31.5.07

71

O Comentador-Comedor no MH
I
Afastamento de professor na DREN – “A directora é membro da Assembleia Municipal de Matosinhos. É um bom quadro e uma mulher determinada e nunca lhe passou pela cabeça que a sua decisão iria tomar dimensão nacional. É preciso quem exerce o poder libertar-se dos que esvoaçam à sua volta, dos chamados “bufos” ou lambe-botas. Quem fez isto está à espera duma recompensa, quis agradar ao chefe. É uma classe que cada vez existe mais. Todos os dias tropeçamos neles”
II
Eleições para a Câmara de Lisboa – “Está provado que a governadora civil não esteve bem quando marcou as datas das eleições. Os partidos não tiveram um comportamento democrático. O problema são as pessoas que estão nos partidos. FOI aberto espaço para outras candidaturas e graças a Deus há muitos candidatos que vão baralhar, embora António Costa vá ganhar, mas sem maioria absoluta”.
III
A COMISSÃO POLITICA concelhia do PS de Matosinhos reuniu-se, recentemente, para abordar a situação politica. As últimas reuniões não demoraram mais de 10/ 15 minutos cada. Naturalmente, o PS, com o acordo celebrado entre os presidentes da câmara e concelhia “reencontrou-se” ficou “coeso e unido”, acabaram as divergências e, de um dia para o outro, todos ficaram muito “solidários e amigos”. Com este “novo PS” não há razões para o debate, nem para o contraditório. O que se disse no passado e o que uns disseram dos outros deixou de ser verdade. Afinal “o foco de todos os males estava no ex- presidente”. Pelo menos é essa a mensagem que se vai construindo no dia-a-dia. Agora, “sem ele”, tudo é diferente e melhor, há total unidade, grande coesão e todos são muito “mesmo muito amigos”.O que lá vai lá vai. A política é assim mesmo: o que é hoje deixa de ser amanhã e que aconteceu ontem, hoje não é verdade.
Foi neste ambiente de “paz, unidade e coesão” que nesta última comissão politica concelhia do PS um dos seus membros, no uso da palavra, se dirigiu à plateia referindo-se a um seu camarada, também presente, afirmando “…anda para ai um rapaz, que não conheço e que parece que é presidente da junta da…”. Tudo isto aconteceu na presença dos dirigentes concelhios que, se não são, deviam ser os melhores políticos e quadros do PS, entre os quais os presidentes da concelhia e seu executivo e da câmara e ainda de todos, excepto um, dos vereadores da maioria do PS, que assistiram impávidos e serenos. O problema não está só na desconsideração pessoal e na afirmação politicamente ofensiva, está antes num estado de espírito reinante, num “partido unido”. O problema não está na atitude, nem no protagonista. A questão é bem profunda, resultando de uma prática seguida com uma cultura instalada que permite o insulto politico gratuito e a tentativa de condenação por delito de opinião com a conveniência de todos, ao assistirem a esta “brilhante” intervenção, autêntica pérola que desfaz de uma penada toda a mensagem e propaganda sobre a unidade e coesão. Antes demonstra uma ofensiva e uma cultura politica de combate aos que ousam manifestar livremente as suas legítimas opiniões. Há silêncios não só comprometedores, também cúmplices e, sobretudo, ensurdecedores.
Com este cenário politicamente surrealista não será difícil surgirem movimentos de cidadania ao arrepio das “amarras partidárias” e, neste sentido, vale a pena citar o meu amigo António Pina quando refere “…ficou famosa uma frase de Marcelo Caetano proferida em já período de acelerada degradação moral e politica do anterior regime: o poder não dialoga, o poder decide. Em épocas de crise a tentação autoritária é sempre maior. Ora o autoritarismo é uma doença social altamente contagiosa”. Para afirmar a seguir que “…sem outro mérito para ter chegado a um lugar de decisão…um protector facilmente num tiranete ansioso por mostrar serviço ao chefe. Convenhamos que só na Coreia do Norte é que perante o que se passa se considera absolutamente normal”

70

J.N. 31/05

Cardoso e vices do F.C. Porto acusados de lesar a Câmara
Terrenos em Aldoar serviram para construir habitação

Hugo Silva e Nuno Miguel Maia
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O ex-presidente da Câmara do Porto, três vice-presidentes do F. C. Porto e dois engenheiros da autarquia portuense estão formalmente acusados, pelo Ministério Público, por crime de participação económica em negócio no caso de uma permuta de dois terrenos nas Antas com quatro lotes da frente urbana do Parque da Cidade, na freguesia de Aldoar. Em causa está um pretenso prejuízo para as contas públicas que oscilou entre os 2,5 e os 3,3 milhões de euros, em consequência da discrepância de valores entre bens permutados. Nuno Cardoso é o principal visado no processo, em que também são arguidos Adelino Caldeira, Angelino Ferreira, Eduardo Tentúgal Valente e ainda dois elementos da Câmara que integraram uma comissão de avaliação de terrenos.
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No epicentro do processo está uma escritura de permuta, "com carácter de urgência", em Março de 2000, que o Executivo camarário aprovara que fosse efectuada com a designada família Ramalho, então proprietária da Quinta de Salgueiros.
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No inquérito agora terminado, os três dirigentes portistas surgem acusados, sob forma de cumplicidade, por terem sido os intervenientes na negociação com a autarquia. Os engenheiros da autarquia também respondem por participação económica em negócio, mercê da intervenção nas avaliações alegadamente desfasadas.
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A permuta consistiria na troca desta quinta com as parcelas de Aldoar. Só que o F. C. Porto, que mantinha diferendos judiciais com aquela família, acabou por comprar primeiro a quinta e apareceu depois na escritura de permuta com a autarquia, já presidida por Nuno Cardoso, que sucedera a Fernando Gomes.
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A família Ramalho já não era proprietária dos terrenos mas, mesmo assim, Nuno Cardoso decidiu proceder à escritura, alegando urgência e interesse público no negócio. Foi esta situação, exposta num relatório da Inspecção-Geral de Finanças, que levou à abertura de uma investigação por suspeitas de corrupção, peculato e participação económica em negócio. Diziam os inspectores que existiam "fortes indícios de ter havido neste processo a intenção de favorecer o F. C. Porto, à custa do Município". É que, como o clube era já o proprietário dos lotes nas Antas, não existiria fundamento de interesse público para ter sido ordenada a celebração da escritura de permuta. Segundo a IGF, o F. C. Porto estaria ilegitimamente envolvido no negócio entre a Câmara e a família Ramalho.
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Primeiro caso arquivado
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A polémica foi dividida em dois processos, tendo o primeiro sido arquivado pelo DIAP do Porto em Outubro de 2005. Sob mira estavam os negócios dos terrenos das Antas com outros proprietários que não o F. C. Porto. Os argumentos para o arquivamento foram a pressão da realização do Euro2004, como justificação para negócios menos bons. E que não se demonstrou a intenção, por parte de Cardoso, de lesar as contas da autarquia - algo indispensável para acusá-lo por "participação económica em negócio". No âmbito do caso agora concluído, a PJ efectuou uma busca à casa de Cardoso e investigou os seus sinais exteriores de riqueza.
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Os arguidos deverão, agora, requerer abertura de instrução. O F. C. Porto reagiu à acusação, classificando-a como "caricata", mas salientando que os dirigentes "não estão acusados de obter para si ou para terceiros, designadamente o F. C. Porto, qualquer tipo de enriquecimento". Nuno Cardoso esteve ontem incontactável, apesar das várias tentativas do JN.

