SOCIALISTA???


 
IGF considera que o regime fiscal está desadequado
Estado "paga" a grupos bancários 
para investir no estrangeiro 
Por João Ramos de Almeida 

Vinte anos a fomentar o "capitalismo popular" tiveram o efeito inverso. Os actuais benefícios fiscais estão a apoiar fundos de investimento, não de pequenos aforradores, mas de "grandes investidores" que os aplicam não no mercado nacional, mas no estrangeiro, concluiu uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças.

Passados 16 meses sobre a entrega do relatório, as suas propostas estão ainda a ser analisadas por um grupo de trabalho nas Finanças.

A IGF debruçou-se sobre o sistema de controlo das obrigações fiscais dos fundos de investimento. E esse tema foi agendado por se "considerar que este tipo de entidades", com uma tributação atípica, revela "um acentuado risco de evasão". Um risco que "é agravado" por "a DGCI nunca ter desenvolvido um verdadeiro modelo de controlo" e por "boa parte dos fundos se inserir em grupos bancários/financeiros, onde em geral se pratica um planeamento fiscal agressivo", com perdas na receita fiscal.

A síntese é clara. "Os principais participantes são grandes investidores, a quase totalidade dos investimentos é efectuada fora do território nacional e a maioria dos fundos de investimento imobiliário são fechados"- isto é, não permitem a entrada a novos investidores - "e destinam-se a gerir patrimónios empresariais ou particulares". O regime de subscrição particular (abaixo de cem subscritores) vinga em 88 por cento dos fundos e 96 por cento dos fundos fechados.

Face à "injustiça" e à desaquação do regime tributário, a IGF apresentou diversas propostas e recomendações à tributação dos fundos. Propôs mudanças nas declarações fiscais. Alertou para o facto de diferentes taxas de tributação estimularem a fraude. Mas até agora nada foi seguido pelo Ministério das Finanças. 

Tal como em outros relatórios da IGF pedidos pelo PÚBLICO, os responsáveis do ministério mostraram-se relutantes. Só o facultaram depois de accionada a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos. As questões do PÚBLICO ficaram sem resposta até ao fecho da edição.

Em 2007, existiam 442 fundos de investimento, dos quais 260 fundos mobiliários e 182 de investimento imobiliário. As suas carteiras ultrapassavam os 39 mil milhões de euros e pagaram de imposto 242 milhões de euros. Na amostra analisada pela IGF, a taxa média de tributação foi de 14 por cento, devido ao facto de 25 por cento dos rendimentos terem sido gerados por mais-valias de acções isentas ou quase isentas de imposto (ver texto). 

Os rendimentos financeiros - devido às diferentes taxas praticadas - têm sido "uma área de actuação privilegiada do planeamento fiscal quer no passado (lavagem do cupão), quer actualmente (investimento na componente de capital dos strips de fundos e dissimulação dos rendimentos de unidades de participação em paraísos fiscais, como sendo rendimentos de mais-valias)". 

Nos 182 fundos imobiliários e fundos de pensões (geridos por 27 sociedades), a maioria dos imóveis beneficiava de isenção de tributação sobre o património. Mas "um número considerável de prédios" estava irregularmente isento. O Governo mudou a lei em 2006 (Lei 53-A/2006) - limitando as isenções - mas essa medida é considerada pela IGF como "insuficiente e claramente contornável", de "muito difícil controlo". 

DGCI controla mal

Quando o relatório foi entregue, havia uma "reduzida actividade de controlo" da DGCI, o que tornava os fundos "uma realidade quase impenetrável". 

Apenas três técnicos da inspecção seguiam o universo dos fundos, sociedades gestoras e fundos de pensões. Preocupavam-se, sobretudo, com os rendimentos de mais-valias das acções, aliás, quase isentas de imposto. 

O controlo, segundo a IGF, tem sido deficiente. O cadastro dos fundos "evidencia carências com impactos negativos no controlo fiscal". As declarações fiscais são parcas em informação, não estão adaptados aos fundos e representam "o principal motivo impeditivo" de um controlo adequado. 

Não discriminam, por exemplo, os tipos de rendimentos gerados ou as retenções na fonte, os rendimentos pagos ou obtidos pelos fundos. Apesar de vigorar uma tributação de 25 ou 20 por cento (consoante sejam rendimentos de fundos nacionais ou estrangeiros), "a verdade é que tais rendimentos nunca são tributados, uma vez que a generalidade dos fundos que os obtêm considera usufruir de um regime de isenção idêntico" aos dos fundos de investimento, com "efeitos não desprezíveis" em perda de receita fiscal. Das declarações não consta um mapa de mais ou menos-valias. 