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É tudo gente de uma seriedade indiscutível!
Espera-se o novo capítulo: os terrenos do Salgueiros
* * *
Nuno Cardoso e dirigentes do FC Porto acusados
31.05.2007
O Ministério Público (MP) acusou o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Nuno Cardoso de participação económica em negócio, no processo de permuta de terrenos com o FC Porto no âmbito do Plano de Pormenor das Antas. O MP deduziu também acusação contra Adelino Cal-deira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente, à data dos factos vice-presidentes do FC Porto.
O Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto suspeita que Nuno Cardoso, que presidiu à Câmara do Porto durante dois anos, terá beneficiado directa ou indirectamente num negócio que, segundo um relatório da Inspecção-Geral de Finanças de 2003, lesou o Estado, por via dos cofres municipais, em cerca de três milhões de euros.
O PÚBLICO tentou ouvir, sem su-cesso, Nuno Cardoso. Os órgãos sociais do FC Porto emitiram ontem um comunicado em que confirmam a acusação deduzida contra os seus três dirigentes, ressalvando, porém, que Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente "não estão, de todo, acusados de obter, para si ou para terceiros, designadamente o FC Porto, qualquer tipo de enriquecimento".
"O clube manifesta a sua indignação pelo facto de os seus representantes serem alvo de investigação e acusações (...) porque está ciente da idoneidade dos elementos que agiram em seu nome e no seu interesse", acrescenta o FC Porto, expressando solidariedade a Adelino Caldeira, Angelino Ferreira e Eduardo Valente.
Os órgãos sociais do FC Porto consideram a "situação caricata", recordando que em inquérito anterior, também sobre a aquisição de terrenos nas Antas, o MP se decidiu pelo arquivamento, reconhecendo a "urgência decorrente" da organização do Euro 2004; que as permutas ora impugnadas foram aprovadas pelos executivo da câmara e assembleia municipal de 1999; e foram objecto de protocolo entre a câmara e o clube, em Janeiro de 2001.
O FC Porto alega ainda que o negócio teve "um custo efectivo de um milhão de contos" para o clube, que o terá suportado "temporariamente", por pretender "facilitar a execução de um projecto de interesse para a cidade e para o país

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A falta de vergonha, a irresponsabilidade cívica, a insensibilidade democrática, o carreirismo, o compadrio, o despudor:

Renato Sampaio sai em defesa da DREN
31.05.2007 PÚBLICO

O presidente da distrital do PS-Porto, o deputado Renato Sampaio, disse ontem à Lusa que o professor Fernando Charrua insultou o primeiro--ministro, José Sócrates, "em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN". Fernando Charrua foi suspenso pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN). "O que se passou não é aquilo que se pre-tende fazer crer como um simples comentário privado. Foram insultos em vários momentos e em diferentes locais públicos da DREN, pelo que sabemos", disse Renato Sampaio. O líder do PS-Porto acusou ainda Fernando Charrua de "querer condicionar o resultado do inquérito através do recurso à comunicação social". "Conhecemos as relações políticas e pessoais do professor Charrua, mas nós no PS não recebemos lições de ninguém", referiu o presidente da distrital socialista, numa alusão ao facto de o professor suspenso pela DREN ser ex-deputado do PSD e marido da vereadora social-democrata na Câmara do Porto Matilde Alves.
Já estamos em plena escalada de agravação. Com jeitinho ainda acusamos o Charrua de ter raptado a Maddie

67

Interrogações:
Um Director Geral não depende directamente de um membro do Governo, ministro ou secretário de estado?
Não foi escolhido pelo membro do Governo para o desempenho dessas funções?
O ministro não é politicamente responsável pelo que se passa no seu ministério, e portanto em todas as suas direcções gerais?
Como pode então o Ministro das Finanças dizer que a iniciativa de elaborar lista indicativa dos grevistas é da exclusiva responsabilidade do D. G. C. I., ao que ele ministro é alheio?
Se não fosse xico-espertismo bacoco, e antes para o levar a sério, o que chamaríamos ao Ministro das Finanças?
E não acontece nada ao Director Geral que, em violação da Lei e de decisão expressa da Com. Prot. de Dados, manda fazer a dita lista?

28.5.07

66

Estão de volta as esplanadas de rua nos restaurantes (não se percebe porque é que só alguns beneficiam).
É a felicidade para todos quantos gostam de comer comida com poeira, ao vento, e com um cheirinho de escape.

20.5.07

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Por dignidade, por verticalidade, por isenção, pelo respeito que deve merecer a actuação política e a coisa pública, há duas mulheres que não podem ter outra saída senão a demissão:
A Governadora Civil de Lisboa
e
A responsável da DREN.

18.5.07

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No "Jornal de Notícias" de hoje, pela pena da inefável Carla Soares



Cardoso e três deputadosem jantar de críticos do PS

Nuno Cardoso é uma das figuras mais aguardadas no jantar de hoje Carla Soares Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara do Porto e da respectiva Concelhia do PS, inscreveu-se, ontem, no jantar de socialistas agendado para esta noite. O mesmo fizeram três deputados nacionais, Joaquim Couto, Joana Lima, também líder do PS/Trofa, e Paula Cristina, apurou o JN junto de um dos organizadores da iniciativa.

No jantar, recorde-se, será discutida a moção de orientação de Raul Brito, antigo presidente da Distrital do PS/Porto, que inclui um diagnóstico "negro" da região e um ataque à liderança de Renato Sampaio. Entretanto, está já marcada para o dia 4 do próximo mês uma Comissão Política Distrital para debater o novo regime das áreas metropolitanas, entre outras questões.

Além de Nuno Cardoso e dos três deputados nacionais, estes próximos de Narciso Miranda, estarão presentes, no jantar, socialistas como Avelino Oliveira, que se candidatou contra Soares Gaspar na Concelhia do Porto, Pedro Baptista, ex-dirigente distrital, e Carlos Pinto, que já liderou a estrutura. Nélson Cunha, Alfredo Costa, Ribeiro da Cunha, Pedro Ramos e Coelho dos Santos são outros socialistas que manifestaram apoio à iniciativa.

Raul Brito diz-se "surpreendido com a adesão", prevendo 100 pessoas no jantar, "muitos deles por curiosidade", admite, por ainda desconhecerem a moção.

O jantar acaba por lançar as bases para uma candidatura à Distrital. E, se o nome de Narciso é apoiado por vários socialistas, outros dizem-se favoráveis a uma terceira via, como Avelino Oliveira, ou, ainda, a um candidato comum, apoiado por todos os que contestam a actual liderança. Narciso já disse estar a elaborar uma "radiografia" da região e deixa em aberto uma candidatura. Mas não estará no jantar.

Joaquim Couto estará presente. Ao JN, garantiu que participaria neste jantar "como em outro qualquer", defendendo o máximo de "reflexão política" possível face à situação da região. "Todos nós somos apoiantes deste Governo e do secretário-geral. Isto é uma questão político-partidária do distrito", frisou, dizendo estar em causa a "passividade" da Distrital. Quanto a candidatos, "se surgirem múltiplos focos como este jantar, será possível constituir uma candidatura".

17.5.07

63

O comendador-comentador, que não brinca em serviço, já está (também) em campanha para a Federação do PS.

Ele próprio, ou alguém por ele.

Quem tiver curiosidade pode ver em:

http://vimaraperesporto.blogspot.com/

62

Alguém me sabe dizer qual foi o emprego que o Guilherme Pinto arranjou para o filho do Renato Sampaio, o da Federação do Porto do PS?
É que, provavelmente, é um bom argumento para quando se discutirem os candidatos às Câmaras do distrito.

15.5.07

61

Viva o camarada Lelo, Viva !!!

25.4.07

60

Comemorações do 25 de Abril na Câmara de Matosinhos;
Cerimónia do hasteamento de bandeiras.
O presidente Guilherme Pinto convida para o evento o presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos.
Em cima do acontecimento faz figurar na cerimónia o vice-presidente da Câmara.
Porquê?
Tem medo da concorrência?
Não tem consciência das regras do protocolo?
Aonde pensa ele que vai buscar apoios à sua recandidatura à Câmara?
Ao Narciso e aos que estão com ele?
Se a questão se puser haverá mesmo vereadores seus que não o apoiarão.
Qual a razão de ser deste comportamento?
Seguir os próximos episódios.

59

Foi, seguramente, coincidência,
e quase ninguém falou nisso.
.
Na semana passada, e antes da anunciada conferência de imprensa explosiva da U. Independente, o reitor e o vive-reitor viram reconhecidos pelo Estado os seus doutoramentos feitos no estrangeiro.
Ao que parece aguardavam esses reconhecimentos há já bastante tempo.

22.4.07

58

A vigarice institucionalizada, a canalhice, a falta de carácter e a desonestidade mostraram-se mais uma vez em Matosinhos.
Como é publico e notório, e está afixado em placards em toda a cidade, a Junta de Freguesia, e o seu Presidente levaram a efeito, com grande mérito e originalidade, umas comemorações do 25 de Abril que movimentaram as crianças de todas as escolas da freguesia.
Sob a presidência de Vasco Lourenço.
.
Como a ideia foi boa, os crápulas do costume, não a podendo boicotar, trataram de a abafar na comunicação social.
Contando com o apoio de alguma máquina partidária que ainda controlam - e muito especialmente com o seu homem de mão na RTP - conseguiram abafar quase completamente a divulgação do evento.
Nada passou nas televisões e o único jornal que as noticiou - o Jornal de Notícias - atribui a iniciativa á Cãmara e ao Guilherme Pinto.
Mas também andou por aqui a mãozinha do Narciso que, à hora da manifestação dava uma inopinada entrevista á RDP no calçadão

57

Não percebo a agitação à volta da «licenciatura» do «engenheiro».
Então ele não tem no governo um secretário de estado que foi julgado e condenado por exercer advocacia sem estar inscrito na Ordem?
Agora dedica-se ao desporto.

20.4.07

56

Ocorreu hoje, em Matosinhos, um fenómeno sempre curioso, ainda que não surpreendente.
A Junta de Freguesia realizou umas comemorações do 25 de Abril em associação com todas as escolas da freguesia, e com a presença de Vasco Lourenço.
Movimentaram-se no evento cerca de sete mil creanças.
Foram implantados em diversos jardins da freguesia cravos construídos nas escolas e placards com mensagens alusivas.
Curiosamente, por passe de magia, alguma mão se mexeu que conseguiui escoder essa realização da comunicação social.
O evento foi mesmo retirado da agenda de alguns órgãos de comunicação.
Em concreto, e para já reconhecidamente, da RTP.

55

Começou ontem na Exponor, a edição do ano do Matosinhos Jazz.
O primeiro concerto iniciou-se com 40 minutos de atraso sobre a hora prevista.
Estiveram ali cerca de 300 pessoas à espera, por esse período de tempo, que chegasse o presidente da câmara, Guilherme Pinto.
.
A província, e mais do que isso, o provincianisnmo, são assim.
Ficamos á espera de sua excelência, que não tem educação, nem consideração por ninguém.
E os serventuários seguem atentos e considerantes.

16.4.07

54

Citações:

«O cartaz fedorento, é apenas mais uma das manifestações desse espírito vigilante da democracia intensiva que limita a liberdade de expressão política, ao pensamento correcto, instituído em trinta anos pela esquerda que nos governa e nos educa oficialmente.»
O outro josé em:

53

Conferência na Junta de Freguesia de Matosinhos, pelo Eng. Cardia Taveira sob o tema «Os três castelos de Matosinhos».
Interessante, esclarecedora e feita de uma formam isenta.
Direi mesmo que o conferencista teve o cuidado de não ferir susceptibilidades.
Até omitiu a utilização do Castelo do Queijo nos últimos trinta anos do fascismo: sede, a Norte, da brigada naval da legião portuguesa. O que seguramente não ignora.
.
Já o mesmo se não poderá dizer da apresentadora - Elvira Castanheira.
Disse do conferencista que enquanto estudante em Coimbra foi dirigente da Ass. Académica.
A senhora ou é ignorante ou quer lavar mais branco.
Os dirigentes da Associação Académica são aqueles que são eleitos pelos seus pares, os estudantes, em eleições para o efeito realizadas.
A associação Académica foi fechada pelo governo fascista, com demissão dos seus dirigentes eleitos - que ou foram presos, ou emigraram ou foram incorporados à força na «tropa» - por três vezes no decurso dos anos sessenta; a seguir às crises académicas de 62, 65 e 69.
Para gerir a associação o governo de Salazar nomeava comissões administrativas integradas por estudantes afectos ao regime.
Pretender que esses jovens serventuários do regime foram dirigentes associativos é aviltar a condição de dirigente estudantil.
Os verdadeiros dirigentes estudantis lutavam contra o regime, pela liberdade e contra a guerra colonial. Não posso citar todos, mas assim de repente, podemos lembrar-nos de Carlos Candal, Eurico de Figueiredo, António Barreto, Otávio Ribeiro da Cunha, João Amaral, José Brros Moura e Alberto Martins.
O conferencista, Eng. Cardia, esteve na Associação integrado numa dessas comissões administrativas.
Chamar-lhe dirigente associativo ou estudantil é aviltar todos quantos lutaram, nas universidades, contra a ditadura.

9.4.07

52

Que vai hoje anunciar o ministro Mariano Gago?

Não é dificil antever:
1 - Que a Universidade Independente tinha um sistema caótico de arquivamento das tramitações administrativas.
2 - Que aos alunos não pode ser imputada qualquer responsabilidade nessa falta de cuidado, nem podem ser por ela prejudicados.
3 - Que estão já a ser tomadas as medidas necessárias para suprir essas deficiências e que o Ministério vai estar muito atento e vigilante.
.
Assim se conseguindo:
1 - Livrar o Sócrates de ter de explicar como tirou a licenciatura.
2 - Eliminar qualquer responsabilidade que pudesse ter na forma e meios como a conseguiu.
3 - Manter a Independente a funcionar e, por essa via, evitar que o Sócrates e a sua "curiosa" licenciatura sejam usados como arma de arremesso, talvez mesmo - é essa a esperança - no conflito interno.