Sinal de tudo isso é "o facto de, passadas duas décadas de vigência do regime de tributação dos fundos, não terem sido até ao momento oficialmente divulgadas quaisquer instruções específicas sobre a sua aplicação", refere o relatório. 

Regime fiscal dá "vantagens indevidas"

Os fundos de investimento beneficiam de "um regime extremamente vantajoso". Para a IGF, só isso justifica o seu uso por "vários grupos económicos" para gerir os seus patrimónios, pervertendo a lógica dos benefícios fiscais. Embora sejam contribuintes de IRC, a determinação do rendimento e do imposto faz-se pelas regras do IRS, o que é fonte de "iniquidades" e de "manipulação". 

Ao contrário do IRC, que não distingue a fonte do rendimento, a vantagem tem a ver com a quase isenção sobre as mais-valias mobiliárias (dez por cento sobre as mais-valias com títulos detidos há menos de um ano ou zero com os detidos há mais de um ano). Essa "desoneração" foi alterada na reforma fiscal de 2000 no mandato de António Guterres, mas revertida ainda no mesmo mandato e no de Durão Barroso, sob pressão de grupos económicos que ameaçaram abandonar o mercado nacional. 

A IGF questiona-se "se é justo" que haja apoios públicos tão vantajosos para "investidores de nível institucional" que apostam sobretudo em títulos no mercado externo.

Regime fiscal dá "vantagens indevidas"

Fundos jogam com isenção das mais-valias

Os fundos de investimento beneficiam de "um regime extremamente vantajoso". Para a IGF, só isso justifica o seu uso por "vários grupos económicos" para gerir os seus patrimónios, pervertendo a lógica dos benefícios fiscais. Embora sejam contribuintes de IRC, a determinação do rendimento e do imposto faz-se pelas regras do IRS, o que é fonte de "iniquidades" e de "manipulação". 
Ao contrário do IRC, que não distingue a fonte do rendimento, a vantagem tem a ver com a quase isenção sobre as mais-
-valias mobiliárias (dez por cento sobre as mais-valias com títulos detidos há menos de um ano ou zero com os detidos há mais de um ano). Essa "desoneração" foi alterada na reforma fiscal de 2000 no mandato de António Guterres, mas revertida ainda no mesmo mandato e no de Durão Barroso, sob pressão de grupos económicos que ameaçaram abandonar o mercado nacional. 
A IGF questiona-se "se é justo" que haja apoios públicos tão vantajosos para "investidores de nível institucional" que apostam sobretudo em títulos no mercado externo. 


no "Público" de hoje

13.2.09

474














A decisão do governo de tornar obrigatória a introdução nos automóveis um «chip» identificativo é mais um atentado - violento - aos direitos individuais e às liberdades dos cidadãos deste desgraçado País.
É uma medida que reforça o estado policial repressivo, e portanto perigosa além de injustificada.
Permite às diversas «bófias» que por aí há controlar o movimento de todos os nossos carros, com as consequências desvairadas que daí virão. 
Lamentavelmente é o partido que já foi o das liberdades que introduz esta tolice, acrescida a outras do msmo jaez ( as escutas telefónicas na anterior versão do Cod. Proc. Penal, o cartão identificativo único, etc...).
Ainda por cima vem arruinar a Via Verde que era uma das poucas coisas boas que se tinham feito no País, e com sucesso gereralizadamente reconhecido.

473

no KAOS

11.2.09

470

No KAOS

469


Não tenho nada contra o «casamento» de pessoas do mesmo sexo.
Só lamento ter-me passado completamente ao lado o amplo debate sobre a matéria que o PS e o Eng. entendiam como necessários e fulcrais para decidir sobre o assunto quando «chumbaram» a proposta do BE.
Não tenho dúvidas que esse debate se fez; eu é que sou distraído!

468











Projectos na Guarda: Vereadores do PSD contestam relatório da Câmara

Casas de Sócrates na Judiciária

Os polémicos projectos assinados por José Sócrates no concelho da Guarda nos anos oitenta vão ser investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária.

467






«Como é que as pessoas podem aguentar que o Estado vá salvar um banco onde se sabe que há roubalheiras absolutas e fique tudo na mesma e aqueles continuem a dirigir os bancos depois do Estado lá meter o dinheiro dos contribuintes?».

«É preciso que digam porque razão gastaram nisso [no BPN e BPP] e não em outras coisas».

Mário Soares aqui

8.2.09

465


Eu sei que a vida custa a ganhar...
Mas a «Rosinha do PS» não tem de fazer, ela também, as suas escolhas?

464









Começou, em grande, a campanha do "camarada" Narciso:


Câmara de Matosinhos quer contrair empréstimo de cinco milhões de euros

08.02.2009, Margarida Gomes

Para fazer face a dificuldades de tesouraria, a Câmara de Matosinhos quer contrair um empréstimo de curto prazo até ao valor máximo de cinco milhões de euros. Na proposta, que vai ser debatida amanhã na reunião privada do executivo, explica-se que os problemas de tesouraria em causa podem ocorrer sobretudo no primeiro semestre deste ano.
A directora do Departamento Financeiro apresenta a medida como uma tentativa de "minimizar os efeitos da volatilidade das receitas municipais que, neste contexto, deverá ser entendida como a quantidade e intensidade de flutuações e oscilações que têm ocorrido, e se prevêem vir a ocorrer, com uma série de retornos ao longo de 2009".
Com uma "dívida transitada em termos de compromissos facturados da ordem dos 10 milhões de euros", a Câmara de Matosinhos admite que a receita "não seja suficiente para que até Maio (altura em que se prevê a primeira prestação do IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis) seja possível fazer face à globalidade das obrigações vencidas". A directora do Departamento Financeiro frisa ainda que "a gestão de tesouraria terá como objectivos, por um lado, recorrer ao empréstimo na medida do estritamente necessário e, por outro lado, amortizá-lo até ao final do ano". 


No PUBLICO


 

 

7.2.09

463







Pensava eu que a trapalhada e o descrédito atingidos pelo Ministério Público da era Souto Moura eram inultrapassáveis.
Mas começo, seriamente, a repensar essa ideia.  

462

no KAOS

461










O ....... do costume garante, e pretende demonstrar que a pobreza está a diminuir.
Até tem gráfico e tudo.
Se não acreditam, vejam aqui.
Cada governo tem a defesa que merece...!
Há pessoas assim, que não tem olhos na cara para ver o mundo lá fora! 

460


O Marcelo no incursões




Au Bonheur des Dames 171

Malhar, diz ele

Abram alas! Passa o Malho!
Chapeau bas! Viva o pimpolho!
E é tratar de abrir o olho,
Porque ele vem de chanfalho.