3.4.07

51

A "licenciatura" do "Eng" Sócrates não é um mero «fait divers».
Conviria que tudo fosse bem explicado, e não está a ser, antes pelo contrário. E as alterações do curriculum oficial inserto na página oficial do Governo são um muito mau sinal.
Não me parece que se esteja em presença de uma mera "campanha de descredibilização e difamação".
Pode qualquer um ser um bom primeiro ministro sem ser licenciado.
Mas a pulsão para obter fraudulentamente uma licenciatura é um muito mau sinal. É uma manifestação de carácter.
A dúvida destroi.
E quem anda à chuva molha-se (mais cedo ou mais tarde).

50

Chamada de atenção:

Convirá estar atento às viabilidades de construção - em altura - que o Presidente Guilherme Pinto anda a conceder em Matosinhos Sul, nomeadamente nas transversais da Av. da República.
Será que tudo o que está a ser autorizado é legal, ou vamos voltar à cega-rega dos direitos adquiridos.
É a triste escola do Eng. Cardoso (de não saudosa memória).

29.3.07

49

O outro josé

A negação do direito de oposição ao governo, a tortura, a censura e a discriminação no emprego existiram exactamente porquê? O próprio Rui Ramos o escreve e explica: “ Salazar e os seus adversários pensavam em termos de guerra civil”.
Ora quem assim pensa, justifica as suas acções de supressão de direitos e liberdades individuais, para assegurar o bem colectivo que entendem primordial e se a maioria do colectivo aceita as premissas, não sente a perseguição e justifica-a. Seja de um lado; seja de outro.

26.3.07

48

Filosofia moral ao quilómetro
Observava Pascal que o que é verdade do lado de cá dos Pirenéus não é necessariamente verdade do lado de lá. O nosso filósofo Pimenta Machado ficou, entre outras famas, famoso por ter adaptado o dito à verdade futebolística. Da verdade por assim dizer política encarregou--se agora outro dos nossos grandes filósofos morais, Francisco Louçã, que celebrou em Salvaterra de Magos um jantar-missa de "solidariedade" com a presidente-arguida Ana Ribeiro, um dos três-autarcas-três bloquistas a contas com a justiça "no" concelho "do" BE, de quem o celebrante, na homilia, após a sobremesa, benzeu, perante 500 fiéis, a política de "justiça e transparência". Como se sabe, o BE tem exigido em Lisboa, em nome da mesma "justiça e transparência", a demissão de Carmona Rodrigues, que não é arguido em coisa nenhuma mas tem dois vereadores sob investigação. A filosofia moral do Bloco é, porém, de curto alcance. Quais Pirenéus! Bastam 50 quilómetros e "verdade", "justiça" e "transparência" do BE mudam magicamente. Ao contrário de Lisboa, em Salvaterra de Magos, pedir a demissão da presidente-arguida já é "baixa política" e é a Oposição a tentar obter (como declama outra filósofa, Fátima Felgueiras) "através da PJ e dos tribunais o que não conseguiu nas urnas"
Manuel António Pina no JN de hoje

24.3.07

47

Curiosidades

O Nuno Oliveira desapareceu completamente das fotografias e dos actos oficiais da Câmara.
Saberá alguém explicar a razão?

21.3.07

46

O Sr. José anda, definitivamente, preocupado!
No Matosinhos Hoje:
Saco azul de Felgueiras – Eu ainda não fui notificado para depor em tribunal. Sei que nomes como Sócrates, Jorge Coelho, Armando Vara, Mesquita Machado e Mário de Almeida constam, mas num papel afixado na parede do tribunal. Para mim é uma honra estar no meio de tais personalidades. Quando quiserem que me chamem.

15.3.07

45

A seguir com cuidado:
A actuação o nosso ministro dos negócios estrangeiros relativamente á entrada em Portugal, e portanto na Europa, de Robert Mugabe.
Com se sabe está impedido, por causa da violenta repressão sobre as liberdades cívicas no seu País, de entrar no espaço da UE.
Mas vem aí a grande conferência Europa-África e começam a ser muitas as pressões dos amigos africanos para que a interdição seja levantada.
Como o bom do nosso ministro tem a a opinião que é conhecida sobre a violação dos direitos humanos em Gantanamo e nos transportes clandestinos para lá a que acrescenta que não se deve discutir o respeito pelos menos direitos humanos na China porque isso prejudica o negócio, não custa a crer que vá torcer o decidido para arranjar maneira que o bom do «ancião» possa vir a Portugal e participar na conferência.

44

Citações

Narciso Miranda no Matosinhos Hoje

1 - ( o trauma)
Corrupção – “Afinal os dirigentes e outros envolvidos no “Apito Dourado” vão a tribunal. O Pinto de Sousa falou em mim, segundo o JN, mas eu fiz um esforço e não me recordo de nada se não a lamentar o que se dizia passar no mundo da arbitragem. Mas é bom que haja julgamento. Pode ser que tudo se esclareça”.

2 - (à cautela, não vá o diabo tecê-las)
Julgamento de Fátima Felgueiras - “Estou à espera que me chamem para ser testemunha. Não tenho problemas nenhuns em ir a tribunal apresentar o meu testemunho. Ele está a apresentar uma estratégia da defesa correcta sustentada em factos credíveis. Apoios a campanhas eleitorais? Devia-se fazer o que se fez no futebol: pegar numa esponja e esquecer. Três pontos, ponto final, parágrafo. Fico por aqui”.

3 - (vamos agitar o lixo dos outros, que pode ser que não reparem no nosso)
Desvios no Supremo Tribunal de Justiça - “É a vida. Onde há homens… embora arguido não seja coisa nenhuma”.









7.3.07

43

Está aberta, no PS, a corrida para a Câmara de Matosinhos.
Quanto ao Narciso, já é há muito evidente e não é surpresa.
Mas há que ter em conta que começou, entre amigos, a aventar a hipótese de concorrer fora do partido.
E há alguns sinais de que poderá estar a fazer, também, uma aproximação a militantes do Bloco e até ( ! ) do PC.
Que por essa via pensam que poderiam chegar ao executivo e garantiam a derrota do PS.
*
O Guilherme Pinto, agora tão atacado pelo «pai narciso», começou a mexer-se.
vai iniciar uma "ronda" pelas secções do partido sob o pretexto de discutir as futuras realizações da Câmara.
Se isto não é campanha eleitoral é o quê?
Entretanto tem sido muito menos visto na companhia do vice, o que também é um sinal.
*
Ao vice presidente Nuno ainda não são conhecidas actividades evidentes.
Mas não quis - como outro e o próprio pai (bilógico) desmentir a intenção de se candidatar que lhe foi atribuída pelo "Jornal de Matosinhos".
E isso é, claramente, um sinal.
*
O Manuel Seabra continua desaparecido em combate e não é provável, ou sequer previsível, que se venha a perfilar para a candidatura.
*
O Parada está, estranhamente, parado.
É possível que se venha a apresentar.
Tem uma coisa por certa, o que não é puco: nenhum candidato passa sem a aprovação e o apoio dele.
*
Quanto a outros candidatos - e existem alguns que gostariam de avançar - tem um problema: estão quer no campo do Narciso quer no do Guilherme Pinto e não podem mexer-se sem fazer uma ruptura. E isso não lhes convêm, pelo menos de momento, quer por não terem qualquer garantia de êxito quer porque assim perdiam o lugar na candidatura de um deles.
*
Vem aí a LOTA2

42

EX citações:

É um expanto!
Esta semana o Comendador . Comentador não fala sobre a corrupção!
Então agora que se vai - ou devia - discutir a criminalização do enriquecimento infundado ou ilícito ele não tem nada a dizer?
Será que é por estar rico?

2.3.07

41

Não se percebe a vertigem do Comendador-Comentador em perorar sobre a corrupção e a respectiva perseguição criminal.
Será que se sente seguro por o processo que em tempos teve ter sido arquivado ( e convirá não esquecer como foi arquivado, em que circunstãncias e por quem)?
Será que julga que o arquivamento por falta de provas é uma certidão de bom comportamento cívico definitivo?
Será que a ser aprovada - como deveria ser e o PS não quer - uma lei sobre o enriquecimento injustificado, se acha acima de qualquer suspeita?
E, sobretudo, acha que as pessoas e os seus eventuais eleitores não lhe conhecem a «crónica»?

40

Citações:

Procurador-Geral da República – Grande entrevista. Vai haver um combate sério à corrupção. Preocupo-me com a notícia de estar a ser investigado um terço das Câmaras Municipais (120). Narciso Miranda

21.2.07

39

Citações

50ª emissão do programa “Olhos nos Olhos”, na RCM, segundo o “Matosinhos Hoje”


Julgamento de Fátima Felgueiras
Eu testemunha? Desconheço. Nunca me pediram para o ser, tão pouco fui convidado. Mas gostava de ser. Oxalá não se provoquem estragos na vida político-partidária.

Convinha que alguém explicasse ao Comendador – Comentador, Sr. José para a polícia, que isto de ser testemunha não é um evento social para o qual se seja convidado. A função das testemunhas é colaborar com os tribunais no apuramento da verdade e é um dever ao qual os cidadãos estão adstritos.

Que gostasse de ser testemunha percebe-se.
Por um lado talvez ajudasse a controlar os danos colaterais que podem daí vir. E nunca se sabe.
E por outro, ao demonstrar, mais uma vez, um público apoio e solidariedade à querida Fatinha, sempre pode, acaso, ajudar a mantê-la de boca fechada.

Que podem ocorrer estragos na vida político-partidária é uma evidência insofismável. Ou será que ela se meteu naquelas trapalhadas todas com os dinheiros só a benefício próprio e das estruturas locais?

Ora aí está um assunto que o Comendador-Comentador podia esclarecer.

15.2.07

38

Citações:


«CORRUPÇÃO – Vergonha no que se está a passar e que todos os dias tomamos conhecimento. Lamentável» : Narciso Miranda, vulgo o Sr. José
.
Emissão do programa “Olhos nos Olhos”, na Rádio Clube de Matosinhos”, de 9 de Fevereiro, relatada no "Matosinhos Hoje"
.
Nota: Sr. José porque, aparentemente o COMENDADOR não gosta de ser assim tratado pela ralé. No mesmo relato:
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“SENHOR JOSÉ” – Recentemente fui autuado em
Matosinhos,quando seguia no meu carro
e tive um tratamento especial do elemento
da PSP que me tratou por “senhor José”…

9.2.07

37

Palpite:
O sim ganha, mas o referendo não é vinculativo.

31.1.07

36

Citações intrigantes:

Data da emissão: 26 de Janeiro de 2007
Hora: das 19 às 20.
Protagonistas: João Lourival a perguntar e Narciso Mirandaa responder
7ª. edição de “Olhos nos Olhos” na RCM, segundo o «Matosinhos Hoje»

O que se passa na Câmara de Lisboa não é bom para o prestígio dos autarcas. Há suspeições, mas a marca fica para sempre. A área do Urbanismo é muito melindrosa e, por isso, nunca a quis, quando presidente, sobre a minha directa responsabilidade, delegando poderes nos meus vereadores. Entendi que devia sempre alijar tais responsabilidades nos outros.
E agora "something completely different"

Há que ter calma e ser generoso. A actual Câmara Municipal ainda só tem 15 meses de trabalho. Agora é que irá arrancar para mostrar o que vale.
(será que a campanha já se vai virar contra o Guilherme Pinto e o seu vice-presidente, ambos potenciais candidatos à Câmara?)

35

Lidas e ouvidas as notícias do dia fica confirmado que dos ministros que andam pela China, um é um idiota: o da Economia, dadas as afirmações que fez sobre a vantagem que constitui o baixo nível de vida dos portugueses.
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O outro, dos Negócios Estrangeiros, também confirma aquilo que já se sabia: que entende que os direitos humanos são uma questão menor que deve ceder perante outros interesses que tem por mais relevantes. Desta vez opina que se lhes sobrepõe as vantagens da concorrência e da economia de mercado

29.1.07

34

"A independência não é um direito dos tribunais é um direito dos cidadãos"
Laborinho Lúcio

33

Para além da questão do aborto o PS está, neste momento, afundado em duas questões fundamentais da cidadania das quais está a sair muito mal.
Uma é a questão da luta contra a corrupção e as propostas Cravinho para esse efeito.
Podem a propostas não ser as tecnicamente mais correctas, podem conter erros e insuficiente apuramento jurídico.
Mas é inadmíssivel que não se tenha aproveitado a circunstância para legislar sobre o assunto e ir mais longe.
E não pode a estrepitosa defesa da presunção de inocência - e nem será esse o caso - impedir a imputação do ónus da prova nos casos de evidente enriquecimento injustificado dos titulares de cargos políticos e de cargos da administração pública.
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A segunda é a questão do trânsito de presos para Guantanamo.
Não há considerações de política internacional que justifiquem a recusa de esclarecer completamente o sucedido. Não o fazer é, também nesta matéria, pactuar com as mais indecorosas violações dos direitos humanos.

32

O referendo acerca do aborto é um erro político que poderá ter consequências extremamente graves, não só para o PS mas, mais do que isso, o que é muito pior, para as mulheres deste País.
O direito a abortar é um direito pessoal essencial; não pode pois, nem deve, ser sujeito a qualquer referendo.
É dever dos partidos, e sobretudo daqueles que se afirmam de esquerda e portanto paladinos dos direitos liberdades e garantias essencias e da dignidade humana, pugnar pela reforma do sistema legal, deixando a decisão livre de abortar na disponibilidade total da mulher.
Aceitar submeter a questão a referendo é demitir-se desse dever, e pactuar com formas incorrectas de limitação dos direitos essenciais
E é arriscar que continue a não haver solução para um problema que há muito devia estar ultrapassado.
Se por ventura a decisão do referendo não for vinculativa no sentido da despenalização - mesmo no estreito e curto âmbito que a pergunta pressupõe - que se segue?
O PS vai propor a alteração legislativa na Assembleia?
Era de facto aí que a questão desde sempre deveria ter sido resolvida.
Não me parece, contudo, que tenha coragem de fazer.
Será que vai ficar tudo na mesma?
É, lamentavelmente, bem possível.