Lembram-se do Joãozinho das Perdizes? Se calhar não... já ninguém lê Júlio Dinis, escritor malogrado, morto demasiado cedo para poder ser conhecido por mais alguma coisa do que “A morgadinha dos canaviais”, “Uma família inglesa” ou as eternas pupilas.
Se as leitoras se derem ao trabalho verificarão, contudo, que JD pintou como nenhum outro a mudança social e política. Foi um cronista do fontismo ou pelo menos da vontade de mudar o país. E em “Os fidalgos da casa mourisca” mostra como a decadente aristocracia rural começa a ser substituída pelos empresários agrícolas que em breve os substituirão.
O Joãozinho, pitoresca criação sua, era um reaccionário de bom coração que varria feiras a varapau. Malhava forte e feio nos adversários, fiado na sua força, na sua classe e no punhado de apaniguados que lhe deviam obediência. E gabava-se disso.
Do que ele gostava era de malhar na esquerda, se por isso pudermos significar os arautos de um Portugal que tentava emergir do espesso mundo rural nortenho.
Deixou, como parece agora comprovar-se, discípulos. Que gostam de “malhar”. Malhar nos adversários mesmo que estejam no mesmo partido ou, no que se convencionou chamar “esquerda”. Podia dar-lhes para “malhar” na Direita, ainda que isso pareça um problema porquanto, e aos olhos de muito boa gente, o partido dos malhadores, ou caceteiros costume ancorar por essas bandas. Como é o caso, diga-se de passagem, quando um partido socialista resolve pôr princípios na naftalina e fazer mal o que a direita costuma fazer bem.
Parece que esta fúria de varapau atacou agora o dr. Santos Silva. Endoidou-o a pontos de o fazer confessar essa pulsão pauliteira à boca de um microfone, perante um auditório regougante. A ocasião presta-se a estas bravatas à velha moda de Fafe: o líder é atacado e a melhor defesa é varapau nos que aparecem. Enquanto o marmeleiro vai e vem, folgam os fripóres...
Não deixa de ter graça, o dr. Santos Silva apontar o trabuco à “esquerda chique” presumindo-se que isso significará o Bloco onde, como ele estará lembrado, ainda há um par de antigos trotskistas, com quem fez nos anos de juventude algum caminho.
Nestas coisas de gente que vê a luz e se converte, raras vezes se falha um velho rancor contra os antigos camaradas. Santos Silva elegeu essa rapaziada “gauchiste” como alvo. E o PC, claro. O PC é opunching ball das impotências socialistas ou que se afirmam como tal. À falta de um bey de Tunes para chibatar (como mandava Eça) serve o PC. E agora não só serve como convém: está em crescimento, ameaça com a sua candidatura autónoma retirar o tapete na Câmara de Lisboa, é vigoroso nas ruas sobretudo porque com a sua experiencia e com a sua capacidade polariza os descontentamentos sociais.
S.S., com o seu tom de Vichinsky, com um toque de Jdanov, mete tudo no mesmo saco, oposições e críticos internos, e afinfa tonitruante com a promessa de “malha” em que se opuser. Nem nisto é original. Já o camarada Coelho, agora travestido em empresário, ameaçava nos bons tempos que “quem se mete com o P.S. apanha”. Não parece que essa premonição de Coelho tenha tido ganho de causa mas já ninguém se lembra dessa fanfarronada. Nem de Coelho, acolhido agora ao eremitério de uma sinecura aprazível e bem paga. Não é único ex-dirigente do P.S. a poder gozar os benefícios de uma “retraite dorée”, que os exemplos abundam. Chega-se a pensar que há quem só queira chegar a altos cargos partidários, políticos e governamentais para rapidamente “passar à peluda” no seio de uma empresa generosa e grata. E que pague bem, convém acrescentar. Que pague muito bem, que ainda há.
O Joãozinho das Perdizes, no romance daquele que poderia eventualmente ter sido uma espécie de Balzac português, acabou por se retirar das lides façanhudas e acatar a nova ordem. Já não recordo como se converteu à nova economia e que destino lhe dá Júlio Dinis. Nem isso interessa. Este joãozinho é apenas lembrado por um velho e inútil cronista, perdido num blog entre tantos outros para provação de escassas mas gentis leitoras que lhe aturam os humores bilioso e colérico. Ou, por outras palavras, não ficou na história. E os seus modernos clones deste século XXI e português também não.

* a quadra inicial veio publicada dentro de um soneto no nº 1 de O Malho em 20 de Setembro de 1902 e era assinada por Lingua de Mel como informa o blog brasileiro memoriaviva

6.2.09

458








Foi publicado hoje, e deve ser lido com toda a atenção, o 

Decreto-Lei n.º 34/2009
de 6 de Fevereiro

que se explica a si próprio assim:

« ...o presente decreto-lei vem, no essencial, estabelecer medidas excepcionais de contratação pública que permitem tornar mais ágeis e célerescéleres os procedimentos de formação de contratos nos domínios da modernização do parque escolar, da promoção das energias renováveis, eficiência energética e redes de transporte de energia, da modernização da infra -estrutura tecnológica — Redes Banda Larga de Nova Geração e da reabilitação urbana.»

457








Há personagens que nunca nos enganam na sua incontrolável aptidão para a enormidade!
Quando falam - e falam muito - é para confirmar o que já pensávamos:

456

no KAOS

455









A justiça portuguesa prosseguindo na sua senda de eficácia, rigor, isenção e glória acaba de alcançar mais um resultado e uma vitória marcantes:

Inquérito sobre alegado enriquecimento ilícito de Mesquita Machado arquivado oito anos depois

454










Eu, verdadeiramente, queria era ser senhorio do ministro da Justiça!
Ou pelo menos ser intermediário nestes negócios:

O Ministério da Justiça arrendou o Office Park para instalar todos os tribunais de Lisboa, e passa a pagar uma renda de 1.000.000 € (sim um milhão de euros) por mês.

Vai vender os edifícios onde actualmente estão os tribunais pelo valor, estimado, de 35.000.000€ ( a ver vamos, como diz o ceguinho).

Ou seja o valor que obtiver, se obtiver, dá para (quase) três anos de renda!!!