25.1.07

31

Citações que intrigam:

«Pena Cravinho não ser ouvido no PS na suas propostas contra a corrupção.
É que há gastos exagerados de dinheiros públicos.»
Narciso Miranda no programa "Olhos nos olhos"

19.1.07

30

EX.mo Senhor
Luis Matos Gomes
Muito Ilustre sargento do Exército

Conheço o silêncio terrível das leituras das penas: escrevo-lhe com conhecimento de causa e só agora, porque só agora me disseram este endereço. Mas teria querido estar aí, contra essa mudez, para a romper de imediato, para lhe dizer que as sentenças são para se lutar com elas até ao fim dos recursos. Vai fazer vencimento: a vida, a justiça da vida são inapeláveis e o direito é a vida dos comuns, não as abstracções dos juristas, sejam ou não juízes.
Não lhe digo se fez bem ou mal: é assunto exclusivo da sua consciência. Mas digo-lhe que os tribunais têm de reconhecer o inocente onde ele está, de convicção. Toda a complexidade e sofisticação jurídica se têm constituído, passo a passo da história, por cima das prisões dos resistentes, afinal pelo viver bem de uns com os outros, contra as biologias forçosas, contra as medidas disciplinares primitivas.
A posição que é a sua é de defesa da vida civilizada, de tudo isso que é acrescentado pela convivência humana (e humanitária) ao puro dado da existência. Reconforta-me. Agradeço-lha.
Com toda a minha estima:
António Santos Carvalho, juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto.
No "Público" de hoje

29

eu caminho pelo sim

(mas tenho vergonha)


Está a ser distribuído em Matosinhos um panfleto a convocar as pessoa para uma Caminhada pelo SIM a realizar no próximo domingo, a partir das 10h30, e "com início no topo Norte da Marginal de Matosinhos".
A autoria de tal iniciativa é anónima.
Qual será a razão pela qual quem decide promover um evento de manifesto interesse cívico não tem a frontalidade de assumir a iniciativa.
Será que receiam que assumir uma (correcta) posição pública pró aborto lhes acarrete perdas eleitorais. Não é certo que quem vota PS tenha uma clara posição pró aborto.
Ainda anda por aí muita beatice guterrista!
Ou será que os autores do panfleto têm, compreensivelmente, vergonha da idiotice que é o texto que divulgam.
"serão lançadas ao mar rosas brancas em homenagem a todas as mulheres vítimas do aborto"
Aguarda-se que tão pungente encenação seja acompanhada, em fundo, da adequada selecção de música pimba. Tem aqui os organizadores uma ótima oportunidade de competir com o especialista na matéria, o Dr. Rio.
Ainda por cima o único local do percurso onde podem atirar as imaculadas rosas para o mar é na circunvalação. Ou seja, vão atirá-las directamente para a merda que eles próprios produzem
"esta iniciativa vai contar com a presença de todos os movimentos"
Estamos no domínio da mais estrita publicidade enganosa.
Os movimentos são constituídos por pessoas que tem a coragem de defender as suas opiniões e dão a cara por elas.
Os movimentos não se escusariam, seguramente, se estivessem comprometidos com a iniciativa, a patrociná-la abertamente e a identificar-se com ela.
Donde é fácil concluir que não só os movimentos nada tem a ver com esta marcha, como, muito provavelmente, até desconhecem a sua realização.
Estamos, pois, no dominio do mais triste oportunismo político.
Não obstante quanto aí vai,
Este blog é pelo SIM

26.12.06

28

Afinal não deixa de comentar!!!
E como de costume com grande inteligência e a grande altura:
http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2006/12/que-pena.html#comments

22.12.06

27

Interessantíssimas as declarações da Sara Pina à Visão acerca das indicações que o Souto Moura, expressamente, lhe deu sobre as informações concretas que devia passar para a comunicação social.
E daí devem extrair-se duas conclusões:
1.ª - Que o dito mentiu com quantos dentes tem na boca quando disse nada saber sobre o assunto e que deveria ter vigiado mais de perto a Senhora.
2.ª - Que a Sara nem sequer foi inquirida no Inquérito instaurado para averiguar as responsabnilidades por esses factos que constituem vilção de segredo de justiça
E, daqui, que o Ministério Público não se investiga, que só investiga quem não tem amigos, e que mata os processos quendo as conclusões podem não lhe agradar.
Em suma, nada de novo ...
Aguardam-se ansiosamente as reacções dos Josés

20.12.06

26

Do MATOSINHOS HOJE:

Programa: Olhos nos Olhos
Local de emissão: Rádio Clube de Matosinhos,
Dia 15 de Dezembro 2006 Das 19 às 20 horas
Número da emissão: 41ª.
Protagonistas:Coordenador: João Lourival (director da estação)Comentador residente: Narciso Miranda (ex-presidente da Câmara)
Argumento: Narciso Miranda responde a todas as “provocações” de João Lourival, sobre os mais diversos acontecimentos.

«Sobre os “esquecidos” do PS na distrital do Porto, Narciso fez referência às declarações de Renato Sampaio ao sacudir a água do capote, afirmando que a responsabilidade da indicação dos nomes se ficou a dever exclusivamente às concelhias. Diz ele que Remato foi somente carteiro. Espera a reacção das concelhias.»
Tem de se entender melhor!
Então de pois disto, e das demais figuras tristes que para aí tem andado a fazer, o Lourival foi para a reunião de militantes do PS dizer que disse?
ORGANIZEM-SE

25

Realizou-se, na passada segunda feira, a assembleia de militantes da Secção de Matosinhos do PS.
Nesta, o João Lourival confirmou publicamente que o Narciso Miranda foi convidado para integrar a lista de delegados ao congresso da Secção , e que recusou esse convite.
Esclareceu, mesmo, que o convite foi feito por ele João Lourival, pelo Guilherme Pinto e pelo Parada.

Dada a conhecida proximidade do Lourival com o Narciso esta afirmação não pode ser posta em causa.

Fica, assim, algo ( ! ) abalada a tese da "ostracização"

15.12.06

O espelhoda Nação
Nos meus tempos de tropa (3 anos e 3 meses da minha vida, da minha única vida!), avultava "em todas as esquinas da cidade", como no poema de Daniel Filipe, um "slogan" célebre "O Exército é o espelho da Nação". A ideia era pôr a soldadesca a ataviar-se garbosamente na esquisita expectativa de que, melhorando a imagem virtual da Nação no espelho, a Nação real se tornasse garbosa, assim a modos como se a Nação fosse (ó Lewis Carroll!) a imagem da sua imagem. 40 anos passados (agora de modo conforme às leis da óptica), é o futebol, e não o Exército, "o espelho da Nação": da Nação político-partidária, da Nação económica, da Nação empresarial. Que ninguém se iluda, o livro "best seller" deste Natal não põe à vista apenas o mundo sujo do futebol; olhando com atenção, é o rosto da Nação que nele difusamente se vislumbra. E isso gera naturalmente a suspeita e põe o cidadão comum de pé atrás em relação a factos que, noutras circunstâncias, talvez lhe passassem despercebidos, como o aparecimento (e rápido desaparecimento…) de magistrados do MP, um deles com funções no DIAP (onde se investiga o "Apito Dourado") numa lista candidata aos órgãos da Federação de Futebol ao lado de dois arguidos nesse processo. Muito descuidada anda a mulher de César!