453









PLANO ANTICRISE RETIRA ATÉ 57 MIL DESEMPREGADOS DAS ESTATÍSTICAS 
Mercado laboral. Independentemente do êxito do Governo na inserção de pessoas à margem do mercado de trabalho, as medidas anunciadas têm o efeito imediato de reduzir o número oficial de desempregados INE exige três condições ao conceito de desempregadoSe for aplicado integralmente, o plano (…)


5.2.09

452




Foguetes & facturas

Fico a saber pelo "Jornal de Negócios" que uma parte do preço das portagens que pago quando circulo numa auto-estrada se destina a pagar o "evento" de assinatura do contrato de concessão, durante o qual, diante das câmaras de TV, bota discurso um sempre luzido cortejo governamental. A coisa custa-me, e aos restantes cidadãos e empresas que usam auto-estradas, 500 mil euros de cada vez (além do penoso custo de ter que ouvir os discursos).

As concessionárias são, de facto, por cada concessão, obrigadas a entregar, sem regatear, 500 mil euros a "fornecedores" indicados pela Estradas de Portugal, que, depois, se reúnem no Ministério das Obras Públicas para preparar o "acontecimento" sob orientação de um ex-apresentador de TV expressamente contratado para "organizar eventos" (na vulgata propagandística, "números").

Já o custo do "evento", ou "número", de apresentação do relatório que afinal não era da OCDE não se sabe quanto terá custado. A única coisa que se sabe é quem pagará a conta… (A propósito: não se esqueça de que o prazo de entrega das declarações Modelo 3 do IRS termina daqui a um mês).

451





Leis da selva

Cavaco Silva vem manifestando, de forma reiterada, a sua preocupação com a má legislação que se produz em Portugal. É claro que se as leis não têm qualidade, falta de qualidade terá também quem as produz, ou seja, o Parlamento. Este deveria ser o coração da democracia, mas parece ser hoje um seu apêndice. Não cumpre o papel que lhe está constitucionalmente atribuído e transformou-se numa central de negócios, ao serviço de quem domina os directórios partidários.

O Parlamento deveria cumprir duas missões estratégicas fundamentais: produzir legislação de qualidade, que estruturasse a vida política, social e económica do país, por um lado; e, por outro, fiscalizar a acção governativa. Sucede que não cumpre nem uma nem outra.

Da Assembleia da República emana muita e má legislação, a um ritmo alucinante. A produção legislativa é, em regra, suscitada por questões casuísticas e não corresponde a uma visão sistémica do país. Invariavelmente, as leis têm muitas normas, muitas excepções e um quase ilimitado poder discricionário. Com as excepções, favorecem-se os amigos e a discricionaridade constitui o melhor estímulo à corrupção.

A Assembleia da República não tem também qualquer capacidade de fiscalizar o Governo. Muito pelo contrário, é o Governo que controla o Parlamento, através dos deputados do partido do Poder. Nos restantes partidos, os parlamentares são também meros joguetes dos directórios partidários. Como estes são dominados por poderosos grupos económicos, a sede da democracia portuguesa transformou-se numa delegação da megacentral de negócios em que se converteu a vida política nacional. Os senhores deputados andam, pois, a tratar de vida; da sua e daqueles a quem devem obediência. Estão, na sua larga maioria, ligados a grandes grupos empresariais. Muitos deles estão associados aos grandes escritórios de advogados que dominam o circuito legislativo em Portugal. Chegam mesmo a utilizar o Parlamento como delegação do seu próprio escritório, tendo em vista o acesso aos meandros do Poder que o cargo lhes permite.

São poucas as honrosas excepções, os que podem orgulhar-se da nobreza da função de deputado. Sentem-se sufocados neste sistema e acabam por abandonar a vida parlamentar.

De facto, Cavaco Silva tem razão. As leis são más, porque procedem dum Parlamento incapaz. Concordo em absoluto com o diagnóstico. Cabe ao presidente aplicar a terapêutica.

450

O laranjal da Avenida da Boavista











4.2.09

449


no CIDADE SURPREENDENTE

448







Será verdade que aquela aventura do João Pedroso e os seus contratos com o Ministério da Educação quando estava em exclusividade na Universidade de Coimbra, contratos que não cumpriu, foi a forma encontrada para financiar a defesa do irmão Paulo no processo Casa Pia, com a conivência do dito Ministério?