13.12.06

24

Narciso Miranda no "Matosinhos Hoje":

«A vida das pessoas, e sobretudo a vida íntima dos casais, não pode servir para questões financeiras, nem deve ser exposta como arma de arremesso»

24

"Número dois" do DIAP onde se investiga Apito Dourado aceita cargo na Federação de Futebol
Tânia Laranjo



A ler aqui:
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=12&d=13&uid=&id=112061&sid=12365

Porque será que os senhres procuradores tem esta vertigem para o abismo.
No «curriculum» do Dr. Almeida Pereira falta a sua intervenção no processo, obviamente arquivado, onde se investigava o enriquecimento, eventualmente ilícito, do camarada Narciso.
Que a Tânia conhece muito bem. Curiosa, e se calhar oportuna, omissão.

11.12.06

23

Lê-se e dificilmente se acredita:

http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2006/12/sempre-fixes.html#comments

Sobretudo quando se sabe que quem escreve isto é suposto estar nos tribunais a defender a legalidade.

Mas também não se percebe como é que quem, estando nas magistraturas e tendo formação democática e passado anti-fascista, lendo coisas destas não vem publicamente tomar posição e demarcar-se delas e dos seus autores.

No «sine die», no «granum salis» ninguém tem nada a dizer?

10.12.06


22

ESCLARECEDOR E DEFINITIVO:
josé diz, 3:21 PM, Dezembro 10, 2006

"Os tribunais plenários, juntamente com a PIDE, as forças Armadas, a censura, a banca, a esmagadora maioria do episcopado português e outros elementos da hierarquia da Igreja Católica foram os principais sustentáculos da ditadura que se prolongou de 28 de Maio de 1926 a 24 de Abril de 1974."

Quem assim começa a escrever, perde a objectividade, porque denuncia uma opção política militante e que diminui a lucidez de análise, sem no entanto diminuir, antes pelo contrário, a vivacidade do relato.

Mas...não é destas análises que aqui deixei que procuro. Estas análises e relatos, não bastam para perceber e entender e principalmente dar a perceber, toda a complexidade do regime de Salazar/ Caetano.

Não deixam de ser verdadeiras, mas são subjectivas, eivadas de enviesamentos políticos e empenhadas em militantismo.É possícvel escrever sobre o assunto de modo diferente e melhor, acho eu.

9.12.06

21

josé diz, 3:03 PM, Dezembro 09, 2006

A legalidade do Estado Novo não é a mesma de Abril, de facto, o que não deixa de ser apodíctico.

Mas não deixa de ser legalidade. Constituição de 33 e por aí fora...

http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2006/12/memrias-reprimidas.html#comments

20

Este tipo de linguagem, apanágio de uma certa esquerda, só tem paralelo nestoutra: "25 de Abril, sempre. Fascismo, nunca mais."
Como me parece mesmo um problema semântico, vou tentar mostrar a génese do fenómeno no espaço curto de um postal.
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Para tal, deixa-se uma cópia de duas páginas do Estatuto Judiciário, de 1962, para se poder ter uma ideia da estrutura do poder judicial, antes de 25 de Abril de 1974 e como se entendia este poder do Estado. É aí que se definem os “tribunais plenários”, que são tribunais criminais, a funcionar em Lisboa e Porto, funcionando em plenário, para julgar determinado tipo de crimes, como sejam os “contra a segurança exterior ou interior do Estado e crimes de responsabilidade ministerial”, por exemplo, mas também outros.
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Por outro lado, o estatuto Judiciário, aprovado sob a luz da Constituição de 1933, atribuía aos juízes a independência, a irresponsabilidade e a inamovibilidade.
Tal como agora. Então, para quê, este ressurgimento memorialista, centrado na placa nos tribunais, onde funcionaram os tribunais criminais em plenário? Para que não se esqueça a ditadura e o tempo de “resistência ao arbítrio”. Arbítrio?
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Provavelmente será essa nostalgia, desses saneamentos frustrados, que hoje atenaza muitos dos que querem repescar memórias. Depois dos acontecimentos do 25 de Novembro e das listas e das sevícias e dos relatórios e das amnistias e das FP´s e das redes bombistas e de tudo o que fez a nossa história recente, lembraram-se agora de repescar a memórias dos tribunais criminais em plenário! Não está mal lembrado, mas lembremo-nos também de tudo o resto.
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Assim, o que parece relevar de toda esta polémica, é sempre o mesmo problema semântico que contende com o uso da linguagem.O PCP e as auto intituladas, forças antifascistas, apropriaram o uso de certos termos infamantes que lograram introduzir no léxico geral dos escritos em jornal e de divulgação amplificadas nos media em geral. Fascismo, reaccionário, burguês, nosso povo, forças progressistas, forças democráticas, classes, pides, repressão, etc e agora “tribunais plenários”, assumem significados particulares, para um efeito certo: o domínio da linguagem e dos conceitos que se torna essencial para manter um poder político-ideológico. Esse poder, no entanto, está perdido noutros campos…daí a importância fulcral em manter a novilíngua viva e rememoriada se necessário.Assim, não é toda a verdade que importa, nem o seu cortejo de contextos e nuances, mas apenas uma parte dela, a instrumental e a que interessa: aquela que confere audiência a uma ideologia falida.

7.12.06

19

Matosinhos Hoje

Foi a 38ª edição de “Olhos nos Olhos” na RCM com Narciso Miranda
As notícias


Drª. Joana Salinas – Narciso deu a conhecer que recebeu palavras para ele perturbadoras, pelo seu sentido de compreensão e amizade, escritas e assinadas pela doutora Joana Salinas, “uma grande senhora de combate”.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A Dr.ª Joana Salinas é juiz do Círculo de Matosinhos e Presidente do Núcleo da Cruz Vermelha (pelo menos).
Curiosa forma - ainda que algo encriptada - de ficarmos a saber da grande amizade e compreensão que tem pelo camarada Narciso.

18

A história não se apaga

«Foi hoje descerrada no Tribunal da Boa-Hora uma lápide a prestar homenagem aos presos políticos que foram julgados no tribunal plenário.
Segundo o Jornal Público de ontem o texto final foi objecto de negociação entre o movimento “NÃO APAGUEM A MEMÓRIA” e o Tribunal da Boa-Hora (?).
O confronto entre o que se queria que constasse da lápide e o que vai aparecer escrito, uma vez que o “texto inicial da placa sofreu algumas alterações após negociação com o tribunal da Boa-Hora”, é absolutamente notável e extraordinário.
Sai do texto original:
“O tribunal não actuava com independência, aceitava e cobria as torturas e ilegalidades cometidas pela PIDE/DGS, limitava-se, salvo excepção, a repetir a sentença que a polícia política já tinha definido. Muitos juízes ignoraram e impediram os presos políticos de denunciarem as agressões e métodos da PIDE/DGS.”
Onde estava “A justiça e os direitos humanos não foram dignificados nem respeitados no Tribunal Plenário” passa a estar “A justiça e os direitos humanos não foram dignificados”.
Para além da complicada questão da legitimidade de quem “negoceia” pelo lado dos tribunais, o resultado é bem revelador do desajustamento que, trinta anos depois, a magistratura ainda tem com a sua própria história.
Talvez juntando as palavras desconhecimento, alheamento e branqueamento tudo isto se perceba melhor.»
Luís Eloy Azevedo

6.12.06

17

Os Juizes de hoje, tirando algum tique autoritário e uma bastante generalizada incultura, pouco tem a ver com os que o foram durante o salazarismo.

Mas, à cautela, não querem ver por aí afixadas as misérias e sem vergonhas dos seus antecessores.

Ainda um dia vai ser necessário fazer a história da colaboração vergonhosa dos juízes com a ditadura. E que não era só nos plenários. Era também nos outros tribunais. Nomeadamente nos correccionais e nos tribunais de polícia, primeira linha de defesa das «instituições» e do regime.

Aliás não chegava a juiz quem queria; só quem merecia confiança, e depois de jurar lealdade a regimen.

E quantos acumulavam o juizado com o desempenho de funções políticas. Lembramo-nos todos de um que era, á data do 25 de Abril, presidente de uma câmara em Trás os Montes.

Apesar disso os actuais não querem, «et pour cause», ver muito beliscados os seus ilustres antecessores.

Do Público de hoje:

Descerrada amanhã lápide a assinalar os tribunais plenários

Carolina Reis

O texto inicial da placa sofreu algumas alterações após negociação com o tribunal da Boa-Hora
É amanhã descerrada na 6.ª vara criminal do tribunal da Boa-Hora uma lápide a prestar homenagem aos presos políticos do regime fascista que ali foram julgados nos tribunais plenários. Na cerimónia, que irá decorrer às 17h30m, vão estar presentes o ministro da Justiça, o presidente do Tribunal Constitucional e o vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça.
A iniciativa partiu do movimento cívico Não Apaguem a Memória, no início do ano passado. O militar de Abril Martins Guerreiro explicou ao PÚBLICO que o Movimento apresentou uma proposta de texto para a lápide: "Nesta sala do então Tribunal Plenário, entre 1945 e 1974, foram julgados inúmeros adversários e presos políticos da ditadura, acusados de "crimes" contra a segurança do Estado. "O tribunal não actuava com independência, aceitava e cobria as torturas e ilegalidades cometidas pela PIDE/DGS, limitava-se, salvo excepção, a repetir a sentença que a polícia política já tinha definido. Muitos juízes ignoraram e impediram os presos políticos de denunciarem as agressões e metódos da PIDE/DGS. A justiça e os direitos humanos não foram dignificados nem respeitados no Tribunal Plenário."
Após negociação com o tribunal da Boa-Hora, através do juiz Carlos Berguette, o texto acabou por sofrer algumas alterações: "Aqui funcionou o "Tribunal Plenário", onde, entre 1945 e 1974 - período da ditadura -, foram condenados inúmeros adversários do regime, acusados de crimes contra a segurança do Estado. A justiça e os direitos humanos não foram dignificados. Após o 25 de Abril de 1974 a memória perdura e a justiça ganhou sentido. À dignidade dos homens e mulheres aqui julgados por se terem oposto ao regime da ditadura."

3.12.06

16

http://o-pior-e-o-melhor-de-matosinhos.blogspot.com/index.html

João Avelino, Clarisse de Sousa, Fernando Queirós, Luis Santos e Claudino Silva, criaram o movimento de cidadãos "Quinta da Conceição - Privatização Não!"

Neste post é feita referencia ao artigo do jornalista José Maria Cameira publicada na pag. 6 do Jornal de Matosinhos na edição de 24 de Novembro de 2006 (mal me seja possivel farei o link directo ao artigo)
A concessão a privados da exploração da Quinta da Conceição é um assunto de vital importância para Matosinhos!... A prova-lo está a aliança que o Bloco de Esquerda fez com a CDU e o PSD para criar um movimento de “cidadãos” Quinta da Conceição – Privatização Não!Pergunto-me, e não consigo uma resposta aceitável (a não ser a do puro oportunismo) como justificar que esta mesma esquerda, agora em aliança com a direita, não se tenha constituído em movimento de “cidadãos” há muito mais tempo para impedir a privatização da água e saneamento, a privatização da manutenção dos espaços verdes e mais recentemente a privatização da recolha dos lixos?... será porque a direita aprovou todas estas privatizações?!Como não considerar o movimento "Quinta da Conceição - Privatização Não!" como um movimento político-partidário?... Não é um movimento político – partidário?... mas se ele é encabeçado por João Avelino, dirigente do Partido Comunista Português, deputado municipal e porta voz do grupo municipal da CDU; Fernando Queirós, deputado municipal e porta voz do grupo municipal do Bloco de Esquerda; Clarisse de Sousa, líder da Comissão Política Concelhia do PSD e que votou todas essas privatizações. Não percebe esta colagem da Clarisse de Sousa, a não ser por uma necessidade de protagonismo que não terá de outro modo, já que não é autarca pelo seu partido e, sendo a direita defensora de toda e qualquer privatização e do desmantelamento da “coisa pública” em benefício dos privados, venha agora manifestar-se publicamente contra a concessão da gestão da Quinta da Conceição a privados.O que verdadeiramente está em causa não é a concessão, a privados, da gestão da Quinta da Conceição (verdadeiro presente envenenado que Narciso Miranda deixou a Guilherme Pinto), mas sim os valores que envolvem este negócio!!É que é de um verdadeiro “negócio da china” que estamos a falar... de um negócio em que a Câmara se predispõe a gastar 1.637.500,00 € para receber em troca 604.000,00€ (valores de 2005).Não, não houve engano nos números! … Para privatizar a gestão da Quinta da Conceição a Câmara propõe-se a gastar quase três vezes mais do que aquilo que irá receber pelo “negócio”.O melhor é analisarmos os números mais em pormenor: Para concessionar a Gestão da Quinta da Conceição pelo período de 5 (cinco) anos a Câmara estipula como base de licitação o valor de 604.000,00€, valor esse que permitirá ao concessionário explorar as seguintes áreas de negócio:
· Exploração da Piscina Municipal;
· Exploração do Campo de Jogos de Ténis;
· Exploração de Eventos de Animação e Lazer em período nocturno;
. Exploração da Explanada;
· Exploração do Bar do Campo de Ténis;
· Exploração do Bar da Piscina.
Para garantir as boas condições de funcionamento destes negócios a Câmara pagará ao concessionário, no primeiro ano, 947.500,00€ para que este efectue finalmente as obras que a Quinta da Conceição há tanto precisa (construção de sanitários e reparação das diversas infra-estruturas existentes, pavimentação do campo de ténis, construção e arranjo dos jardins e colocação de bancos, papeleiras etc.)
Finalmente, a cereja no topo do bolo, porque a utilização da Quinta da Conceição pelos, até aqui, utentes, mas, a partir do momento em que a negociata se concretize, clientes, irá causar desgastes no equipamento concessionado, a Câmara irá pagar ao concessionário 690.000,00€, para cobrir as despesas de manutenção do equipamento concessionado. Aqui convém relembrar que o negócio em questão é a GESTÃO da QUINTA da CONCEIÇÃO, e que não é preciso ser nenhum perito para se saber que o conceito de “GESTÃO” engloba não só a EXPLORAÇÃO, mas também a MANUTENÇÃO do equipamento concessionado.Como se pode verificar, nesta negociata, pois é de uma verdadeira negociata que se trata, a Câmara propõe-se a gastar 947.500,00€ para pôr “como novo” e a funcionar em pleno um equipamento acabado de entregar à gestão de uma entidade privada, e desembolsará, por cinco anos dessa gestão privada, 86.000,00€, dinheiro que constituirá um lucro para o concessionário, que o irá somar ao vultuoso lucro que irá obter da exploração dos negócios listados em 1.!!!!!!!!!